Sunday, October 06, 2013

Passatempo Gravidade: uma amostra das participações

Como sabem, em jogo está um bilhete duplo para a antestreia do filme Gravidade, na próxima terça-feira, dia 8, no Imax do Colombo - um bilhete que me foi oferecido mas que, como não poderei ir, irei oferecer a quem provar que me irá representar com pompa no evento.


Diz o André Alho

F***-se Alvim! É raro entrar neste tipo de "passatempos" porque ainda mais raro é ganhar alguma coisa. No entanto abri uma excepção. Aqui vão as razões para me dares essa merda:
- Já não vou ao cinema desde que tive a minha miúda agora com 18 meses.
- Desde pequeno que um dos meus pesadelos recorrentes é o de vaguear sem destino no espaço.
- Fazia a surpresa à minha mulher, que depois do cinema podia dar algo em troca.
- E por último, já gastei à volta de 40€ com os teus livros, gasto imenso do meu tempo a ver o teu programa e esta vida ainda não me deu nada em troca!

Quanto à Sónia Nunes

Olá Alvim. Eu sou a pessoa ideal para te representar. Tenho tudo para causar uma boa impressão. Os fotógrafos, nas antestreias, olham-me sempre duas vezes para confirmar se sou a Mónica Sofia, mas como não vêem o Rubim... enfim. Além de que sendo meu vizinho era uma cortesia que me fazias. (Já agora, o meu namorado tem carro e sabemos por onde costumas andar.) P.S. Não consideres isto uma ameaça, apenas estou a transmitir uma informação que pode ser relevante para o caso.

Agora a Vanessa Carvalho

“Se o passado da película está morto, ‘Gravidade’ nos mostra a glória do futuro do cinema. Ele é envolvente em tanto níveis. E porque Cuarón é um visionário do cinema da mais alta grandeza, você não consegue vencer essa visão”. Quero ter a chance de ver essa grandeza de filme, com a sua historia dinâmica e com esses belissimos atores. E só com o seu convite que o conseguiria ver. Então sou uma boa substituta.

Saturday, October 05, 2013

Afonso Cruz nas Quintas de Leitura

"O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER LER" 
24 DE OUTUBRO DE 2013
Teatro do Campo Alegre
PORTO


TERTÚLIAS DE LISBOA

1ª sessão: 
12 Out. 2013 
José Manuel Anes e Sheikh David Munir
TEMA: 
A dimensão literária de Deus em Saramago

2ª sessão: 
9 Nov. 2013 
André Barata e Miguel Real
TEMA: 
A arte de sonhar, a utopia e o Quinto Império

LIVRAIA LER DEVAGAR | LX FACTORY | LISBOA


Friday, October 04, 2013

O Porto acordou cheio de livros!

Esta é a história de uma cidade que acordou com uma surpresa: à porta de infantários, bibliotecas, lojas, cafés e padarias, no Metro e mesmo em paragens dos STCP estavam pequenas torres de livros para todas as idades!

Trata-se de um presente da Calendário de Letras, que organiza o Porto Book Stock Fair durante o mês de Outubro, entregue pela calada da noite. No total, foram distribuídos mais de 2 mil livros, com uma etiqueta especial: "Este é dado... Os outros também."

A acção-surpresa, que decorreu durante a noite de 3 para 4 de Outubro, com o apoio da Cedofeita Viva, foi um projecto do Bairro dos Livros e teve por objectivo divulgar o arranque do maior festival de livros do Porto, que oferece mais de 500 mil livros com descontos até 80%, no Palácio de Cristal.

Agora a malta do Bairro dos Livros e os meninos da Cedofeita Viva acham que são uns "book gangsters".

Inquéritos do jornal Metro

E a convidada desta semana é a escritora Sara Rodi.


Umas férias…
Sempre aquelas que ainda não fiz, a um sítio onde nunca fui. Repetir um destino é como ler o mesmo livro duas vezes. Só mesmo por falta de alternativas, mas em geral acho a vida curta demais para repetições.

Uma ideia…
Percorrer as praias portuguesas com flip charts e recolher todas as ideias que surgissem para transformar o país num lugar melhor. No meio de muitas ideias disparatadas ou inviáveis, tenho a certeza que surgiriam curiosas soluções, que colmatassem a falta de criatividade (generalizando, é certo…) da nossa classe política.

Uma asneira…
Tentar escrever e tomar conta dos meus filhos ao mesmo tempo (típico das férias...). Ou acabo a chamar-lhes os nomes das minhas personagens, ou a teorizar sobre o sentido da vida segundo Phineas & Ferb. “104 dias que fazem as férias... E a escola acaba com elas. Mas o grande problema, que todos vivemos, é saber como aproveitá-las...” (o quê? Não sabem de cor a canção de abertura?!)

Uma paixão de férias…
Correr na praia sem destino. Durante algum tempo a meta era o cansaço dos meus filhos, que não tinham pedalada para a mamã. Ultimamente já me deixam para trás, afogueada. Sinal (nada bom para o meu lado) dos tempos… 

Um ensinamento… 
Quando levo o trabalho demasiado a sério, recordo as sábias palavras da minha professora primária, quando me “despejava” da sala para o recreio: “Pula, filha, faz-te cabra”.

Uma pergunta sem resposta…
Se os pais têm, no máximo, 22 dias úteis de férias, porque é que os seus filhos têm três meses (fora os outros intercalares)? Sou sempre a favor do tempo de lazer das crianças (que já têm, a meu ver, uma pesada carga horária), mas quem idealizou que elas deviam descansar durante três meses seguidos também devia ter pensado que alguém precisa de as acompanhar. Sendo que, ainda por cima, com o aumento da idade da reforma, o conceito de “avós disponíveis” tem os dias contados. Ando a pensar seriamente em fundar um sindicato dos pais (sera que já existe e eu não sei?), para lutar pelos direitos desta “classe” tão esquecida, mas que é “só” a responsável (a par dos professores) por educar e formar aqueles que serão o futuro do país.

Uma resposta…
Porque sim. Foi uma resposta que nunca aceitei e que sempre prometi que não daria aos meus filhos. Claro que já quebrei a minha promessa várias vezes, e a tendência é para piorar...

Uma lição…
Nunca levar os meus 4 filhos a passear em localidades onde o conceito de “passeios” não exista. Há umas semanas, Sintra conheceu a potência da minha voz, repetidas vezes, ao longo da tarde: “Vem aí um carro!!!”

Uma Aventura…
Passear uma semana por Lanzarote sempre com esperança de me cruzar com Saramago. Fi-lo há doze anos mas não tive sorte nenhuma…

Um segredo…
Este ano obriguei o meu filho de 9 anos a tirar-me várias fotografias ao lado da estátua do Dostoievsky. Penso que ele entendeu o meu êxtase. Pelo menos disse-me, umas horas mais tarde, com ar compreensivo: “Eu também estaria assim se encontrasse uma estátua do James Patterson…” 

Uma invenção…
Tenho várias, mas aquela que provoca sempre um ar de repugnância, em quem me ouve, é a empresa de catar piolhos ao domicílio, com pacotes especiais para famílias numerosas. Não foi para a frente por falta de parceiros de negócio. Vá-se lá saber porquê...

Um desabafo… 
Não tenho qualquer jeito para respostas rápidas e espirituosas. Não preferem que escreva um ensaio de 200 páginas sobre a evolução do conceito “Férias” ao longo dos séculos? Sinto-me uma maratonista a tentar safar-me (mal!) nos 100 metros...

Um problema…
Ter dito ao Alvim que respondia a isto…