Sunday, September 28, 2008

Before Sunrise. Before Sunset. Os filmes. O filme.



De cada vez que vejo este filme, mordo o braço por não ter sido eu a escrever o argumento. Tanto um como o outro. Dois filmes que mais parecem um só e onde quase só os dialogos importam. Um deles passou hoje Domingo, na RTP1. Vi-o de novo. Sempre a morder o braço.

Famoso por ser famoso



Parece que de repente toda a gente quer ser famosa e eu não vejo mal nenhum nisso. Toda a gente deveria ser famosa mas nem todos nascem com as mesmas aptidões, porque do mesmo modo que há quem tenha nascido para ser famoso também há quem tenha vindo ao mundo para dar uns toques na bola, ganhar milhares de libras e gastar tudo em prostitutas e possivelmente vinho verde. Eu pessoalmente, prefiro sempre maduro branco, mas tudo bem.



As pessoas pensam que é muito fácil hoje em dia ser famoso e não é não senhor. Vamos cá ver, sentem-se aqui miúdas ao meu lado que eu vou explicar isto, isso chega-te mais para aqui, no colinho pois, isso isso óptimo, upa lá lá, upa lá lá. Peço desculpa. Ora, ia eu a dizer. Para começar, ser famoso implica sempre ter algum talento, mesmo que esse talento seja apenas e só para ser famoso. As pessoas questionam-se: Vejo aquela mulher supostamente famosa a aparecer todos os dias nas revistas e não sei o que é que ela faz? Como é que ela vive? O que é que ela tem para ser famosa? E eu respondo: As vossas perguntas. Enquanto existirem pessoas que querem saber como vive alguém que desconfiam que não faz nada, essas pessoas a que se referem, que supostamente não fazem nada, continuarão a viver dessa vossa curiosidade. Ah – dirão! – Assim também eu. Pois bem, então porque não experimentam? Porque não é fácil e dá trabalho com fartura. Quem me dera a mim ser famoso deste modo. Mas convenhamos, quem no seu perfeito juízo, se iria interessar por uma capa de revista aqui com o vosso escriba e o seu melhor sorriso a anunciar: Estou mais feliz do que nunca! Ora ora, isso queria eu que me acontecesse, deixava de trabalhar por uns valentes anos e era ver-me a aparecer nessas revistas com títulos sempre muito sentimentais e fantasiosos. Algo como – reparem como é bonito – eu a olhar para o mar no meio da Avenida Brasil enquanto deixo escapar este” Estou apaixonado pela vida!”. Esperem, pode-se ainda fazer melhor. No meio da cidade, com olhar decidido mas ainda assim enigmático, revelando para a lente: A vida não pode esperar! Reparem que não é à toa que a palavra vida aparece em todas as frases, as pessoas famosas preocupam-se muito com a vida que têm e sobretudo em fazerem saber a vida que têm aos que a não têm: nem a sua vida nem muito menos uma vida. Eu por exemplo - não é por nada - vou agora à minha vida.

Ar de Rato. Vencedores: Million Dollar Lips











Friday, September 26, 2008

Funkoffandfly vencem 1ªEliminatória. Million Dollar Lips ganham 2ª. Hoje, é no Blá Blá no Porto.termometro-online.com





Joana Duarte na Maxmen de Outubro. Quem é esta miúda?
























Não perguntei a idade a Joana Duarte porque não se deve fazer essa pergunta a uma mulher. Não lhe perguntei se tinha namorado porque é uma coisa muito pessoal e só a ela diz respeito. Não lhe perguntei que lingerie estaria a usar naquele dia, porque a Maxmen é uma revista séria. Mas aqui para nós, com excepção destas 3 perguntas, acho que lhe devo ter perguntado tudo. E sabem que mais? Ela respondeu.


Joana Duarte, Desde que fizeste a série, Quantas vezes é que ouviste a expressão 'toma lá morangos'?

Toma lá morangos não contei, mas posso te dizer que passei a ouvir muitas vezes ' queres bananas com marmelada?!'

Vais partilhar casa com a Joana Freitas. Já decidiram, qual de vocês irá às reuniões de condomínio?

As reuniões do condomínio são cá em casa, a Joana criou uma excelente relação de cordialidade com os vizinhos.

Podemos falar em relação aberta?

Podes. Adoramos relações abertas.

E vizinhos da frente, alguma coisa de jeito?

Nem por isso. Mas não perdemos a esperança.

Então e a Joana Freitas e o Ronaldo? Continuam com as sms? O Ronaldo usa escrita inteligente? Usa k's em vez de q's e c's?

Quem??? Ronaldo??? Não, esse não mora cá!

Sabemos que és controladora? Quer isto dizer que um homem não pode ter controlo sobre ti?

Pode... desde que só me bata uma vez por semana ( risos)

De facto, ainda bem que falaste nisso. Está a perder-se essa secular tradição da sova portuguesa, que é uma coisa tipicamente nossa. O que tens a dizer sobre isto?

Adoro. Adoro tradições
Há mulheres que hoje em dia já nem sequer levam uma verdadeira sova portuguesa quando o Benfica perde. Não achas isto triste?

Acho. O mal é dos cintos. O mal é dos cintos mas os de pele verdadeira, que estão em vias de extinção e são sem dúvidas os melhores. Uma boa sova com um cinto destes tem outra beleza. Que saudades. ( risos. muitos)

Alguma vez ouviste um 'Joana, não sei que se passou, foi a primeira vez que isto me aconteceu'?

Ainda hoje de manha a Joana disse-me isso. O despertador tocou e ela não ouviu.


Existem orgasmos múltiplos, ou é apenas uma invenção das mulheres para nós termos inveja?
Que fraquinho Alvim, nunca deste uns desses a uma mulher? aiaiai tens mm de vir cá a casa.

Espera lá, diz-me com sinceridade, neste momento, ao seres entrevistada por mim, sentes que o teu corpo está a reagir?

Completamente, não sei é se é de estar com a janela aberta ou de hoje estar um briol que não se aguenta.

Posso presumir que te estás a acariciar neste momento?

Não, porque estou a escrever no computador. Mas posso-te dizer que se o conseguisse fazer só com uma mão... éramos capazes de ter história...

Porque é que a última vez se esquece tão mais depressa que a primeira? Lembras-te do nome completo da tua primeira vez? E do nome completo da última?

A primeira já foi há muito tempo. A última não te posso dizer.

E que tal?

Tudo no sitio!!!

Há coisas fantásticas?

Oh, então não há!

É verdade que o melhor sexo oral que se pode fazer a uma mulher, é precisamente feito por outra mulher?

Tem dias.

E nos dias bons?

Não queres outra coisa!!!











( continua na Maxmen Outubro. Já nas bancas)

Thursday, September 25, 2008

1ºEliminatória do Termómetro. Hoje, dia 25 de Setembro, Freeport de Alcochete. Entrada Livre.








E vai começar tudo outra vez. É hoje, é Quinta, é a 14ª edição do Festival Termómetro e aqui o rapaz vai andar com os sonos trocados até ao dia 18 de Outubro. Hoje, Quinta, dia 25 de Setembro, a 1ª eliminatória, é no Tazz Bar no Freeport Alcochete. Sexta-feira, dia 26, no Ar de rato, em Coimbra. E Sábado, em Matosinhos, no Blá Blá. São 25 bandas, 5 eliminatórias e uma final. Gostava que 10 milhôes de portugueses aparecessem mas sei que a capacidade de cada local não daria para todos. Deviam ir ver estas bandas, perceber o que se anda a fazer e com sorte deitar a mão a um destes pins(http://www.pin-a-cloth.blogspot.com/). É o Festival Termómetro e está tudo aqui: http://www.termometro-online.com/ e também aqui : www.myspace.com/festivaltermometro. Deviam aparecer caramba! Eu estarei à vossa espera! A entrada é livre.

Thursday, September 18, 2008

Portugal sim, mas com jeitinho.





De que vale a um país ter uma grande história, se tem memória curta. Portugal esquece-se muitas vezes do que vai a dizer a seguir e erguendo o dedo em riste, como se fosse muito importante, admite com embaraço que se esqueceu do que tinha em mente “Eu queria dizer algo de muito importante, que é precisamente o dia…. peço desculpa que esqueci-me agora!”. E posto isto, Portugal fala e conta outra história, esmiuçando a memória como se fosse um disco rígido ou um cd que pura e simplesmente não lê e se ouve aquele barulhinho do cd às voltas. Portugal é esse barulhinho, essa espécie de ar suspenso, esse andar às voltas na tentativa de encontrar não se sabe muito bem o quê. Portugal muitas das vezes não sabe o que ia a dizer a seguir e enquanto não se encontra vai contando outra história, vai andando às voltas, como quem não arranja posição para se sentar. O barulhinho. Portugal sente esse desconforto, essa posição incómoda que muitas das vezes surge por ficarmos demasiado tempo no mesmo sítio. E por isso ajeita-se. Não existe no mundo nenhum país que se ajeite tanto como o nosso, daí que não seja de estranhar que numa situação de maior estorvo usemos invariavelmente a expressão: “Dê-me lá um jeitinho!”. E se não dão, porque sabemos ser só um jeitinho, revoltamo-nos nesse mesmo agora “O sacana do gajo que foi incapaz de me dar um jeitinho para eu estacionar” “a palerma da miúda que mesmo percebendo que eu estava que não podia só por a ver, foi incapaz de me dar um jeitinho”.


E por isso, Portugal põe-se a jeito por estar à espera desse jeitinho. Chegando para lá da hora de embarque- “Dê-me lá um jeitinho! – passando o prazo que havia para pagar, querendo sair dali o quanto antes, fazendo tudo para que a filha entre depressa na função pública – dê-me lá um jeitinho - que o carro seja composto fora da hora do expediente, que me aprove esta obra há tanto tempo embargada, que feche os olhos, que apague a luz – Dê-me lá um jeitinho – que passe à frente de todos que estou com muita pressa, que chega-se para lá que cabemos todos neste banco de comboio. E sabem que mais? Eu gosto deste jeitinho de ser português e nada haveria de mal se os outros países também o tivessem. O problema do jeitinho é não existir em mais lado nenhum, como se fosse um idioma que só se fala naquele país. Daí que não nos percebam quando reclamos. O problema do jeitinho é não ser exportável, pois se o fosse, há muito que o jeitinho já não seria só nosso.

Friday, September 12, 2008

O Mal não é para todos


O mundo sempre esteve divido entre bons e maus e desde tenra idade pareceu-me desde logo evidente que existia um lobby a favor dos bons: "Vais ser um bom rapazinho!", "Vais ser uma menina muito bonita, não é?". O simples facto de existir um lobby já não é coisa boa, na verdade, é mais coisa de maus. E, Entre os bons, os que praticam o bem, existe uma subcategoria assinalável. Não os bons-maus (que isso não existe) mas sim os bons samaritanos. Isto é, as pessoas para as quais a bondade não tem limites e que muitas vezes são confundidos com os vulgares "Totós". Ora bem, um bom samaritano pode vir a dar um belíssimo "Tótó", do mesmo modo que quem começa a praticar yoga é quase certo que em breve será vegetariano e mais tarde militante da Quercus.

O problema aqui, é que este conceito de bondade parte de um princípio errado, precisamente o que dá a entender que ela possa eventualmente ter limites. E não tem. Pensem numa característica boa: a paciência, por exemplo. E agora digam-me lá quantas vezes já não terão usado a expressão "Tu estás a esgotar-me a paciência" ou "Eu não tenho mais paciência para ti!". Cá está, eis a prova. A paciência (que foi um exemplo absolutamente aleatório) esgota-se, acaba e mesmo as pessoas que mentem dizendo "Eu não tenho paciência" é óbvio que já a tiveram. Quer isto dizer que a bondade tem limites sim, que acaba, que esgota, que a partir de determinado momento, quando estão a abusar "Estás a abusar da minha boa bondade" amua e aniquila-se como se fizesse um perfeito e honroso hara kiri. Ora, a maldade não usa nada disto e como decerto compreenderão, não tem limites. Aliás, os maus costumam até brincar com isso dizendo uns aos outros "O céu é o limite" mas nem isso é verdade.

A maldade, quando bem-feita, o que pode ter é uma coisa muito bonita que se chama: requinte. Requintes de malvadez. E isso é o que distingue o vulgar criminoso de alguém da alta sociedade dos maus: o requinte. Uma forma aristocrata de fazer o mal, mas de modo a que todos comentem isso no dia a seguir com pormenor. Algo como: Mas então Dona Clara, já sabe aqui a do vizinho do lado? Então não é que apanhou a mulher com o amante e antes de lhe dar um tiro no pé, fez questão de lhe mostrar uma t-shirt que tinha vestida que dizia "Eu sei que tens um amante mas diz lá que está t-shirt não é bem gira?" E olhe, primeiro obrigou-a a ler em voz alta e só depois é que lhe acertou em cheio. Uma pena, uma senhora tão nova e já a coxear".

Aqui está: o requinte. Não houvesse este pormenor e não haveria esta maldade boa, esta instrução, esta elegância e criatividade em praticar o mal. Porque o bem pode ser para todos, mas este mal aveludado e com requinte só está ao alcance de alguns.



O monstro do Lago Ness é o Milagre de Fátima dos Escoceses.

Wednesday, September 10, 2008

Ainda Bem Que Apareceste

Há quase um ano participei naquele que considero um dos programas mais originais dos últimos tempos. Chama-se Ainda Bem Que Apareceste e nele, os convidados a participar não fazem ideia do que lhes irá acontecer a seguir. Não há texto algum, não há explicação alguma. A única coisa que sabemos, é a roupa que iremos vestir e mesmo isso, só nos é revelado quando chegamos ao estúdio. Quando me deram aquele casaco de cabedal, aquelas calças e todo aquele gel no cabelo, palavra que pensei que iria fazer o papel de um vulgar chulo mas a realidade que me esperava era bem diferente. A emissão foi finalmente para o ar no passado Sábado. O resultado é este. Carla Salgueiro e António Cordeiro mereciam melhor sorte.

Making Of Vobis

Saturday, September 06, 2008

Festival Termómetro. Inscrições até 12 de Setembro



A poucos dias do final das inscrições para a 14ª Edição do festival Termómetro parece-nos justo revelar à imprensa que a edição deste ano, aconteça o que acontecer, bateu todos os recordes de participação de sempre.

Este assinalável número fica a dever-se à possibilidade de as bandas se poderem inscrever com o simples envio do seu endereço de myspace através de dois endereços: O do site do festival (http://www.termometro-online.com/) e do próprio myspace do festival (www.myspace.com/Festivaltermometro).

Serve isto para anunciar para os menos avisados, que as inscrições ainda se encontram abertas, até ao dia 12 deste mês ( inclusive).

Se conhecerem bandas ou artistas interessados em partipar mesmo que não sejam de Portugal, podem e devem avisá-los o quanto antes.

Friday, September 05, 2008

Benedita Pereira na Maxmen. Edição Setembro.










Não tem namorado e não quer casar. Não sabe o que é uma suruba e mesmo sendo do Porto não imagina onde é o cabo do mundo. Gosta de gelados e revela que é capaz de comer, sem qualquer pudor, um Calipo na via publica. Vive em Nova Iorque mas não devia. Benedita Pereira é de Portugal.



Como é que está isso entre ti e o pipo? Ele ainda te escreve regularmente ou enviam apenas sms no Natal?

eh pá, a relação não resultou muito bem. Já nem no Natal falamos imagina. uma historia de amor tao forte!E acaba assim, uma tristeza.



Alguma coisa que a tua personagem lhe terá feito que nunca em vida tu farias?

A minha personagem casou com ele... eu nunca o faria!!!

Mas porquê? não é o teu género?

Nem ele é o meu género (se é que eu tenho género) nem é do meu género casar seja com quem for.

Espera lá, não queres casar? Nem comigo?

NAO!!! Não e Não!

Tiveste o teu momento "Janet Jackson" (mostraste um mamilo) num episódio da novela "Tempo de viver". Curiosamente, num episódio em que se retratava a queda das torres gémeas. Benedita, diz-nos, porque é que apenas uma das coberturas das tuas torres gémeas caiu?

(risos) Foi um acidente, eu sei que é o que todas dizem. Mas a verdade, é que o realizador ( sim, porque eu não tinha reparado) só me disse isso para pedir autorização à hora do almoço, já depois de se terem feito outras cenas. Ora pois que não me apetecia repetir tudo aquilo - apesar de adorar o Marco d'almeida - e lá disse que sim.

É verdade que já tiveste que simular um orgasmo num café cheio?

É verdade, apesar de eu não gostar muito de usar os meus dotes de actriz na vida real. Mas nós, mulheres, obviamente conseguimos!!

Finges por cortesia? Por altruísmo? No fundo, por seres a Madre tTeresa de Calcutá dos tempos modernos?

Já te expliquei que fingir não é muito o meu género. Se ele não sabe fazer as coisas também não vou iludi-lo.Não gosto dessa coisa da Madre Teresa. Ainda por cima dá trabalho, é desagradável.

Sabias que a tua série dos Morangos com Açúcar passou na Roménia e que és uma semi-deusa por lá? Aceitavas ir desfilar no Carnaval de Bucareste, por exemplo?

Eheheh, sabia sim senhor. Porque estive lá e qual não foi o meu espanto quando percebi que me chamavam pelo meu nome lá num centro comercial e sabiam falar português por causa das novelas.

Conheceste algum romeno?Tiveste alguma internacionalização, se é que me faço entender?

Naaa, romenos temos cá muitos mas não lhes acho grande graça, os portugueses são melhores.
E sim, já abri a minha caderneta internacional mas não foi na Roménia.


Ai sim. Mas e que países?Euro ou mundial?

Os dois, mas olha que a caderneta não está muito preenchida.

Alguma frase que tenhas fixado e que achas, como direi, inquietante?
Frase estrangeira? Frase, não, mas termos. A palavra “buceta” dá-me vontade de rir ( risos)

Espera lá, já te convidaram para uma suruba?

naaaoo.. o q é isso?

Não é nada de mal. É tipo orgia em Português, mas que se usa também no Brasil.

Humm..nao. Ainda não.

E tens pena?

Não tenho muita e não sei se iria ter "tomates" para tanto, se é que me entendes.A coisa a dois corre tão bem, para quê complicar.

Tens ar de quem muitas vezes toma banho mais do que uma vez ao dia. Alguma vez tomaste por necessidade um banho de agua fria para acalmar os ânimos? É que nós homens, quando estamos mto inquietos é o que temos que fazer?

Pois, banhos gosto muito. Mas de água fria, só mesmo com muito calor!!Tenho outros métodos mas não resultam muito bem.

Artesanais ou já tecnologicos?

Artesanais

Mas com qual?

Qual?

Pergunto se és canhota?

(risos) Não.

Tem um ar de família de bem, quer isto dizer que só poderá eventualmente andar contigo quem tiver uma camisa aos quadradinhos e pullover atrás das costas? É isso?
Humm,não. Se bem que acho graça ao beto freak, estás a ver o género? Mas o típico beto repugna-me.

Qual o tipo de homem que te atrai?
( continua na Maxmen)

Thursday, September 04, 2008

Portugal 24 horas por dia




Portugal devia estar aberto 24 horas por dia e não está. Portugal pára por tudo e por nada e faz lembrar aquele trabalhador, que está mortinho por ouvir o toque de saída para se pôr ao fresco. E põe. Portugal onde ninguém parece respeitar nada, respeita no entanto duas coisas: A hora do almoço e a hora de saída. De tal forma, que a maioria dos estabelecimentos fecha a esta hora para o almoço, não sendo de estranhar que esta tradição posso chegar aos próprios restaurantes, hospitais e policia:


- Olhe queria almoçar qualquer coisinha se não se importa?
- Pois nós compreendemos isso, mas olhe que este restaurante está fechado para a hora do almoço.
-Sim, é da esquadra da polícia?
- Sim sim diga diga
- Olhe está aqui a acontecer uma escaramuça incrível no meu bairro se não se importa eu queria...
- Pois, eu percebo, mas olhe que isto não é hora de haver escaramuças, porque aqui na esquadra estamos na hora do almoço, se não se importe ligue às 15. Adeus e boa tarde.

Portugal transformou-se num caixa de óculos com camisa aos quadradinhos que passa o dia em frente ao écran do computador. Faz isto todos os dias, à mesma hora, nos mesmos sites, nos mesmos programas. Sem rasgo. Sem risco. Sem nada.

Portugal não devia ter horas para fechar e tem. Mas se não tivesse – eu sei que tem caramba!- todos os serviços estariam abertos a qualquer hora do dia. E era tão bom. Podíamos ir ao ginásio às 2 da manhã dar uma corrida, já viram? Às 4 ir ao banco fazer um depósito ou refém (depois logo se via), ao supermercado fazer as compras para a semana. Podíamos comer pataniscas às 5 da manhã, apanhar o metro às 3, ir às finanças, ao centro de emprego, à companhia de seguros tratar da papelada. Mas não.Nem pensar nisso. E porquê? Porque alguém instituiu que assim fosse. E pergunto: Quem foi esse alguém? Quem é que criou a norma que nos obriga a sair do quarto de hotel antes do meio-dia para limpeza? Porque é que não podem fazê-la um pouco mais tarde - tipo 16 horas - e deixarem-nos dormir que a noite anterior foi longa? Quem é que criou a ideia de que os bancos têm que fechar às 15? Porque é que o Metro fecha à 1? Porque é que não há barcos durante toda a madrugada?


Janta-se, vai-se ao cinema, bebe-se um copo no Bairro e chegados ali à uma, duas da manhã, o mundo pára até às 6. Não há metro. Não há barcos. E autocarros, um de vez em quando, só para fingir que não está tudo a dormir. Mas está, excepto os desafortunados que estão agora a contar os trocos para ir para casa de táxi que não é fácil morar longe do centro e muito menos, na margem sul.


Portugal devia dormir sim, mas não com todos ao mesmo tempo. E se assim fosse, Portugal seria uma espécie de mês de Agosto nas grandes cidades. Sem tanto trânsito, sem tanto stress, sem filas para pagar, para pedir, para reclamar, sem tempos intermináveis para ser atendido, com estacionamento à porta, com tudo aberto a qualquer hora do dia. E depois disto, Portugal seria aclamado como o país que não dorme. A Loja Extra da Europa.