Tuesday, May 28, 2013

Os 35 anos dos UHF e não só - no É A VIDA ALVIM de hoje

Os UHF fazem 35 anos. Será um dos destaques do programa de hoje: à conversa teremos, como não podia deixar de ser, António Manuel Ribeiro e Nuno Calado, autor do documentário «UHF Canal Maldito». A sinopse deste documentário: 

«Com o primeiro concerto dado em 1978 os UHF são uma das bandas mais antigas sempre em atividade do rock nacional. Em 2013 comemoram 35 anos de carreira. Já em 2012 completam-se 30 anos desde a edição de dois discos importantes na carreira dos UHF, o miniálbum - Estou de Passagem - e o álbum - Persona non Grata -. O que se pretende com este documentário é aproveitar as efemérides e os novos projetos da banda que se concretizam em 2012 para fazer a ponte e a viagem entre o passado e o presente. A ideia não é fazer um documentário onde a banda seja endeusada, mas sim mostrar os muitos sucessos e alguns fracassos de um grupo que desde o seu início sempre foi de alguma forma marginalizado que nunca foi consensual mesmo nos momentos de sucesso inegável ou em momentos em que arriscaram e foram pioneiros como por exemplo no caso de - No Jogo Da Noite - ao vivo em Almada o primeiro álbum gravado ao vivo em Portugal por uma banda de rock. O Canal Maldito , quer buscar igualmente as razões que levaram este lado marginal e pouco in, apesar de todo o sucesso da vida dos UHF em mais de 3 décadas.»
Mas há mais convidados, neste caso, uma convidada: a actriz Luísa Fidalgo, criadora do projecto «The Coffee Shop Series». 

É A VIDA ALVIM: de segunda a sexta, no canal +TVI entre as 22 e as 23. Repetição na TVI entre as 04.50 e as 06.00. Também disponível no serviço Iris Zon e na Restart TV da Meo. Emissões disponíveis online aqui.

Um vídeo de Sofia Bernando

A actriz e comediante Sofia Bernardo, convidada do É A VIDA ALVIM de ontem, sugeriu-nos este vídeo:
Sugere também os vídeos deste link.

É A VIDA ALVIM: de segunda a sexta, no canal +TVI entre as 22 e as 23. Repetição na TVI entre as 04.50 e as 06.00. Também disponível no serviço Iris Zon e na Restart TV da Meo. Emissões disponíveis online aqui

Os vídeos de Carlos Vaz Marques

Carlos Vaz Marques, jornalista e director da GRANTA Portugal foi nosso convidado no É A VIDA ALVIM de ontem. Estes são os vídeos que nos sugeriu:

É A VIDA ALVIM: de segunda a sexta, no canal +TVI entre as 22 e as 23. Repetição na TVI entre as 04.50 e as 06.00. Também disponível no serviço Iris Zon e na Restart TV da Meo. Emissões disponíveis online aqui

Monday, May 27, 2013

Mete-Discos Alvim @ Tojeiro.

































Nem mais um minuto


A vida é um minuto e no entanto pensamos que é mais. Basta um minuto para a nossa vida mudar irreversivelmente e é atrás desse minuto que andamos todos. Ou a fugir dele algumas vezes. E há toda uma espécie de minutos, do mesmo modo que havia aqueles bonequinhos nos anos 80 que saíam com os bollycao (os tou, lembram-se?) pois bem, há minutos vilões, humanitários, minutos de azar, de sorte, roubados, vaidosos, minutos mal formados, minutos mal contados, minutos sem vergonha mas também de glória. E no meio de tanta variedade de minutos como agora há de gins, apetece-me dizer que os de maior relevo são os minutos decisivos. E porquê? Porque os minutos decisivos, fazem o que mais lhes compete, decidem. Há pessoas que dizem que todos os minutos são importantes, eu acho essa visão romântica, aplaudo-a e enxugo as lágrimas, mas a verdade é que é falsa. Do mesmo modo que não há duas pessoas iguais, também não há minutos. Mas isso não quer dizer que não sejam dispensáveis. São sim.

A mim quando me pedem “um minuto” eu dou logo dois. E quando me pedem exemplos do que agora escrevo, também o faço. Perguntam-me: Então qual o minuto da Diana Spencer? Foi quando disse sim a 29 de Julho de 1981. Então e do Mourinho? Foi aquele minuto contra o manchester United a 9 de março de 2004 em que o Costinha a meteu lá dentro e levou o Porto à final. (Vejo agora que a Wikipédia destaca isto na vida do Costinha e não o faz na de Mourinho). Burros.

A vida não teria sido a mesma se aquilo não tivesse acontecido. Nem a minha, se a 2 de Março de 2009 não tivesse perdido o comboio e em consequência disso - por estar sem fazer nada num corredor de uma estação de rádio - o meu director de então não me tivesse encontrado e convocado para um casting televisivo que viria a vencer. Este foi o meu minuto decisivo e por isso posso agora dar dois. Mas para quem ainda não o tenha tido, à pergunta: Dás-me um minuto? Por via das dúvidas, deverão sempre responder: não dou.

Fernando Alvim
Publicado originalmente no jornal i
[Fotografia de Thomas Millet]