Friday, November 05, 2010

Alvim em Guarda.

 













































Entrevista Completa com Dânia Neto para a Maxmen de Outubro





É do Algarve. É de Portugal. É do mundo. É dos pais que deveriam ser abençoados por Deus. É do irmão superprotector. É de todos os que a viram crescer. É de todos os que viram passar. É dos leitores da Maxmen, mas também dos da concorrência. É desta página, mas também das outras. Dânia Neto por ter tanta bondade, mas tanta, um dia será beatificada. E merecidamente.

Alvim: Dânia era uma princesa grega por quem o Zeus se perdeu amores. Como é que, em bebé, os teus pais já sabiam que ias fazer jus ao nome?

Dânia: Ahah... Estás a falar a sério? Desconhecia que existia uma Princesa Grega com o meu nome (risos)
Mas existe. Já agora, porque raio todas as raparigas pequeninas querem ser princesas? Não podiam ser logo ricas e com bons sapatos?

Querem ser princesas porque sonham com o príncipe encantado... o que elas não sabem, é que depois de crescerem a maioria dos príncipes transformam-se em sapos.

Ai sim? E as mulheres viram o quê?

Depois de constatarem este facto, viram parvas por terem acreditado tanto tempo numa coisa que não existia (risos). Tu também eras uma princesa, Dânia?

Acho que sim. O meu pai chamava-me princesa e eu vou acreditar nele claro. O meu não me ia mentir. Aliás, eu ainda me considero uma princesa, mas sem castelo.

Ainda te lembras do teu primeiro beijo que acreditaste ser para toda a vida? Como se chamava a outra criança? Achas que ele se lembra de ti?

Nem eu me lembro... quanto mais ele (risos) mas deve ter sido uma experiencia não muito agradável, acho que ninguém gosta do primeiro beijo.

Essa agora, toda a gente gosta, só que treme-se muito das pernas.

Eheh, não concordo, acho que ninguém tem coragem para dizer que … ai meu deus, sentir aquela língua, que nojo! Para ser sincera, é tipo shushi, primeiro estranha-se e depois entranha-se!

Como é que o teu corpo não foi o representante algarvio para as sete maravilhas nacionais do país? Não achaste escandaloso? Ligaram-te ao menos a pedir desculpa?

Não, ninguém me ligou, mas já percebi que posso contar com o teu voto (risos).

A que idade largaste as bonecas e agarraste os homens?

Aos 17.

Tinhas alguma boneca especial? Tipo a Barbie, o Careca ou foste logo para o Ken?

(risos) Tinha umas bonecas favoritas, tipo um Nenuco, uma família de póneis com umas crinas mudavam de cor. Aliás, até existiam uns desenhos animados com esses póneis mas já não me lembro do nome. É claro que também tinha imensas Barbies e gostava muito do Topo Gigio. Tinha umas sabrinas do Topo Gigio.

Aposto que o teu pivot preferido é o José Rodrigues dos Santos?

(risos) Por acaso é.

O Zezé Camarinha nunca se atirou a ti, numa qualquer praia algarvia?

Não, mas acho que me cruzei uma vez com ele em Portimão, enquanto falava com uma "bifa".

É verdade que se pode deixar o Algarve, mas o Algarve nunca nos deixa?

É verdade... acho que nunca se esquece de onde somos.

De que coisa algarvia sentes mais saudades?

Em primeiro lugar da minha família que continua lá. Depois, do cheiro característico da minha terra, de conseguir chegar a qualquer lugar em 10 minutos (coisa que cá é impossível). Do tempo em que andava na minha moto, pelos Algarves. E das praaaaiiiaass.

Em que praia fazias topless, Dânia?

Nas Dunas Douradas. Conheces?

Não, mas vou já investigar isso... Mas espera, uma mota? Qual mota? Um secador aposto?

Ahaha. Não, tinha uma DT 125 roxa. Toma.

Roxa devia ser linda...

E era mesmo. Roxa e branca.

Sabes, também tenho mota.

Tens? Uma Casal Boss aposto.

Não te vou dizer, mas um dia destes podíamos ir dar uma volta, íamos até ao Algarve e ficávamos a descansar nas dunas douradas.

Acho que não vai dar, é que aquela zona agora já não tem duna. É mais hotéis em cima de hotéis. E de Casal Boss éramos capazes de não chegar ao Algarve nos próximos tempos. Compreendes, não é? ( risos)

Sendo algarvia, tens ideia de onde poderá estar a Maddie?

Também não, desde que deixei o Algarve ando mal informada.

Dânia, o que te preocupa no mundo?

Muita coisa, mas em Lisboa os parquímetros. Não há dia em que não leve de presente um papelinho amarelo para casa. Devo ser a mulher mas procurada pela EMEL.

E já usaste os teus atributos para safares uma multa?

(risos) Acho que já tive bastante sorte com as multas. Normalmente os senhores agentes têm sempre alguma atenção comigo.

Tens irmãos. Eram protectores? Ou, a dada altura, desistiram, por saberem que é impossível proteger um avião que todos querem atacar?

Tenho um irmão mais velho 2 anos. E sim, sempre foi muito protector mas a dada altura mudei-me para longe... (risos). Se o meu irmão pudesse, até o meu Facebook controlava. Outro dia telefonou-me a perguntar-me pela minha password, porque queria ir lá mudar umas fotos da irmã. Obviamente, disse-lhe que não.

Qual o maior raspanete que levaste dos teus pais e porquê?

Não posso dizer. Como te disse anteriormente, o meu irmão é muito protector. E se continuares com este tipo de perguntas, o mais certo é não voltares ao Algarve nos próximos anos (risos).

Achas que o sexo é sobrevalorizado? Ou é o amor que é sobrevalorizado?

Acho que os dois são super valorizados. Já dizia Maria Rita: não existe amor sem sexo, nem sexo sem...

Espera lá, achas que não pode haver sexo sem amor? Nunca tiveste uma one night stand?

Acho que pode claro, eu não terminei a minha frase. Aliás gosto mais desta também de uma cantora brasileira: amor é comédia, sexo é animal.

Ahhh bom. É possível que queiras um homem apenas por uma noite e depois disso, não seja preciso ele ligar-te sequer?

Normalmente é sempre preciso ele ligar-me. E com verdade, não sou fã de homens por uma noite, não faz o meu estilo.

Tens ascendência venezuelana. Por que é que o Hugo Chávez não se cala?

Porque ainda ninguém conseguiu que ele se calasse. Mas era bom.

Achas que, se passasses em trajes menores durante um discurso, o Hugo Chávez se calava?

Não sei se tenho esse poder.

Tens tido "excessos" nas tuas relações?

Tenho… alguns... a vida deve ser vivida com picos. Tudo o que é muito linear cansa.

Adoras chocolate. Sabias que 70% das mulheres abdicaria de sexo para ter chocolate? Seria o teu caso?

(risos) Adoro chocolate mesmo. Muito. Dependendo da situação, abdicava claro.

Com quem abdicarias de chocolate: Clooney? Johnny Deep? Mourinho?

(Risos) com o Johnny. Acho que era justo.

Recentemente, nas gravações de uma novela, andaste à bulha com outra actriz igualmente saudável. Foi um homem que escreveu essa cena? Porque puxam tanto os cabelos as mulheres?

Foi um homem que escreveu essa cena. Achas previsível? No meu caso, aliás na minha cena não houve puxões de cabelo. Mas acho que as mulheres sentem necessidade de abanar as cabeças umas das outras nessas ocasiões. Ou mudar de penteado.

É verdade que tens mais de 200 malas? O caminho mais rápido para o teu coração é, então, por uma loja de malas?

(risos) É verdade sou viciada em malas. Não consigo resistir a uma mala.

Cuidado Dânia, isto dito rápido, pode ser perigoso (risos).

(Risos) Pois é.

Para além de "queres mais sapatos?", qual a pergunta que gostavas que um homem te fizesse?

Antes de tudo, que fique claro que quero sempre mais sapatos... Quanto à pergunta, seria esta: Queres um Cooper S ou um Allroad? (risos)

Que parte do teu corpo achas que é a preferida dos homens e porquê?

Acho melhor perguntares isso aos homens.

Se tiveres pouco tempo para te arranjar, optas por levar o maior decote que tiveres?

Não, se tiver pouco tempo opto por tentar arranjar-me no menor tempo possível.


Fotografias de Carlos Ramos.

Entrevista a Joana Santos na Maxmen de Novembro


Joana Santos é a má em “Laços de Sangue” mas boazinha na vida real. Nesta entrevista percebe-se que é reservada, mas ainda assim ensina-nos a fazer fraguinho no forno. É destas pequenas coisas que o mundo se faz. É destas grandes mulheres que o mundo se alimenta.

Como é possível que mates pessoas por vingança. E ainda por cima de uma novela para a outra, que má és Joana Santos. Achas bem?

De uma novela para outra? É a primeira vez que mato alguém numa novela, e a morte foi acidental...eu não tive culpa, juro.

Pois não me parece que estejas a falar verdade, eu bem vi o que o pobre homem sofria. Não ficas com remorsos com tanta malvadez?

Bem, para que me entendam, …ele já tinha tido um AVC… eu só dei uma ajudinha (risos). Foi mais isso.

Quando é que começaste a ser má?

(risos) Não fui eu, foi a "Diana".

Pois pois, o que é preciso para ser mesmo má?
Todos nós sabemos o que é ser mauzinho de vez em quando, não é mesmo?

Pois, mas lembras-te do episódio mais diabólico em que tenhas participado? Vale infância, adolescência, essas coisas. E acho até que devias aproveitar esta entrevista para pedires desculpa às vítimas?
Agora assim que me lembre... deixa cá ver...era um bocadinho aldrabona para a mamã, confesso que para me safar pregava-lhe umas mentirinhas!

Que vergonha, usavas a técnica de que ias dormir a casa de uma amiga?

…. Pois.. como posso eu dizer isto.. Também... se calhar é melhor pedir desculpa ( risos) desculpa mãããeeee!

Como é que é ser comparada a Malu Mader pelo autor de Roque Santeiro?

Essa não sabia!

Malu Mader é, hoje, sobretudo recordada por ter as sobrancelhas bem espessas. Esperas que a tua carreira corra de forma distinta?
Mas é das sobrancelhas???? Tens alguma coisa a dizer-me, Alvim?

Não sei, isto foi o que descobri.

Não, não faço ideia, não sei nada disso.

Achas que os homens, de uma forma geral, fantasiam mais com a boazinha ou com a vilã?

Acho que é com uma vilã... não quer dizer que seja eu, calma lá, mas a boazinha também pode ter a sua piada. A Lolita e tal! Eu sei bem como vocês funcionam.

Tu gostas de homens maus ou bons?

Um intermédio, nem 8 nem 80.

Sempre tiveste homens bons na tua vida ou cruzaste-te com algum vilão?

Na verdade, nunca tive muitos homens na minha vida.

Parece que tens namorado, o que é uma tragédia. Ela acredita naquela balela do "beijo técnico"? Ele acredita naquela balela do beijo técnico?

Bom bom, é o beijo do técnico, que é o dele!

Ele não te proíbe de certas coisas, não desliga a televisão para não se enervar?

Proibir, não proíbe nada, mas só vê o que quer. Ele sabe o que tem em casa.

O que é que tem? Fiquei curioso.

Conhece-me! Mau!

Achas que os actores porno dão desculpas dessas? "Desculpa, querido, mas foi apenas sexo técnico"?

Se calhar... Não vejo filmes porno, desculpa!

É verdade que entraste na novela "Laços de Sangue" por sugestão da Globo? Sendo assim, e visto que parecem ter olho, não achas que a Globo devia sugerir o novo nome para Primeiro-Ministro de Portugal?

Antes de mais obrigada pelo elogio! Se calhar podiam dar-nos uma ajuda. Olha fazíamos como eles, colocamos lá uma mulher! (risos)

Verias alguma mulher como uma boa primeira ministra?

Deixa cá ver. A primeira mulher a aparecer-me na cabeça, foi a Alexandra Lencastre!

É a tua grande referência?

Acho que para além de ser uma grande actriz que eu admiro imenso, parece me ser uma mulher, com garra sim!

Voltando à globo. Devo lembrar que, se fores para a Globo, as hipóteses de fazeres uma cena íntima com o Tony Ramos aumentam exponencialmente. Achas que compensa?

Acho engraçado, já ouvi e li sobre esse assunto, mas eu continuo sem saber de nada. Vou para a Globo? Que maravilha, venha o Tony Ramos!

Se fores, vais fazer um sotaque que parece que está a gozar como faz o Ricardo Pereira?
(risos) Ou assumem que sou portuguesa, ou vamos lá praticar o sotaque!


Toda a entrevista na Maxmen de Novembro.

Thursday, November 04, 2010

Workshop de Rádio "Alô Alô Dona Rosa!" chega a Coimbra - 27 e 28 de Novembro

Depois de esgotar Lisboa, Porto e Alcobaça, o workshop "Alô Alô Dona Rosa, Chegou a sua Filha!" chega a Coimbra para esgotar também. São 20 vagas em dois dias, um formador de grande categoria, 16 horas em pressão alta, um fim-de-semana que é melhor do que duas noites de copos. Ou três (bem, 3 já será exagero, mas duas é com certeza).




DATA

Dias 27 e 28 de Novembro

HORÁRIO

Sábado e Domingo: 10h às 13h e das 14h às 19h

HORAS

Total: 16 horas

VAGAS

20

PÚBLICO-ALVO

Todos, mesmo os que têm voz de cana rachada. Aqui se ensina que a voz não é o mais importante, mas sim a atitude por detrás das cordas. O que se diz e como se diz.

OBJECTIVOS

Sair da sala de aula e começar a fazer rádio nem que seja nas colunas do hipermercado. Explicar como se faz a quem não sabe ou aperfeiçoar a técnica da coisa, que não é nada díficil.

CONTEÚDOS

Não haverá módulos nem mariquices do género. Serão aulas corridas, com muita pratica para apurar a técnica. E poucas idas ao café que é para não perder tempo. Aqui se ensinará como colocar a voz e não forçá-la, como fazer na perfeição um intro-time, o que pode e deve fazer, o que não se deve nem pode fazer. O que é a rádio. Como se pode fazer um programa num instantinho e fazer figuraça para quem nos ouve.

FORMADOR

Fernando Alvim, radialista da antena 3. Faz rádio desde os 13 anos, estreando-se enquanto apresentador de programas infantis. Apresentou aí a “Hora das traquinices” e o “Tapete Mágico” e é celebre o telefonema que o seu pai lhe fez em directo dizendo, e passamos a citar: Que era o papá que o estava ouvir!”. Com a sua afirmação de masculinidade praticamente destruída, Alvim recupera-a para sua felicidade quando ingressa no mundo dos adultos. Primeiro na Rádio Press, depois na Rádio Energia, Rádio Nova Era, TSF – tudo isto no Porto – e já em Lisboa, na Rádio Comercial e Antena 3, onde actualmente apresenta a prova oral, o programa mais ouvido em podcast de todo o grupo da Rádio Difusão Portuguesa – e Santo Alvim Moreira que apresenta juntamente com João Moreira e Pedro Santo. Alvim é igualmente director da http://www.speaky.tv/, Revista 365, organizador principal do Festival Termómetro, Festival Alternativo da Canção, Monstros do ano e colaborador da Maxmen, noite.pt, Jornal Metro e Chick Intimate Cult. Alvim é autor do blog: esperobemquenao.blogspot.com.
Com tanto para a fazer há quem diga que ainda tem tempo para ter vida sexual, mas obviamente que não acreditamos.

EQUIPAMENTO

Levem voz, ideias, caneta e um caderno.

ORGANIZAÇÃO


INFORMAÇÕES E RESERVAS:

Tel. 967 898 084
info@cantigasdarua.com

Wednesday, November 03, 2010

Paixão em Tempos de Cólera



Chegou a hora de falar de paixão e deixar de bajular o amor. Se me permitem - e com verdade não está aqui ninguém que me impeça - tem que ser feita justiça em relação à paixão. Mas uma justiça de milícia popular, com archotes e enxadas na mão, uma justiça que nos ponha roucos, de cara ruborizada, com as veias dilatadas como nos discursos de tomada de posse do Valentim Loureiro. Por mim, corta-se já uma estrada, uma avenida central, a pista do Jamor.

Por mim é já hoje, um buzinão na ponte, nas portagens, uma greve geral, o que for, mas assim é que não pode continuar. E digo-vos já porquê, deixem-me só beber um copo de água. A paixão tem sido de forma sistemática, ao longo dos anos, de forma quase velhaca, prejudicada pela equipa de arbitragem. Não há jogo nenhum, em que o amor não seja levado mais a sério do que a paixão. E eu não posso concordar com isto. E não me venham aqui os amorosos do costume dizer que a paixão é a primeira fase e que depois se desenvolve o amor e tal e coiso, que é algo progressivo e que assim é que bonito. O tanas, é que é bonito. A paixão pode durar uma vida. A paixão mete o amor num chinelo e levanta um estádio inteiro com uma jogada de génio. O amor quando muito passa a bola, mas não faz aquela jogada que leva as pessoas ao estádio. O amor é Moutinho, a paixão é Hulk. A paixão é o toque de calcanhar do Madjer, o amor é um remate certeiro mas só isso. As pessoas festejam o golo, mas o da paixão, o da paixão é outra coisa. O da paixão é marcado no último minuto, é o penalty que nos leva à final do campeonato europeu quando já todos roíamos as unhas. A paixão rói as unhas, o amor passa a vida a tratá-las para não partirem. E esta é a principal diferença, a paixão não tem tempo para pedicura. A paixão tem pressa e corre para apanhar o autocarro. O amor espera que venha outro. A paixão não é nada disto, é outra gente.

Ouçam, a paixão não faz fretes, ninguém quando está apaixonado liga para a outra pessoa porque tem que ser. Na paixão não tem que ser, é. Já o amor é o que se sabe, uma folha de cálculo, organizadinho, com a camisa aos quadradinhos, risquinho ao meio no cabelo, um exemplo para a família, bravo, bravo! Pois a paixão também o pode ser. E está na altura de não a subestimarmos mais. Alguém que diga que está apaixonado por outra, não pode ser tratado como se fosse um amante. A paixão pode também nunca morrer, pode ser para sempre, sem precisar dessa coisa do amor. A paixão é independente, é música alternativa. O amor é hit parade, é sucesso na rádio cidade. O amor dificilmente viverá sem a paixão e não me venham dizer que o contrário também é verdade, porque pode muito bem ser e daria cabo de toda esta minha tese que conclui precisamente agora.


Fotografia de Mikael Colville-Andersen