Thursday, May 29, 2008

Revista 365. A lista de distribuição Oficial

Lista actualizadíssima de postos de venda:


Feiras do Livro do Porto e Lisboa ( Stand da Editora Quasi)



LISBOA
TEMA (Centro Comercial Colombo); PARALIVROS (Cinema King); EL CORTE INGLES; BULHOSA (Entrecampos, Oeiras, Campo de Ourique, Amoreiras, Twin Towers, Linda-A-Velha e Cascais Villa); FNAC; RELAY (Aeroporto); BARATA (Avenida de Roma); A TRAMA (Rua S Filipe Nery, 25B); IN CUBO (Príncipe Real); TABACARIA AVIZ (Centro Comercial Imaviz); QUASI (Feira do Livro), Centro Comercial Amoreiras (Papelaria Cigarreira de Prata).
TORRES VEDRAS
LIVRO DO DIA.
LEIRIA
ARQUIVO.
BRAGA
CENTÉSIMA PÁGINA.
VISEU
PRETEXTO.
SERPA
VEMOS, OUVIMOS & LEMOS.
COIMBRA
ANTÓNIO MONTEIRO (C. C. Golden); QUARTERO; XM; MAU FEITIO; PRETO NO BRANCO; QUIOSQUE da ESTAÇÃO B.
PORTO
ERA UMA VEZ; GATO VADIO; JO JO’S; PIOLHO; LIVRARIA SERRALVES; TABACO & COMPANHIA; MARIA VAI COM AS OUTRAS; MATÉRIA; POETRIA; PRIMA; XM; PRIMA – ARTES EM PARTES; LIVRARIA LEITURA; Quiosque da ESTAÇÃO De CAMPANHÃ; RELAY (Aeroporto), Index, Almedina Arrábida Shopping.
AVEIRO
Quiosque da ESTAÇÃO de Comboios; A TABACARIA; UNIVERSIDADE DE AVEIRO.
FIGUEIRA DA FOZ
PAPELARIA LUSITANA; PRESS CENTER.
FARO
RELAY (Aeroporto).
MADEIRA
RELAY (Aeroporto).

Não se esqueçam de ir visitando o blogue da 365.

O problema do Assédio


Existe um problema com o assédio sexual em Portugal e o problema é que há pouco. Há pouco assédio e as pessoas andam naturalmente tristes. A culpa é exactamente daquele individuo que ocupa um lugar na hierarquia da empresa que lhe permite fazer um assédio como deve ser, mas que em vez de aplicar todo o seu saber nesta nobre arte, faz exactamente o pior que se pode fazer numa situação destas, que é trabalhar como se nada fosse. Isto é, vai uma rapariga com uma mini saia justa para o emprego, um topzinho para celebrar a Primavera e um perfume que já se faz sentir na segunda circular e o tenrinho do Patrão cumprimenta-a com a deferência de um chefe de estado quando acompanhado da sua mulher. E o resultado é que perante isto, outra alternativa não resta, do que neste quase alheamento dos patrões, os funcionários se metam uns com os outros, no fundo para matarem as mágoas. O que não é bem a mesma coisa. E prejudica imenso a chamada rápida ascensão na empresa que até então era um dos seus maiores clássicos. Longe vão por isso os tempos em isso acontecia e que alguém passado dois meses de ter começado a trabalhar na recepção fazia já parte da administração e saía ao final do dia, já no acento direito do carro do patrão. E eu não vejo mal nenhum nisso. Bem pelo contrário. Acho até muito saudável e tenho eu pena de não ser patrão nos dias de hoje, para instituir regras que estimulassem a pratica de um assédio sustentado e moderno ( não me perguntem o que é que isto quer dizer porque eu não faço a mínima ideia, mas soa muitíssimo bem) que estimulasse em vez de retrair, que reproduzisse em vez de extinguir.




O assédio é como a praxe académica, quando bem feito é uma coisa boa. Quando mal feito, pode ser mau de mais. E o que está a acontecer, é que à custa desta inércia dos chefes, começam a inverter-se as normas e são já muitas as funcionárias, que atendendo a esta inadmissível situação, se fazem ao chefe, dando elas próprias uma palmada à sua passagem à qual juntam comentários tão perniciosos como ' Ai chefe, consigo montava hoje uma empresa' ou pior ainda ' ai chefe, quando é que vamos abrir essa conta!' e coisas muito piores que me escuso agora a reproduzir por temer que o Padre Melícias possa estar a ler este artigo. Se sim, desculpe senhor padre. Se não, vamos em frente.


Ora, existem dois tipos de assédio, o assédio que se pode provar e o assédio que não se pode provar. E aqui entre nós, o que se pode provar é muito melhor porque precisamente se pode, nada nos impede de o experimentar, de o provar caramba, enquanto o outro, o que não se pode, implica chuchar no dedo com grande intensidade e inclusive, ir para casa a pensar como poderia ter sido bom.

Monday, May 26, 2008

www.myspace.com/fernandoalvim







Há pouco mais de um mês, tive o honroso convite para ser padrinho do Myspace Portugal e para início de conversa perguntei logo se seria uma espécie de padrinho à espanhola. A resposta foi negativa e as minhas orelhas que até então estavam pontiagudas, baixaram velozmente.

É a primeira vez que sou padrinho do que quer que seja e isso enche-me de orgulho, embora não saiba propriamente como se processa a história das amêndoas na Páscoa.


Sou padrinho do Myspace Portugal – gostava que me imaginassem agora aos saltos pela serra do Monsanto a cantar o Tirolês – e a madrinha, imaginem só, é a Isabel Figueiras, que em tempos me fez embater numa outra viatura que seguia à minha frente, devido a uma fotografia gigante sua que ornamentava a sede da Triumph Portugal, à entrada de Lisboa.


Não sei se já vos disse que sou padrinho do Myspace Portugal – sou sim, muito prazer – mas o que importa agora é que saibam que o genial Luís Cardoso(http://br.youtube.com/luiscardoso9) foi o responsável pela criação e design do meu endereço que está esta pequena maravilha.
A minha morada é: www.myspace.com/fernandoalvim e estão evidentemente convidados a visitarem-me. Penso que haverá bebidas no frigorífico e gelo no congelador. Sirvam-se pois à vontade.

Entretanto, já hoje no Lux, dia 27 de Maio, O Myspace Portugal apresenta-se ao público com uma festa promissora que junta os portugueses Vicious Five e ainda Sam Sparro, uma das maiores revelações deste ano. A coisa começa às 21.30. Até lá.



P.S - A Revista 365 está finalmente representada nas feiras do livro, provando com isso que é maior que o grupo Leya, visto estar nas duas - Lisboa e Porto - e este só estar na primeira. A vida é isto. www.revista365.com

bnaonline.blogspot.com



É a descoberta da semana. Tem alguns programas da primeira, segunda e terceira série do Boa Noite Alvim e imagens do mítico programa entre Barbas e Máximo. Tudo isto numa altura, em que sou informado que haverá uma 4ª série. Não está mau.

Sunday, May 25, 2008

Edson e Calvario. Athaíde e António no Boa Noite Alvim. 23 horas. Sic Radical.Domingo.25 de Maio.






E é mesmo isso. É já este Domingo, o último de Maio, que, na SIC Radical, ali um bocadinho de nada depois das 23 horas, o “Boa Noite Alvim” dá o seu 12º, e firme, passo rumo a sabe-se lá onde e o quê. Mas será mítico, disso ninguém duvida, excepto um cidadão que mora ali na zona de Águeda, mas que entretanto já foi colocado na ordem via “duas coronhadas” em sítios que dói muito. Foi nos rins, nada de golpes baixos. Adiante, que será um “Boa Noite Alvim” com, pasme-se, convidados, rubricas e uma ou outra surpresa à qual só se consegue, e deve, associar o adjectivo “delirante”. Há mais uma adjectivação possível, mas inclui uma asneira depois de um “do”.




Como convidados, duas figuras, uma da canção, a outra da publicidade. A figura da canção trata-se, claro está, de António Calvário, voz eterna de uma geração que clamava por sensações mais mundanas. Calvário, homem que até o pijama é um fato de gala, destila classe e vem falar com Alvim a propósito de um livro de memórias, onde reúne bastas histórias. Se pensam que os Rolling Stones é que tinham (ou têm? Se ainda tiverem, essa imagem mental é indutora de vómito em qualquer pessoa que se preze e livre de patologias) roadies malucas, pensem novamente. Calvário era a verdadeira “cena” nos anos 60. Pelo menos é o que vem no livro e, como é sabido, se vem num livro, é verdade. É em livros e na internet.





Mas há outro convidado. Se Calvário é o “senhor canção ligeira que tanta calcinha humedeceu faz cerca de trinta anos”, o outro convidado, Edson Athayde, é o “senhor publicidade”. De tal forma que, caso não saibam , até conseguiu vender Guterres aos portugueses como Primeiro-Ministro. Carioca de gema, Edson é dos poucos brasileiros em Portugal que não veremos marcar um golo ao nosso clube, a dizer-nos para abrir a boca enquanto empunham uma broca ou a perguntar-nos que ingredientes queremos na nossa pizza. Tem também um tio Olavo que só parece existir na sua cabeça. Ah, e diz quem esteve nas gravações que Athayde e Calvário terão disputado um caloroso duelo de braço de ferro. O vencedor defrontaria Fernando Alvim, afamado título mundial de Judo e outras coisas menos convencionais.




Porém, e tendo o vencedor do duelo Athayde x Calvário deixado o braço do adversário num estado lastimoso, Alvim logo tratou de adiar a grande final de braço de ferro, apresentando um atestado médico demonstrativo de como não poderia fazer esforços. Parecia um papel rabiscado por um deficiente mental, mas enfim. É de ver isto tudo, quanto mais não seja porque Alvim telefonará pessoalmente a todos quanto o fizerem, agradecendo e, quiçá, até vertendo uma lágrima ou outra. Embora diga que lhe entrou uma coisa no olho.

Thursday, May 22, 2008

O blog da Revista 365 em: http://365revista.blogspot.com

Tenho a revista 365 há muitos anos e sempre que a mesma faz qualquer coisa, eu encho-me de orgulho e tiro logo a maquina fotográfica para lhe tirar uma foto enquanto ligo logo para os meus amigos e amigas a dizerem o que fez a revista outra vez. Como a revista é minha e a vi nascer, eu acho graça a tudo o que ela faz, embora saiba que há muita coisa que é engraçada para mim e para os outros não tem graça absolutamente nenhuma. Com verdade, mais de 80% dos casos.

O que fez a revista desta vez? Imaginem só que fez um blog:http://365revista.blogspot.com. Não é muito original eu sei, mas como foi a revista, eu acho que é sempre fenomenal e único.

Em breve, irão aí ser aí colocadas algumas introduções de textos desta nova edição e até alguns textos que sairam em anteriores. Quem irá gerir este blog é o editor da mesma, que um dia será o escritor mais respeitado de Portugal. Chama-se António Gregório e tem dois livros, um dos quais, é um dos meus livros favoritos de sempre. Chama-se: Uma história de desamor treze vezes.

O "Greg" como eu lhe chamo tem também um blog: http://diariodocil.blogspot.com/ e é para ele que devem enviar textos, ilustrações, fotografias que queiram ver publicadas na revista 365. O mail é este: feedback@revista365.com.

Por agora, repito o endereço do blog da revista: http://365revista.blogspot.com/

P.S. - Este fim-de-semana se tiverem tempo, não percam mais uma edição de Nuno&Nando na Antena 3. Sábado, entre as 11 e as 13, em que as convidadas foram Rita Red Shoes e Carla Matadinho naquela que eu considero uma das emissões mais frenéticas que fizemos nos últimos tempos . Depois, já no Domingo, a partir das 23 horas, mais um episódio de Boa Noite Alvim com o lendário António Calvário e Edson Athaíde que está de malas aviadíssimas para os Estados Unidos. Siabam porquê. É na Sic Radical.

(A foto ao alto é da Menina Limão)

Tuesday, May 20, 2008

Aconteceu hoje de manhã. Dia 20 de Maio de 2008.

Não sei como revelar isto mas sei que o tenho que dizer. Podia apagar este texto já agora, fazer de conta que nunca aconteceu, passar uma esponja e assobiar para o ar como quem não quer a coisa. Aconteceu e sei que todos me irão gozar na rua e apontar o dedo como me faziam na escola quando eu levava uma camisa de flanela que eu gostava muito. Eu sei que me irão fazer isso a partir de hoje, mas é mais forte do que eu e eu tenho que dizer, como se assim, ao revelar-vos isto eu expulsasse um monstro que se serviu de mim como habitáculo. Mas custa tanto, custa tanto revelar-vos o que tenho para revelar que durante o período de tempo em que estou a escrever este post já pensei em desistir 3 vezes, agora outra, 4. Mas tem que ser, tem que ser e palavra que agora até estou a fechar os olhos como sempre fazia quando me ponham mercúrio nos joelhos depois de ter caído a jogar à bola. O que custa nas feridas não é só este vil tratamento mas sobretudo o sabermos que depois de nos colocarem o mercúrio ou o alcool não lhe pudemos mexer. Não podemos mexer na ferida porque isso agrava e assim passamos mais de metade do tempo com alguém a dizer-nos " Eu já te disse para não me mexeres aí" e na maior parte das vezes levamos de seguida um calduço ou um carolo, conforme os dias da semana.

Custa muito mas aqui vai:

Eu hoje, acordei a cantar uma música dos Roxete.

Sunday, May 18, 2008

Bernardo Sassetti e Marta Rebelo no Boa Noite Alvim. Domingo, 18 de Maio, 23 horas. Na Sic Radical






E eis que, numa amena noite de Maio domingueiro, “Boa Noite Alvim” atinge a sua edição 11. Fosse “Boa Noite Alvim” uma equipa de futebol e este seria, portanto, o extremo-esquerdo , aquele que cruzaria, com conta, peso e medida, para a cabeça do “Boa Noite Alvim” número 9. Desta feita, Alvim não terá convidados. E não terá convidados, porque, as pessoas que, em estúdio com Alvim, desenvolverão uma das mais fascinantes tertúlias de paleio de que há memória, não foram convidadas a participar, mas sim forçadas. Uma, Marta Rebelo, através de ameaças directas a um seu familiar que mora na Régua. O outro, Bernardo Sassetti, por meio de uma possível revelação ao mundo de uns seus slides, reveladores de uma sua mania que não iria cair bem junto da comunidade em que se insere o virtuoso pianista.



Entretanto, e para quem não sabe, refira-se que Marta Rebelo é deputada pelo Partido Socialista e, em jeito de biografia panfletária, pode-se adiantar que gosta de ananás enlatado por causa daquele molho asqueroso; aspira o quarto única e exclusivamente depois de almoço; gosta de romances com mais de oitocentas páginas (mas vai sempre ler a última primeiro porque não gosta de surpresas); leva sempre um carrinho quando vai às compras (mesmo que, como quase sempre, vá só comprar um pacote de margarina e um Mafu); é do Benfica; uma vez espirrou com pujança tal que atirou com a televisão ao chão; e, finalmente, é madrinha de mais de vinte e três crianças, embora nunca tenha dado folar a qualquer uma deles, fingindo que não está em casa no Domingo de Páscoa. Quanto a Sassetti, pianista de classe (ou esforçado, não se sabe bem), já tocou para Matt Damon e Jude Law (e não, não foi quando andou a tocar pelo Metro de Los Angeles) e com Matt Damon e Jude Law; se pudesse, viajava até à Idade Média com uma lanterna, só para chatear aldeões da época; apesar de ter visto todos os episódios de Marés Vivas, nunca apanhou o genérico e, por isso, não sabe como é a música, nem quem a canta; corta muito bem as unhas da mão esquerda, mas tem extrema dificuldade em cortar as da direita; e detesta fazer tapetes de Arraiolos, ainda que os adore ver ser feitos.



A juntar a tudo isto, há ainda rubricas e um ou outro etc.

Friday, May 16, 2008

Desafio Quentes e Boas

Há já muito tempo que não me associava com tamanha convicção a algo e aceitei o convite que me foi dirigido pelas Páginas Amarelas porque foram as páginas amarelas e não as brancas. Se tivessem dito “ É um convite especial das páginas brancas ” eu diria logo que “ não, não senhor”, mas foram as páginas amarelas e isso mudou tudo. Depois, pensei que com isto me poderia cruzar com a Maria João Bastos e poderíamos falar sobre a vida e o aumento da gasolina, mas com verdade, nem rasto desta jovem. Pensei também nas castanhas enroladas com as páginas amarelas - que toda a gente sabe serem as melhores - mas o que me decidiu aceitar foi basicamente ter percebido que este desafio podia ser algo decente, sem vencedores antecipados, com um júri digno e de boas famílias.


E aqui está o primeiro post que hoje escrevi no site dedicado a isto, ficaria muito orgulhoso que fosse um visitante deste blog a vencer. O primeiro passo, é lerem o post a seguir. Aqui está:


Este é o primeiro post que aqui deixo sobre o desafio “Quentes e Boas” e gostava que me imaginassem no alto de um castelo, às 6 da manhã, com um megafone gigante, a falar para todo um país que da janela vai dizendo “Está lá caladinho rapaz! Já viste as horas?”

E posto isto, é justo dizer-vos que nunca como agora estive tão decidido a fazer deste desafio uma coisa com grande classe ou como se costuma dizer por aí: “algo com grande categoria”.

Pois muito bem, se procuramos categoria para este desafio, temos que obrigatoriamente procurar elevar ao máximo a qualidade dos participantes, fazendo com que estes entendam que realmente a sua participação poderá ser diferenciadora, mesmo que à primeira vista as suas imagens e argumento possam parecer minimais. Lembrem-se de que o Steven Spielberg também começou a sua carreira cinematográfica com um desafio semelhante e logo aí lhe disseram: “Jovem, vem trabalhar numa mercearia de fruta ou algo que te faça acartar cimento, porque por aqui não deves perder tempo” e hoje é o que se vê, o homem que fez o E.T. e que pagou um balúrdio para se divorciar da sua primeira mulher. Pronto, toda esta história do Spielberg não é verdadeira – com excepção do E.T, foi de facto ele – mas fica sempre bem citar um exemplo, mesmo que falso, que motive quem está a ler.

Ora, sejamos francos, quase todos nós temos uma ideia, fazemos filmes com a colega da frente que passa o tempo a passar a mão no cabelo, com a hipótese de sairmos a voar num dia em que faz sol e só apetece ir para a praia, de salvar pessoas e sermos um herói que será primeira página em todos os jornais do dia seguinte. Termos um filme que seja visto mais vezes que o Titanic, descobrir um actor mais lendário que o Marlon Brando, uma história que nos faça chorar mais do que “E tudo o vento levou”. Ter um filme, mesmo que curto que não produza indiferença a quem o vê. E sendo assim, saibam que isto que queremos, mas numa versão muito curta, que não exceda os 2 minutos, pronto, talvez 3 se for mesmo muito bom, mas que seja original, que provoque emoções e um arrepiar de pele que todos sentimos quando algo ou alguém nos toca de uma forma que sabemos ser diferente de todas as outras.

E é isto que queremos, que nos enviem os vossos filmes, gravados em casa, no campo, no emprego, com os vossos amigos ou com o senhor da loja em frente. Um filme vosso, é o que queremos. Gravado com o telemóvel, com uma webcam, pode ser uma mini-dv, com os pés até, mas que seja o vosso filme e de mais ninguém.

E assim enviem-no para participar e, porque não dizê-lo, para limpar os prémios que existem para os vídeos mais criativos e com maior número de visualizações em www.quenteseboas.com e também no youtube. A saber: 15.000, 10.000 e 5.000 euros.

Para mais informações devem enviar um email para: desafio@quenteseboas.ptEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de email bem como preencher a ficha de inscrição e consultar o regulamento no endereço acima indicado. Para que não se esqueçam, repito-o: www.quenteseboas.pt.

Que ganhe o melhor e que o melhor sejas tu.

Thursday, May 15, 2008

Santiago fica a 5 quilómetros da Régua













Santiago é uma pequena aldeia que fica a não mais do que 30 quilómetros da Régua, em pleno Douro. As más-línguas dizem que fica a 50 ou 60, mas os que gostam – e eu gosto – dizem mentindo, que fica a 10 ou talvez 15.






Santiago tem cerca de 120 pessoas, mas como em cada uma existem tantas outras, acho que é justo dizer que tem a mesma massa populacional da cidade da Amadora, mas sem o estádio da Reboleira nem a fábrica onde se produzem os lendários rebuçadinhos do doutor Bayard. Os que não gostam de Santiago dizem que esta aldeia não terá mais de 10 ou 20 pessoas. Mas os que gostam, dizem que tem para cima de 400, mais de 500 pois então.





Santiago tem casas que quase falam, tem muitas macieiras, duas igrejas, uma surda-muda que é conhecida de toda a gente, o Tio Afonso, um campo de aviação parcialmente destruído pelos revolucionários de Abril, uma casa que é minha – desculpem dos meus pais – uma cozinha velha onde eu e os meus amigos costumamos fazer provas de vinhos quebrando a elementar regra que nos deveria inibir de o consumir e, à sua volta, um cheiro que tresanda a aldeia, que tresanda a campo, que tresanda a férias de verão que nunca mais acabam e que nos fazem sonhar com o perfume dos livros novos acabadinhos de comprar.





Os que não gostam de Santiago dizem que cada vez mais parece uma aldeia abandonada, que não tem gente, que não é fértil, à qual ainda não chegou o telefone. E eu, recuso-me a aceitar essa ideia provando-o com uma simples chamadinha para um qualquer número que começa com o indicativo 054. E a brincadeira é a de sempre: ligo para o único café que ainda existe e com voz colocada lá lhes vou dizendo : Daqui fala António Sala, é do Jogo da Mala da Rádio Renascença, o senhor sabe quando está na mala no dia de hoje? E nesse preciso instante, o senhor Suzifredo que já sabe que sou eu, finge não saber e vai-me dizendo: “São 500 euros minha nossa senhora!” , “ São 1000 euros talvez”, “ aposto que são 1500 euros, seu malandro! Então como é que isso vai? Então quando aparece cá para beber um copo?”



Os homens em Santiago ainda levantam o chapéu para dar os bons dias e as senhoras tratam-me por “ Nandinho” como se o tempo não apagasse os meus joelhos rasgados e os meu calções sujos de tanta terra. Houve um tempo que aqui o Nandinho era lavado com a lendária pedra- pomes para tirar aquilo que injustamente denominavam de “Surro”, que em bom português significa sujidade acumulada de forma massiva.



Nesse tempo, no tempo em que eu tinha surro por sair de manhã e chegar à noite num estado moribundo, lembro-me bem que havia muitas zangas por causa da água. Dizia-se que tinha sido aquele que a havia desviado para regar o seu campo, falava-se de outro alguém que nem coragem tinha de o assumir e o povo reunia-se na aldeia falando muito alto para que se lhes ouvisse a razão. Os mesmos que ao tocar o sino em sinal de incêndio, saíam de casa decididos a apagá-lo, fosse de quem fosse, na certeza de que hoje poderia ser aquele mas amanhã poderia ser ele. Galgando os montes enquanto os bombeiros não chegavam, ouvindo as mulheres a dizer “ai valha-me Deus, ai Deus nos ajude” os homens de enxada em punho, abrindo caminho com a foice e certificando-se que luz chegava para todos os que iam vaticinando “aquilo é no terreno do senhor Joaquim! O fogo está para os lados da eira” e chegados lá, apagávamos o fogo com a vontade que trazíamos, transformando a terra em água, os ramos em água, os panos em água, as mantas em água, até que os bombeiros, por fim a trouxessem. E assim, eu gosto de Santiago. Para mim, fica a pouco mais de 5 quilómetros da régua.









P.S - Este Domingo, na Sic Radical, às 23 horas, os convidados do boa noite alvim são Bernardo Sassetti e Marta Rebelo. Um virtuoso pianista que veio munido de um piano muito singular e uma promissora deputada que gosta de ler o jornal " A bola".

Wednesday, May 14, 2008

Revista 365. Distribuição ( Parte 2 e 3 )





Ainda vamos a meio na distribuição mas até ao final da semana esperamos que tudo esteja concluído. Eis os novos locais que se juntam aos já existentes e anteriormente divulgados. Continuamos a aceitar sugestões:





Lisboa
Quiosque Centro Comercial Amoreiras


Porto
Matéria prima
Gato vadio
Piolho
Jojo’s
Era uma vez no Porto
Maria vai com as outras
Fundação de Serralves

Aveiro
Mercado negro

Coimbra

Quarteto
Mau feito
Xm
p.s - Ainda faltam: Todas as lojas da Fnac, Bertrand, Almedina, Assirio & Alvim e Bulhosa e Lello.

Distribuição da 365 ( Parte 1)




Não é fácil fazer a distribuição da Revista 365 mas aqui o estafeta que agora vos escreve tem o prazer de anunciar que já chegaram exemplares em número considerável às papelarias das estações de comboio de Campanhã, Aveiro e Coimbra. A revista já chegou igualmente a livraria Tema no Colombo, ao El corte Inglês, Bulhosa das Amoreiras e Campo Grande,Livraria Arquivo de Leiria. Até ao final da semana iremos actualizar os restantes locais. Aceitamos sugestões de sítios onde vos pareça ser obrigatório estarmos presentes.

Monday, May 12, 2008

Obrigadinho Saramago



Existe uma palavra que mais nenhum país tem e essa palavra não é saudade. A ideia romântica que só existe saudade em Portugal não passa disso mesmo. Em todo o mundo existe saudade, só que a exemplo do que acontece com os filmes coreanos aquela rapaziada tem a mania de dizer por muitas palavras o que podiam dizer só com uma. Em Portugal não há tempo para isso e por uma questão de economia verbal instituísse desde cedo dizer tudo só com uma. E bem. Os coreanos dizem "sabes chego a casa e sinto um vazio enorme, existe demasiado espaço na cama, no sofá, no corredor, na sala em frente ao televisor, existe demasiado espaço quanto tu não estás" quando em português a coisa se simplifica com um objectivo "sinto saudades tuas, sua palerma". A língua inglesa está mais perto quando nos copia e diz " I miss you" o que vai dar ao mesmo e não anda ali a brincar na areia. Agora, experimentem lá encontrar uma expressão em inglês similar a " obrigadinho". Ah? Pois pois, não existe. E o que mais perto disto poderão encontrar será " Thank You very much!" que, com verdade, não é mesma coisa. Isto é, dava jeito haver um "inho" para as outras línguas mas o "inho" – e agora imaginem-me a falar de peito aberto no miradouro de Monsanto – O "inho" é nosso e deveria ser criada com urgência uma qualquer associação de defesa do "Inho" Português.

Sem precisar de uma enciclopédia de língua portuguesa ou outro qualquer compêndio que me explique, é fácil perceber que o "inho" provêm da palavra " Carinho"e não há nada que os portugueses sintam mais carinho do que com os filhos, com os amigos e com a comida. A Tv Cabo, por exemplo, percebeu isso antes de todos e há relativamente pouco tempo, lançou uma campanha onde celebrizou a "Teresinha" da Tv cabo. Há coisas fantásticas, não há? Pois há. E vos garanto, que a campanha não teria o mesmo efeito se em vez da "Teresinha" nos apresentassem simplesmente a "Teresa" da Tv cabo. Diferente, não é? Do mesmo modo que quando me convidam a beber uma cerveja em pleno final de tarde na Zambujeira não raras vezes torço o nariz, mudando tudo, quando simplesmente me dizem "E que tal se fossemos beber uma cervejinha?". São duas se faz favor e um pratinho de tremoços se não se importa. Daí que os melhores cafés e restaurantes são aqueles que tratam os seus clientes com carinho e que em resultado disso nos fazem perguntas como se nos tivessem a fazer cafuné na cabeça: "O senhor doutor, quer um cafezinho? Vai querer sopinha? Vai uma aguardentezinha? Quer experimentar o cabritinho com batatinhas que está uma delícia? Quer que lhe traga a continha? E, se por algum motivo, omitem a terminologia "inho" num qualquer substantivo como "docinho de mel" é certinho que compensam a sua falta com igual termo ainda na mesma frase. Tal como: O senhor doutor quer que mande vir um doce de mel – cá está, é agora é agora – para o seu filhinho? Não, deixe estar que lhe faz mal aos dentinhos.

Se bem que – e agora que penso nisto raios – o " inho" pode ser letal quando usado sem carícia. E este diminutivo que quando associado ao carinho nos engrandece basta estar torcido, para – como é da sua genética – diminuir. São os casos de "Esse senhor é um escritorzinho! Essa rapariga é uma enfermeirazinha!

Saramago em visita recente lembrou-nos isto mesmo. Que este obrigadinho é nosso e que os espanhóis nunca o compreenderão porque não o têm do mesmo modo que muita gente não compreende que uma pessoa que com um modesto salário possa ter aquela casa e dois veículos com matrícula alemã à porta. E porquê? Porque não os têm. E posto isto, se não se importam, obrigadinho.

Sunday, May 11, 2008

Boa Noite Alvim. Hoje. Domingo. 23 horas na Sic Radical. Com Ana Malhoa e Paulo Cardoso.



BNA X (X é de dez, em romano)
BNA atinge, pela primeira vez nesta terceira fornada de programas, o dígito duplo. E logo o dez, que é o primeiro e tudo. Para esta edição, dois convidados, o que, ninguém se cansa de o dizer, é uma inovação que vale por si só. O primeiro é, curiosamente, uma primeira. Responde pelo nome de Ana Malhoa, embora, a julgar pelas estatísticas de um afamado motor de busca, o seu nome possa também ser qualquer coisa como “Ana Malhoa Nua”. O que, convenhamos, é também um belo apelido. Mas é mesmo isso, a Ana vai ao BNA #10, e, aproveitando a sua presença, revelar-se-á, finalmente, o top das celebridades portuguesas mais pesquisadas da Internet e, se todos se portarem bem, é bastante provável que se revele também qual o local mais inóspito a partir de onde alguém, presume-se que com frio, introduziu no Google o nome de Ana Malhoa seguido de uma expressão menos familiar ou aceite corriqueiramente em conversas de médicos. Como cereja em cima do bolo, aproveita-se para comunicar ao mundo que Ana Malhoa mostrar-se-á, em rigorosa primeira-mão e exclusivo, na sua versão gigante. Há ainda um segundo convidado, que isto do BNA é como uma avó boazinha que nos deixa comer duas mousses como sobremesa, apesar de termos deixado mais de 82% da sopa no prato. Esta segunda mousse, convidado, chama-se Paulo Cardoso e trata os signos por tu. E não é por ser mal-educado, é porque têm à-vontade a esse ponto. Fica o exemplo: uma vez, num programa de rádio, Alvim perguntou-lhe, a Paulo Cardoso, quantos signos conhecia, dos mais variados horóscopos, e o astrólogo começou a metralhar nomes de signos com uma intensidade tal que só parou quando deu o genérico do programa seguinte (deve ter sido o Linha Avançada do José Nunes). Alvim viu o caso mal parado, porque Paulo Cardoso começou com “porco”, mas depois até sorriu quando o senhor Astrologia admitiu que, de todos aqueles nomes, só tinha inventado uns vinte. Pronto, na prática, vai-se saber tudo sobre todos os signos e você vai escolher a pessoa amada com base nesta informação, na madrugada de Domingo para Segunda, logo a seguir ao programa. Teremos ainda uma nova rubrica, intitulada “Os pensamentos do Quadros”, e sobre a qual nada se sabe e, como se vê, o título nada adianta. E é isto. Mas também pode ser muito mais. É ver.

Thursday, May 08, 2008

Sábado. 10 de Maio. 23 horas. Luxuriante festa da Revista 365 e da Bíblia no Maxime em Lisboa
















É sábado mas podia ser já hoje, pois nos pouparia nos ansioliticos. É sábado,não falta assim tanto para a festa do Maxime que pela primeira vez junta duas publicações de grupos económicos diferentes e que dão pelo nome de Revista Bíblia e Revista 365.



Os directores destas extraordinárias publicações irão pois encontrar-se para uma troca de argumentos sonoros cujo embate está marcado para a cabine do Maxis.Poderá haver sangue - torcemos por isso - poderá haver luta - deus queira deus queira - mas assumidamente haverá música que é possivelmente o que melhor sabem fazer. Tiago Gomes na pele de Dj Vipes e Fernando Alvim na pele de DJ Alvã( só para parecer mais internacional).


Para além disto, é de destacar a actuação dos Cão e ainda a música, melhor dizendo, o drum'm'bass do categorizado dj nsfkt. É no Maxime em Lisboa. Sábado, 10 de Maio de Maio, a partir das 23.
P.S 1 - A entrada custa 10 euros mas com ela recebem um exemplar da revista bíblia (5euros); um exemplar da revista 365 (http://www.revista365.com/ - custa 2 euros) e ainda direito a uma bebida, um concerto e 3 djs. O preço de entrada nada tem a ver connosco.
P.S 2 - Não percam a edição do boa noite alvim no Domingo. 23 horas. Sic Radical. Os convidados são Ana Malhoa e o astrólogo Paulo Cardoso.
ps3 - Podem ir já vendo imagens da minha participação esta semana nos incorrigiveis aqui: http://videos.sapo.pt/kL5bfOYjii73eUu5Rzn1

Tuesday, May 06, 2008

O novo número e o novo site da Revista 365 ( www.revista365.com)


E aqui está mais um número da 365 e nem me atrevo a perceber qual é ao certo. Sei que já terei editado mais de 20 e menos de 30 e de todos os projectos em que estou envolvido, este é aquele que eu mais gosto e menos pessoas conhecem. Se calhar é mesmo para ser assim, como se a revista tivesse medo de ser uma daquelas pessoas que quando crescem estragam tudo. Esta portentosa publicação é pois uma criança que se recusa a crescer por ter compreendido a tempo que é muito melhor estar sempre assim. E talvez seja.

Este número que eu juro que não sei qual é – pois me recuso a olhar – traz mais de 20 novas histórias e 3 inéditos de Jorge Palma, Pedro Paixão e Fernando Ribeiro dos Moonspell.

Está à venda desde hoje em locais como a fnac, assírio&alvim, bertrand, Almedina, Ler Devagar, Matéria Prima, Centésima página e todas os outros locais devidamente assinalados no site. Para quem nunca o visitou, pois que o faça agora . E se virem boas livrarias que possam ainda não estar incluídas na nossa lista de distribuição, podem sempre dar sugestões e contactos para o fazermos através de: alvim@revista365.com. Podem também enviar propostas para textos, ilustrações, fotografia para: a.gregorio@sapo.pt e carinadafonseca@gmail.com. O editor e sub-editora da revista. O director desta publicação informa toda a comunidade e também aquela senhora que vai ali, que a revista está à venda ao preço único de 2 euros e que se não a encontrarem em lado nenhum devem solicitar o envio da mesma através da simpática Rossana Garcia: rossanapatricia@revista365.com

Eis o endereço do novíssimo site: http://www.revista365.com/. Que tal?

Uma paixão proibida é como ir ao McDonald's . Sabemos que faz mal, mas não conseguimos evitá-la.


Sunday, May 04, 2008

Boa noite alvim. Domingo, 4 de Maio. 23 horas na SIC Radical

Nove vezes “B’noite, Alvim”


Se, ao sétimo dia, Deus lá descansou, Alvim encarou este nono programa como uma autêntica segunda-feira e meteu mãos à obra como já não fazia desde as férias de Verão de 1983 e depois outra vez em 1998. De tal forma que, no próximo Domingo, o programa contará com, precisamente, convidados. E três, que uma vez convidaram-se quatro e os indivíduos mais não fizeram que jogar à sueca durante o programa inteiro. Sim, é verdade, aconteceu na primeira série. Alvim aprendeu a lição.

Comecemos por apresentar o convidado masculino, que isso do “primeiro as senhoras” faz mais sentido em barcos a afundarem-se. Ele, o convidado, chama-se Carlos Manuel, não marcou o célebre golo de Estugarda em 1985, canta o fado como poucos e dança a lambada como ninguém. O nome de guerra é Camané e, segundo nos confidenciou, se tivesse que dormir com uma das velhotas do “Sarilho com Elas”, escolhia a Estelle ou a Bea (se estivesse bêbado de ginjinhas). Camané vai, no decurso desta agradável converseta, usar quase vinte e dois advérbios de modo e, se tudo correr bem, é possível que cante o “Final Countdown”.



Há mais. Duas senhoras. Uma delas, a Joana, desempenha funções na área daquilo que se designou chamar artes plásticas. Tupperwares, essencialmente. Na verdade, a Joana, Vasconcelos, é artista e daquelas a sério, que fazem arte e isso. Já fez um sapato gigante feito de tachos e panelas e o resto é surpresa. Descobrir-se-á no programa. Iremos sortear magnífica obra da Joana entre os primeiros telespectadores que só mudem de canal no intervalo para ver se estão a dar os golos na TVI. Não estará, com certeza, que aquilo só começa às quinhentas e os jogos do próximo fim-de-semana vão ficar todos 0-0.


Finalmente, teremos também Dalila Carmo, a PJ Harvey portuguesa, moça de fino trato e notória classe. Actriz, sabe dançar, cantar, amanhar carapaus, temperar salada, declamar a obra completa de Fernando Assis Pacheco (embora só de trás para a frente) e, por último mas de não somenos importância, faz o maior bluff a jogar Poker que o mundo ocidental já teve oportunidade de presenciar. Que o digam Alvim e os seus trezentos e vinte e dois contos (mais umas tralhas que ele tinha nos bolsos). Mesmo a terminar, Camané, Joana Vasconcelos e Dalila Carmo tiraram à “sorte” para ver quem tinha que dar boleia a Alvim, que se esqueceu de sua viatura e, tal como em ocasiões anteriores, arriscava-se a ter que pernoitar no cenário do seu programa..

Saturday, May 03, 2008

3 de Maio de 1974



No dia 3 de Maio de 1974 eu nasci pela primeira vez e desde então tenho nascido todos os anos, este, pela trigésima quarta vez. Há pessoas que nesta data dizem "Olha mais um!" eu faço exactamente ao contrário, digo "olha menos um". E porquê? Porque quando eu nasci tinha 100 anos e assim, fazendo as contas, a minha idade real num dia como hoje, é precisamente, 66 anos. Estou a ficar, assumidamente, mais novo.