Monday, January 12, 2015

Liliana Garcia, fashion blogger, responde ao Inquérito do Fernando Alvim, no Jornal Metro



UMAS FÉRIAS
NYC – Normalmente quando criamos muita expectativa sobre algo, por vezes ficamos desiludidos. Não foi o que aconteceu quando visitei a cidade que nunca dorme. Era a minha viagem de sonho e adorei. O Central Park foi o primeiro sítio que fui visitar… ao anoitecer…foi místico. A mais maluca foi a viagem à Tunísia…tive vários episódios caricatos, mas destaco o passeio em cima de um camelo (Alibabah) aos saltos.

UMA IDEIA
Acabar com o cotão. 

UMA ASNEIRA
Dizer todos os anos que não vou abusar nos doces de Natal, mas abuso sempre! 

UMA PAIXÃO
As primeiras férias de verão com o meu filho. Tão bom. Fez-me recordar a minha infância.

UMA CURIOSIDADE
No 6º ano recebi o prémio da melhor composição da minha turma, cujo título era “O Sonho”. Tive direito a um livro autografado pelas escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, autoras dos livros “Uma Aventura”. Estado - A sentir-se orgulhosa.

UMA PERGUNTA
Porquê complicar a vida?

UMA RESPOSTA
Saudades de alguém? Telefona / Queres sair com a pessoa? Convida / Queres ser entendido? Explica / Tens questões? Pergunta / Não gostas de algo? Di-lo / Gostas de algo? Indica-o / Queres algo? Pede / Gostas de alguém? Diz-lhe.

UMA LIÇÃO 
As melhores coisas são aquelas que não são planeadas! Eu que tenho a mania de planear tudo, descobri que a imprevisibilidade, o desconhecido, o não ser bem como planeámos, o enganarmo-nos no caminho para algum lado, é a melhor coisa!

UMA AVENTURA
Precisamente. Enganei-me no metro quando estava em Manhattan e fui ter a Brooklin. 
Pânico e depois “Ai que lindo está a anoitecer e as luzes a acender em Manhattan”.

UM SEGREDO
Sei um segredo do Fernando Alvim. 

UMA INVENÇÃO
Os bodys de bebé que não se vestem pela cabeça e os babygrows com fecho até acima, sem botões! Ah…e o instagram!

UM DESABAFO
Por favor escrevam à e às com acento para a esquerda (á - está incorrecto e ás só se for de paus…copas…ou então um ás a jogar basquete…wathever!!!!

UM PROBLEMA
Iliteracia. Leiam! Escrevam! Falem!

UM DESEJO 
Um bom ano de 2015

UM PROVÉRBIO
A necessidade aguça o engenho. Vê-se pela criatividade que anda por aí. Por vezes temos 
de olhar para a crise como uma oportunidade. Agora é ter ideias e pô-las em prática.


Monday, December 22, 2014

A actriz Sofia Domingues responde ao Inquérito do Fernando Alvim, no Jornal Metro

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UMA VIAGEM: Panamá. Por causa do dengue. Porque perante a tragicidade do momento, e de estar combalida e macilenta, fui obrigada a ficar mais um mês no país, completamente à borla. No final, já implorava à seguradora que me deixasse ir embora e apaziguasse a minha angústia.



UMA IDEIA: Abranger o máximo de pessoas no nosso umbigo.

UMA ASNEIRA: Ter-­me ajoelhado, e ainda benzido, para cumprir uma promessa de ter sobrevivido à turbulência do avião. Numa mesquita, em Istambul. E depois sair a correr, enquanto o imã gesticulava muito e gritava algumas palavras em turco.


UMA PAIXÃO: Viver a viajar pelo mundo todo. E a fotografar essas viagens. Lugares sempre diferentes, culturas diferente, comidas estranhas e pessoas novas ­ a minha ideia de liberdade. Também gostava de ser fotógrafa de concertos. Ai que queria tanto!


UMA INVENÇÃO: Um tradutor de animais. Os meus gatos têm imenso para me dizer.



UMA PERGUNTA: Como é que se escreve zero em algarismo romano?

UMA LIÇÃO: Enquanto apontas o dedo a alguém, outro alguém está a julgar­te. Já dizia o Bob Marley e sempre mo ensinaram.

AVENTURA: Ter andado de comboio pela Europa com 2 amigos, enquanto ia parando em vários países para assistir a concertos.

CURIOSIDADE: Hugo Boss desenhou e confeccionou os uniformes nazis durante a 2a guerra mundial, utilizando mão de obra escrava. Era o estilista preferido de Hitler.

UM SEGREDO: Um dia acordei a ladrar. É mesmo verdade.

UM PROBLEMA: O inverno em Lisboa. Basta chover um pouco mais que tenho de atravessar a rua de barbatanas.

UMA RESPOSTA: Vou­-me embora! Foi a resposta que dei à minha mãe aos 3 anos. Ela abriu-me a porta e eu fui. Depois voltei porque tinha mudado de ideias.

UM DESABAFO: A sério que já estão a apitar e o semáforo ainda nem ficou verde? Factor de um elevado índice de agressividade, resvés ódio fervoroso.

UMA FRASE: Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é a saudade... (Oswaldo Montenegro)

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Monday, December 15, 2014

João Amaral, gestor internacional, faz o Balanço Vital do Fernando Alvim.




5 factos que lhe tenham acontecido

1. Nasci em Angola em 1961, fiz 16 anos de Ultramar e nunca recebi nada pelos serviços prestados à Pátria.

2. Segundo a minha mãe com 18 meses já me levantava sozinho de noite para ir fazer as necessidades o que demonstra a propensão que tenho para grandes desafios.

3. O meu pai ensinou-me a pilotar aviões monomotores e bimotores, segundo ele pilotava melhor que muitos pilotos a quem deu instrução.

4. Estudei num País comunista (vivi 3 anos na Roménia de Ceausescu de 76 a 78 onde fiz o 5ª, 6º e 7ªano do liceu). Esta experiencia fez-me entender o que é uma utopia e transformou a minha atitude relativamente à politica.

5. Em Agosto de 2000, sozinho em casa, fundei a Toshiba Portugal, no passado mês de Novembro de 2014 cheguei a acordo e deixo uma empresa com 60 funcionários e 250M€ de faturação anual.


5 que se propõe ainda realizar

1. Estou em processo de decisão para criar a minha própria empresa e gerar emprego.

2. Gostaria também de conhecer a India e a China, talvez 2015 me traga essas 2 oportunidades.

3. Para melhorar a minha condição física e qualidade de vida pretendo emagrecer 30kg.

4. Um dia gostaria de saltar de paraquedas em queda livre.

5. Sempre sonhei ter um barco à vela para gozar o meu final de vida como “skipper”, de forma ativa mas tranquila.

Sunday, December 07, 2014

Ana Aragão, arquitecta e ilustradora, responde ao Inquérito do Fernando Alvim.



- Umas férias
Numa cidade grande, cheia de gente e de movimento. Pode ser uma cidade qualquer, e não tem de ser bonita, prefiro cidades confusas, com muita informação visual. O importante é que me possa perder nela, nos bairros, nas lojas, entre as pessoas. De preferência estou sozinha. Gosto de calor, de música nas ruas. Prefiro espaços agitados do que sítios muito calmos. O movimento exterior traz-me paz interior. 

- Uma ideia
Deviamos instituir a hora da sesta em Portugal, a bem da produtividade. Acho que os locais de trabalho deviam ter uma área mais informal, onde o diálogo e a discussão fossem fomentados. Um belíssima ideia seria também mudar o calendário para que o fim-de-semana passe a durar 3 dias. Acredito mesmo que as boas ideias surgem, grande parte das vezes, quando estamos distraídos. 

- Uma asneira
Fingir que sei com quem estou a falar. Como nunca me lembro de ninguém, tenho momentos absolutamente hilariantes. Ou trocar o género dos bébés, quando me deparo com alguém com um rebento novo. Devia ser obrigatório vestir os meninos de azul e as meninas de cor de rosa, caso contrário é um enorme desafio adivinhar.

- Uma paixão
As conversas longas, que duram horas, que têm o poder de transformar um desconhecido em alguém cúmplice. 

- Uma curiosidade
 existe um ponto cego na nossa retina, chamado escotoma, que não contém receptores de luz e não nos permite registar imagens. É o nosso cérebro que completa essa imagem inexistente. Ou seja, a percepção do exterior não está completa sem a nossa projecção interior. É absolutamente fascinante pensar como a nossa percepção do mundo tem também uma condição imaginária. 

- Uma pergunta
Porque é que insistimos em traçar linhas imaginárias/fronteiras para tudo e mais alguma coisa? 

- Uma resposta
 "Il n'y a pas de solution, parce qu'il n'y a pas de problème." Duchamp

- Uma lição
 Aprendi que o mais importante não é surgirem boas oportunidades, mas sim estarmos preparados para as agarrar. Acredito na sorte, mas não no sentido de fatalidade. Para mim sorte corresponde à inteligência de saber aproveitar as oportudadades.

- Uma aventura
Andar de bicicleta no Porto. Andar de carro em Gaia. Ou confiar no meu sentido de orientação. É aventura garantida. 

- Um segredo
Não acredito na inspiração, e também não adoro a palavra criatividade. Acredito na inteligência, na capacidade de reinvenção, na ironia, mas sobretudo no "fazer". Arte não é uma epifania divina, arte é (saber) fazer.

- Uma invenção
Mata-secas: equipamento altamente eficaz no combate a momentos menos divertidos e estimulantes. Sempre que estiver a apanhar uma seca, pressiona-se o botão on e o filme Yellow Submarine começa a passar dentro da nossa cabeça.

- Um desabafo
Não há paciência para os títulos cá em Portugal (Sr. Dr., Sr. Eng.º, Sr. Arqto...). Acho que as pessoas se deviam tratar todas pelo nome próprio.

- Um problema
A mania de que toda a gente tem que ser empreendedora, criar o seu próprio negócio ou ter uma ideia brilhante. Não temos todos que ter a ideia mais inovadora e revolucionária do século. A inovação, uma das palavras da moda, não é a maior virtude em todas as áreas. Não temos todos que inventar a roda, porque muitas vezes ela já foi inventada e funciona lindamente. 

- Um herói
O Quino (é o meu super-herói, gostava de desenhar como ele)

- Palavra preferida
Litote. É a figura com mais estilo. 



Monday, December 01, 2014

Balanço Vital, com José Couto Nogueira





5 factos passados que considero fundamentais


1 – Ir para a cama com uma namorada aos 14 anos, numa época em que as namoradas ficavam em casa e os meninos iam aviar-se com prostitutas. Passei a tratar umas e outras com a mesma delicadeza.


2 - Ler o Henry Miller aos dezasseis anos. Depois de uma educação católica serôdia, cujos princípios nunca fizeram sentido para mim, a descoberta do Humanismo foi uma mudança de 180 graus.


3 – Perceber, um pouco mais tarde, que a vida começa no nascimento e acaba na morte. Os espíritos e o Criador são, tal como os fantasmas e os monstros, invenções da cabeça de cada um. Atingi a tranquilidade quanto ao sentido da vida.


4 – Viver no estrangeiro, em três países diferentes, a primeira vez aos 19 anos. Todos as culturas têm qualidades e defeitos, tornei-me um cidadão do mundo.


5 – Apaixonar-me (várias vezes, em várias alturas, por pessoas, imagens, sons). O amor, tal como a percepção que a Arte possibilita, justificam a vida.



3 coisas que gostaria que me acontecessem

1 – Viajar pelo mundo, sem limites materiais e temporais.

2 – Escrever todas as sensações que vivi.

3 – Continuar a ter a capacidade de me apaixonar.