Thursday, April 30, 2009

Maxmen. Edição de Maio.



Helena Costa, é assim que se chama. Calça o 40 mas sonha ser princesa. Namora com um jogador do Estrela da Amadora e é fácil compreender que não será pelo dinheiro. Estaria disposta a despir-se, se com isso salvasse o mundo. E não tenhamos dúvidas que o conseguiria. Pelo menos, o nosso.


Helena Costa - Esta mulher devia salvar o mundo




Maria Helena de Melo Costa – este é mesmo o teu nome completo?
É porquê?

Aposto que muitos te tratam por leninha?


Também me chamam Lenita.


E quando estão zangados?

Quando está furiosa comigo, a minha mãe trata-me por Maria Helena. E aí percebo que estou metida em sarilhos.

Já alguma vez apanhaste uma sova da tua mãe? Daquelas de chinelo?

( risos) Claro que sim, eu era uma terrorista das piores. E não era de chinelo,,era mesmo com colher de pau.

Chiça, o que é fizeste para merecer?

Maldades ( risos)

Que tipo de maldades? lembraste de alguma?

Uma vez saí de casa sem o seu consentimento, fui a correr e estatelei-me no chão. Quando fui ter com ela, ainda levei por cima. Tão bom…

E muito bem.E agora em idade adulta, de vez em quando, ainda leves umas palmadas? Há quem goste muito.

Sim e não são poucas. E não são muitas ( risos)

Parece que é pública a tua relação com Daniel Mustafá, futebolista do Estrela da Amadora. Pergunto-te: não te chateia seres sempre tu a pagar o jantar?

Pago muitas vezes aos homens, um dia até paguei a um fulano chamado nando alvim ou assim.

Pois foi, devia estar caladinho, mas enfim . Adiante. O teu companheiro joga a defesa central. Conquistou-te pelo seu sentido posicional ou devido a uma marcação cerrada?

Foi defesa central dos dois...



Nasceste a 3 de Agosto de 1982 – alguns sites dizem 1983 – qual dos dois é verdade? Costumas mentir sobre a tua idade, sua aldrabona?

Não, não minto, por mais que me custe acreditar: Digo sempre a verdade e a verdade é que estou uns dias mais velha do que da última vez que disse...

Mas como ficamos, em 82 ou 83?
82. Mas se quiseres podemos começar tudo de novo e começo a dizer 83...só minto às vezes ( risos)

E que dizer sobre o tamanho do teu pé, seu big foot?
Não há nada a dizer, a não ser que tenho pé de princesa.

Nunca vi uma princesa que calça o 40. Mas tu gostas de ser uma princesa não é?

Gosto, às vezes sinto-me uma princesa. Quase de certeza que já fui noutra vida...

Já alguma vez te vestiste de princesa?

Não, uma vez vesti-me de bailarina, quando tinha para aí uns 8 anos. Senti-me uma princesa e a maquilhagem durou uma semana. A minha mãe só me perguntava porque ainda não tinha lavado a cara... e eu só retocava quando acordava, nada mais...que bonita estava.

Espera, nunca ficaste tão suja que a tua mãe tivesse sido obrigada a lavar-te com a mítica "pedra-pomes”?

A “pomes” dá jeito para quem tem os pés feios, para aquelas que não têm os pés de princesa.

Trabalhaste no Casino da Figueira. Foi estratégia do próprio casino, para ninguém estar atento às cartas e perder sempre?

Foi estratégia para entrar nas salas de jogos com 17 anos. Trabalhei uma semana só, ate satisfazer a minha curiosidade.

E jogaste alguma coisa ainda? Um black jack só para matar o vício?
Não podia jogar, estava a trabalhar.


E agora jogas?
Não

Nem ao “keimesse” ?À sueca?
Sim isso sim. E à pesca também.

E ao burro?
Também

És uma viciada Helena Costa, mas tudo bem. Diz-me,Se o amor é cego, porque é que não esqueces que eu não sou um futebolista de 1,9o metros e te rendes ao meu encanto natural?

O teu encanto natural só me apareceu diante das vistas, depois de tropeçar no big foot de 1,91 cm.

De facto, é uma pena. Apontas duas viagens como marcantes: à Grécia e à Coreia do sul. Curiosamente, duas selecções que nos eliminaram de grandes provas internacionais: a Coreia, em 2002, e a Grécia em 2004. Não te importas de, para próximos destinos, escolheres países que não devem jogar contra nós? Sei lá, Cuba, Madagáscar, Tailândia. Trinidad e Tobado já é perigoso, por exemplo.

A última viagem marcante foi aos estados unidos, isso conta? mas a última sem ser marcante foi a Franca, que lógica podes fazer com estes dois países? espero que ajude para o mundial...

conta pois, tivemos péssimos resultados nos Estados Unidos. E a França é o que se sabe. Importas-te de não viajar mais por favor, para não causares prejuízos à nossa selecção. Prometes-me isso?

se me pagares destinos raros, ate te faço a vontade...

Estou tentado a isso. mas olha, Sendo tu do signo Leão, deves saber que está fadada para ter paixões assombrosas por aquários. O meu signo é aquário, pelo menos para este efeito. Queres comentar?

Essa informacão deve estar errada. Não conheço ninguém aquário e sempre ouvi dizer que Leão é muito compatível com Carneiro e Sagitário ...tenho pena.

aahh sim, foi lapso meu. Eu sou carneiro com ascendente em sagitário, desculpa

Se és carneiro, então começamos mal. Põe a mão na cabeça, vais encontrar um presente meu


O que é que já fingiste mais: que estavas feliz por ver alguém ou orgasmos?
As duas, adoro ser simpática!

Mas isso chama-se ser falsa, seu monstro!
Não, chama-se delicadeza

Achas que mulheres com tops decotados têm o direito de resmungar por olharem para o seu peito como burros a olhar para um palácio. As mulheres têm que perceber que nós não temos seios, logo fascina-nos.

Tens razão, é inevitável não olhar...até as mulheres olham...

E tu olhas? fazes comentários?
Sim, faço um monólogo na minha cabeça.

Podes até estar contente com o que tens, mas se pudesses ir buscar coisas a outros, a quem e o que irias buscar?

Ia buscar os olhos da Ester canadas. Os abdominais do Ronaldo. Assim tinha para aí uns 10 anos de espaço de manobra, sem me preocupar.

E em relação a sexo matinal… achas que, tal como o pequeno-almoço, é a “refeição” mais importante do dia?

Para mim a refeicão mais importante é o jantar, isto responde?

( continua na Maxmen de Maio)

BLACK VOX - Histórias Negras em Teatro de Terror

Tenho uma amiga que só se mete em coisas boas. E quando faz uma coisa, normalmente é muito boa. ora a minha amiga que só se mete em coisas boas e que normalmente é muito boa nas coisas que faz, pede-me para aqui divulgar o seu novo projecto, que orgulhosamente aqui apresento:

BLACK VOX
Histórias Negras em Teatro de Terror



TEATRO DA TRINDADE
29 de Abril a 17 de Maio de 2009
4ª a sábado às 22H; domingos às 17H

Espectáculo de Humor Negro e Horror, numa abordagem que persegue o absurdo, a poesia e a comédia.

Quatro histórias, várias perturbações:
uma mulher perseguida por sombras num labirinto que forma na sua própria casa | uma princesa, não, uma boneca, não, uma menina que assim pequenina queria ser bailarina | um trágico truque de um fabuloso, surpreendente e fluorescente ilusionista e avec partner | uma Pin Up, que leva os homens a perder – literalmente – as suas cabeças, Bang Bang.

Os actores contracenam com vídeos que representam espaços, e as personagens ganham a dimensão de bonecos de animação.

Informações e reservas:

Teatro da Trindade 213 420 000 | Ticket Line 707 234 234

Tuesday, April 28, 2009

Está de quantos meses?


Houve um tempo em Portugal em que era bom casarmo-nos. Eu sou desse tempo. E nesse tempo, os homens quando se casavam sabiam que faziam bom negócio, pois todos nós gostamos de tomar pequeno almoço na cama e ter uma camisa bem passada sem ter que dar 8 euros, que é o que me leva agora a minha lavandaria em Campolide. E que acho um roubo, diga-se.

Aliás, nesse tempo era tão bom estar casado, que nós homens chegávamos a pegar numa tranche de roupa com camisolas, calças e meias e, ao entregarmos à nossa mulher, como se lhe tivéssemos a passar para as mãos um bebé lindo fruto do nosso amor, dizíamos: Toma meu amor! É para ti! E se no fim percebíamos que a roupa estava mesmo bem lavada e com cheirinho a lavanda que é tão bom, não raras vezes pegávamos numa nota de 100 escudos ou até de 1000 e de mão esticada, com a nota erguida, a ela lhe dávamos, dizendo sempre. “ Toma para ti meu amor, já podes ir à manicure e encher-te de laca”.

E lá ia ela, toda sorridente, prontinha para ler a revista hola que sabia encontrar no salão e que seguramente traria novidades da monarquia espanhola. Bons velhos tempos esses, em que só existiam 2 canais e um ou outro espanhol na televisão, mas onde ninguém, ninguém, ninguém ouviram? ninguém necessitava de telecomando para fazer zapping. Era tão mais fácil e romântico fazê-lo ao gritar pelo nosso amor: Oh Maria põe na 2! Maria vem aqui pôr no canal espanhol! Maria Vem aqui ver o que está a dar no canal 1 ! E de cada vez que esta vinha, enchiamos o nosso amor de beijos, enquanto lhe pedíamos para trazer mais uma imperial do frigorífico.

Mas esses tempos acabaram. Já ninguém casa só porque ela está grávida, como de resto, deveria ser sempre. Nesse tempo quando alguém dizia que se ia casar, ninguém no seu perfeito juízo reagia com espanto, tipo: Vais casar? Mas vais casar porquê? Ninguém perguntava, porque toda a gente sabia porquê. E assim quando alguém dizia que se ia casar, apenas se perguntava: Está de quantos meses?

Mas isso era dantes, já lá vai. As pessoas agora casam - imaginem ao que isto chegou - porque querem mesmo. Querem mesmo estar juntos, dividir uma casa, ter uma família, serem – imaginem só isto – serem felizes. E perceber que a felicidade só tem sentido se for partilhada. Eu acabo de partilhar isto que agora escrevi e estou obviamente muito feliz. Tem sentido.

Monday, April 20, 2009

Este lugar é meu!


Toda a gente quer um lugar que seja seu e às vezes não é fácil termos o nosso lugar. Um lugar que seja nosso, que possamos dizer “ Este lugar é meu!” como se isso fosse para sempre. Nada é para sempre. O mundo mudou e há cada vez menos lugares fixos. É difícil estacionar em dias de muito movimento, porque quando pensamos que finalmente encontramos um lugar, percebemos que do outro lado da rua, com os piscas ligados, está um carro que de vidro aberto nos diz: “Esse lugar é meu”. E é mesmo. E não há nada pior do que roubar um lugar que sabemos não ser nosso.


Eu tenho um lugar na mesa que ninguém rouba. É meu. É em frente ao televisor e toda a gente sabe disso. É frontal para eu ver as imagens das notícias e sobretudo para perceber se há novidades do Benfica, onde normalmente aproveito para aumentar o volume ou pedir a alguém que esteja perto, para o fazer por mim. Não sei porquê, mas as notícias do meu clube soam-me sempre baixo e eu quero, invariavelmente, ouvi-las mais alto. De tal forma, que a realidade do que é me é dito, com frequência me parece ensurdecedora.

O meu lugar, o nosso lugar, não é mais do que um hábito muito repetido. Ninguém diz que aquele é o seu lugar na mesa, se já ali não se tiver sentado muitas vezes. Ninguém revela com segura propriedade que o seu lugar no sofá é aquele, se nesse mesmíssimo local já não tiver adormecido umas quantas vezes, a ver um filme do Jackie Chan. Há pessoas que se transformam num lugar por passarmos tanto tempo com elas. Há pessoas que são o nosso lugar preferido. E daí as habitarmos como se fossem um quarto, uma casa ou uma cidade que gostamos muito. Alguém disse que o amor é um lugar estranho. E aqui entre nós, tinha razão.



O nosso lugar pode ser na carteira da sala de aula, no canto do recreio, no carro, na empresa, na equipa, na cama, nesta coluna do lado esquerdo do jornal. Sempre deste lado. Do meu lado. Mas é preciso ganhá-lo e depois mantê-lo, o que não se afigura fácil. Os lugares no momento actual começam a assemelhar-se aos condutores que não respeitam as filas, e que fingindo ir numa outra direcção, lá adiante se metem à nossa frente, à má fila, sem mostrar qualquer constrangimento. Ao menos pedissem, mas nem isso fazem. Possivelmente, os mesmos que cedem o seu lugar para os velhos nos autocarros, enquanto nas empresas – só por serem mais novos – lhes roubam os empregos. Possivelmente os mesmos, que um dia assaltarão este lugar, que no dia de hoje sei ser meu.



É possívelmente o convite mais honroso que alguma vez me foi dirigido e obviamente, aceitei-o. Pela primeira vez na minha vida, vou narrar um concerto de música clássica - na verdade são dois - sendo um deles transmitido em directo para a internet e outro no dia do meu aniversário, ao vivo, do Centro Cultural de Belém. A melhor prenda que me poderão dar, é pois marcarem presença às 17 horas de Domingo para presenciarem tão elevado momento. Segue o Press Release do evento, chamando desde já a vossa atenção para a parte em que se anúncia a participação do jovem locutor e animador da antena 3.



Eis o Press Release:


Sábado 2, 21h00
Concerto on line * (www.sapo.pt)
Domingo 3, 17h00
Grande Auditório do Centro Cultural de Belém
Música para os Ballets Russes
Teresa Gardner, soprano
Mário Alves, tenor
Luís Rodrigues, barítono
Michael Zilm, maestro
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Participação especial
Fernando Alvim, narrador
Igor Stravinski – Pulcinella (versão completa)
Manuel de Falla – El Corregidor y la Molinera

A divulgação da música clássica através do recurso às novas tecnologias é um dos objectivos da parceria recentemente estabelecida entre a Metropolitana e o Portal Sapo. Nesse âmbito, vai acontecer no próximo dia 2 a transmissão online de um concerto, a partir do CCB. É só clicar http://videos.sapo.pt/metropolitana e entrar nas ondas da música, que ainda por cima terá como motivo extra de interesse a participação como narrador de Fernando Alvim. O jovem locutor e animador da Antena 3 vai contar neste concerto a história de El Corregidor y la Molinera, uma pantomina que o compositor Manuel de Falla musicou e que depois os Ballets Russes transformaram numa conhecida peça de dança. Um texto que virou música e depois dança, explicado a todos os ouvintes, num concerto que pretende unir todos os tipos de públicos, desde os mais novos aos mais velhos. E que passará, nesta transmissão online, pelos diversos países lusófonos e entidades que reunem as comunidades portuguesas no estrangeiro, levando a música orquestral até mais e novas audiências. Este programa vai ser tocado de novo no dia 3 de Maio diante do público no Grande Auditório do CCB para desta vez permitir a experiência da música ao vivo – duas formas diferentes da Metropolitana fazer a corrente da música pelos diversos canais de público.

Fundada em 1909, a companhia de bailado de Diaghilev veio a revelar-se como um dos mais influentes projectos artísticos do século XX. Isso deveu-se, em boa medida, a um extraordinário leque de colaborações artísticas, que incluiu Fokine, Massine, Nijinski, Braque, Picasso, Matisse, Miro, Debussy, Ravel, Satie e, naturalmente, Falla e Stravinski. A coexistência de tais recursos criativos conduziu a uma dimensão artística de inestimável valor. É este universo que a OML, sob a batuta de Michael Zilm, evoca neste concerto, no centenário da fundação dos Ballet Russes. Interpreta El Corregidor y la Molinera (a 1.ª versão de El Sombrero de Três Picos) e a partitura completa do bailado Pulcinella.

Parceria: Portal Sapo
Co-Produção: CCB / Metropolitana
Patrocínio: Fundação Portugal Telecom este concerto é Meo!
Colaboração:
Observatório da China
UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (Luso-Afro-Americo-Asiáticas)
Câmara Municipal de Lisboa
Cap Magellan

Saturday, April 18, 2009

Não atires pedras a desconhecidos, porque pode ser o teu pai!




É assim que se irá chamar o meu novo livro que deverá sair em Junho deste ano pela editora Cego Surdo e Mudo - propriedade aqui do rapaz- e que a partir de agora começará a fazer edições regulares de outros autores. Será um livro no seguimento de "50 anos de carreira" que chegou à segunda edição e que pode eventualmente chegar à terceira. Ou à quarta. Ou à quinta.

"Não atires pedras a desconhecidos, porque pode ser o teu pai!" não é um romance histórico nem um livro de auto-ajuda, mas ambicionará como todos: chegar as tops, ir ao programa da Oprah, ser vendido nas estações de serviço.

Friday, April 17, 2009

As aparências não iludem


Susan Boyle on Britain's Got Talent
Enviado por dwarthy



É mais recente fenómeno da internet e de novo a cena de sempre. O júri inicialmente substima a candidata ( ou candidato), o público ri-se e quando começa a cantar, as câmaras apontam para os espantos vários e todos aplaudem e se emocionam. Acho que já vi esta cena em todos os países do mundo, aqui em Portugal também, em programas com os "Idolos" ou "Chuva de Estrelas" ou mais recentemente "Uma canção para ti". Às vezes parece-me até, que há aqui o chamado overacting, mas pouco importa. Mesmo que o perceba, eu gosto de ver e arrepio-me com isto, mas também com o Benfica a perder com a Académica em casa. Mas agora o vídeo, eis a escocesa Susan Boyle. Tudo isto aconteceu o passado fim-de-semana e já mais de 11, 7 milhões de pessoas viram este vídeo na net. Penso que vocês irão engrossar a lista. A meu ver, bem.

Tuesday, April 14, 2009

A poucos dias da Noite do Making Off


A NOITE DO MAKING OF

Juntar o conceito dos bastidores a uma noite de folia dançante. Este é o mote para a primeira Noite do Making Of, uma espécie de maratona de making ofs, uma espécie de festa com não dj’s. O conceito é apresentar filmes que tenham um olhar documental sobre o cinema. Juntar bastidores de curtas, longas e documentários. Sejam portugueses ou de Hollywood. Depois, pela noite dentro, dançar sem preconceitos ao som de gente ligada ao cinema mas que não tem pavor de passar música. E os DJ’s são o crítico de cinema Miguel Somsen que actua juntamente com Cátia Simão, da Prova Oral; Nuno e Nando (Fernando Alvim e Nuno Markl), o cinéfilo Andy Punch (que promete música divertida), o actor Nuno Lopes (que já tem bastante experiência na cabine de DJ), o actor Filipe Vargas, o actor Filipe Duarte e a actriz Inês Mendes da Silva.
Durante o evento haverá distribuição de merchandizing ligado ao cinema e pelos ecrãs da LX Factory estarão imagens do VJ Zekan!

Filmes:
Sessão Fotogramas (Luísa Sequeira)
B-Fachada-Tradição Oral Contemporânea- de Tiago Pereira
Anjos e Demónios
Julgamento- Francisco Aritzia e José Matos
Goodnight Irene- Graça Castanheira
A Vida Interior de Martin Frost- Rita Nunes
The International- A Organização
A Corte do Norte- Miguel Clara Vasconcelos
O Barco do Rock
Adeus Até Amanhã- Rui Simões
Tebas- Susana Abreu
Os Meus Espelhos- Rui Simões
Mundo Catita
Crime/Abismo Azul/Remorso Físico- Ricardo Freitas
A Vinha- Ricardo Freitas

A hora da exibição dos filmes será confirmada apenas na véspera

Deixa-te levar


O problema de tudo isto é não nos deixarmos levar, seria tão mais fácil se o fizéssemos. Mas não, a desconfiança que se instalou em nós impede-nos disso. A mesma que de nós se apoderava, no tempo em ainda não existia uma moeda única como agora existe o euro. Ia-se a Espanha comprar caramelos, enchia-se o saco com as pesetas cambiadas e ficava-se ali, de olhar desconfiado, a ver se o homem se enganava nos trocos. E o homem dava-nos o troco e mesmo depois de termos confirmado que estaria certo – e estava certo - ficávamos sempre com a sensação, que de uma forma ou de outra, teríamos sido levados. E se calhar, tínhamos.

Crescemos a ouvir isto: “ Tu não te deixes levar!” e só agora percebo o mal que nos terá feito. Crescemos tanto, ficamos tão adultos, tão sábios, tão certos de tudo e de todos, que desaprendemos a deixar-nos levar. E eu quero deixar-me levar, como quando eu era mais pequeno e alguém me dizia “ vamos por ali!” e eu, sem que conhecesse o caminho, ia por ali, deixando-me levar, até que o fim do dia me devolvesse a casa ou uma carrinha daquelas camarárias.

O mundo está perigoso, dirão. Está bem, concordo, mas não é por isso que eu deixarei de sair à rua. Do mesmo modo, que não me deixarei de entregar a quem pouco ou nada saiba. Por mim, pode ser às escuras, que eu já vejo tanto. Por mim, pode ser já agora que amanhã é longe. E não quero saber de tudo, não preciso. Mania esta de que querermos saber tudo com detalhe. Eu não. Quero ter dúvidas e muitas de preferência. Quero ter boas dúvidas. Quero sentir que pouco ou nada sei sobre aquela pessoa como se esta fosse um livro novo que ainda não começamos a ler. E não, não quero saber a história, não preciso que me contem o filme todo porque já tenho o livro e quero lê-lo. Do mesmo modo que tenho uma vida e quero vivê-la sem grandes sinopses. Eu não quero saber de tudo. Que graça tem explicarem-me tudo, antes mesmo de eu o ter percebido. Isso é contarem-me o filme e eu quero ir vê-lo à sala de cinema.


E aqui chegado, o que eu quero, é deixar-me levar mesmo que perceba que me estou a deixar levar. Era preferível que não percebesse mas o que é querem? a idade adulta deu cabo disto. Por mim podem enganar-me à vontadinha, dizer que o amor é para sempre e que o Benfica ainda vai ganhar o campeonato – eu acredito, vos juro - podem afiançar-me que eu sou a única pessoa na vossa vida e a mais importante de todas elas – eu acredito, eu acredito – que é bom investir agora em acções – em compro, eu compro.

Daí que não queira fazer mais perguntas, por mim, está bom assim. Quero deixar-me levar. Já hoje. Daqui. Agora.

Tuesday, April 07, 2009

Deixa-me pertencer à tua Guest List!



Depois dos cartões da casa que deram origem à imortal frase " Não tem cartão, não entra" e depois das zonas vips com os resultados divisionários que se conhecem, eis que chega a moda da Guestlist. E se não se importam, saiam da frente que eu quero ver se tenho o meu nome na lista. A guestlist é a nova moda do movimento nocturno e não existe estabelecimento que já não tenha pensado nisto. E eu estou a pensar nisto. De tal modo, que me encontro a escrever este artigo depois de me inscrever na guestlist de colaboradores da noite.pt. Comigo é assim: Primeiro ligo para a redacção e identifico-me. Qual o seu nome? Perguntam. Fernando Alvim! – Respondo. Vai para onde? de novo questionam. Era para escrever um artigo para a vossa publicação se não se importam! – digo. E posto isto – dada a autorização com um firme " Pode sim senhor, está aqui o seu nome! - começo a escrever. Que é o que estou a fazer neste momento, se me dão licença.

Isto das modas tem que se lhe diga e eu quero dizer. Uma boa moda, para ser boa, não é necessário que se entenda. As melhores, são exactamente, as que não se compreendem. E porquê? Porque as pessoas não gostam de coisas planeadas e sobretudo, não gostam de perceber que se lhes está a impingir uma coisa . Querem não perceber, como muitas das vezes acontece com o amor: Mas porque é que gostas dela? Perguntam. E nós vamos dizendo " Não sei, mas gosto". E a verdade, é que gostamos mesmo. Há muito a aprender com as senhoras que vendem queijinhos no Continente, com aqueles palitinhos, sabem? Elas nunca dizem para comprarmos um queijinho, o que elas perguntam – vejam lá se isto não é verdade - é se queremos um bocadinho? E nós, muitas das vezes queremos um bocadinho sim. Dois. Três. Até nos habituarmos e queremos muitos bocadinhos juntos, que possam formar um queijo. De preferência daquela marca que é bem bom.

Mas voltemos à guestlist. Eu também não sei muito bem o que é que isto vai dar, mas eu também não sei muito bem o que é o twitter e já lá estou. Disseram-me que era porreiro e eu inscrevi-me logo. Eu gosto de coisas porreiras. As coisas porreiras nem são muito grandes nem muito pequenas, são a nossa medida, como aquelas sapatilhas que usamos para grandes caminhadas. Podem não ser muito bonitas, mas não aleijam nos pés. E é isso que importa. Com a Guestlist é o mesmo. Pode não ser muito bonito, mas pode ser útil, sobretudo para percebermos se o cliente que quer entrar, está ou não já embriagado. O porteiro pergunta: O senhor, está na guestlist. Em que nome? E ele vai respondendo enquanto cambaleia-a: "olhe, procure aí Cavaco Silva, o meu nome é Aníbal Cavaco Silva! Ora, obviamente que isto não é verdade, porque sabemos que o nosso presidente não frequenta a movida nocturna e assim a conclusão lógica que se tira, é que este individuo é alguém que já não está em condições. E antes que perturbe a ordem pública, não entra. Aliás, é por causa de exemplos como este que eu proponho, que de agora em diante, se use Guestlist em tudo. No roulote dos carrochos, por exemplo. Ao pedido: Olhe queria uma bifana, por favor. Eis que logo ouvimos: O seu nome está na guest List? No Hospital: Olhe, trago aqui o meu primo, ele precisa de ser operado com urgência, que é um daqueles apêndices aborrecidos, pode ser?. E logo uma voz nos questiona: " O seu nome está na guest list?". Aliás, há quem diga que o grande problema de Cicciolina, ex-deputada italiana e antiga glória dos filmes alternativos, terá sido exactamente este: ter tido demasiados homens que não estavam na sua Guestlist. Mas isso era dantes. Hoje, tenho a certeza, que cicciolina não dispensaria a sua Guestlist. E fazia ela muito bem. Não que diminuísse o número de homens com quem tinha relações, mas pelo menos, sabia os nomes.

Friday, April 03, 2009

Finalmente, as imagens do Festival da Canção Alternativo. Em www.speaky.tv.


Cidadãos deste blogue, saibam que estão disponíveis desde esta semana, as imagens desse extraordinário evento que foi o Festival da Canção Alternativo, mais uma vez, numa parceria com a central musical. Basta acederem a este endereço (http://www.speaky.tv/) e perceberem o que terão perdido. Chamo a vossa atenção para o tema "Amor rouco" de Armando Caldas, para mim a melhor rouquidão artística que alguma vez terei ouvido. Uma maravilha tal , que tenho passado os meus dias a cantá-la. Foi todo um espernear de prazer.