Tuesday, February 19, 2013

13º Ciclo - Cineclube Lusófona


13 de fevereiro a 6 de março de 2013
Programação: José Maia, docente da ULP

Quartas-feiras às 16h30
Sala Nobre da Universidade Lusófona do Porto
Entrada Livre


20 de fevereiro de 2013
O Último Mergulho, 1992, Portugal, 85 min
JOÃO CÉSAR MONTEIRO

Num cais deserto, um velho marinheiro reformado impede um jovem de dar o último mergulho, convidando-o a submergir na lívida, secreta e recôndita noite.
Nesta descida ao fundo, entre a luz e a sombra da noite, por jardins, bairros e becos, entre pegas, ladrões e bêbados, num clube noturno, o jovem conhecerá a muda prostituta Esperança, filha do reformado que o irá levar à pensão “25 de Abril”, onde descobrirá os seus encantos.
No final, cansado dos seus dias, o velho dá o seu último mergulho, a prostituta portuguesa continua o seu fado, Esperança e o jovem que no início olhava fixamente as águas do rio vivem um amor diurno.
“O Último Mergulho” é um filme sobre Portugal, uma visão espectral do país, uma reflexão crítica da política e da sociedade do pós-25 de Abril, um mergulho num clima de decadentismo.

27 de fevereiro de 2013
Ossos, 1997, Portugal, 98 min
PEDRO COSTA

«Este filme suporta, simultaneamente, duas visões tradicionalmente opostas. Uma coloca em primeiro plano a realidade social que é o Bairro das Fontainhas (ou a secção dele onde vivem os protagonistas) e escancara-nos existências que João Miguel Fernandes Jorge, num texto admirável, situou num "post-humano português, se, acaso, as nacionalidades permanecerem na linguagem cifrada do replicante". E continuou: "Neste filme mostra-se como se ultrapassou um tempo histórico e social. Como a comunidade na qual nos inserimos já é outra. Como já não se situa no ponto exacto onde cada um de nós ainda a concebe. A ficção fílmica alastrou a toda a geografia portuguesa e, nisso, o filme tem também força documental."»
João Bénard da Costa

6 de março de 2013
Tabu, 2012, Portugal, 118 min
MIGUEL GOMES

«E, portanto, havia uma vontade de dialogar com esse universo, com o cinema extinto. Aliás, há uma série de coisas que estão extintas neste filme, há uma senhora que morre, e portanto extingue-se, e através desse desaparecimento vai-se convocar uma sociedade extinta, que é uma sociedade colonial, em África, portuguesa, e nessa altura há uma tentativa de dialogar com um cinema que também ele está extinto, que é o cinema mudo. E obviamente que o cinema do Murnau é, provavelmente, talvez o pico do cinema mudo e talvez do Cinema, ponto final. E, portanto, queria convocar esse imaginário através dessa referência. Mas, para além disso, há uma série de tabus no filme, que não irei desvendar.»
Miguel Gomes

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