Sunday, September 13, 2015
José António Fundo, professor, responde ao Inquérito do Fernando Alvim.
Umas férias
Directo para Formentera, em Espanha, e partilhar ''pañuelos'', sombras e auriculares para ouvir o Mediterranian Sundance. Um ano a passear pelos paraísos terrestres: Maasai Mara, Baden-Baden, Mahé, Creta e Pompeia; Califórnia, Connecticut e Colorado (é verídico: estados sem ''C'' dão-me galo)
Uma ideia
Quanto mais aldrabona e manipuladora for uma pessoa, mais espaço mediático lhe é dado. Eu dava um bilhete de ida para umas férias prolongadas muito longe daqui à Joana Amaral Dias, ao Camilo Lourenço e Marques Mendes. É que a mais. Aparentando que são uns ''livres pensadores'', são o contrário, uns bafentos fascistas!
Uma asneira
Não discutir política, futebol e religião. Não falar destes assuntos é desistir de conviver.
Uma paixão
Determinado cheiro, aquela silhueta e certa voz.
Uma curiosidade
Nunca fui adepto de nenhum Jesus, embora reconheça que ressuscitar Lázaro e pôr César Peixoto a titular são milagres
Uma pergunta
Alvim: arranjas-me o número do telemóvel da Gisela João?
Um segredo
A melhor praia do mundo é portuguesa. É um sítio que faz muito bem... e sim, é segredo. (O restaurante não tem ostras!!!!)
Uma invenção
Um país com políticos competentes, jornalistas independentes e uma população que não acredite em tudo o que lhe impingem.
Um desabafo
Farto até aos cabelos desta desgovernação
Sunday, September 06, 2015
José António Fundo, professor, responde ao Inquérito do Fernando Alvim.
1. Umas férias
A viagem a Paris que fiz com a Susana (a minha mulher) poderia durar para sempre...
2. uma ideia
Eu gostava que fôssemos visitados por extraterrestres e assistir à mudança de consciência de si próprios que todos os humanos iriam sentir.
3. uma asneira
O euro. Não percebi bem ao início mas agora não tenho dúvidas.
4. uma paixão
A minha paixão para este verão chama-se Magenta. Nasceu há pouco mais de um mês e vai marcar a minha vida para sempre.
5. uma curiosidade
O meu pai ensinou-me uma vez, ainda era eu muito jovem, que a América (EUA) ou a economia americana era tão diversa e tão grande que uma fábrica de pregos com duas cabeças em cada uma das extremidades faria ainda assim negócio. Como ele estava certo e como isso significa a nossa miséria...
6. Uma pergunta
Gostava de saber se os Papas acreditam verdadeiramente em Deus. Dito por eles em confissão... Se calhar tínhamos uma surpresa.
7. Uma resposta
"Às onze, no farol... de Leça" ensinaram-ma e uso-a muitas vezes.
8. Uma lição
Um professor como eu dá muitas lições. Portanto a maior lição é estar sempre pronto para aprender mesmo quando somos nós a ensinar. Os outros, mesmo os mais novos, ou sobretudo os mais novos, sabem muito que nos interessa aprender.
9. Uma aventura
Foi uma aventura aceitar participar na direção de uma escola pública. Foi a maior aventura assumir essa responsabilidade. Uma aventura que já dura há 10 anos. Curiosamente começou num mês de Junho e foi um verão de aventura a aprender um milhão de coisas novas para preparar um ano letivo.
10. Um segredo
Vejo as novelas da TVI, odeio-as e imagino críticas escritas infindáveis que tenho vergonha de escrever... Ups...
11. Uma invenção
Eu vi o filme "A Mosca" de 1958 e a versão moderna de 1986 e percebo os perigos, mas continuo a sonhar com o teletransporte. "Beam me up Scottie!"
12. Um desabafo
Não percebo como é que tanta gente ainda acredita que a história da austeridade teve qualquer tipo de efeito positivo no nosso país. Ou é burrice ou desonestidade intelectual.
13. Um problema
Tenho dúvidas:
Em Portugal, a vontade de tanta gente em acabar com a escola pública. Vai dar muita asneira e atrasar imenso o país.
Ao nível global é importante estar atento à propriedade intelectual sobre inventos médicos e de medicamentos. A investigação científica, sobretudo nestas áreas, deve ter regras muito rígidas na exploração comercial dos frutos da investigação. E fundamental investir mais na investigação pública a nível global de modo a que esta lidere e liberte o máximo de conhecimento.
14. Finalmente um item ou dois que o convidado deste inquérito deve acrescentar
14.1 O que acho mais importante numas férias?
Parar de trabalhar. Parar mesmo. Em Portugal um diretor ou subdiretor de uma escola pública perde praticamente o direito a férias por inteiro. Há demasiadas tolices administrativas a cumprir durante o mês de Agosto que os nossos burocratas da educação não resistem em impôr.
14.2 Qual é o maior pecado da nação?
A falsa meritocracia e a mania de que somos sempre melhores do que os nossos jovens, ou que os jovens são sempre piores. Em Portugal há o vício de nos gabarmos das dificuldades da escola do nosso tempo (na verdade mais facilitista do que a actual) e de insultarmos a inteligência e as capacidades dos jovens. Temos uma juventude espetacular e que merece o nosso melhor esforço. Por outro lado insistimos na teoria da meritocracia quando se implementam todo o tipo de sistemas que beneficiam os que têm mais recursos materiais. O sistema escolar está hoje montado para beneficiar os mais ricos e pouco temos feito para romper com essa lógica e apoiar todos os alunos como cada um precisa.
Friday, September 04, 2015
Doutor Alvim
Mesmo com uma actividade social muito intensa e com um bronze a fazer lembrar Santana Lopes quando foi presidente da câmara municipal da Figueira, Doutor Alvim distribui notas com a mesma certeza e bondade, da saudosa Dona Branca. Eis os valores para esta semana:
➜ Bebés que são sempre lindos. Zero valores.
Não é verdade que os bebés sejam sempre lindos. Eu sei que custa ler isto, eu sei que pode de repente dar um nó na garganta a quem me lê, mas com verdade - e não estamos aqui para outra coisa - há bebés que são, como posso dizer isto sem causar grande embaraço? vamos cá ver: são muito feios, são horríveis, são monstros por Deus. E chegados perto, quando a mãe nos mostra finalmente o seu bebé, porque raio se convencionou que temos que dizer "ai que coisa tão linda! Ai que coisa mais fofa" quando o sincero seria dizer "oh diacho, mas o seu filho é um monstro, mas que feio credo, que azar, lamento imenso, tenta lá fazer outro". Mas não. E depois admiram-se que estes novos seres acreditem cada vez menos na sociedade. Pudera, quando crescerem, vou perceber que desde que nasceram, desde os primeiros dias lhes mentiram. E é fácil perceberem-no. Como ? bastando que se olhem ao espelho. o Doutor dá zero para bebés que são sempre lindos
➜ Amigos como o Carlos Santos Silva. Dou vinte.
Sejamos claros, no fundo, não era só Sócrates, no fundo, todos nós gostaríamos de ter um amigo como o Carlos Santos Silva. um amigo que nos protegesse, um amigo que nos desse fotocopias, um amigo que nos apoiasse nos bons e nos maus momentos, cá dentro ou lá fora, num país ou noutro, um amigo assim, que não nos questionasse - deixemos isso para o DIAP - que nos devolvesse liquidez, que nos pagasse os estudos, que nos fizesse feliz nas ruas do mundo. No fundo, todo este processo, tem um motivo e não é prejudicar o PS nas próximas eleições. O motivo é esse sim, a profunda inveja, a visceral inveja, a inconfessável inveja, de não termos um amigo igual ao Carlos Santos Silva. Para ele, que espero um dia vir a ser amigo, dou 20 contos, desculpem, valores.
➜ Donald Trump. Um zero.
Antigamente, quando me apanhava imagens do Donald Trump em revistas ou televisões, lembrava-me sempre do nosso cantor Marante. E, do nada, começava a ouvir o milionário norte-americano a cantar eu-sei-eu-sei-és-a-linda-portuguesa-com-quem-eu-quero-casar. De há uns tempos para cá, a imagem de Donald Trump tem-se vindo a sobrepor à de Marante, pelo menos na minha mente. E, pior do que a imagem, as palavras. Agora, sempre que vejo o Marante, ouço os discursos misóginos e xenófobos de Trump. E isso é injusto para o Marante. Também por isso, nota zero para Donald Trump - que, não certamente por acaso, tem um apelido demasiado próximo, foneticamente, de Trampa.
➜ Zero para quem diz migrantes.
Um dos grandes dramas do jovem estudante dos anos 80 era saber diferenciar entre imigrantes e emigrantes. Alguns amigos meus tinham truques, outros evitavam o tema em absoluto e só um par de pessoas em todo o país, entre os 6 e os 12 anos, sabia realmente a diferença. O drama das pessoas que fogem das guerras em África e Médio Oriente, procurando descanso na Europa, parece ter destruído a dicotomia imigrante/emigrante. Nas televisões, rádios, jornais, agora só se fala em migrantes. Os alunos actuais e vindouros parecem ter sido então poupados a essa dúvida persistente. Parece terminar um pequeno drama para os estudantes portugueses do 1º e 2º ciclos, mas mantém-se uma tragédia avassaladora para o resto do planeta.
Notas finais: Doutor Alvim não passa dos 20 valores esta semana, num dos piores resultados desta análise. Há esperança para que as coisas melhorem na próxima, excepto o tempo. o doutor, odeia o tempo cinzento.
Saturday, June 20, 2015
Ricardo Nogueira, podcaster, responde ao Inquérito do Fernando Alvim.
Umas férias
Qualquer sítio onde haja mar e a banda sonora envolva de alguma maneira a voz do Michael McDonald.
Umas férias
Qualquer sítio onde haja mar e a banda sonora envolva de alguma maneira a voz do Michael McDonald.
Uma ideia
Deixar de ir a sessões de meia-noite no cinema e de pedir pratos de tofu em restaurantes vegetarianos. Adormeço quase sempre nas primeiras e nunca gosto dos segundos. Mas esqueço-me sempre disso e continuo a fazer.
Uma asneira
Tudo. Ou “foda-se”, sempre.
Deixar de ir a sessões de meia-noite no cinema e de pedir pratos de tofu em restaurantes vegetarianos. Adormeço quase sempre nas primeiras e nunca gosto dos segundos. Mas esqueço-me sempre disso e continuo a fazer.
Uma asneira
Tudo. Ou “foda-se”, sempre.
Um lema
‘Don’t worry, be happy’ was a number one jam, damn if I say it you can slap me right here.”
‘Don’t worry, be happy’ was a number one jam, damn if I say it you can slap me right here.”
Uma paixão
Cabelo.
Cabelo.
Uma curiosidade
Apesar da aparente rivalidade, de acusações de plágio por terem estilos vocais parecidos, DMX e Ja Rule partilhavam um produtor, Irv Gotti, e estiveram para ter um supergrupo com Jay Z. Apesar de não terem assim tantos créditos como actores, Steven Seagal fez filmes com cada um deles em anos consecutivos: 2001 e 2002.
Apesar da aparente rivalidade, de acusações de plágio por terem estilos vocais parecidos, DMX e Ja Rule partilhavam um produtor, Irv Gotti, e estiveram para ter um supergrupo com Jay Z. Apesar de não terem assim tantos créditos como actores, Steven Seagal fez filmes com cada um deles em anos consecutivos: 2001 e 2002.
Uma pergunta
“Por que é que há tantas canções sobre arcos-íris?”
“Por que é que há tantas canções sobre arcos-íris?”
Uma resposta
Sim e.
Uma lição
Nunca vais ter razão
Sim e.
Uma lição
Nunca vais ter razão
Uma invenção
Pomada
Um segredo
Tenho dois singles de sete polegadas dos My Chemical Romance. São picturediscs muito feios. Não tenho vergonha nenhuma, mas quase ninguém sabe.
Um problema
O homem branco cisgénero heterossexual. Sim, eu sei que faço parte, mas tento o meu melhor.
O homem branco cisgénero heterossexual. Sim, eu sei que faço parte, mas tento o meu melhor.
Um desabafo
Tenho medo.
Tenho medo.
Monday, June 15, 2015
O fenómeno Nuno Dias, no Metro.
Umas férias
Aquelas que um dia irei fazer à Áustralia com o prémio da raspadinha. Um dia, quem sabe.
Uma ideia
Mais miúdas em calções de ganga. Os meus olhos agradecem
Uma asneira
Pessoas que te adicionam no facebook e não te dizem olá na vida real. Um dos grandes dramas da sociedade moderna
Uma paixão
As férias de verão enquanto adolescente. 3 meses a jogar futebol, andar de bicicleta e a ir para praia até desejar que as aulas começassem novamente.
Uma curiosidade
Aprendi o meu primeiro doce em 2015. Pudim de pão.
Uma pergunta
Gostas de arroz de cabidela?
Uma resposta
Estudasses.
Uma lição
O molho de francesinha fica melhor sem sopa de rabo de boi ou knorr.
Uma aventura
Masturbação com a mão esquerda.
Um segredo
Tomar banho antes de ir para a cama.
Uma invenção
Cerveja que não engorde.
Um desabafo
Adoro mulheres.
Um problema
Não ter tempo para fazer tudo o que gostaria.
Um lema
Party Hard
Aquelas que um dia irei fazer à Áustralia com o prémio da raspadinha. Um dia, quem sabe.
Uma ideia
Mais miúdas em calções de ganga. Os meus olhos agradecem
Uma asneira
Pessoas que te adicionam no facebook e não te dizem olá na vida real. Um dos grandes dramas da sociedade moderna
Uma paixão
As férias de verão enquanto adolescente. 3 meses a jogar futebol, andar de bicicleta e a ir para praia até desejar que as aulas começassem novamente.
Uma curiosidade
Aprendi o meu primeiro doce em 2015. Pudim de pão.
Uma pergunta
Gostas de arroz de cabidela?
Uma resposta
Estudasses.
Uma lição
O molho de francesinha fica melhor sem sopa de rabo de boi ou knorr.
Uma aventura
Masturbação com a mão esquerda.
Um segredo
Tomar banho antes de ir para a cama.
Uma invenção
Cerveja que não engorde.
Um desabafo
Adoro mulheres.
Um problema
Não ter tempo para fazer tudo o que gostaria.
Um lema
Party Hard
Monday, March 30, 2015
João Gesta, programador cultural, responde ao Inquérito do Fernando Alvim
Umas férias
Primeira viagem a Marrocos. 19 anos. Pensão “A ideal de Tetuán”. Um terraço e um saco-cama. Muito calor. Caldos de galinha e bolinhos de haxixe. Vísceras pró mar.
Uma ideia
“Reconquistar Portugal aos touros.” (Daniel Maia-Pinto Rodrigues)
Uma asneira
Uma vez, nas Antas, o Gomes fintou três ou quatro e meteu um golo magistral. O meu compincha de bancada, virado para mim, comentou embevecido: - O estupor do caralho é de uma raça fodida!!!
Uma paixão
Cozido à portuguesa, regado com coca-cola. Já agora, se não for pedir muito, servido pela Madonna. Vestida.
Uma curiosidade
Karl Marx detestava papas de sarrabulho e a família sabia.
Uma pergunta
Portugal tem cotas leiteiras. E tu?
Uma resposta
Uma vez, fim de noite de copos, perguntei a uma amiga:
- Queres dormir comigo?
Ela respondeu-me, sem tergiversar:
- Para dormir já me basta o meu marido.
Uma lição
Aprendi com Mário Cesariny:
- “O amor é uma rua muito sossegada onde só se passou uma vez.”
Uma aventura
Tentar não engravidar ninguém, à hora de ponta, no autocarro para a Maia. O 600, isso mesmo.
Um segredo
O rabo é o ópio do povo. Mas, por favor, não digam nada ao SIS.
Um desabafo
Agora que a Angela (sim, sim, essa toda, essa tola) fez a depilação pode ser que o juro da dívida a dois séculos baixe.
Um problema
Pagar a segurança social atempadamente. Um exercício que se revela difícil mesmo para os mais abonados. (este Gesta é mesmo um diplomata, um cavalheiro…)
Gostas de mim?
Pouco. Gosto mais do torneiro-mecânico do quarto-esquerdo. É, (como explicar-te?), mais agressivo com a ferramenta.
Sunday, March 22, 2015
Sofia Marques Ferreira, artista de videoarte, responde ao Inquérito do Fernando Alvim
UMAS FÉRIAS
Escolher um único destino é difícil, porque viajar é um vício. A escolher, é Goa, onde foram as tais férias. O lugar que não pertence a lado nenhum e ao mesmo tempo a todos. Goa é como chegar à “praia secreta”. Estás cansada com vários kilos às costas, envolta em sujidade típica dos comboios indianos, esfomeada por um bife, e assim, sem pedires e esperares, Goa oferece-te o impossível de fabricar. No primeiro dia, quando pensas “Uau, isto é incrível!”, ainda nem começou e é completamente imprevísivel. É como Goa escolhesse as pessoas. Cada uma com que te cruzas, há uma grande história, uma lição.
UMA IDEIA
Dar um sonho aos políticos.
UMA ASNEIRA
Achar que o meu corpo ainda tem 18 anos quando danço.
UMA PAIXÃO
Criar, preparar, soltar, desidratar, vibrar, atingir, concretizar “a imagem” com vídeo ou fotografia. Aquela imagem que precipita tudo, aquela que é o trigger que antecipa a narrativa.
UMA CURIOSIDADE
Quando o meu primeiro irmão nasceu e tive-o nos meus braços, senti algo único, inexplicável, algo que não vem nos livros, só se sente, uma ligação para a vida. Agora, tem 18 anos, está na universidade, com uma namorada giríssima, fala com bom senso, inteligência e unicidade, e eu estou ali. A vida têm destas coisas boas.
UMA PERGUNTA
Qual é o sentido da vida?
UMA RESPOSTA
É o teu sentido, de preferência à Monty Python.
UMA LIÇÃO
Não esperes demasiado. Não corras demasiado. Just do it. On time.
UMA AVENTURA
Em pleno Rio de Janeiro, a grande cidade, quente, brisa tropical, que cola na pele. Entre amigos, decidimos apanhar o bus para chegar rapidamente à praia. Um mergulho era essencial! O bus começa a subir, a subir, e daí, alerta! Alguém me disse, lembro-me, nunca subir às colinas do Rio. Sim, acabámos na maior favela, a Rocinha. Sobrevivemos com uma história e muitos personagens para contar.
UM SEGREDO
O grande Alvim gosta de hghjdsfbjshl779dkds! Pois. É verdade.
UMA INVENÇÃO
As vespas vermelhas! O vento na cara sabe sempre melhor numa vespa PK50 clássica, vermelha. É um facto.
UM DESABAFO
Vamos lá produzir coisas novas nos palcos/telas portuguesas. É urgente respirar e não repetir vezes sem conta. Onde estão os apoios aos emergentes, onde está a cultura neste país? É urgente apostar, é urgente dar espaço à diversidade. Também isto é a nossa identidade, não somos só as contas. Eu, definitivamente, não sou só a minha conta da eletricidade. Vamos lá também pensar nisto, a que chamamos “cultura”. Há o risco de qualquer dia já não respirarmos, nem nos lembramos quem fomos, somos. (Ufa! Ainda respiro.)
UM PROBLEMA
Lixo. Há qualquer coisa de errado com a quantidade de lixo que nasce e perdura em cada canto de Lisboa.
UM DESEJO
Sejam crianças! We are together. We are ONE.
UM PROVÉRBIO
“Never forget your dream”. Já não recordo quem me disse esta frase. Mas sim, o sonho comanda a vida.
Thursday, March 19, 2015
O poeta António Pedro Ribeiro faz o Balanço Vital do Fernando Alvim
5 FACTOS QUE ME ACONTECERAM
1) Braga, Setembro de 1990. Eu cantava na banda Ébrios e escrevia para um jornal de Braga. O director do jornal propôs-me escrever um artigo contra o hipermercado "Feira Nova" que tinha um conflito com o jornal. Em vez disso, dirijo-me de manhã cedo ao jornal e sugiro que se distribuam panfletos anti-consumistas e contra as grandes superfícies no hipermercado. Assim se fez. Os jornais de Braga publicam a minha foto e colocam o título "Che Guevara manda fechar o hipermercado". Vou a passar na rua e há pessoas a fugir de mim, os operários largam as obras, na Avenida Central os velhotes fazem-me continência. Parecia uma revolução.
2) Póvoa de Varzim, 2003. A Câmara da Póvoa de Varzim edifica uma estátua do major Mota, presidente da Câmara no tempo da ditadura e Comandante da Legião Portuguesa. Eu, sozinho, em nome duma Frente Guevarista Libertária, distribuo panfletos à população contra a estátua e em defesa do 25 de Abril. Passados 3 meses a estátua cai. A Câmara acusa-me de ser autor do acto. Sou chamado à Polícia Judiciária. Não há provas. Os inspectores passam duas horas a falar comigo do Fidel Castro e do Che Guevara.
3) Póvoa de Varzim, 2011. Sou acusado de ser co-autor do blogue "Povoaonline" que acusa o ex-presidente da Câmara da Póvoa, Macedo Vieira, de corrupção. Sou levado a tribunal. Saio ilibado. Não chego a ir a julgamento.
4) Festival de Paredes de Coura, 2006. Digo poesia ao lado de Adolfo Luxúria Canibal e de Isaque Ferreira. O Centro Cultural de Paredes de Coura a abarrotar. Digo "When The Music's Over" de Jim Morrison, "Borboletas" e "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro", o meu grande êxito, editado pelo Valter Hugo Mãe. Falo de Deus, da infância, da minha mãe, dos vícios que ganhei e que, aos 18, não tinha. O público ri, grita, intervém, ovaciona. Foi a melhor actuação da minha vida.
5) Braga, 1984. Um amigo meu, o Jorge Pereira, empresta-me o disco "Strange Days" dos Doors. Eu já conhecia os Pink Floyd e as letras contestatárias do Roger Waters mas quando ouvi aquele álbum, especialmente a longa canção "When The Music's Over" e quando o Jim Morrison gritava "We want the world and we want it...NOW!", bem, todas as missas acabavam ali, todas as infâncias acabavam ali, um novo mundo se inaugurava, um mundo de liberdade e descoberta, um mundo de revolta contra o instituído, um mundo de portas abertas.
5 EVENTOS QUE ME PROPONHO REALIZAR
1) Gostava de criar um jornal panfletário, revolucionário e cultural.
2) Gostava de voltar a actuar no Festival de Paredes de Coura ou noutro.
3) Gostava de um mundo livre, sem repressão, sem castração, sem controle, onde os homens e as mulheres se tratassem como iguais, onde acabasse o primado do dinheiro e da economia.
4) Gostava de ser mais reconhecido.
5) Gostava de ser um filósofo.
Sunday, March 08, 2015
Filipa Leal, poeta, jornalista e guionista, responde ao Inquérito do Fernando Alvim
- Umas férias
Três semanas que passei, de mochila às costas, na Tailândia. Atravessei rios de elefante, fiz rafting em jangadas de bamboo, dormi numa tribo. Era, como a Floribella, “rica em sonhos e pobre em ouro”, por isso fiquei em verdadeiras espeluncas. Claro que apanhei sarna. Mas não me arrependo. Apanhar sarna na Tailândia é chique.
- Uma ideia
O Jorge de Sousa Braga tinha um plano nacional: “que fôssemos todos a Ceuta à procura do olho que Camões lá deixou”. Eu proponho que, doravante, se retire a última palavra d’Os Lusíadas. Ouvi dizer que é “inveja”.
- Uma asneira
Não sei se isto se pode dizer neste inquérito, mas como já vi a frase integrada em obra de arte, aqui vai: “Eu sei lá se é o Chinês ou se é o caralho; eu sei lá, menina!”. (A frase é de uma senhora da minha terra. O que mais adoro é o “menina” que se segue ao palavrão, com a mesma naturalidade.)
- Uma paixão
O cheiro da esteva na Zambujeira do Mar, com uma garrafa de vinho branco e bons amigos.
- Uma curiosidade
Durante muitos anos, pensei que a família do Snoopy se chamasse “Piánútz”. Fiquei muito espantada quando descobri que a palavra era a mesma dos amendoins e se lia assim: peanuts. Ainda hoje, não percebo.
- Uma pergunta
“O que acham que o poeta quer transmitir com estas frases?” (Elia Kazan, “Esplendor na Relva”)
- Uma resposta
“Ainda assim, prefiro ganhar.” (Tó Carlos, “Axiomática Futebolística”. Ed. Tea for one)
- Uma lição
O melhor sítio do mundo para ver estrelas cadentes é o Vale Formoso.
- Uma aventura
Atravessar Lisboa à chuva para conhecer a Adília Lopes e ela não estar lá.
- Um segredo
- Há um quarto de hotel no Porto que tem versos meus no tecto. Juro. É a Suite Avenue FL, na Casa do Conto (Rua da Boavista).
- Uma invenção
Uma máquina bondosa que permitisse que as pessoas da mesma família morressem todas com 150 anos, e ao mesmo tempo.
- Um desabafo
Portugal, o teu produto interno é bruto.
- Um problema
A Maitê Proença publicou um livro que se chama “É duro ser cabra na Etiópia”. Foi em 2013. Eu não li, mas deve ser interessante, sobretudo a avaliar pela capa. Aquilo não é uma cabra. A mim, parece-me uma avestruz. Acho que isto é um problema para Portugal e para os Portugueses.
- Finalmente um item ou dois que o convidado deste inquérito deve acrescentar: como se tivesse a perguntar a si próprio algo e a dar a resposta logo a seguir, como se achasse que nestes inquéritos este item por vocês criado devesse começar a ser incluído). Podem também fazer uma pergunta a vocês próprios e isso conta como item.
Quem é Deus? É um amigo da minha Mãe.
Monday, March 02, 2015
Balanço Vital - Miguel Cardona, músico dos Coldfinger
1º Facto
Concurso de máscaras de carnaval. Não faço ideia que idade tinha, mas lembro-me que foi apresentado pelo António Sala no cinema Europa em Campo de Ourique e eu fui mascarado de Homem-Aranha.
Fui aos finalistas, foi muito importante! Devia ter 7, 8 anos e a minha mãe inscreveu-me. Fomos de autocarro, no 42, vivíamos na travessa de Giestal.
Quis mascarar-me de Homem-Aranha e a minha mãe levou-me à Ajuda, a uma senhora na rua do Guarda-Jóias, uma modista que me fez um fato de Homem-Aranha. Ainda tenho essa máscara, está em casa do meu pai, mas eu não entro lá! Enfim, fez-se uma máscara, toda muita bem feita, com teias de rede, mas eu não curti porque era em preto. Eu disse à minha mãe "Ó mãe, estás a gozar comigo? O Homem-Aranha é azul e vermelho!!!" e a minha mãe... que é uma pessoa que perde pouco tempo comigo quando vê que eu estou mesmo a falhar nem me respondeu.
Já adulto, muitos anos depois continuei a comprar revistas da Marvel e... saiu-me o Homem-Aranha preto! A minha mãe p'raí em 79 fez-me uma máscara de Homem-Aranha preto revelando-se uma visionária da iconografia "Nerd",isto porque o Homem-Aranha preto é aquele Homem-Aranha que rebenta com eles todos, que é mesmo a aranha marota! Mas, voltando ao concurso de máscaras, deu raia porque ganhou um betinho mascarado de astronauta. Durante o concurso fomos todos ao palco, depois voltei, fui à final e fiquei em 4º.
Fico quase sempre em 4º. Mas fui ao palco de Homem-Aranha preto e calei-me que eu não sou de estrebuchar. Disse à minha mãe que o verdadeiro era azul, mas fui de preto e bati-me de preto. Para mim 4º é bacano, para a minha mãe é que não! Queria que eu fosse o primeiro, sempre quis. O que resultou deste facto foi perceber que o que eu quero é palco.
Descobri que a minha mãe é o génio que o Homem-Aranha preto (era eu).
2º Facto
Já mais tarde fui com o meu pai ao dentista. O dentista era um amigo do meu pai, o Arnaldo. É importante perceber que o meu pai é uma pessoa que ainda está viva, não de muito boa saúde, com quem tenho uma relação poética e usa placa! o Arnaldo era o dentista do meu pai. Era um Sr. de certa idade magrinho com um consultório antigo com cadeiras antigas e uma batina. Era puto e quando entro, deu-me logo um arrepio espinha acima. Entrei lá com 10, 9 ou 11 anos e sai de lá sem os 2 molares. Ele não perdoa! E ainda me lembro que o ninja para além de me ter arrancado os dentes, de me ter doido bué, fiquei com um abscesso gigante, ainda me mostrou os dentes!!! E tinha lá dentes expostos! Isso marcou-me. Mas foi importante, porque aprendi que tenho uma tolerância gigante. Principalmente se for um amigo do meu pai ou um amigo de um amigo e só fico chateado quando ultrapassam um certo nível de dor. Aprendi muito novo que aguento quase tudo desde que seja pessoal conhecido.
3º Facto
Saio da 4ª classe na escola do Algés e Dafundo e vou para o 1ºano para a Francisca Arruda. Começa por me correr bem e rola uma rapariga, a Normelia. A Normélia (se não era Amélia, era qualquer coisa mais esquisito, acho que era Normélia) tinha 10 anos e a Normélia, que era namorada do Joca, usava umas jeans Lee todas enfiadas na regueira. Naquele tempo usam-se sabrinas, camisa com folhos, chumaços, cabelos com mize tipo Stevie Nicks dos Fleetwood Mac. A Normélia apresenta-se assim, o Cardona fica a tremer, "bora lá, vamos lá vamos beijar" e eu já tinha beijado mas não estava preparado para a Normélia, a Normélia manda-me um ataque de escalope frontal... e o Cardona não estava à espera. Ela vira-se para mim e diz: "tu não sabes beijar!" Eu fiquei para morrer e ainda me
tentei aplicar mas perdi a moral toda. A Normélia mandou-me um knockout e eu descobri nesse dia uma coisa muito importante à cerca do meu ponto de vista sobre mulheres, mas a minha cena é que as mulheres, de uma forma construtiva, enaltecedora da espécie humana, para alem daquilo que a minha semântica permite arvorar, as mulheres serão sempre umas grandes mestres na arte dos prazeres da vida, do bem estar e uma forma de atingir o belo, que até a besta do Cardona merece ter vislumbrado. Aquele beijo de língua...decidi a partir daquele dia empenhar-me no beijo de língua!
4º Facto
Vou dar um salto... Primeira vez que ouvi a minha música tocar na rádio.
Ia eu para o magoito com o meu amigo Pedro Canina no meu carro, um Citroen AX 1400 branco, decorria o ano de 91 e eu tinha uma banda que eram os "chiwawa". Banda espectacular! Nessa altura a formação era o Vilela na bateria e o Mucha (Muchaxo) no baixo e ensaiávamos nos Bons Dias. Fizémos uma maqueta, quem a gravou foi o João Maló, os donos do estúdio eram os "império dos sentados" e o radialista era o Renato. Gravámos a maqueta e eu andei a distribuir cassetes pelas rádios que eu era um puto cheio de pica. Tocávamos por Lisboa no europa, na caixa económica operaria, na voz do operário, na sociedade do Murtal...tanto sítio! E um dia, vou com o Pedro Canina para o magoito, (na noite em que viria a conhecer a minha primeira mulher) e vínhamos a ouvir a rádio energia ou a marginal. Vamos no caminho, íamos fazer surf e no programa da musica portuguesa passa o tema "Creative Man" dos Chiwawa e eu era o vocalista. Nessa banda ainda tocou o Alex dos Terracota e a Paula Cunha Rosa de quem tenho muitas saudades.
Ouvir a minha musica na rádio pela 1ª vez, a sensação foi como a do palco. Conseguir produzir musica, misturar bem a musica, enfim...é um processo que nos faz apaixonar pelo que fazemos e nos faz sentir vivos. São as primeiras vezes!
5º Facto
O mais importante de todos. É vivido em dois momentos e fazem parte da minha memória de ser humano. Foram os dias em que as minhas filhas nasceram, primeiro a Mariana e depois a Filipa, e que eu tive o privilégio de viver. E esses são de facto, ou melhor, são O Facto, o nascimento das minhas duas filhas! São o 5º elemento destes conjunto de 5 factos que eu envio ao Alvim que é um granda bacano!
Sunday, February 15, 2015
João Gonçalves, editor, responde ao Inquérito do Fernando Alvim, no Jornal Metro
UMAS FÉRIAS
As próximas e aquelas na ilha terceira. As quatro estações num dia, um oceano imenso, paisagens incríveis, tempo com a família, um bom livro, boa comida e boa gente. Que mais se pode querer?
UMA PERGUNTA Quem és tu, Fernando Alvim? UMA RESPOSTA Vai correr bem. UMA LIÇÃO Lembro-me sempre das sábias palavras do Johny Walker: "Keep walking". UMA AVENTURA Entrei, conscientemente, numa rua em contramão. Fui parado por um carro. Perguntei ao condutor se era polícia. Descobri que sim.. UM SEGREDO Todas as edições são limitadas. UMA INVENÇÃO Um despertador de bom senso.
UMA IDEIA
Criar na cidade um "passeio da fama" dos autores nacionais, temos que cultivar o bom hábito de reconhecer e impusionar o talento dos autores portugueses.
UMA ASNEIRA
O projecto de lei da cópia privada. A sério? Alguém acredita que vai trazer algo de positivo à cultura ou beneficiar os autores e consumidores portugueses?
UMA PAIXÃO
Aquele dia de verão, ao final de tarde, em que reencontro as ostras com vista para a ria Formosa.
UMA CURIOSIDADE
As nódoas da tinta de caneta podem sair com leite.
UMA PERGUNTA Quem és tu, Fernando Alvim? UMA RESPOSTA Vai correr bem. UMA LIÇÃO Lembro-me sempre das sábias palavras do Johny Walker: "Keep walking". UMA AVENTURA Entrei, conscientemente, numa rua em contramão. Fui parado por um carro. Perguntei ao condutor se era polícia. Descobri que sim.. UM SEGREDO Todas as edições são limitadas. UMA INVENÇÃO Um despertador de bom senso.
UM DESABAFO
Este texto é escrito de acordo com o novo acordo ortográfico?
UM PROBLEMA
A falta de gás na cerveja e o peixe demasiado assado.
(Finalmente um item ou dois que o convidado deste inquérito deve acrescentar: Como se tivesse a perguntar a si próprio algo e a dar a resposta logo a seguir, como se achasse que nestes inquéritos este item por vocês criado devesse começar a ser incluído). Podem também fazer uma pergunta a vocês próprios e isso conta como item.)
Qual o teu prato favorito? Aquele .. o da Vista Alegre.
Wednesday, February 11, 2015
Workshop de Dobragem de Desenhos Animados

Workshop de Dobragem de Desenhos Animados
Formador: José Jorge Duarte
Data: 23-27 de Fevereiro 20h - 23h
Numa parte teórica, dar a conhecer o processo completo de dobragem, incluindo produção, tradução, adaptação, questões artísticas, edição, mistura e print final.
Contacto com os meios em estúdio e com a técnica.
Na prática, a preparação para um bom desempenho em dobragens para diversas plataformas.
Gravação em estúdio.
Forte incidência em exercícios respiratórios e posturais.
Desenvolvimento da intuição e da concentração.
Aperfeiçoamento de questões ligadas a projeção, dicção e sincronismo.
Cada participante requer um trabalho individualizado visto sermos todos iguais mas também muito diferentes.
contactos
escadinhas do alto do restelo, loja 2E
1400–903 lisboa, portugal
T. 937 981 560 / 935 690 095
T. 211 542 224 / producao@zov.pt
Tuesday, February 10, 2015
Monday, February 09, 2015
Nuno Domingues, jornalista, responde ao Inquérito do Fernando Alvim, no Jornal Metro
As primeiras e talvez únicas férias de adolescente (no sentido mais destravado do termo). Talvez 1986. Numa bela aldeia nas margens do Rio Ceira, no centro de Portugal. Festas, música. Cacei, pesquei. Ficaram as caras, as amizades e o som (Scorpions, yeah!!!). Nunca mais matei um pássaro. Nunca mais pesquei um peixe.
UM SEGREDO
Comprei uma pasta com um código de abertura. O código é 000. Ando há anos à procura da pasta. Não me lembro onde a guardei. Felizmente, está vazia.
UMA IDEIA
Uma constituição nova, que não se chama constituição, mas Carta da Liberdade. Só tem um artigo e cinco alíneas " Portugal é um pais soberano onde todos, sem excepção, têm direito a: 1) Paz; 2) Pão; 3) Habitação; 4) Saúde; 5) Educação."
UMA ASNEIRA
TDT. É um exemplo claro de como tudo o que havia para correr mal, correu. Tirando uma empresa chamada PT, não vejo mais ninguém satisfeito. Eu, que vejo a antena retransmissora da minha janela, não consigo captar TDT. Ou seja, tenho de pagar duas vezes para ver o Telejornal (a contribuição audiovisual e mensalidade ao operador de cabo).
UMA PAIXÃO
Ou uma paixão por uma outra coisa qualquer, pronto.
Ou uma paixão por uma outra coisa qualquer, pronto.
Amoras silvestres. As amoras são difíceis de provar. As melhores, são as que apanhamos pela fresquinha, porque no final da tarde, expostas ao sol, levam-nos a passar parte das férias no W.C.. E para apanhar amoras, pela fresquinha, temos de acordar cedo. O que, nas férias, convenhamos, não é agradável. Ou seja, e assim concluo, tive poucas paixões de férias.
UMA CURIOSIDADE
Foi uma professora que me ensinou isto. Nunca mais esqueci. Ainda hoje não sei para que serve: a raiz quadrada de 25 é igual à quinta parte de um quarteirão.
Foi uma professora que me ensinou isto. Nunca mais esqueci. Ainda hoje não sei para que serve: a raiz quadrada de 25 é igual à quinta parte de um quarteirão.
UMA PERGUNTA
Se os pés deixam de crescer, e o cabelo até começa a cair, a partir de determinada altura da vida, porque é que as unhas são como são?
Se os pés deixam de crescer, e o cabelo até começa a cair, a partir de determinada altura da vida, porque é que as unhas são como são?
UMA RESPOSTA
Não fui eu! (em inglês - It wasn't me - resulta melhor)
Não fui eu! (em inglês - It wasn't me - resulta melhor)
UMA LIÇÃO
"Vive como por magia, a vida num só dia". Sempre útil. Foi um Rádio (Macau) que me ensinou.
"Vive como por magia, a vida num só dia". Sempre útil. Foi um Rádio (Macau) que me ensinou.
UMA AVENTURA
Regresso ao rio Ceira. É um rio com pouca água, no verão. Mau para canoagem, mas óptimo para subir ou descer a pé, dentro de água. Demora-se horas, e se não se partir um pé ou uma perna, é uma excelente aventura para uma tarde, ou um dia.
UM SEGREDO
Comprei uma pasta com um código de abertura. O código é 000. Ando há anos à procura da pasta. Não me lembro onde a guardei. Felizmente, está vazia.
UMA INVENÇÃO
O sabre-luz. É um objecto que impõe respeito. E que desafia vários conceitos da física. Seria um conceito ganhador, que deixaria quem o comercializasse,. mais rico que certas empresas farmacêuticas.
UM DESABAFO
Este governo não (me) serve. (é um desabafo que me acompanha há décadas, governo após governo)
UM PROBLEMA
É um problema real, e que tem vindo a agravar-se. Apesar de ganhar a vida a falar, na esperança de ser ouvido, sinto que sou mais ouvido quando me pagam para falar, do que quando peço por favor, para ser ouvido.
UM DESABAFO
Monday, January 12, 2015
Liliana Garcia, fashion blogger, responde ao Inquérito do Fernando Alvim, no Jornal Metro
UMAS FÉRIAS
NYC – Normalmente quando criamos muita expectativa sobre algo, por vezes ficamos desiludidos. Não foi o que aconteceu quando visitei a cidade que nunca dorme. Era a minha viagem de sonho e adorei. O Central Park foi o primeiro sítio que fui visitar… ao anoitecer…foi místico. A mais maluca foi a viagem à Tunísia…tive vários episódios caricatos, mas destaco o passeio em cima de um camelo (Alibabah) aos saltos.
UMA IDEIA
Acabar com o cotão.
UMA ASNEIRA
Dizer todos os anos que não vou abusar nos doces de Natal, mas abuso sempre!
UMA PAIXÃO
As primeiras férias de verão com o meu filho. Tão bom. Fez-me recordar a minha infância.
UMA CURIOSIDADE
No 6º ano recebi o prémio da melhor composição da minha turma, cujo título era “O Sonho”. Tive direito a um livro autografado pelas escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, autoras dos livros “Uma Aventura”. Estado - A sentir-se orgulhosa.
UMA PERGUNTA
Porquê complicar a vida?
UMA RESPOSTA
Saudades de alguém? Telefona / Queres sair com a pessoa? Convida / Queres ser entendido? Explica / Tens questões? Pergunta / Não gostas de algo? Di-lo / Gostas de algo? Indica-o / Queres algo? Pede / Gostas de alguém? Diz-lhe.
UMA LIÇÃO
As melhores coisas são aquelas que não são planeadas! Eu que tenho a mania de planear tudo, descobri que a imprevisibilidade, o desconhecido, o não ser bem como planeámos, o enganarmo-nos no caminho para algum lado, é a melhor coisa!
UMA AVENTURA
Precisamente. Enganei-me no metro quando estava em Manhattan e fui ter a Brooklin.
Pânico e depois “Ai que lindo está a anoitecer e as luzes a acender em Manhattan”.
UM SEGREDO
Sei um segredo do Fernando Alvim.
UMA INVENÇÃO
Os bodys de bebé que não se vestem pela cabeça e os babygrows com fecho até acima, sem botões! Ah…e o instagram!
UM DESABAFO
Por favor escrevam à e às com acento para a esquerda (á - está incorrecto e ás só se for de paus…copas…ou então um ás a jogar basquete…wathever!!!!
UM PROBLEMA
Iliteracia. Leiam! Escrevam! Falem!
UM DESEJO
Um bom ano de 2015
UM PROVÉRBIO
A necessidade aguça o engenho. Vê-se pela criatividade que anda por aí. Por vezes temos
de olhar para a crise como uma oportunidade. Agora é ter ideias e pô-las em prática.
Monday, December 22, 2014
A actriz Sofia Domingues responde ao Inquérito do Fernando Alvim, no Jornal Metro
UMA VIAGEM: Panamá. Por causa do dengue. Porque perante a tragicidade do momento, e de estar combalida e macilenta, fui obrigada a ficar mais um mês no país, completamente à borla. No final, já implorava à seguradora que me deixasse ir embora e apaziguasse a minha angústia.
UMA IDEIA: Abranger o máximo de pessoas no nosso umbigo.
UMA ASNEIRA: Ter-me ajoelhado, e ainda benzido, para cumprir uma promessa de ter sobrevivido à turbulência do avião. Numa mesquita, em Istambul. E depois sair a correr, enquanto o imã gesticulava muito e gritava algumas palavras em turco.
UMA PAIXÃO: Viver a viajar pelo mundo todo. E a fotografar essas viagens. Lugares sempre diferentes, culturas diferente, comidas estranhas e pessoas novas a minha ideia de liberdade. Também gostava de ser fotógrafa de concertos. Ai que queria tanto!
UMA INVENÇÃO: Um tradutor de animais. Os meus gatos têm imenso para me dizer.
UMA PERGUNTA: Como é que se escreve zero em algarismo romano?
UMA LIÇÃO: Enquanto apontas o dedo a alguém, outro alguém está a julgarte. Já dizia o Bob Marley e sempre mo ensinaram.
AVENTURA: Ter andado de comboio pela Europa com 2 amigos, enquanto ia parando em vários países para assistir a concertos.
CURIOSIDADE: Hugo Boss desenhou e confeccionou os uniformes nazis durante a 2a guerra mundial, utilizando mão de obra escrava. Era o estilista preferido de Hitler.
UM SEGREDO: Um dia acordei a ladrar. É mesmo verdade.
UM PROBLEMA: O inverno em Lisboa. Basta chover um pouco mais que tenho de atravessar a rua de barbatanas.
UMA RESPOSTA: Vou-me embora! Foi a resposta que dei à minha mãe aos 3 anos. Ela abriu-me a porta e eu fui. Depois voltei porque tinha mudado de ideias.
UM DESABAFO: A sério que já estão a apitar e o semáforo ainda nem ficou verde? Factor de um elevado índice de agressividade, resvés ódio fervoroso.
UMA FRASE: Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é a saudade... (Oswaldo Montenegro)
Monday, December 15, 2014
João Amaral, gestor internacional, faz o Balanço Vital do Fernando Alvim.
5 factos que lhe tenham acontecido
1. Nasci em Angola em 1961, fiz 16 anos de Ultramar e nunca recebi nada pelos serviços prestados à Pátria.
2. Segundo a minha mãe com 18 meses já me levantava sozinho de noite para ir fazer as necessidades o que demonstra a propensão que tenho para grandes desafios.
3. O meu pai ensinou-me a pilotar aviões monomotores e bimotores, segundo ele pilotava melhor que muitos pilotos a quem deu instrução.
4. Estudei num País comunista (vivi 3 anos na Roménia de Ceausescu de 76 a 78 onde fiz o 5ª, 6º e 7ªano do liceu). Esta experiencia fez-me entender o que é uma utopia e transformou a minha atitude relativamente à politica.
5. Em Agosto de 2000, sozinho em casa, fundei a Toshiba Portugal, no passado mês de Novembro de 2014 cheguei a acordo e deixo uma empresa com 60 funcionários e 250M€ de faturação anual.
5 que se propõe ainda realizar
1. Estou em processo de decisão para criar a minha própria empresa e gerar emprego.
2. Gostaria também de conhecer a India e a China, talvez 2015 me traga essas 2 oportunidades.
3. Para melhorar a minha condição física e qualidade de vida pretendo emagrecer 30kg.
4. Um dia gostaria de saltar de paraquedas em queda livre.
5. Sempre sonhei ter um barco à vela para gozar o meu final de vida como “skipper”, de forma ativa mas tranquila.
Sunday, December 07, 2014
Ana Aragão, arquitecta e ilustradora, responde ao Inquérito do Fernando Alvim.
- Umas férias
Numa cidade grande, cheia de gente e de movimento. Pode ser uma cidade qualquer, e não tem de ser bonita, prefiro cidades confusas, com muita informação visual. O importante é que me possa perder nela, nos bairros, nas lojas, entre as pessoas. De preferência estou sozinha. Gosto de calor, de música nas ruas. Prefiro espaços agitados do que sítios muito calmos. O movimento exterior traz-me paz interior.
- Uma ideia
Deviamos instituir a hora da sesta em Portugal, a bem da produtividade. Acho que os locais de trabalho deviam ter uma área mais informal, onde o diálogo e a discussão fossem fomentados. Um belíssima ideia seria também mudar o calendário para que o fim-de-semana passe a durar 3 dias. Acredito mesmo que as boas ideias surgem, grande parte das vezes, quando estamos distraídos.
- Uma asneira
Fingir que sei com quem estou a falar. Como nunca me lembro de ninguém, tenho momentos absolutamente hilariantes. Ou trocar o género dos bébés, quando me deparo com alguém com um rebento novo. Devia ser obrigatório vestir os meninos de azul e as meninas de cor de rosa, caso contrário é um enorme desafio adivinhar.
- Uma paixão
As conversas longas, que duram horas, que têm o poder de transformar um desconhecido em alguém cúmplice.
- Uma curiosidade
existe um ponto cego na nossa retina, chamado escotoma, que não contém receptores de luz e não nos permite registar imagens. É o nosso cérebro que completa essa imagem inexistente. Ou seja, a percepção do exterior não está completa sem a nossa projecção interior. É absolutamente fascinante pensar como a nossa percepção do mundo tem também uma condição imaginária.
- Uma pergunta
Porque é que insistimos em traçar linhas imaginárias/fronteiras para tudo e mais alguma coisa?
- Uma resposta
"Il n'y a pas de solution, parce qu'il n'y a pas de problème." Duchamp
- Uma lição
Aprendi que o mais importante não é surgirem boas oportunidades, mas sim estarmos preparados para as agarrar. Acredito na sorte, mas não no sentido de fatalidade. Para mim sorte corresponde à inteligência de saber aproveitar as oportudadades.
- Uma aventura
Andar de bicicleta no Porto. Andar de carro em Gaia. Ou confiar no meu sentido de orientação. É aventura garantida.
- Um segredo
Não acredito na inspiração, e também não adoro a palavra criatividade. Acredito na inteligência, na capacidade de reinvenção, na ironia, mas sobretudo no "fazer". Arte não é uma epifania divina, arte é (saber) fazer.
- Uma invenção
Mata-secas: equipamento altamente eficaz no combate a momentos menos divertidos e estimulantes. Sempre que estiver a apanhar uma seca, pressiona-se o botão on e o filme Yellow Submarine começa a passar dentro da nossa cabeça.
- Um desabafo
Não há paciência para os títulos cá em Portugal (Sr. Dr., Sr. Eng.º, Sr. Arqto...). Acho que as pessoas se deviam tratar todas pelo nome próprio.
- Um problema
A mania de que toda a gente tem que ser empreendedora, criar o seu próprio negócio ou ter uma ideia brilhante. Não temos todos que ter a ideia mais inovadora e revolucionária do século. A inovação, uma das palavras da moda, não é a maior virtude em todas as áreas. Não temos todos que inventar a roda, porque muitas vezes ela já foi inventada e funciona lindamente.
- Um herói
O Quino (é o meu super-herói, gostava de desenhar como ele)
- Palavra preferida
Litote. É a figura com mais estilo.
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