Monday, December 15, 2014

João Amaral, gestor internacional, faz o Balanço Vital do Fernando Alvim.




5 factos que lhe tenham acontecido

1. Nasci em Angola em 1961, fiz 16 anos de Ultramar e nunca recebi nada pelos serviços prestados à Pátria.

2. Segundo a minha mãe com 18 meses já me levantava sozinho de noite para ir fazer as necessidades o que demonstra a propensão que tenho para grandes desafios.

3. O meu pai ensinou-me a pilotar aviões monomotores e bimotores, segundo ele pilotava melhor que muitos pilotos a quem deu instrução.

4. Estudei num País comunista (vivi 3 anos na Roménia de Ceausescu de 76 a 78 onde fiz o 5ª, 6º e 7ªano do liceu). Esta experiencia fez-me entender o que é uma utopia e transformou a minha atitude relativamente à politica.

5. Em Agosto de 2000, sozinho em casa, fundei a Toshiba Portugal, no passado mês de Novembro de 2014 cheguei a acordo e deixo uma empresa com 60 funcionários e 250M€ de faturação anual.


5 que se propõe ainda realizar

1. Estou em processo de decisão para criar a minha própria empresa e gerar emprego.

2. Gostaria também de conhecer a India e a China, talvez 2015 me traga essas 2 oportunidades.

3. Para melhorar a minha condição física e qualidade de vida pretendo emagrecer 30kg.

4. Um dia gostaria de saltar de paraquedas em queda livre.

5. Sempre sonhei ter um barco à vela para gozar o meu final de vida como “skipper”, de forma ativa mas tranquila.

Sunday, December 07, 2014

Ana Aragão, arquitecta e ilustradora, responde ao Inquérito do Fernando Alvim.



- Umas férias
Numa cidade grande, cheia de gente e de movimento. Pode ser uma cidade qualquer, e não tem de ser bonita, prefiro cidades confusas, com muita informação visual. O importante é que me possa perder nela, nos bairros, nas lojas, entre as pessoas. De preferência estou sozinha. Gosto de calor, de música nas ruas. Prefiro espaços agitados do que sítios muito calmos. O movimento exterior traz-me paz interior. 

- Uma ideia
Deviamos instituir a hora da sesta em Portugal, a bem da produtividade. Acho que os locais de trabalho deviam ter uma área mais informal, onde o diálogo e a discussão fossem fomentados. Um belíssima ideia seria também mudar o calendário para que o fim-de-semana passe a durar 3 dias. Acredito mesmo que as boas ideias surgem, grande parte das vezes, quando estamos distraídos. 

- Uma asneira
Fingir que sei com quem estou a falar. Como nunca me lembro de ninguém, tenho momentos absolutamente hilariantes. Ou trocar o género dos bébés, quando me deparo com alguém com um rebento novo. Devia ser obrigatório vestir os meninos de azul e as meninas de cor de rosa, caso contrário é um enorme desafio adivinhar.

- Uma paixão
As conversas longas, que duram horas, que têm o poder de transformar um desconhecido em alguém cúmplice. 

- Uma curiosidade
 existe um ponto cego na nossa retina, chamado escotoma, que não contém receptores de luz e não nos permite registar imagens. É o nosso cérebro que completa essa imagem inexistente. Ou seja, a percepção do exterior não está completa sem a nossa projecção interior. É absolutamente fascinante pensar como a nossa percepção do mundo tem também uma condição imaginária. 

- Uma pergunta
Porque é que insistimos em traçar linhas imaginárias/fronteiras para tudo e mais alguma coisa? 

- Uma resposta
 "Il n'y a pas de solution, parce qu'il n'y a pas de problème." Duchamp

- Uma lição
 Aprendi que o mais importante não é surgirem boas oportunidades, mas sim estarmos preparados para as agarrar. Acredito na sorte, mas não no sentido de fatalidade. Para mim sorte corresponde à inteligência de saber aproveitar as oportudadades.

- Uma aventura
Andar de bicicleta no Porto. Andar de carro em Gaia. Ou confiar no meu sentido de orientação. É aventura garantida. 

- Um segredo
Não acredito na inspiração, e também não adoro a palavra criatividade. Acredito na inteligência, na capacidade de reinvenção, na ironia, mas sobretudo no "fazer". Arte não é uma epifania divina, arte é (saber) fazer.

- Uma invenção
Mata-secas: equipamento altamente eficaz no combate a momentos menos divertidos e estimulantes. Sempre que estiver a apanhar uma seca, pressiona-se o botão on e o filme Yellow Submarine começa a passar dentro da nossa cabeça.

- Um desabafo
Não há paciência para os títulos cá em Portugal (Sr. Dr., Sr. Eng.º, Sr. Arqto...). Acho que as pessoas se deviam tratar todas pelo nome próprio.

- Um problema
A mania de que toda a gente tem que ser empreendedora, criar o seu próprio negócio ou ter uma ideia brilhante. Não temos todos que ter a ideia mais inovadora e revolucionária do século. A inovação, uma das palavras da moda, não é a maior virtude em todas as áreas. Não temos todos que inventar a roda, porque muitas vezes ela já foi inventada e funciona lindamente. 

- Um herói
O Quino (é o meu super-herói, gostava de desenhar como ele)

- Palavra preferida
Litote. É a figura com mais estilo. 



Monday, December 01, 2014

Balanço Vital, com José Couto Nogueira





5 factos passados que considero fundamentais


1 – Ir para a cama com uma namorada aos 14 anos, numa época em que as namoradas ficavam em casa e os meninos iam aviar-se com prostitutas. Passei a tratar umas e outras com a mesma delicadeza.


2 - Ler o Henry Miller aos dezasseis anos. Depois de uma educação católica serôdia, cujos princípios nunca fizeram sentido para mim, a descoberta do Humanismo foi uma mudança de 180 graus.


3 – Perceber, um pouco mais tarde, que a vida começa no nascimento e acaba na morte. Os espíritos e o Criador são, tal como os fantasmas e os monstros, invenções da cabeça de cada um. Atingi a tranquilidade quanto ao sentido da vida.


4 – Viver no estrangeiro, em três países diferentes, a primeira vez aos 19 anos. Todos as culturas têm qualidades e defeitos, tornei-me um cidadão do mundo.


5 – Apaixonar-me (várias vezes, em várias alturas, por pessoas, imagens, sons). O amor, tal como a percepção que a Arte possibilita, justificam a vida.



3 coisas que gostaria que me acontecessem

1 – Viajar pelo mundo, sem limites materiais e temporais.

2 – Escrever todas as sensações que vivi.

3 – Continuar a ter a capacidade de me apaixonar.

Thursday, November 27, 2014

QUINTAS DE LEITURA

"CAIR VERTICALMENTE NO VÍCIO" 
27 DE NOVEMBRO DE 2014 
22H00 | + info

Tuesday, November 25, 2014

VIVA A LIBERDADE - Cinema Italiano



8 ½ Festa do Cinema Italiano apresenta

VIVA A LIBERDADE

"Optimismo ao Poder"

um filme de ROBERTO ANDÒ

Estreia Nacional 27 DE NOVEMBRO 


Um EXCLUSIVO UCI CINEMAS (El Corte Inglês - Lisboa / Arrabida - Porto)



“Um filme surprendente e intrigante. Elenco excelente com uma interpretaçao soberba um Toni Servillo.”

Il Corriere della Sera

“Inteligente, engraçado, comovente e sensual...uma liçao de optimismo...”

Globalist




Viva a Liberdade vai estar nas salas portuguesas a partir do próximo dia 27 de Novembro. A obra de Roberto Andò - filme de abertura da passada edição da Festa do Cinema Italiano – foi um dos maiores sucessos de crítica da última temporada em Itália. Uma comédia inteligente, distribuída pela Il Sorpasso - entidade promotora do festival - é um exclusivo UCI Cinemas.

                                             TRAILER VIVA A LIBERDADE


Viva a Liberdade é uma paródia genial sobre o mundo da política italiana, com uma brilhante interpretação de Toni Servillo, protagonista de A Grande Beleza, filme vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2013.

O secretário do principal partido da oposição, Enrico Oliveri, está em crise - as sondagens para as próximas eleições não o favorecem. Uma noite, após um longo debate, Oliveri desaparece sem deixar pistas. O seu assessor, Andrea Bottini, e a sua mulher, Anna, começam a investigar a razão da fuga do secretário. A única solução que encontram para evitar a derrota política é substituí-lo pelo seu irmão gémeo, Giovanni Ernani – acabado de sair de uma clínica psiquiátrica. O secretário reaparece assim, sob a forma de um político poeta, detentor de uma linguagem lúcida, acutilante e supreendente.

Esta é a premissa para cerca de 94 minutos de filme, onde Toni Servillo intepreta as personagens dos dois gémeos. Não alheio às circunstâncias da política recente em Itália, o filme coloca em perspectiva uma série de questões ligadas à relação entre o real e o ficcional no contexto político. No final ficam-nos as perguntas: Poderá um “louco” salvar uma nação? O optimismo poderà subir ao poder?

Viva a Liberdade chega a Portugal, depois de ter tido estreia comercial em mais de que 25 países com relevante êxito de bilheteira, sobretudo em Espanha e na Grécia - países que partilham com o nosso uma situação politica e social e onde o público encontrou, no filme, uma divertida forma de reflexão.

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