Entrevista ao Dinheiro Vivo.
Fernando Alvim acaba de lançar mais um livro. Não és Tu, Sou Eu, por apenas 12,40 euros, leva para casa um conjunto de reflexões sobre o amor. "O romance, com ele, não tem segredos. E como ele é alma boa, toca a partilhar. Desde criança que esse foi o seu dom. As mulheres, em Portugal e, especialmente, em Itália e no Burkina Faso, contam com a sua sabedoria", define a editora na apresentação do livro. Mas o Dinheiro Vivo quis saber mais e entrevistou Fernando Alvim
Afirma que não é escritor, mas alguém que escreve livros. Porquê?
Porque um escritor é uma outra coisa, tipo lobo Antunes que se levanta às 9 da manhã para escrever e acaba ao final da noite. Para se ser escritor tem que se ir aos treinos todos os dias e eu só jogo ao fim-de-semana.
Por que ímpeto é atacado sempre que escreve um livro?
Curioso, não tenho nada ideia de ser atacado, mas não é coisa que me faça falta. Um ataque é sempre uma manifestação de que terão lido o livro e isso é de valor.
Já lá vão três, certo? Para quando um quarto livro?
Não sei e inacreditavelmente não tenho a ambição de escrever um romance nem um livro histórico sobre os duques de Bragança.
Que universos, temáticas compõem a sua prosa?
A vida tal qual me é apresentada e em particular essa coisa a que chamamos amor que julgo ter dissertado de forma muito completa neste livro que agora edito. Sou uma espécie de António Barreto do amor.
Em que se inspira?
Na minha vida e olhem que não é pouco.
Sobre o que lhe falta escrever?
Não faço ideia, não tenho planos, não sei o que vou comer ao jantar nem preparo a roupa do que irei vestir amanhã antes de me deitar. Acordo, tomo banho e de toalha enrolada à cintura, escolho na pressão do frio, a roupa com que irei sair à rua.
Existe ligação entre cada um destes livros ou falam de realidades separadas?
Existe uma ligação óbvia: eu, o autor de cada um dos livros. E isso desde logo é o suficiente para perceber que a minha forma de ver as coisas que ali está. E este discurso não tem nada de narcísico, mas é justamente o que acontece.
Não lhe bastava escrever livros, teve de criar uma editora, a Cego Surdo e Mudo. A prosa não era suficiente boa para ser aceite por outras editoras?
Era, mas não me dava a independência que eu preciso e persigo. Quero cada vez mais depender de mim próprio e menos dos outros. Se falhar, sei que fOi por minha causa. Mas se vencer, também.
Além dos livros programas de TV que mais anda o Fernando Alvim a tramar?
Tudo. 2012 pode vir a revelar-se como o meu melhor ano. Mas tenho que fazer por isso. E estou a fazer: acabo de lançar o meu novo livro Não és tu, sou eu e preparo-me para lançar a speaky TV já no próximo dia 16, na Pensão Amor, pelas 18.30, lançamento para o qual estão todos convidados. Pelo meio, lançarei um jornal desportivo gratuito com José Nunes, Luís Freitas Lobo e Rui Miguel Tovar na equipa e duas novas publicações. Uma dirigida pelo Afonso cruz e outra, a masculina, pelo Pedro Mexia. Parece-me que não é pouco.
E agora algo completamente fora do tema... Se fosse chamado a dar ideias para o país, o Governo, políticos, portugueses qual seria?
A não manter a calma e começarmos todos a mexer e depressa para o barco não ir ao fundo. Detesto as pessoas que em momentos como este apelam à calma, calma é tudo o que não precisamos agora. Temos de agir, de ser bravos, de mostrarmos fúria naquilo que fazemos de forma a que todos percebam que iremos vencer o jogo.
Algo mais que queira acrescentar?
Continuação de uma óptima tarde.

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