Wednesday, October 01, 2014

XX Caminhos Cinema Português

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No dia 1 de Outubro, pelas 17h30 será inaugurada a Exposição (D)Amostra ao Festival e apresentadas as diversas equipas de júris da XX edição do festival Caminhos do Cinema Português. A exposição estará patente de 1 de Outubro a 22 de Novembro, no Espaco C, no Coimbra Shopping.A curadoria deste exposição percorre cronologicamente a história do festival, que começa em 1988, com a Mostra de Cinema, revisitando todas as edições do festival Caminhos do Cinema Português até aos dias de hoje.


Por ocasião da inauguração serão igualmente anunciadas/divulgadas as equipas de júris da XX edição dos Caminhos do Cinema Português. Como tem sido hábito as equipas são compostas por personalidades de mérito cultural e artístico com interacção, directa e indirecta, no mundo da sétima arte.

CURSOS LIVRES - CENTRO NACIONAL DE CULTURA - 4º TRIMESTRE 2014


CURSOS LIVRES | 4ºTRIMESTRE 2014

ABERTO A NÃO SÓCIOS

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I – a escrita do corpo / o corpo da escrita
a partir de as palavras fracturadas,  de ana marques gastão
A literatura e o diálogo interartes debruça-se sobre matérias ligadas à linguagem e à escrita (e sua origem) no diálogo com a dança no sentido mais amplo do termo, o de movimento. Serão também abordadas as relações primordiais e contemporâneas da escrita com a imagem. Procurar-se-á, por outro lado, enquadrar a literatura no mundo das artes, igualmente a partir da noção de jogo, em textos múltiplos, usando ferramentas várias: a origem da linguagem, a história da escrita, a antropologia, a simbologia, a ciência, em particular a geometria – mas também alguns conceitos associados à anatomia –, a filosofia, a dança, a música, a arquitetura, a escultura, a história das religiões e das tradições místicas, a filosofia hermética, a psicanálise, etc…

A estrutura das sessões parte da interação entre dança e escrita, diálogo estabelecido em função da ideia do poeta e ficcionista concebidos como ginastas da melancolia e da pergunta. Saber se a melancolia pertence ao esboço e figuração de uma hipotética definição de poeta constituirá motivo de reflexão teórica. Estudado será também o reflexo da melancolia em obras de natureza e épocas distintas (da Idade Média à contemporaneidade), bem como se analisará o possível diálogo entre poesia e prosa.
Acedendo à deslocação de um corpo tantas vezes desmembrado, o da escrita, surgida apenas há cinco milénios, procurar-se-á decifrar algumas, (im)possíveis, ressonâncias de sentido no plano da construção textual e simbólica, refletindo-se sobre o enigma da criação e o ato da leitura, tendo em conta o que se considera ser a ekphrasis.
A aglomeração de saberes e artes na construção romanesca ou poética, bem como a vivência poliédrica em alguns autores, serão temas de reflexão e de debate.

Coordenação: Ana Marques Gastão
Horário: quintas-feiras; das 18h30 às 20h
Duração:  8 sessões – de  23 de outubro a 11 de dezembro
Preços:
• adulto sócio 120 € | não sócio 144 € 
•  <25 ou="">65 anos sócio 96 € | não sócio 115 €


II – Portugal-Brasil: interseções  na cultura artística dos sécs. XIX e XX
Nos últimos dois séculos, as relações artísticas entre Portugal e Brasil ocorreram num cenário histórico marcado pela especificidade de percursos de cada uma das culturas dos respetivos países. A partir de 1822, o Brasil post colonial organiza-se como grande nação independente e desenvolve a sua própria identidade. Portugal passa por grandes transformações, desde o Liberalismo oitocentista até aos nossos dias. As ligações históricas pesam, mas as influências fazem-se nos dois sentidos. Para Portugal, são marcantes as repercussões consequentes do novo relacionamento, nomeadamente no campo das artes. O conhecimento desta problemática passa tanto pela análise de realidades específicas como pelo destaque de acontecimentos e de figuras e factos, que, de algum modo, tiveram expressão no domínio das artes visuais, nomeadamente nas artes plásticas e na arquitetura. Assim, este curso procura fazer uma abordagem temática com base em oito tópicos referenciais:

- Os artistas e o Liberalismo: Pedro José Pezerat - de arquiteto do imperador do Brasil a engenheiro da Câmara Municipal de Lisboa;  W. von Eschwege - de engenheiro de minas no Brasil a arquiteto do Palácio da Pena em Sintra.
- A obra artística promovida pelos emigrantes portugueses no Brasil: dos Gabinetes de Leitura às sedes das Instituições de Beneficência.
- A encomenda artística dos “brasileiros de torna viagem” em Portugal: destaque para o Visconde de Salreu e a criação artística de Norte Junior e para o Conde de Ferreira e a obra escultórica de Soares dos Reis.
- Os republicanos portugueses no Brasil: o caso de Rocha Peixoto – engenheiro e etnólogo em Portugal e arquiteto e promotor no Brasil.     
- Figuras e factos do primeiro quartel do século XX: as exposições do Rio de Janeiro em 1908 e 1922 e a participação portuguesa; a obra de Rafael Bordalo Pinheiro e de Jorge Colaço no Brasil.                    
-  A presença brasileira na Exposição do Mundo Português em 1940: o pavilhão do Brasil (arq.º Raul Lino)  e a apresentação da obra C. Portinari. 
- A influência do Brasil na construção da arte moderna em Portugal: o efeito da bienal de S. Paulo; Nadir Afonso no Brasil; o efeito da obra de O. Niemeyer e de Burle Max na arquitetura moderna. 
- Balanço e panorama atual: obras  de autores portugueses nas coleções dos museus brasileiros; relação de artistas portugueses com o Brasil (de Vieira da Silva a Júlio Pomar); exposições de artistas brasileiros em Portugal ( destaque para Helio Oiticica e Adriana Varejão).   

Coordenação: Maria Calado
Horário: quartas-feiras; das 18h30 às 20h
Duração: 8 sessões – de 22 de outubro a 10 de dezembro
Preços:
• adulto sócio 120 € | não sócio 144 € 
•  <25 ou="">65 anos sócio 96 € | não sócio 115 €


III – literaturas de expressão portuguesa
Vergílio Ferreira declarou “Da minha língua, vê-se o mar” e o mar foi /é o elo de comunicação do mundo da lusofonia, uma espécie de continente Pangeia que une os diversos países de expressão de língua portuguesa.
É o amor pela língua portuguesa que se espelha nas páginas dos diferentes escritores de literatura brasileira e africana que teremos oportunidade de analisar ao longo de sete sessões:
1.Dom Casmurro de Machado de Assis
2.Capitães da Areia de Jorge Amado
3.A Republica dos Sonhos de Nélida Pinon
4.Terra Sonâmbula de Mia Couto
5.O Testamento do Sr. Nepomuceno da Silva Araújo de Germano Almeida
6.Nação Crioula de José Eduardo Agualusa
7.Parábola do Cágado Velho de Pepetela

Coordenação: Paula Oleiro
Horário: segundas-feiras; das 18h30 às 20h00
Duração:  7  sessões;  de 20 de outubro a 1 de dezembro
Preços:
• adulto sócio 90 € | não sócio 108 € 
•  <25 ou="">65 anos sócio 72 € | não sócio 86 €

Festival Outono Quente



O Festival Outono Quente acontece de 1 a 5 de outubro no Parque Aquilino Ribeiro, em Viseu.

Esta 3º edição do festival conta com muita música, teatro e dança, mas também com fotografia e trabalho artístico desenvolvido com a comunidade.

Ninguém fica de fora deste Outono. Bebés, público escolar, jovens e seniores, mas também para quem está para lá do perímetro do Parque Aquilino Ribeiro; alguns dos espectáculos visitam o seu público no hospital e lares da terceira idade da cidade e região.

Alguns dos destaques do cartaz deste ano são os espectáculos de Leo Bassi (Itália) – reconhecido mundialmente pelas suas actuações extravagantes e irreverentes. Melech Mechaya (Portugal) – inspiram-se na música portuguesa, balcânica e árabe, a revista BlogFoolk considerou-os "um dos casos mais interessantes da cena musical portuguesa". Murmuyo (Chile) - terno na aparência de super-herói, provocador que quer ser provocado. Selma Uamusse (Moçambique) – uma cantora com uma trajectória entre o jazz, a música espiritual, o gospel e a soul. Marcha dos Sonhos – um espectáculo comunitário que envolverá cerca de uma centena de pessoas, entre artistas, grupos de teatro amador, instituições e escolas.

O Outono Quente é uma organização e produção da Associação Cultural Zunzum com a parceria do Município de Viseu e de variadas Instituições. No âmbito da organização da segunda edição, a Zunzum - A.C. foi distinguida com o prémio nacional de Boas Práticas Associativas 2013, zona centro, atribuído pelo IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude).

A Zunzum - A.C., que comemora este outono o seu sétimo ano de actividade, tem como missão estruturante a criação e promoção cultural junto de públicos heterogéneos. A par da programação e animação cultural, a Zunzum - A.C. desenvolve um intenso trabalho teatral - Teatro Onomatopeia (grupo de Teatro da Zunzum), que nasceu da necessidade de criar na cidade deViseu um núcleo teatral dinamizador de recursos criativos e formativos.

A Zunzum - A.C. tem feito da itinerância um factor fundamental na formação de novos públicos visando a descentralização de espectáculos e a sensibilização para as artes. A integração de redes de criação artísticas na região, fomentando parcerias regionais, bem como nacionais e internacionais, tem em vista, inclusive, a permuta de recursos humanos e a criação artística.

Sunday, September 28, 2014

Pedro Santo responde ao Inquérito do Alvim, no Jornal Metro



Umas férias
Duas semanas por ano, na Praia da Vieira, de 84 a 92. Nesse octénio, comi bitoque todos os dias, pelo menos ao almoço. Na altura, não fazia mal, que ainda não havia colesterol. 

Uma Ideia
Garotos a arbitrar os jogos da 1ª divisão, para ninguém refilar, chamar nomes ou lançar suspeitas. O melhor do mundo são as crianças.

Uma asneira
Uma vez, eram seis e meia, quase sete, e decidi comer um lanche-ajantarado, pensando que daria para dispensar o jantar propriamente dito. Às onze e tal, já estava cheio de fome. Tive de jantar à meia-noite, deitei-me de barriga cheia e tive um pesadelo.

Uma paixão
Ponto-morto, IC2, francesinha, Cerelac com leite e relações qualidade/preço. Ex-aequo.

Uma curiosidade
Não caio desde 1997. É recorde ibérico.

Uma pergunta
“Destes pratos do dia de carne, qual é que traz mais?”

Uma resposta
“Quero esse, então.”

Uma lição
Ir a sítios, na sua generalidade, e achar que alguém, alguma vez, se divertirá. Nunca acontece, parem de fingir. 

Uma aventura
Uma vez, ultrapassei um carro no IC2 e um camião, que ia na noutra faixa, fez-me sinais de luzes. 

Um segredo
Fernando Alvim já dormiu no carro mais de quatrocentas vezes.

Uma invenção
Um comando de televisão que faça zapping sozinho, para quando eu estiver a comer com as duas mãos (é quase sempre). 

Um desabafo
Embora disfarce exemplarmente, estaciono sempre ao calha. Actualmente, nada neste planeta será tão aleatório.


Um problema
Gostava que os caixas de supermercado deixassem de me dar o saco de plástico fechado. É revoltante.