Tuesday, November 05, 2013

PASSATEMPO Deolinda & Gaiteiros de Lisboa no Misty Fest 2013: a vencedora

Estava em jogo uma entrada dupla para o magnífico concerto dos Deolinda com os Gaiteiros de Lisboa (quem disse que as misturas fazem mal?), que acontecerá no dia 6 de Novembro no cinema São Jorge. Para se habilitarem à entrada dupla, teriam de nos enviar um texto a convencer-nos de que são a melhor pessoa do mundo. Ora, depois de aturada reflexão, optámos por dar o prémio à Ana Rosa, que fez estas rimas:

Aviso que tão maravilhoso texto,
Podia ser um Jingle da Prova Oral,
Mas por agora é a melhor forma,
De ganhar este concurso original!

Tenho-vos a dizer, que isto não é um bom procedimento,
Deviam era implorar-me, para ir ver o concerto!
Mas como sou uma querida e gosto muito do Alvim,
Aceito o vosso desafio e concorro até ao fim!

Que grupo musical não quer ter uma fã como eu?!
Miúda gira e cheia de pinta, na plateia a brilhar!
Com a minha fantástica voz, fica a Bacalhau a suspirar…

E os Gaiteiros são fixes, mas a aplaudir sou melhor!
Aos saltos e a dançar, animo multidões,
Além de saber de cor,
Até as novas as canções!

Se ainda não estão convencidos,
Deve ser problema vosso,
Pois não viram esta foto, que acabo de publicar
Vá, vão lá a correr pôr “gosto”, para eu poder continuar!

Já vos disse que sou inteligente, linda e sempre bem disposta?!
Todos me querem como amiga, em férias, jantares e saídas
Sou boa ouvinte, generosa, não encontram melhor!
Para não falar dos miúdos giros, sempre ao meu redor…

E com tudo isto vos digo, se querem a minha amizade,
Dêem-me lá os convites e eu faço-vos a vontade!

E é isto. Parabéns à vencedora e obrigado a todos os que participaram. 


Monday, November 04, 2013

Apesar de tudo, há cinema novo

Um Fim do Mundo
de Pedro Pinho


Cama de Gato
de Filipa Reis e João Miller Guerra


Quarta 6 Nov
Ante-estreia no Porto, no Cinema Passos Manuel
Sessão com a presença do realizador Pedro Pinho

Quinta, 7 Nov
Estreia em Lisboa e Setúbal
Cinema City Alvalade (Lisboa) e Cinema Charlot (Setúbal)

O PASSADO MORREU


De vez em quando o passado agarra-me a camisola. E eu, que nada lhe ligo, tento desembaraçar-me como posso. Não sei se conseguirei por aqui descrever como o faço, de criar uma imagem suficientemente lúcida, mas imaginem-me numa passadeira de ginásio – isso mesmo – a correr veloz, com passada forte, com respiração ofegante e, de repente, como se fosse uma visita inesperada a altas horas da noite, uma mão pesada - o passado - a tentar quebrar-me o passo, como se me tocasse no ombro para me tirar do caminho quando estava quase a ir-me a ele com toda a força. Eu aflito, a beber água, a ser mais lesto, nunca olhando para trás, mas com a sensação de estar a correr cada vez mais, melhor e, ainda assim, não saindo nunca do mesmo sítio, com a breca. E sentir a mão cada vez mais próxima, mais intrusiva, mais vilã, a puxar a camisola - ai minha Nossa Senhora, ai Jesus credo - o braço, os calções, a pele até. Mas a mim o passado não me apanha. Não me ouvirão falar dele com saudosismo de naftalina, dizendo que no meu tempo é que era bom, que fiz isto, que fiz aquilo - oh pérfida glória - sem que em tempo algum perceba que tudo o que digo e falo é no pretérito perfeito. Por isso, desconfio sempre de quem muito fala no passado, entendo-os como uma espécie de deputados da oposição, de risca ao meio, casaquinho da maconde, que criticam tudo sem apresentar uma única ideia. O passado está sem ideias e mesmo que as tenha já de nada lhe servem. O passado morreu. E eu quero acreditar que todos os que me acabam de ler ainda estão vivos.

Fernando Alvim
Publicado originalmente no jornal i
[Fotografia de Florent Mazzoleni]

Murilo Mendos, no Gato Vadio

O terceiro ciclo de Leituras do Gato Vadio (rua do Rosário, 281, no Porto) prossegue no próximo sábado, 9 de Novembro, pelas 17h00, com uma sessão dedicada a Murilo Mendes. A convidada é Joana Matos Frias.

Murilo Mendes é um dos principais representantes da vaga modernista que surgiu no Brasil, em 1930, a seguir aos pioneiros da Semana de Arte Moderna. Autor de uma obra vasta e profundamente original, que percorre múltiplas áreas e géneros literários, nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1901, e morreu em Lisboa, em 1975. 


A imagem da leitura é da autoria de Luís Nobre.

Saturday, November 02, 2013

A 4ª edição do Poetry & Coffee

As Flores do Mal
seguido de
Poetas do Simbolismo

Café Saudade
09.Novembro.2013
21:30
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