Tuesday, September 29, 2009

Agora sim, um negócio lucrativo!


( enviado por Marco oliveira)

Finalmente cheguei a Itália!




(Foto enviada por Tiago Baptista)

O grande Peltzer. Quinta feira no Maxime. O passatempo neste blog.



O talentoso Peltzer, que conheci na última edição do festival Termómetro, vai estar esta quinta feira no maxime. E pela primeira vez neste blog, fazemos um passatempo que pode dar-vos a oportunidade de estarem presentes sem terem que pagar os 5 euros, que é quanto custa a entrada. Preço bem acessível, de resto.


Assim, basta que me enviem um email para fernandoalvim74@gmail.com e me digam com bastante imaginação o que é um peltzer. Qual a definição para esta palavrinha tão bonita. Ora, a definição falsa mais original e convincente leva um bilhete para si e para a sua amante ou vice-versa. O passatempo dura até às 18 horas de quinta-feira. Todas as participações serão publicadas posteriormente neste blog. Vamos a isto. Sinceramente, estou com medo do que daí possa vir. Mas vamos acreditar. vamos sim.





Quinta, 01 de Outubro

Cabaret Maxime – Praça da Alegria, Lisboa

23h00

ConcertoPELTZER




Música electrónica


PELTZER é um dos Novos Talentos Fnac 2009, uma colectânea cujos lucros revertem integralmente para a AMI.É um dos artistas portugueses com mais concertos dados na comunidade virtual Second Life, cerca de 400 concertos entre 2006 e 2009.PELTZER foi um dos finalistas da edição de 2008 do Termómetro.Prepara-se para lançar o seu EP de estreia com o título “Outdated” Ao vivo:Voz, sintetizadores, Guitarra/ baixo eléctrico e um VJhttp://www.myspace.com/peltzermusic


entrada: 5 eur. after party:1h30Dr. Moreau - Dj set (indie/ electrónica/ electro/ rock:)like: Late of the pier; Vampire Weekend; Ladytron; Pet Shop Boys; The Killers; Fujiya & Miyagi; Peixe Avião; Interpol; Arcade Fire; Gandaddy; Eels; Doves; Goldfrapp; Santogold; Gossip; Los campesinos; The knife; Depeche Mode; Blondie; Radiohead; Kobolds; u-Clic; Flaming Lips; Mercury Rev;

Cursos na Escrever Escrever

Começa já esta sexta-feira Inscrições até quinta-feira às 18h00

· “Escrita Criativa – Estilo Literário e Revisão” com Raquel Ochoa
Quatro sessões às sextas-feiras dias 2, 9, 16 e 30 de Outubro das 19h30 às 22h00 - mais informações


“Aperfeiçoamento do estilo literário e métodos de revisão de textos. Como aliar o prazer de escrever e simultaneamente dar aos nossos textos um significado inequívoco para os outros? Nesta oficina, partindo da valorização da originalidade de cada participante, tornamos consciente e aperfeiçoamos o estilo literário de cada um para a seguir explorarmos técnicas de revisão e o desenvolvimento da autocrítica”

Cursos com início terça-feira dia 6 de Outubro Inscrições até sexta-feira às 18h00



Escrever Letras de Canções - Iniciação com Gimba 19.30-22.00 mais informações
“ Abrir os olhos, os ouvidos e a mente para as subtilezas da escrita de letras em português. Uma nova perspectiva aberta a todos os interessados sobre a fonética, a prosódia e os recursos rítmicos/ dinâmicos a partir de uma consciência plena da sonoridade do nosso idioma. Exercícios múltiplos de escrita, mas também de atenção ao português de todos os dias.”



· Escrever para Teatro 19.30-22.00 com Luís Mestre mais informações
“Nestas quatro sessões vamos viajar através das palavras que os actores dizem…lá no palco. Abordaremos os pontos de base para escrever para teatro. Através de exercícios, conceitos, exemplos e da visualização e análise de uma peça, vamos criar a estrutura base e iniciar a construção da peça que sempre quis escrever.”




· Escrita de Humor com Susana Romana 19.30-22.00 mais informações
“Quatro sessões para: perceber os vários tipos de mecanismo que causam o riso no ser humano; saber reconhecer as especificidades dos vários tipos de humor; identificar e reproduzir as técnicas estruturais do humor e desenvolver ferramentas para criar situações humorísticas a partir de situações do quotidiano e da actualidade”

MANIFESTO CONTRA A RACIONALIDADE de João Gomes de Almeida






Acaba de me chegar este manifesto contra a racionalidade e está de tal modo bem escrito que me apetecia ter sido eu a escrevê-lo. Mas não fui. O seu autor chama-se João Gomes de Almeida e se quiserem subscrever o presente manifesto, devem fazê-lo por aqui:





http://oamornostemposdablogosfera.blogs.sapo.pt/75149.html









O texto é o que se segue:






Preâmbulo

São 22h20 de uma noite de final de Verão na serra. Embora ainda seja Setembro está frio, estou no norte do país, a quase 400 km de Lisboa. Aqui não há o mínimo barulho que interfira com a escrita, só os barulhos banais da natureza, mas que me parecem cada vez mais estranhos, por vezes assustadores. Estou num alpendre em pedra, onde ao longe o olhar consegue atingir umas luzes, indefinidas luzes que me disseram várias vezes ser Aveiro, facto que nunca acreditei até reparar no farol. Escrevo no cimo de uma serra onde ao longe vejo um farol – banal? Sim, talvez. Mas para mim esta tranquilidade é especial, há textos que só podem ser escritos fora da cidade.
Há quase dez minutos que aqui estou sentado e ainda não ouvi um carro, o barulho de uma televisão – absolutamente nada que indicie a mínima presença de humanidade, civilização. Ouço um gri gri ensurdecedor que penso serem grilos, cigarras, ou um qualquer tipo de bichos assim do género. Depois há o vento, que vai e vem em rajadas fortes. De resto nada, absolutamente nada.


Ao longe atingi um barulho, são os sinos da igreja a anunciarem a meia hora. Em Lisboa querem proibir os sinos da igreja “porque fazem muito barulho”. Aqui, na serra, os sinos assinalam a existência de vida, assinalam que ainda estamos vivos e que o resto do mundo também. Os sinos servem de bússola, de fio condutor das pessoas. Na serra os sinos da igreja são o único elemento vivo de racionalidade. A inútil racionalidade.


Chamei a este texto “Manifesto contra a racionalidade”. Manifesto porque tem mais impacto do que se lhe chamasse “folhetim” ou “elogio”. Um Manifesto não se escreve de ânimo leve, um Manifesto é uma coisa sentida que brota do fundo do peito para o mundo, não para uma pessoa em especial – mas para todo o mundo. Um “folhetim” ou um “elogio” pressupõe uma constatação, um manifesto é um acto de acção, de afrontamento, de revolta, de amor – acho que finalmente encontrei o senso, a lógica se quisermos, da terminologia – um “Manifesto” é um gesto de amor ao mundo.



Proletários mortos à fome por todo o lado, burgueses anafados com unhas castanhas de davidoff, clérigos presos aos dogmas da santíssima trindade, nobreza falida que prega poesia nos salões a tresandarem a mofo, ouvi-me. Por favor ouvi este afrontamento, ouvi estas palavras, se não por mais, apenas por serem um gesto de amor ao mundo.



Um acto de acção é antes de mais um acto de reacção. O português gosta de ser reactivo, o português é e sempre será reactivo – avesso à mudança dizem os radicais de esquerda, que por norma são meninas bonitas de roupas estranhas. Nunca houve um regime socialista em Portugal pelo simples facto de sermos reactivos, de entendermos que está tudo mal, mas que afinal não está assim tão mal que torne urgente uma mudança. Somos reactivos para sermos iguais ao resto do mundo – é neste ponto que falham as teorias das meninas bonitas de extrema-esquerda.



O português não é como o francês, que no fundo o que deseja é um mundo perfeito. Nós queremos um mundo “porreiro”, um mundo “assim-assim”. Queremos ser felizes à custa de nos mantermos iguais. Por isso, só por isso, nos tornamos num povo reactivo. É por este motivo que urge uma reacção em massa contra a racionalidade, é por esse motivo que devíamos reinventar a literatura portuguesa de amor. Foi assim que quase matamos a nossa poesia. E a culpa? A culpa foi de Fernando Pessoa. E eu adoro o Pessoa e qualquer outra pessoa que escreva algo de parecido com a genialidade dos seus poemas.



Pessoa, de tão genial que era, assassinou a nossa verdadeira poesia. Matou as cantigas de amigo, as cantigas de amor, os sonetos de Camões e o amor transformado em poesia verbal vomitada por entre versos. Pessoa, que era pessoa, certamente não pensou que a sua escrita tivesse consequências tão nefastas na cabeça dos portugueses. A nossa escrita tornou-se como que racional. Amigos gritem comigo: morte à racionalidade.



Sou um tipo que conhece algumas pessoas, não muitas, mas algumas. Já fui director de um jornal e tudo (já viram que título mais pomposo?), não que me sirva de muito, até porque era um jornal regional de uma cidade, mas mesmo assim sinto-me arrependido. Podia ter usado aquelas páginas amarelas de gramagem xpto para atentar contra a racionalidade, era como que uma mini asfixia democrática. Começaria ali no pasquim e depois partiria para o resto do país, seria o furor nas redacções dos jornais regionais, depois dos diários nacionais e qui ça mesmo nos semanários. Fazem falta nos jornais textos irracionais que atentem contra a racionalidade. Mas este texto seria travado pela máquina oculta da racionalidade. Onde? Não sei, mas seria certamente. Ou na revisão, ou na impressão, ou na distribuição, ou nos quiosques, ou em qualquer outro lado – lá viria a DGS da racionalidade impedir que a mensagem passasse.



Para além disso sou editor e até escrevi um livro, o que me daria espaço democrático para convencer a restante equipa da editora a aceitar a publicação deste manifesto. Mas provavelmente teria que subtrair o custo de impressão ao meu salário. Quem é que acredita na eficácia comercial de um texto que atenta à racionalidade? Ninguém, claro. A culpa é do sistema. Ainda para mais existem todos os outros factores externos à edição, completamente dominados pela DGS da racionalidade. Primeiro ia ser a distribuidora que não distribuía e depois iam ser os livreiros que nem à consignação iam querer manifestos nas suas prateleiras (estão fora de moda e ainda por cima vai sair o novo livro do Dan Brown a cascar na maçonaria). Pior do que tudo isto, quem é que compra um manifesto? Ninguém. O único que li foi o do Marx e o do Engels, e não o comprei, também confesso. Roubei, roubei ao meu tio que já foi maoísta e nunca o devolvi. Desculpa lá tio, espero que não tenhas facebook.


Chegamos ao facebook – o método reactivo por excelência na era moderna do 2.0.
Há umas semanas organizei um curso de política, deram-me o título de “director” e tudo. Foi giro, mas o convite é explicável pelo facto do verdadeiro organizador ser um filósofo, ou se preferirmos um professor de filosofia. Um professor de filosofia, que para além disso é um bom amigo, e que nestas duas qualidades teve a irreverência e a (reparem bem no conceito) irracionalidade de me fazer esse convite. No entanto, foi giro. Mas vamos ao que interessa.
Uma das aulas do curso foi dado por um bloguer/consultor de comunicação conhecido do grande público, um tipo afável e porreiro que em tempos até cometeu a irracionalidade (lá está, o conceito sempre presente) de aceitar apresentar o meu livro. Durante a aula falou-se essencialmente de comunicação 2.0, uma apresentação excelente e bem documentada, com dados de fibra óptica e tudo. Em suma, fiquei a perceber que a comunicação do futuro, principalmente a irracional, pode e deve ser feita com recurso à internet, através da tecnologia 2.0. Desta feita parti para a aventura, e assim nasceu o “Manifesto contra a racionalidade”.



UM MANIFESTO EM SETE PONTOS

1) O AMOR

O amor há muito que foi morto pela racionalidade. Quando falo de amor não falo de paixão, porque essa até mantém alguma da sua irracionalidade – o seu principal elemento diferenciador em relação ao amor. Falo antes do amor verdadeiro, aquele que se sente como que de um soco no estômago se tratasse, aquele nos faz olhar para um sorriso e pronto. Começamos a amar e amamos até ao fim dos nossos dias.


Que acabem os paninhos quentes no amor, que acabem os meios-termos, que acabem as hesitações em dar o primeiro beijo, que acabem os cafezinhos, que acabem os ciúmes, que acabem as discussões, que acabem as futilidades, que acabem os complexos, que acabem os elementos externos, que acabem as confusões – o amor é o tudo ou nada. No amor não há espaço para a racionalidade, os sentimentos são para serem impulsivos, irracionais, instantâneos – o amor não é uma conveniência, não é um estado de alma, não é um achar que. O amor é um tem que ser já. Então que se bana já a racionalidade do amor.


2) A AMIZADE


A amizade é a água tónica a fervilhar num copo com gelo cheio de gin. O gelo por si apenas sara as feridas, o gin é áspero de mais para ser bebido sozinho e a água tónica por si só é apenas aparência, trata-se da bebida dos ex-alcoólicos que queriam era estar a beber gin tónico. Da conjugação das feridas que é preciso sarar, com os conselhos amargos que é preciso receber e com a agradável companhia que é a tónica, nasce a amizade. Uma coisa é um conhecido, a outra é um amigo – o conhecido é racional, a amizade é irracional.

Abandonemos os amigos do racional na primeira esquina. Vamos pegar nos telefones e ligar, ligar aquele amigo que não vemos há uma eternidade, praticamente há dois dias, e dizer o quanto gostamos do ter como amigo. Vamos desatar a chorar em cada ombro, vamos a correr marcar um copo com cada um dos amigos e tirar fotografias. Vamos decorar as lareiras do país com fotos de amizades roubadas à piroseira – mas fotos de amizades sinceras. Que nunca ninguém mais fale da amizade sem a sentir.

3) A FAMÍLIA

A família não se escolhe, o amor e as amizades também não. Dizemos que é um frete estar com a família, por vezes até o sentimos, mas porquê? Por sermos racionais. É preciso amar a família não nas suas virtudes, porque isso é fácil, é racional. Temos que amar a família principalmente nos defeitos e dar conselhos, mesmo que sejam rejeitados e insistir, e transformar, moldar a família com base no respeito, na adoração.

Respeitar um familiar é sermos irracionais, é pegarmos no nosso pai que é do Benfica, sendo nós do Sporting, e levá-lo à Luz a ver um jogo e a comer uma fartura nas roulottes junto ao parque de estacionamento. Temos que reinventar a família, temos que ser reactivos ao ponto de não a deixarmos morrer, como instituto, como algo nosso, como sentimento de continuação e como tudo o resto, todo o rol de sentimos que nos faz rolar uma lágrima pela face quando sentimos saudades de um familiar.

4) AS CRIANÇAS

As crianças são o futuro, o amanhã. Tretas. As crianças são o hoje, são o presente, são o agora e são o agora na sua plenitude, são principalmente o que de mais puro e genuíno existe no mundo. Uma criança é para ser abraçada a cada momento, é para ser beijada, é para ser adorada a cada instante – ninguém tem mais para nos ensinar no mundo do que uma criança. Dizemos que as temos de educar, para quê? Para se tornarem iguais a nós? Sim, é para isso que as gostamos de educar, por e simplesmente para as tornarmos racionais.

Aceitemos e promovamos a irracionalidade das crianças. A sensatez com que repetem os gestos na televisão, a facilidade com que ignoram os estímulos que não sejam sensitivos, a genuidade que com que simpatizam com uma pessoa, independentemente da classe social, da crença, da cor, do feitio, do bigode, da roupa e mesmo do coração. Se aprendêssemos com as crianças não seriamos os brutamontes sentimentais que somos hoje em dia. Ensinemos as crianças a continuarem irracionais. Aprendamos com elas.


5) O TRABALHO

Para uns santifica, para os outros dignifica e para os verdadeiros irracionais atrapalha. O trabalho serve para pagar as contas, e porque assim tem que ser. Se não houvesse trabalho, o que é impossível, tanto melhor. Mas como é necessário então tudo bem, façamos um esforço. Mas nunca nos deixemos absorver pelo trabalho, a capacidade de absorção é uma coisa que está reservada às esponjas e aos sentimentos. Esses sim são necessários absorver e se os absorvermos vamos ser felizes, mesmo a trabalhar. Decreta-se pois que nunca ninguém promova o trabalho em vez da felicidade, do amor, das crianças, da família e do resto. Dos milhares de coisas que são muito mais importantes do que o trabalho.

6) O SEXO

Ai que horror que os irracionais só querem e só pensam no sexo. Vamos lá todos promover o sexo desmedido, com ou sem preservativo, nos bares, nas cabines telefónicas, nas sacristias, nas camas, nos bordeis e nos lençóis do vizinho. Nada disso, isso é estupidez, não é irracionalidade.
O irracional respeita o sexo, de quem o pratica e de quem não o pratica, porque não pode ou porque não quer, ou porque tem mais que fazer, ou até porque está bêbado de mais e não o consegue. O sexo é irracional porque é pessoal. Tendo estas duas características só é condenável quando ser torna racional, quando o fazemos porque tem que ser. Devolvamos também a irracionalidade genuína ao sexo. Façamos apenas porque queremos e com queremos.

7) A POESIA

Somos um país de poetas, de poetas com medo – por causa da racionalidade. Escrevemos os nossos poemas à noite em casa, nunca durante o dia numa esplanada. Escrevemos os nossos poemas e guardamos no fundo da última gaveta da mesinha de cabeceira, não corremos para os nossos amigos a perguntar se gostaram. E se alguém os encontra? Primeiro ficamos brancos, depois azuis e quase desmaiamos. Para compensar ainda damos uma desculpa: “isso não são bem poemas, são uns versos” ou então “são uma coisa minha”. Temos medo de utilizar a poesia para mostrar aos outros o que sentimos. Achamos que são uma coisa para nós, para passar o tempo. Mas não – a poesia é uma coisa para mostrar ao mundo.

Nem que sejam uma porcaria, literariamente falando, são os nossos poemas e quando os escrevemos depositamos lá algo de nós. Trata-se de um bocadinho dos nossos sentimentos que oferecemos a uma folha de papel – se os oferecemos é porque os devemos partilhar. Acham irracional? Ainda bem, é esse o objectivo. E eu confesso, não que eu seja um modelo para alguma coisa, mas nunca escondi um poema. E resultou? Não sei. Mas espero um dia encontrar uma mulher que verdadeiramente os perceba, os admire e me escreva um poema. Aí darei por encontrado o Amor e serei o mais irracional possível.

CONCLUSÃO



Este manifesto não tem um propósito, um único propósito racional. Os únicos propósitos que tem são irracionais, e tem vários, uns mais implícitos e outros mais explícitos. Mas como alguém me disse um dia, “se queres mostrar algo a alguém escreve, estás sempre a ser seguido”. Eu acreditei e por isso escrevo, escrevo para que sejamos cada vez mais irracionais.
Espero que a mensagem passe, espero que efectivamente alguma coisa mude e se mais não for a nossa vida.
Acabemos com a racionalidade!

João Gomes de Almeida

Perigo de derrocada




Tenho por hobbie observar pessoas e imaginar quem elas levam lá dentro. Imaginar quantas pessoas há para além daquela e muitas das vezes perceber que não existe lá ninguém . Nada. Há pessoas que vivem sem ninguém lá dentro, ouviram? Porque estão vazias ou por as esvaziaram a dado momento e daí não serem habitáveis. Crê-se que podem ruir a qualquer momento, parecendo trazer à sua volta, uma daquelas fitas amarelas fluorescentes que dizem “ Perigo de derrocada”. As casas só caiem quando já só existe fachada. E as pessoas são casas e nós bem sabemos como está o ramo imobiliário: Não se vende nada. As pessoas não se conseguem vender umas às outras porque há uma grande especulação entre todas. Todas pensam que valem mais do que o valor que lhes é atribuído. E não valem. Daí que algumas estejam tão inflacionadas e que outras passem a vida em promoções. Há pessoas cujos descontos chegam a ir aos 70% e mesmo assim ninguém as quer. Nem mesmo nos dias de ouro do El Corte Inglês.





Ás vezes apetece-me amar todas as pessoas que passam e dizer-lhes o quanto a vida pode ser magnifica enquanto as abraço e as beijo de forma quase cocainómana. Nesses períodos, eu sou de todos e sinto que terei chegado a esse dia vindo de um feito glorioso lá fora, em que todos os que chegam são amados por um povo inteiro, com muita gente à minha espera no aeroporto da portela e com alguém a banhar-se festivamente na fonte luminosa. Outros dias, apetece-me detestar toda a gente que passa, e odiá-los a todos com tremenda visceralidade e com um tiro ou outro. Ter aquele timbre tolhido pela má sorte e pela vida que não nos correu de feição e querer que todos sejam tão infelizes ou mais do que nós naquela altura. E se morrerem, tanto melhor. Hoje, tive dois dias desses. Um da parte da manhã. O outro, acabou exactamente agora.

Monday, September 21, 2009

A amizade é a pior inimiga do sexo


Não percebo porquê mas convencionou-se que os amigos não devem ter sexo entre eles, como se isso fosse uma espécie de incesto ou coisa pior. Como se a amizade tivesse efeitos anti-tusa, fortissimamente inibidores de qualquer tipo de actividade que implique tirar a roupa. E são muitos os casais que acabam o seu relacionamento por terem ficado demasiado amigos. “Sabes, acabamos tudo! – dizem-me. E eu pergunto: “ Mas acabaram tudo porque motivo? E do outro lado, a mesma voz diz-me: “ Ficamos demasiado amigos, sabes?” Não sei não. Esperem lá, mas isto quer dizer o quê? Que ao ficar demasiado amigo de uma mulher, corro o iminente risco de deixar de me sentir atraído fisicamente por ela, é isto? Pelos vistos, sim. Tudo indica que sim. Isto é, a amizade chega a ser pior que uma fotografia da Margaret Tacther nos idos oitentas.

Daí que seja melhor não arriscar. O problema do amor nos dias de hoje é a amizade. Repare-se que no tempo dos nossos pais não haviam estes problemas. E porquê? Porque eles não eram assim tão amigos e não confundiam as coisas. Respeitavam-se e tal, mas cada um sabia o papel que lhe estava reservado e não passava daí. Gostavam um do outro sim, mas mais do que isso, tinham um projecto e encaravam-no como uma empresa. Agora não. Os casais tornam-se de factos amigos inseparáveis e quando dão por ela não conseguem tocar um no outro. É o que dá as amizades.

E depois queixam-se as mulheres que os homens andam distantes, que parecem não as ouvir quando estão a ver televisão, que pouco falam, que pouco dizem de si, quando todos o sabemos – e aposto que qualquer homem que esteja a ler isto abanará freneticamente o queixo para cima e para baixo – quando todos sabemos que estamos apenas a tentar salvar a relação.
P.S. - Hoje, no 5 para a meia noite, na RTP2, recebo um casal de swingers, autores do livro SW Team - Diário de Bordo e ainda Catarina Pestana, autora da polémica peça “Light my fire". Quem quiser entrar via skype ou assistir ou vivo basta que envie nome e contacto para : alvim.producao@gmail.com. Até logo.

Porque é que o Mega Ferreira é o maior?










Ouvido em podcast. Entrevista de Carlos Vaz Marques a Mega Ferreira no programa Pessoal e Transmissível da Tsf:




Carlos Vaz Marques: António Mega Ferreira, qual é o seu maior projecto de vida?


Mega Ferreira: O meu maior projecto de vida... sou eu.






Sunday, September 20, 2009

Papá Wrestling




Não foi o vencedor do Motel Lx mas esteve quase. Fernando Alle, aluno da Universidade Técnica de Lisboa, na categoria de Melhor Curta de Terror Portuguesa, recebeu uma menção especial. Se virem isto, perceberão porquê, mesmo para os que não gostam de filmes de terror como eu. Gosto da história ( acho linda) e os notáveis efeitos visuais . Eis Papá Wrestling.

Tuesday, September 15, 2009

Gato Fedorento - O regresso



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Chego a casa e vou finalmente ver o programa dos Gato Fedorento com Sócrates e Manuela Ferreira leite. As minhas primeiras considerações são estas:

-Sócrates estava mais nervoso do que Manuela Ferreira leite e talvez por isso, Manuela ferreira Leite me pareceu melhor do que ele.

- Ricardo Araújo estava compreensivelmente mais nervoso no primeiro programa do que no segundo, talvez por o primeiro ser em directo e o segundo gravado. E isto pode condicionar a prestação de ambos.

- Gostava imenso de saber se as perguntas foram previamente reveladas a cada um deles. Nos Estados Unidos é uma prática corrente. A confirmar-se este cenário ( atenção que nada ouvi que indicie isso) Manuela Ferreira Leite esteve melhor preparada e por isso mesmo, é justo dizer que teve melhores assessores.

- Este modelo faz-me lembrar imenso o Daily Show do Jon Stewart, mas no entanto, não acredito que exista alguém em Portugal a conseguir fazê-lo tão bem quanto os Gato Fedorento.

- Acho que voltaram em grande. E mal consigam dominar todo este nervosismo e ansiedade inicial ( mais do que compreensível) mostrarão a todos porque são o maior fenómeno dos últimos anos. Porque esmiuçam como ninguém.

Hei, tire o pé da minha cara!



Todos querem uma novidade e eu também quero uma. Quero uma novidade que saiba a peixinho fresco apanhado logo pela manhã. Não quero uma novidade que já todos saibam ou suspeitem. Não isso não. Quero uma novidade que me faça dizer “Essa agora!” e pôr as mãos à cabeça em sinal de espanto.

Por isso os jornais são mais lidos que os livros, porque nos trazem novidades todos os dias. Porque mudam todos os dias. Um livro não. Peguem lá num livro e digam-me que novidades traz ele, na manhã a seguir? Não traz, porque não pode coitado. Se bem que era giro, um livro mudar com o tempo. Bastava chover lá fora e lá dentro, as letras humedeciam e tornavam a história mais escorregadia. Mudava tudo e os livros tornavam-se mais populares que os jornais. Mal via uma boa aberta depois de um dilúvio, abriamos o “Crime e Castigo” e diríamos: deixa cá ver o que me diz isto agora!

Mas não, os jornais serão sempre mais actuais e por isso mesmo são deitados fora. Tenho muita pena de ver um jornal deitado fora e não queria que deitassem este. Faz-me pena ver os jornais no chão ou a servir de cortina para locais que foram fechados. Ainda outro dia vi um senhor a pisar este meu espaço e disse-lhe em tom indignado “ Hei, tire o pé de cima da minha cara! As pessoas pisam os jornais, porque as novidades que lhes chegaram, são agora velharias.

Daí a emergência de tratarmos aquilo que não é novo como uma boa novidade. Os nossos pais serão sempre uma boa novidade, a nossa casa será sempre uma boa novidade, a nossa noite de natal será uma novidade incrível a cada ano que passa. Porque se assim não for, as pessoas, as instituições, os comportamentos vários, serão tratados como este jornal, quando perceberem que não há mais novidade alguma, depois da última página.




P.s - Hoje,Terça-feira, no 5 para a meia noite, na RTP2, os convidados são Judite de Sousa e Pedro Queiroga Carilho, autor do livro " O primeiro milhão para casais". Se quiserem assistir ao vivo ao participar via skype enviem os vosso nome e contacto para: alvim.producao@gmail.com. Até logo.

Sunday, September 13, 2009

Almodóvar e Ego




Fui ver o novo filme do almodóvar e como seria de esperar é um bom filme porque almodôvar não sabe fazer filmes maus. Se soubesse fazer filmes maus, tenho quase a certeza de que este poderia ser um deles, mas como não sabe, basta dois ou 3 pormenores, a linguagem que o caracteriza, duas ou três ideias certeiras e pronto, está feito mais um. Chama-se Abraços Desfeitos.

De resto, começo a defender uma tese que indicia que não deve haver nenhum filme de almodóvar que não tenha um chorrilho de palavrões que incluem invariavelmente – e saiam agora crianças – : foder, paneleiro, cabrão e puta. É óbvio que há mais, mas estas 4 palavrinhas estão lá de certeza.


No dia a seguir, vou ao teatro ver Ego, a peça que junta no mesmo palco, António Fonseca, Catarina Lacerda e Gonçalo Waddington. Pela primeira vez em toda a minha vida – que eu me lembre – fui sozinho a uma peça de teatro e vos garanto que vou começar a fazê-lo mais vezes, sobretudo se acertar na peça, como foi o caso.



E assim, enquanto os outros, no piso inferior, enchiam a sala do Camareiro para ver Ruy de Carvalho a ser ovacionado de pé, em cima, no quarto piso ( tem que se ir de elevador) estes 3, a partir de textos de Mick Gordon e de Paul Broks e encenação de João Pedro Vaz punham a pensar a assistência e a esquecer o camareiro e as palmas para o camareiro.E a pensar no cérebro e em quem chove a chuva. Está em cena até 10 de Outubro. Teatro D.Maria II.

Saturday, September 12, 2009

Foi um bom jogo?




Estou a gostar tanto dos debates televisivos entre os candidatos, que acho que nunca deveriam acabar, do mesmo modo que todos sabemos que nunca irá acabar a Praça da alegria na RTP nem o jornal das 9 com o Mário Crespo. E assim, eu vejo todos como se tivesse a seguir um mundial de futebol dos bons. E a verdade, é que muitas das vezes, embora tenhamos uma equipa favorita, gostamos de ver o futebol dos outros. E mais que um debate, isto é um jogo, são vários até, de tal modo que podiam merecer um boletim muito semelhante ao totobola com as 3 colunas para o: 1x2. Porque é isso que se pergunta a seguir a um debate: Quem é que ganhou? Quem marcou mais golos? Quais as melhores jogadas?

E assim, em cada debate, desculpem, em cada jogo, devia surgir o relato de Gabriel Alves: Caros leitores do Jn e ouvintes desta estereofonia, o jogo começou, e é José Sócrates que vai dominando o terreno, a fazer uma muito boa leitura de jogo, a ir bem até agora mas quase no final a ser desarmado pelo seu mais directo adversário. Oooohhhh! É Manuela Ferreira leite que segue em campo, é ela que vai dominando o jogo agora, passa por um, passa por dois, vai virar à esquerda e é apanhada por Louça. Senhores que emoção que aqui vai! É digno do melhor que se vê na Europa! É Francisco Louça a entrar muito bem no encontro, a levantar a cabeça para procurar terreno, a fazer uma pequena revienga para ganhar tempo e – ohhhh- é apanhado sem cerimonia por Paulo Portas que não abranda o ritmo de forma nenhuma, de forma nenhuma e vai em frente, agora pelo lado direito, com um corredor imenso para correr mas que – oh meu deus – é interceptado de forma vil por Jerónimo de Sousa, que tudo indica acaba de sair da festa do avante. É ele o homem que se fala agora no encontro, a multidão grita agora de mão fechada nas bancadas, o jogo está animado e , e .. e o árbitro termina o encontro. Ganharam todos, perderam todos. Todos acreditamos, todos não acreditamos. Mas o futebol é mesmo isto senhores ouvintes: É a táctica da força, é a força da táctica.

Friday, September 11, 2009

Eu tentando imitar Homer Simpson no "Duckman"

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E pronto, eis as minhas duas participações no "Duckman" série do qual sempre fui fã, mas que nunca imaginei que um dia pudesse - mesmo que por apenas alguns segundos - participar. E o resultado é esta pequena desgraça que se pode ver.

Entretanto, porque sei que é sonho de muitos um dia fazerem desenhos animados, pois fiquem com o contacto da Digital Azul que é responsável por estes. Digam que são meus amigos, que querem ir a um casting de desenhos animados e que são fãs incondicionais dos tochas, dos grandes Tochas ( tochas são os responsáveis máximos da empresa em questão). O número é este: 218 497 537. Podem ligar já hoje.

Eu no Duckman ( Parte 1)

Monday, September 07, 2009

O síndrome do cartão amarelo




Existe um síndrome que me enerva e que não é só português. Nem todos os síndromes têm que ser nossos e eu não invejo os países e as cidades que quiseram ter um síndrome só seu, como o de Estocolmo o comprova. Este – do que agora falo – é de todos, e existe em todos os países, mas sobretudo em todos os sorrisos cínicos e acusadores. Refiro-me ao sorriso que invariavelmente dá um jogador de futebol depois de receber um cartão amarelo. E não há nenhum jogador de futebol que não o faça. Pode não fazer de todas as vezes, mas acho que estou em condições de afirmar com a palma da mão estendida em sinal de juramento e verdade desportiva que : 80% dos jogadores de futebol depois de receberem um amarelo, se riem para o árbitro. Isto é: entrada feia por trás do adversário, o árbitro vai ao bolso da camisola e quando exibe – e muito bem - a cartolina ao jogador infractor, em vez de receber uma expressão de desagrado e vil contestação por parte deste, recebe isso sim, um sorriso largo e mil flores. O mesmo sorriso que os políticos dirigem uns aos outros de cada vez que discordam do que o outro terá dito. Os políticos. Os políticos são iguais ou piores a estes jogadores que recebem o amarelo. E porquê? Porque os políticos são o amarelo e na impossibilidade de insultarem o árbitro ou o adversário eleitoral, chamam-lhe nomes cá dentro na esperança de que não ouçam cá fora. Os nomes são esse sorriso. E de cada vez que vejo um sorriso destes na cara de um político, eu ouço os nomes, muito alto, como invariavelmente acontecia ao João Vieira Pinto quando depois de ser ceifado sem misericórdia no relvado, já em pé, pronunciava para êxtase de uma sala cheia, de um café apinhado de gente, em directo para a televisão, olha mamã!, em grande plano, com a boca cheia de raiva e insurgimento , um mais do que perceptível - e senhores como coro agora – um tremendo insulto, esse insulto, com as palavras todas, começa por f sim, à progenitora do jogador faltoso e por cortesia também ao árbitro. E posto isto, o sorriso do cartão amarelo, esse mesmo, que jogadores e políticos fazem a toda a hora, deveria ser sancionado a partir de hoje, com um mais do que merecido, autêntico e sonoro cartão vermelho.

Casting para Quintas de Leitura no Teatro do Campo Alegre



O ciclo poético Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre pretende descobrir novos talentos na leitura de poemas que possam vir a integrar o conjunto de recitadores associados a esta iniciativa, pelo que preparou um casting a realizar nos dias 1 e 2 de Outubro.

A partir da próxima segunda-feira, dia 7 de Setembro, os interessados em participar neste Casting poderão realizar a sua inscrição através da Produção do TCA. A inscrição prévia é obrigatória através do e-mail pvaz@tca-porto.pt.

Só serão aceites as inscrições realizadas no período de 7 a 29 de Setembro. Todos os candidatos admitidos serão contactados, via e-mail, para confirmação e marcação da hora do respectivo casting.

Os candidatos seleccionados serão convidados a participar em algumas das sessões regulares da programação das “Quintas de Leitura” em 2010.

Da inscrição têm de constar obrigatoriamente os seguintes elementos: nome completo, data de nascimento, naturalidade e contacto telefónico. Cada candidato deverá trazer um poema à sua escolha e será convidado ainda a ler um outro poema seleccionado pelo programador das Quintas de Leitura, João Gesta.

Para qualquer esclarecimento adicional, os candidatos poderão contactar, a partir de segunda-feira, a produtora Patrícia Vaz através do telefone: 22 606 30 17.

Sunday, September 06, 2009

Speaky no Só Visto

Azurara




O meu bom amigo Miguel Rendeiro meteu 50.000 pessoas na Azurara. Não foi sozinho - não foi - obviamente, foram muitos a ajudá-lo, mas acompanhei particularmente o empenho deste e encho-me de orgulho pelo que conseguiu. Rendeiro é dos bravos. E ainda bem.

Friday, September 04, 2009

Porque é que Fernando Pessoa é o maior?








Por isto. Eis uma das cartas a Ophelia, escrita a 9/10/1929.









Gosto de suas cartas, que são meiguinhas, e também gosto de si, que é meiginha também. E é bombom, e é vespa, e é mel, que é das abelhas e não das vespas, e tudo está certo, e o Bebé deve escrever-me sempre, mesmo que não escreva, que é sempre, e eu estou triste, e sou maluco, e ninguém gosta de mim, e também porque é que a havia de gostar, e isso mesmo, e torna tudo ao principio, e parece-me que ainda lhe telefono hoje, e gostava de lhe dar um beijo na boca, com exactidão e gulodice e comer-lhe a boca e comer os beijinhos que tivesse lá escondidos e encostar-me ao seu ombro e escorregar para a ternura dos pombinhos, e pedir-lhe desculpa, e a desculpa ser a fingir, e tornar muitas vezes, e ponto final até recomeçar, e porque é que a Ophelinha gosta de um meliante de um cevado e de um javardo e de um indivíduo com ventas de contador de gás e expressão geral de não estar ali mas na pia da casa ao lado, e exactamente, e enfim, e vou acabar porque estou doido, e estive sempre, e é de nascença, que é como quem diz desde que nasci, e eu gostava que a Bebé fosse uma boneca minha, e eu fazia como uma crença, despia-a, e o papel acabava aqui mesmo, e isto parece impossivel de ser escrito por um ente humano, mas é escrito por mim.

Thursday, September 03, 2009

Para quê arriscar em fazer diferente, se podemos ser iguais a todos os outros?



Não é só a estrada que é incomodada com os domingueiros. A noite também. Existem domingueiros a saírem à noite e isso nota-se bem pela forma como se apresentam. Sair à noite não é para todos e algumas das pessoas que não estão habituadas a isso, fazem-se notar por uma constrangedora falta de experiência Na verdade, são as primeiras a encontrarem defeitos na música, no espaço onde estão e até das pessoas que as rodeiam. E aqui entre nós: o problema dessas pessoas, são justamente elas.

A noite implica tolerância. Aliás, tudo implica tolerância excepto os golos falhados do cardozo à frente da baliza. O problema de Portugal é muito esse: não ser tão tolerante como deveria ser. E está provado que as cidades mais criativas e as noites mais entusiásticas, são onde a tolerância for maior. Esperem lá, isto não quer dizer que se deva fechar os olhos ao que é medíocre ou que se revele mau, ser tolerante não é ser tolinho, mas sim dar tempo para experimentar o que se nos apresenta como novo.

E não havendo esta tolerância, tudo nos parece mais igual e poucos serão aqueles que ousarão arriscar. Veja-se o caso das playlists na rádio: as pessoas queixam-se muito que a rádio passa sempre a mesma coisa, que as músicas são sempre as mesmas, mas depois não castigam convenientemente quem o pratica . Isto é, há um disco novo de uma banda qualquer, a editora determina qual o tema a passar na rádio e posto isto, como cordeirinhos, todas as rádios passam aquele tema, como se não houvesse mais nenhum outro em todo o disco. Com a noite passa-se o mesmo. Por exemplo, vamos imaginar: Agora o que está a dar é latinadas e caipirinhas a 2 euros e tal qual uma editora que determina qual o único tema a passar, eis que por todo o lado, só se ouvem latinadas e se bebem caipirinhas a 2 euros. Acham isto bem? Eu não. E assim não vamos lá. E devíamos.

Portugal precisa de arriscar e a noite também. E quem o faz devia ser premiado por isso. Mas para que isso aconteça é necessário, todos arriscarmos. Não pode ser uma coisa isolada. Tem que ser uma iniciativa concertada para surtir efeito. Temos que ser todos. Tem que ser o país, a noite, as pessoas que estão a ler isto. Estão ou não a ouvir já uma música épica de fundo? Será Carmina burana? Será a banda sonora que entra sempre nos filmes com discursos inflamados? Pois que o seja e me acompanhe até ao fim que já falta pouco.

Portugal devia ser um país de risco: mas não ao lado, nem ao meio, nem à Paulo Bento. O que aqui defendo - e vejam como falo a sério nesta minha dissertação – é que deveríamos ser conhecidos como um país tolerante e o melhor de todos, para que alguém criativo e com vontade de fazer coisas novas, nos escolhesse a nós e não outros. E para quê? Para arriscar. Pois enquanto cedermos a todas as formatizações e globalizações várias, seremos mais um entre todos. E Portugal não é mais um. E se é, não deveria ser.

Festival Termómetro. 15ª Edição. Abertas as Inscrições

Podia ser já hoje, para a semana ou por um destes dias, mas não! Será em Janeiro do próximo ano - de 2010 portanto - que se realiza a 15ª edição do Festival Termómetro.



Será pois uma edição comemorativa – haverá obviamente um bolo e confetis a explodirem no ar– mas o que agora importa - e é para isso que serve este press release - é aqui revelar com toda a pompa e insuspeitável circunstância, que estão abertas as inscrições para o festival.

E assim, até à meia-noite do dia 12 de Dezembro, todos os artistas ou bandas interessadas em participar, nacionais ou estrangeiras, deste planeta ou do outro, poderão inscrever-se - devem inscrever-se, têm a obrigação de se inscrever -, bastando para isso que nos enviem
o seu endereço de myspace, juntamente com uma foto e biografia actualizada da formação.

Podem igualmente fazê-lo enviando a sua maquete para:
Apartado 15154
1074-004 Lisboa

A 25 de Dezembro, serão desembrulhadas, melhor dizendo, divulgadas as 25 bandas escolhidas para entrar nesta edição comemorativa, cuja final se realiza a 30 de Janeiro em Lisboa. De resto, enquanto não vem o TGV, o festival volta a ser intercidades, e estende-se ao comprido pelo país, passando pelo Porto, Aveiro, Braga, Faro e Coimbra, onde se realizam cada uma das eliminatórias. A primeira delas a 7 de Janeiro, no Braço de Prata em Lisboa.


Para os menos avisados, relembramos que o Festival Termómetro se realiza desde 1994, tendo consagrado como vencedores bandas como os Blind Zero, Silence 4, Mazgani, Alla Polacca e Stowaways, Yesterday e mais recentemente os Bass-Off que, em resultado da sua vitória, se preparam para editar o seu álbum de estreia, no qual estarão incluídos 8 tema originais e uma cover para o tema “Trumpets” dos Waterboys. O álbum, que será homónimo, sai em Outubro deste ano com a etiqueta da Independent Records / Cego Surdo e Mudo.

De resto, é igualmente importante revelarmos que, embora não tendo vencido o festival, aqui se destacaram bandas e artistas como os Ornatos Violeta, Terrakota, Sloppy Joe, Dj Ride, Astoninhing Urbana Fall, entre as mais de 400 bandas que nele se fizeram representar.

Todas as eliminatórias e final da edição deste ano, serão transmitidas em directo pela speaky.tv - http://www.speaky.tv/ - e apresentadas por Fernando Alvim, fundador do festival, director da Speaky e da Revista 365. O Dj anfitrião da final, a 30 de Janeiro, será o actor Nuno Lopes.


Todo o regulamento e demais informações estão disponíveis no site oficial do festival:
http://www.termometro-online.com/

A banda vencedora do Festival Termómetro, ganhará o direito à edição de um disco, um videoclip, uma sessão fotográfica profissional e uma viagem a Londres para os todos os elementos da formação (cortesia EasyJet).

A todos os chegaram até aqui, pedimos que divulguem a presente missiva, em todos os meios que tiverem ao vosso dispor e que ainda não tenham sido vendidos à Ongoing ou ao Paes do Amaral.

Há fotos para download no site oficial do festival.
Obrigado.


Fernando Alvim
Director do Festival

Wednesday, September 02, 2009

Apetece-me pedir-te em casamento todos os dias




Ontem disse-lhe isto: Apetece-me pedir-te em casamento todos os dias. Mas só depois percebi que a frase não era minha, que a tinha lido numa revista do social. O que prova uma coisa que já tinha desconfiado: Pode-se aprender muito a ler a Caras!

Tuesday, September 01, 2009

Hoje, no 5 para a meia noite na RTP2







É hoje à noite, daqui a umas horas, que juntaremos no mesmo estúdio, D´Artagnan, emblemático porteiro da discoteca incógnito em Lisboa, mas também Filipa de Castro, que terá sido uma das figuras do verão deste ano, à custa de frequentes aparições noctívagas que lhe valeram páginas e páginas nas revistas da especialidade e um sem número de notícias, com fundamento, sem fundamento, com mais ou menos fundamento, sem fundamento nenhum.

Falaremos então sobre a noite, sobre essa coisa de sair à noite, do que se faz, do que não se faz, do que já terá acontecido, do que nunca por nunca - cruz credo! – poderá acontecer e assim e assim.

A estes dois, juntar-se-á ainda Hernâni Miguel, figura da noite, que esteve na génese de sítios como Lábios de Vinho, o Ocarina, o Janela Indiscreta e os inesquecíveis Targus e Três Pastorinhos.. Actualmente à frente do Diferenza, Hernâni entrará via skype .

E posto isto, resta-me convidar cada um de vocês a ver esta noctívaga edição, podendo quem quiser fazer perguntas aos convidados, sugerir vídeos muitíssimo bons para passarmos ( não convém terem mais de 1 minuto; 1’30 no máximo) e obviamente a assistirem ao programa ao vivo, o que pode ser feito se enviarem já um email para: alvim.producao@gmail.com. E era isto. Até logo. O tema desta semana é Lucubrar. vou sair.

Lan Festival em Abrantes. Divulgação de Press Release (2)


LANfestival 2009 – Worlds of sensations!

De 3 a 6 de Setembro, um mundo de sensações vai invadir Abrantes .
A 3ª edição do LANfestival lança-nos uma mistura de sensações nos vários mundos: Virtual, Real e Fun, onde se pretende que os cinco sentidos estejam apurados para ver, ouvir, sentir, viver, jogar e experimentar o vasto leque de ofertas para visitantes e participantes, que este inovador festival oferece.

FunWorld - Os Espectáculos Musicais contam com Produção da Zona B e começam dia 4 às 22h00: Os Pontos Negros, The Angry Odd Kids, Soapbox e DJ Fernando Alvim. Dia 5, X-Wife, U-Clic, Peltzer e DJ Rui Estevão. Para além de ouvir vai ainda experimentar o Parque Aventura, aberto todos os dias, com slide, rapel, parede escalada, insufláveis Paintball e muitos prémios e brindes para te oferecer. As entradas são LIVRES .

RealWorld - as competições apresentam um vasto leque de oferta: Karts, Trial 4x4, Radiomodelismo, BTT e Paintball, com muitos prémios para conquistar.

VirtualWorld - poderá experimentar todas estas modalidades em jogos virtuais, quer nos torneios de Consolas: Pro Evolutions Soccer e Guitar Hero, quer na LANparty com os torneios de PC Counter Strike Source, Counter Strike 1.6, Call of Dutty 4 e Track Mania Nations. Temos muitos e bons prémios para oferecer.

Este fim-de-semana em Coruche. Divulgação de Press Release (1)

Os saudosos anos 80 vão ser revividos e celebrados este sábado, dia 5 de Setembro, na praça de água, no Parque do Sorraia (zona ribeirinha), em Coruche.

O evento conta dois tributos:
22 horas - Xutos e Pontapés (Gritos Mudos), já que foi a partir do inesquecível álbum 88, que o Xutos se afirmaram ainda mais no panorama musical português.
23 horas - Bob Marley (Quem é o Bob), o mestre da música reggae compôs os grandes clássicos antes dos 80, mas durante essa década muito se dançou ao som do jamaicano.

Mas noite não se faz apenas de música ao vivo.

A partir da meia-noite, Fernando Alvim é o DJ, ou se preferirem o MD “Mete Discos” de serviço. Fernando Alvim é um apaixonado por tudo aquilo que diz respeito aos 80, inclusivamente é o único português vivo ou morto, que conseguiu entrevistar Piranha… quem é Piranha? Piranha era o gordinho simpático e comedor de gelados na série Verão Azul. Para além de ter entrevistado Piranha, Alvim orgulha-se também de já ter entrevistado, outro vulto, vulto na verdadeira ascensão da palavra, dos anos 80, nada mais nada menos que Samantha Fox. Poderão ler estas “prima donas” do jornalismo português no site da revista 365, www.revista365.com .

O DJ set, ou melhor, no MD set preparado por Capitão Alvinesco, tem sons e músicas de sempre, dos hits da época às bandas sonoras dos filmes, séries e publicidade de então, tudo poderá tocar na pista de dança.

A festa termina ao nascer do sol, ao som do Vitinho!

Entrada gratuita.
www.cm-coruche.pt e www.corucheinspira.com