Wednesday, September 24, 2014

TOCHAPESTANA convida DINA



TOCHAPESTANA convida DINA para apresentação de “Música Moderna”
sexta feira no Musicbox


04 Out. Funchal (live)

CONCERTO DE APRESENTAÇÃO DO DISCO
conta com a participação de Dina para cantar o seu tema "Pássaro Doido" de 1980, revisto em disco por TOCHAPESTANA.

A banda vai apresentar ao vivo , na totalidade, o seu disco de estreia "Música Moderna" acabado de editar. Para além da participação de Dina, vai ter a entrada de um coro de 6 mulheres para cantar os singles "Lisboa " e "Baila Comigo".

O disco tem 13 faixas (11 canções e 2 interlúdios) e reúne alguns dos seus hits de carreira como “Pratica a Tua Fé”, “Lisboa”, “Gasolina” ou “Português Verdadeiro”, mas também inclui muitas novidades como os muito recentes “Baila Comigo” ou “Macho Masoquista” (com a colaboração de Rocha Alves). Foi gravado, produzido e misturado por Pedro Chamorra no estúdio "Arroios Muisc Machine" entre Outubro 2013 e Março de 2014.

Há ainda uma versão de um grande single de 1980 da cantora portuguesa Dina, o “Pássaro Doido”, com a extraordinária participação da própria.

TOCHAPESTANA é a mistura perfeita da banda de baile popular português com o power do rock'n'roll internacional. 


PESTANA no teclado, na guitarra, nos hits e nos beats e TOCHA na voz, nos textos e nos efeitos. Inspiram-se nas bandas synth-electro-power-duo: um homem e um teclado com guitarra, outro homem e uma voz. Música directa, popular e intensa. Há quem já lhes tenha chamado os “reis do turbo-baile e do tecno-punk.”

O passado imita TOCHAPESTANA num futuro próximo.


Primeiro single:
"Pratica a Tua Fé"
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Segundo single:
"Lisboa" video
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Tuesday, September 23, 2014

Bolsas Jovens Criadores 2014



O Centro Nacional de Cultura e o Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. informam que está aberto o concurso para as BOLSAS JOVENS CRIADORES.

Trata-se de uma iniciativa que tem como objetivo estimular o trabalho criativo nas diversas áreas das Artes e das Letras, nomeadamente nas áreas de Música, Artes Visuais(vídeo/artes plásticas), Literatura e Artes do Espectáculo (teatro/dança) e dirige-se a jovens residentes em Portugal, de idade não superior a 30 anos, que tenham já apresentado publicamente um trabalho na área em que concorrem.

As candidaturas deverão ser entregues – ou enviadas por correio registado - até 10 de outubro no Centro Nacional de Cultura.

Mais informações e esclarecimentos através do telefone 213 466 722 ou do email alexandra.prista@cnc.pt

Regulamento disponível em www.cnc.pt ou em www.e-cultura.pt

Monday, September 22, 2014

Salão Brazil | agenda 24 a 27 Setembro

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     facebook                                                          ver agenda | 24 a 27 Setembro
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DRUNK DANCER AND THE POISON BAND + MANSUN FROM CALCUTA DJ SET
Quarta, 24 Setembro, 22h00

Pequeno projecto, grande demais para um quarto - entre o Experimentalismo, o Rock e a Dance. Este homem-banda, mais um, mostra-nos os seus vários alter egos, ou melhor, um quase todo - pois é de fusão que se fala.  
Bilhetes: €2
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CAPITÃO FAUSTO
Quinta, 25 Setembro, 22h00

Grelhados ao Vivo é o primeiro disco ao vivo dos Capitão Fausto, banda portuguesa que, no início deste ano, lançou o seu segundo álbum, Pesar o Sol . 
Bilhetes: revista + CD em excluvivo à venda no próprio dia, na bilheteira do Salão Brazil
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MO FRANCESCO QUINTETTO
Sexta, 26 setembro, 22h30

Este quinteto propõe um jazz moderno, fazendo também uso da fusão com a música mediterrânica e ibérica. 
Bilhetes: €5
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NÓ CEGO + LE CIRQUE DU FREAK DJ SET
Sábado, 27 Setembro, 22h30

Uma menina com fragilidades na voz. Um menino que não vê as traves da guitarra; juntaram-se e decidiram que em vez de fazer música gravariam carinho. Não é uma história de encantar mas uma história que nos encanta.
Bilhetes: €4
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Sunday, September 21, 2014

António Simão, actor e encenador, em Balanço Vital com o Fernando Alvim, para o Jornal Metro



5 factos que aconteceram:

1 - Entrar na primeira classe como o mais novo de todos com 5 anos e ser o mais alto da turma. Deu-me logo uma perspectiva sempre diferente do mundo e das coisas, como dizem no Brasil - tamanho não é documento!

2 - Com esses mesmos 5 anos fugi do meu pai, na rua Luís de Camões, não por nenhum motivo especial, simplesmente porque decidi ir correr mundo e ser responsável pelo meu destino... Claro que fui apanhado ao fim de dez minutos e o coitado do meu pai teve de ouvir um sermão da minha mãe. Mas foi muito importante para mim sentir nesses dez minutos que era dono do meu próprio destino, aos cinco anos.

3 - Aos 9 anos, em frente a um pedregulho enorme que devia ter aí uns cem quilos, descobri que afinal Deus não existia! Lembro-me de pedir com toda a minha convicção: " Deus, se tu existes dá-me força para levantar esta pedra e se conseguir vou acreditar e divulgar-te até ao fim dos meus dias como um verdadeiro crente." Claro que nada aconteceu, não fiquei com super-força nem me transformei em nenhum super-herói e nesse momento deixei de acreditar em Deus ou em qualquer ser divino que moldaria o nosso destino.

4 - Aos 16 anos fiquei muito decepcionado ao descobrir que afinal, estar na "marmelada" com uma rapariga era muito diferente de apreciar e extasiar-me com raparigas nas revistas e nos filmes. É que ao vivo elas ocupavam espaço, tinham peso, cheiro e cabelos que se metiam em todo o lado, e falavam. Como era e sou um típico preguiçoso, percebi logo que aquilo dava muito trabalho. Um pouco mais tarde também percebi o velho provérbio português - quem corre por gosto não cansa! E ainda mais tarde percebi um outro mais popular ainda - Trabalha agora tu que eu já trabalhei!

5 - Aos 24 anos, depois de vários cursos e trabalho amador percebi que talvez pudesse ganhar (mal) a vida como actor. Que é uma coisa que ainda me surpreende hoje em dia, não tanto como se fosse director de um canal de TV online ou assim, mas pronto.


5 factos a acontecer:

1 - Descobrir uma máquina-do-tempo! Ia fartar-me de passear, talvez até me cruzasse com o meu eu de outra época e isso provocasse um distúrbio no "continum espaço-tempo" que acabasse com a actual crise.

2 - Roubar aos ricos para dar aos pobres. Gostava de ser um às no arco e flecha e ter muitos amigos vestidos de verde e com collants, para fazer isso. Ou então ser muito rico e poder combater o crime e a corrupção com várias armas ultra-sofisticadas, disfarçando-me de morcego!

3 - Ter um filho que mais tarde fosse um ditador de marca maior e provocasse a 3ª guerra mundial, invadindo a Polónia, França e sobretudo a Alemanha, a Rússia e Israel.

4 - Escrever uma obra literária do tamanho do " Em busca do Tempo Perdido", do Proust e que essa obra retratasse de uma maneira extraordinária os últimos cem anos da nossa história, ou se calhar era melhor não.

5 - Acreditar que este meu trabalho fosse mesmo útil e muito importante dealguma forma para as pessoas, o estado e as empresas privadas. Isso é que eu gostava que acontecesse.

Friday, September 19, 2014

Tertúlias de Outono no Castelo



TERTÚLIAS DE OUTONO no CASTELO

FALA-ME EM PORTUGUÊS

Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa

SET, OUT e NOV | domingo | 16h

Programa comissariado por Gabriela Carvalho

Gratuito mediante inscrição | info@castelodesaojorge.pt | 218 800 620


Segundo Eduardo Lourenço “(...) o sonho de uma Comunidade de Povos de Língua Portuguesa, bem ou mal sonhado, é por natureza – que é, sobretudo, história e mitologia –, um sonho de raiz, de estrutura, de intenção e amplitude lusíada”.

O conceito de lusofonia pressupondo a utilização de uma mesma língua - da mesma fonia-, reveste-se de uma diversidade alargada, conforme o contexto do território e da apropriação que cada comunidade faz da língua portuguesa. Na verdade, a presença desta tem contornos diferentes: língua materna no Brasil, língua desconhecida para largas faixas populacionais em alguns países africanos onde a conquista e a presença lusa foram uma constante, como Angola ou Moçambique. 

Porém, mais que a língua, a lusofonia caracteriza-se pela tomada de consciência da diversidade das componentes cultural e religiosa. 

Ora, a língua portuguesa caracterizada por uma evidente pluricontinentalidade, abundância de falantes e cultura multissecular tem sido, ao longo dos tempos, destratada e pouco cultivada pela maioria das populações. Chamar a atenção para a sua composição e o seu uso torna-se uma tarefa quase obrigatória. Mas a ser feita, com muito prazer.

No ano das comemorações dos oitocentos anos da Língua Portuguesa, as Tertúlias de Outono do Castelo de S. Jorge, associando-se a este tema, organizam as tertúlias com um leque alargado de convidados que utilizam a língua portuguesa não só como instrumento de comunicação como também de vida. Tentando valorizar o esforço de falar bem, completando o reforço da identidade lusa, as tertúlias são o meio de fazer participar com o sentido de liberdade, os cidadãos que fazem da língua o seu local/ instrumento de trabalho. E, “como o meu país é a língua portuguesa”, é nela que crescemos e nos movemos suprindo as necessidades e trabalhando-a para que, em todas as combinações possíveis, possamos encontrar a fantástica riqueza que lhe é intrínseca. E porque a língua é um património de todos, para que a cuidemos conservando-a, tornando-a cada vez mais um símbolo da nossa identidade, “fala-me em português”.


21 SET | DIZ-ME POR MÚSICA

Carlos Nobre (Pacman)

A língua portuguesa como veículo de sentimentos e histórias da vida quotidiana, trabalhada numa forma repentista, num sentido estético-humanitário, chamando a atenção para as gentes e para as ações da atualidade. O estilo moderno de rap torna o manejo hábil da língua como um veículo fácil e simples para contar acontecimentos e afetos do dia-a-dia, histórias completas das gentes. Com música de fundo cadenciando o ritmo, a fala volve-se em melodia, em mensagem entendível por todos: a música torna-se a chave para o exercício da fala e o ritmo apresenta-se como a resolução apetecível para “contar a história”. A composição constante da palavra acompanha a música e vice-versa permitindo um interesse constante, e muitas vezes em redobrada intensidade, pelo resultado.


5 OUT | O JOGO DA ESCRITA E DA FALA

Margarida Oliveira e Mariana Alvim

O português escrito e falado para ser escutado e o português escrito e lido para ser entendido. Ninguém melhor que o escritor para nos contar da difícil tarefa da produção literária: de como as ideias se amontoam ao acaso na mente e se recusam a sair fluídas e entendíveis, sem passarem pelo crivo do sofrimento da criação. Histórias, romances, novelas conduzem o português a paragens desconhecidas, em caminhos fantásticos entretecidos de vidas e sentimentos. A palavra é, na comunicação, a peça fundamental do jogo: joga-se em todas as direções, arremessa-se, complica-se, facilita-se no resultado único da mensagem perfeita – aquela que chega onde deve, pelos trilhos, muitas vezes, do impossível.


19 OUT | DA GALIZA À MOURA ENCANTADA 

Isilda Leitão, Cândida Cadavez e Maria José Pires

Trata-se da geografia territorial da língua lusa. Contando sempre com a dimensão do tempo, uma língua caracteriza-se por ser um organismo em mutação capaz de influenciar e de se deixar influenciar, de dar e de se enriquecer com as contribuições várias que lhe outorgam. Desde os primórdios é uma língua que, apesar dos séculos, subsiste na cultura, é falada nas fantasias populares, num território bem demarcado, capaz de assegurar uma classificação patrimonial,- o galaico-português – e alarga-se ao quente do sul, onde moiras vêm sussurrar nas fontes e nos poços, histórias maravilhosas. A língua portuguesa constitui-se de línguas autóctones, utiliza as línguas dos cruzados, das trocas com outras civilizações e da evolução natural do latim. Quantos vocábulos árabes existem na língua lusa e que pronunciamos todos os dias sem nos darmos conta. Que fazem os anglicanismos e os francesismos bem no meio da nossa fala? Que evolução sofreu o latim que nos faz diferentes dos outros povos. Existe realmente uma geografia para a língua? Qual a sinergia da escrita e da fala com o território? 

Que tipo de liberdade exercemos sobre estes sinais de pertença?


2 NOV | SENTIMENTOS DIFERENTES EM TERRITÓRIOS DIFERENTES

Lourenço Almada, Isabella Barreto e John Rosa Baker

Será a língua uma primeira forma de identidade? Seguramente que é na comunicação que a comunidade entende o que lhe é comum. É na palavra expressa que se mostram e interpretam as raízes de uma coletividade. A língua portuguesa assume-se como uma língua intercontinental e pluriétnica espalhada por diferentes territórios, povos e histórias. As influências geográficas tornam-se, assim, fundamentais no desenvolvimento e na riqueza do português. As contribuições com vocábulos novos, deturpados de sentido são o garante da expressão de sentimentos geográficos diferentes e dos significados simbólicos da língua. A unificação de língua é, por conseguinte falsa porque destruiria o singular e o peculiar de cada fala, de cada escrita, e ao atribuir-lhe um significado único destruiria a simbólica de cada povo. Quatro territórios, quatro expressões de língua portuguesa, como entendê-las?


16 NOV | O MAR E A TERRA NA PALAVRA 

Graça Joaquim

A paremiologia é a ciência que estuda os provérbios. Para além da língua, a sociologia e a 
psicologia do provérbio merecem um especial interesse.O provérbio ou aforismo são formas de expressão concisa dum pensamento moral, quer as sentenças de origem culta, generalizadas ou não, quer as máximas de cunho popular, resultado de uma sabedoria popular ancestral. Adágios, provérbios ou rifões são para o povo a forma concisa de explicar o tempo, as colheitas, o estado do mar, as relações pessoais, os retratos sociais, as relações económicas: numa só frase concentram anos de experiência e de sabedoria 
antiga, preveem para o futuro aquilo que o passado experienciou e revelam-se como um património ímpar na contribuição para a riqueza da língua.


30 NOV | O HUMOR DA PALAVRA 

Nilton

Se o Humor deve ser, em psicologia, considerado como uma atitude benevolente que realça o grotesco sem a frivolidade do cómico ou a crueldade da sátira, na palavra deve considerar-se como o seu uso inteligente. A palavra usada com humor permite uma crítica benévola e expressa uma visão aguda dos factos que vai para lá do senso comum. Com humor a descrição dos factos põe em evidência o absurdo, o inaceitável, o ridículo e até os factos aceitáveis por força do costume são postos em causa. O humor permite o sorriso disfarçado, o riso ou a gargalhada conforme a palavra se expressa em intensidades diferentes. O Humor utiliza a palavra como uma peça de jogo, intensificando a tensão da crítica do nonsense dos acontecimentos rotineiros do dia-a-dia. O uso da palavra certa na altura certa são característicos do prazer íntimo do “não deixar nada por dizer” que a atitude inteligente de olhar a vida com humor permite.

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