Friday, August 30, 2013

Enquanto o livro novo não vos chega às mãos...

Sim, brevemente haverá livro novo. Enquanto ele não vem, recordemos alguns dos textos do último, Não és tu, sou eu, em destaque na Cego, Surdo e Mudo.


OBJECTIVO: ZERO

Um estudo recente revela que, em cada dois casamentos, um resulta em divórcio – e isso faz-me pensar que o problema aqui não é o divórcio mas justamente o casamento. O divórcio não tem culpa alguma, nunca em séculos e séculos de existência, antes e depois de Cristo, um divórcio provocou um casamento, mas foram já várias vezes que assistimos um casamento a dar num divórcio.

Daí que as conclusões sejam óbvias: o grande problema dos casamentos é o facto de as pessoas ficarem juntas. Eu sou a favor de que se deva realizar o ritual: a mãe deve chorar na igreja, os amigos devem acabar com as gravatas enroladas na cabeça, a menina das alianças deve obviamente perder as alianças, mas finda a cerimónia cada um deve ir para o seu lado. A começar pela noite de núpcias, que já deve ser feita em casas separadas. Até porque depois de um dia como este, parece-me francamente desumano que se institua que alguém deverá fazer uma outra coisa que não seja dormir profundamente.

As pessoas devem ficar juntas – isso sim – quando estão separadas, que é para isso que servem os namoros, que é para isso que serve a clássica desculpa das raparigas que dizem à mãe que vão dormir a casa da melhor amiga, quando vêm mas é estar connosco. Mães por favor, não desmaiem agora. Se virem bem, no tempo do Ultramar, as pessoas não se separavam quando viviam distantes, mas sim quando voltavam a viver juntas. Era ou não era?

Dizem que a distância separa as pessoas – nada mais errado; é precisamente o contrário. Se tentarem ficar longe um do outro, vos asseguro que tudo correrá de forma harmoniosa.

Por isso, parece-me que com este meu método, com esta visionária forma de agir, Portugal pode reduzir a 0%, ou muito perto disso, o número de divórcios. Aliás, se as pessoas optarem mesmo por não se casarem, asseguro-vos que mesmo o número de casamentos terá este impressionante valor que pode servir de exemplo a outros países. Apesar de desconfiar que em outras sociedades menos organizadas e perfeitas do que a nossa, mesmo com 0% de casamentos possa existir 50% de divórcios.

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