Thursday, September 09, 2010

Estreia este Domingo na Antena 3




Desde o ano de 1982, quando tinha 8 anos de idade, que o petiz Fernando Alvim não se lembra de acordar aos Domingos de manhã. Nessa altura fazia-o, porque estava a frequentar a catequese que viria a não concluir, por no mesmo horário, dar a sua série de desenhos animados preferidos: o Ursinho Misha.

Pois bem, Alvim volta a acordar a esta hora. A acordar os outros, porque sabemos que o programa é gravado e não é bonito enganar as pessoas. E o que se propõe é falar com elas, num programa em que o objectivo principal é regressar para a cama o quanto antes. De preferência, não sair dela, enquanto se ouve Alvinex. Aos Domingos, às 10h. Na antena 3. Um programa para dormir. Que é exactamente o que estará a fazer o seu apresentador, a essa hora.

Festival Termómetro. 16ª Edição. Inscrições abertas até à noite de Natal







No ano passado foi o que se viu, o Festival Termómetro fazia 15 anos e a data comemorou-se de tal modo, que ninguém se lembra. Ou não consegue, talvez seja mais isto. Enfim, o que importa é que juntamos no mesmo palco e ao mesmo tempo, Manuel cruz, Samuel Úria e BFachada, num remake moderno dos 3 tenores, mas sem Pavarotti pelas razões que facilmente advinham.

Pois bem, o Termómetro faz agora 16 anos mas ainda não começou com aquele discurso do “Já não temos nada a provar!”, este festival nunca o dirá porque a sua intenção é justamente a oposta. O Termómetro quer descobrir, farejar, ir atrás, começar de novo a cada ano e provar que é possível fazer melhor ainda que no ano anterior. Por muito bom que tenha sido. E para isso contamos com a ajuda de todos na descoberta dos novos 25. E como podem ajudar?

Muito fácil. Sugerindo bandas, artistas, juntando-se a nós na sua procura, na divulgação do evento deste ano, convidando-as a participar sem reservas, ou com reservas se quiserem, procurando talento que soe, que saiba a fresco, farejando em todo o lado, no nosso país e lá fora, fazendo da próxima edição que é esta, a melhor de sempre. Por essa a norma, a última edição ser sempre a melhor de sempre.

Daí que estão abertas as inscrições a partir de agora e até 24 de Dezembro – até à noite de Natal, que lindo é – e podem inscrever-se todas as bandas e músicos com talento. De Portugal ou de outros países, cantando em inglês ou português, não cantando sequer, mas que se perceba, que não haja dúvidas, que merece estar incluído nos 25 eleitos da próxima edição.

Os resultados serão divulgados em directo na Speaky.TV, que mais uma vez irá transmitir pela internet todas as 5 eliminatórias e a final marcada no dia 5 de Fevereiro de 2011. Para se inscreverem basta que nos enviem o vosso endereço de Myspace (que de novo apoia o festival) ou, caso não tenham, enviem 3 temas em mp3 para este o mail organizacao@termometro-online.com.

Nomes como Ornatos violeta, Blind Zero, Silence 4, Noiserv, Mazgani, Terrakota, Sloppy Joe, Stowaways, Yesterday, Rita Cardoso e mais recentemente Bass Off e os vencedores do último festival, os Black Taxis, são alguns dos nomes que se destacaram em anteriores edições. Este ano, queremos que seja a melhor de todas. Mais informações em www.termometro-online.com ou via 93 630 30 77 ou 92 508 09 16.

Nota: a organização irá oferecer dois bilhetes para a final deste ano, a quem nos sugerir novas bandas ou artistas – nacionais ou internacionais – que resultem na sua selecção. Novamente devem fazê-lo para organizacao@termometro-online.com. A todos, boa sorte.

A comissão Executiva do Festival.

Fernando Alvim(Director do Festival Termómetro)

Wednesday, September 08, 2010

Sinceramente, não sei


Houvesse um estudo sério, feito com rigor, que analizasse com perícia todas as opiniões e conversas que são estabelecidas a todo o momento, e não tenho dúvidas, nenhumas, que a conclusão a que se chegaria, seria esta: as pessoas adoram falar sobre o que gostam e não gostam. E pronto, pague-se o que houver a pagar, muito boa tarde a todos, tivemos muito gosto em fazer este estudo e até um dia destes.

Esperem aí, isto é um pouco como as letras das canções, todas elas podem falar de várias coisas, do trabalho, da solidão, da festa lá na rua, do tempo lá fora, mas quando se vai a ver bem como se tivéssemos à procura de moedas no meio das almofadas do sofá, percebemos que afinal se está a falar sobre sexo. Ou a falta dele.

Com as conversas também é assim, porque por mais que se fale sobre futebol e politica e a crise e o vizinho de cima, a verdade é que invariavelmente estamos a dar a nossa opinião, a revelar o nosso “gosto ou não gosto”. Daí que Portugal sem que déssemos conta, se tenha transformado num país de “opinion makers”, de pachecos pereiras da vida, de treinadores de bancada, de analistas económicos de trazer por casa. A opinião democratisou-se é certo, mas a vulgaridade também. De tal modo, que hoje em dia, qualquer pessoa tem uma opinião sobre um assunto, mesmo que nada saiba sobre ele, mesmo que nunca tenha ouvisto falar e que manifestamente não domine. Tenho saudades de ver uma pessoa a dizer “não sei!” e sonho todos os dias em que isto acontece. O sonho é sempre o mesmo: um repórter da televisão em directo. Eu no sonho nunca consigo ver quem é, mas parece-me daqui que é a Rita Marrafa de Carvalho ou o José Manuel Mestre. É um dos dois, não tenho a certeza. Sei que estão em directo, que há pessoas a passearam na rua – os agora famosos transeuntes – e que um deles, de microfone em punho, para todo um país, faz uma pergunta a um cidadão que por ali passa. E pergunta: olhe, não se importa, o que pensa sobre Futebol? E esse alguém - juro que daqui me parece ser muito parecido com Carlos Queiroz! - olhando para a cámara muito fixamente, esperando uns angustiozos segundos como aqueles que antecedem a marcação de um penalti importante, diz para emoção de todos: “ Olhe, não sei!”