Saturday, February 28, 2009

As minhas noites são melhores que os teus dias


A grande vantagem dos dias em relação à noite, é que os dias não a estragam. E isto é verdade, venha quem vier. Sair à noite implica termos o dia seguinte, basicamente, estragado. Podemos ir até para o emprego à hora do costume, mas a nossa produtividade, não será a mesma. Ou somos o filho do patrão e podemos faltar de manhã; ou somos o patrão e podemos delegar a nossa responsabilidade em outra pessoa ou chegamos um bocadinho mais tarde mas já a pisar o risco. Ou perdemos o emprego, o que nos dias de hoje, não convém nada.

De resto, é muito usual ouvir dizer-se: “Aquela ali, está toda estragadinha. E sabes de que é? ( ouve-se: Não sei, não sei!). Olha, é de tanto sair à noite!”, enquanto ninguém faz semelhante comentário para os diurnos. Repare-se se isto faz algum sentido “ Já viste aquele, como está acabado. Sabes de que é? Sabes? ( ouve-se: Não sei, não sei!) Olha, é de tanto sair de dia. Sabes como é, sol, mar, ar puro, isso sabe tudo muito bem, mas a factura é muito elevada! Ainda por cima faz ginástica, não abusa dos sais, não fuma e não bebe e depois admira-se estar nesta desgraça. Uma vergonha!”. Convenhamos, faz isto algum sentido? ( ouve-se: Não sei não sei!). Ora essa, é claro que não faz.

Vamos cá ver, cheguem-se a mim rapazes e raparigas, vou-vos falar dessa coisa que se chama “ A verdade” ( gostava que agora me imaginassem enrolado num lençol branco, as mãos estendidas em direcção à luz do sol e com um pose muito parecida à de Moisés antes de separar as águas). Acreditando que me estão a imaginar deste modo – e porque haveria de duvidar disso - vamos a isto. A verdade é esta: ninguém sai à noite para ter saúde e definitivamente só há uma saúde que a noite protege e estimula: A mental. Tudo o resto, é para esquecer. A começar pelas pessoas que só fumam quando saem à noite. Que só bebem quando saem à noite. Que só votam no PP quando saem à noite. Que só se vestem assim quando saem à noite. E que só encontram aquele quando saem à noite. Aliás, eu acredito que existam pessoas que na verdade só vivam à noite. E que de dia morrem. E a comprová-lo, estão aqueles que depois de saírem à noite, se questionados sobre como estão, afirmam peremptoriamente que: estão a morrer. É ou é verdade? E sabem porquê ( de novo a resposta que me persegue: Não sei não sei!”). Porque estão mesmo, caramba! A noite devia ter um cartaz que diria: Sair à noite, pode matar. E contudo, até já houve. Só que, em vez de entenderem isto, muitos foram os bandidos que viram neste cartaz um “se” onde ele não existia. Os bandidos leram: “Se sair à noite, pode matar!” e foi o rebuliço que se viu.

A noite mata, é verdade. Mas o dia também. E se virmos as estatísticas, facilmente percebemos que ainda assim, morrem mais pessoas durante o dia do que à noite. Neste momento, posso assegurar-vos que estarão duas pessoas de dia a morrer e só uma de noite. Ou só metade de uma, pronto. Não tenham dúvidas. Isto é como andar de carro e de avião. As pessoas têm muito medo de andar de avião porque podem morrer mas onde se morre à séria, é cá em baixo. Porque lá em cima ninguém morre. Mas sim depois. Depois de morrermos – aí sim, supostamente – subimos. De resto, não deve ser por acaso que o avião é considerado o transporte mais seguro do mundo. E porquê? ( a voz: não sei, não sei!) Ora essa, porque andar de avião é exactamente igualmente à noite. Isto é, porque embora possa parecer mais perigoso, é na verdade muito menos mortal. Que estar cá em baixo. Que viver de dia.

Thursday, February 26, 2009

Portugal é uma ideia genial


Em portugal toda a gente tem uma ideia para organizar qualquer coisa, mas a vontade em fazê-lo nem sempre é suficiente para a tornar real. Organizar um evento não é uma coisa simples e por vezes pode tornar-se um fiasco, mas mesmo assim, há sempre alguém que nos entra pelo café adentro e nos diz em tom inflamado “ Tive uma ideia genial!”. E a ideia genial é invariavelmente organizar qualquer coisa. Um amigo meu diz-me que qualquer ideia, deve compreender uma serie de factores que passam por surpreender os participantes. É exactamente como escrever o argumento para uma novela: se não existir uma trama, um conflito qualquer que nos faça ajeitar no sofá, não terá valido a pena. E num qualquer evento, se não existir um qualquer factor diferenciador que provoque a surpresa de todos os presentes, suspeito bem que vamos pelo mesmo caminho. Os casamentos encontram-se assim. Sem surpresa. E talvez por isso, começam a ser assustadoramente previsiveis. Primeiro, a cerimónia na igreja. Depois, a espera no exterior da mesma pelos noivos, enquanto a maioria fuma um cigarro. E chegados aqui, segue-se para uma quinta ou herdade, para aí ficarmos até ao final. E basicamente – que eu me lembre - é isto. No final da noite, há um dj que passa o emblemático tema “ follow the leader”, o noivo invariavelmente está bêbado e a noiva suspeita que a noite de núpcias não será igual ao que haviam vaticinado. E é isto. O casamento dura 5 anos e no final deste período, há um que regressa a casa dos pais e outro que se junta com mais alguém, que jura a pés juntos, nunca ter tido nada durante o tempo que durou o casamento.

Ora, os casamentos padecem do mesmo problema do futebol, isto é: continuam a não aproveitar as novas tecnologias. E se no futebol, se fala muito da possibilidade da criação de um quarto elemento, que possa estar atento aos lances mais duvidosos através das imagens. Nos casamentos, as novas tecnologias podem ser usadas para tornar mais dinãmico ou então – e isso muitas vezes acontece – admite-se desde logo um terceiro elemento que ninguém suspeita. Mas isso faz-se ainda muito pouco. E isto porquê? Porque não nos sabemos organizar. Daí que não seja à toa que uma das expressões mais ouvidas no nosso léxico verbal seja precisamente “ organizem-se!”

E sendo assim, como pode um país organizar qualquer coisa, se ele próprio não se organiza? Pois claro que pode. E quando isso acontece, fazemos todos uma grande festa como quando queremos encontrar um papel muito importante no escritório e quase por milagre, o encontramos. E esta é a nossa sorte, a nossa grande fortuna, porque invariavelmente acabamos sempre por encontrar o que procuramos mesmo que seja à rasquinha, como nos filmes do Macgyver em que a bomba é desactivada quando se preparava para mandar a abaixo uma fábrica antiga e escura. E isto – esta coisa do à rasca - por incrível que pareça, pode ser bom. Porque é tanta a intensidade com que buscamos o que perseguimos, que acabamos não só por consegui-lo, como fazer de uma coisa que para outros seria normal, algo de absolutamente extraordinário. Portugal continua a estudar para os exames na noite anterior e muitas das vezes, para surpresa de todos, acaba por tirar a melhor nota. Porque aprendemos rápido e embora não tenhamos dormido toda a noite, vamos com a matéria fresca na ponta da linha e 3 cafés de um só tomo. E talvez por isso, não sei se outro sistema poderia funcionar no nosso país. Não creio. Porque na nossa desorganização nós encontramos a esferográfica que procurávamos, porque mesmo no limite do tempo conseguimos que ainda nos deixem entrar para entregar os papeis. E por isso gosto tanto de Portugal, porque nenhum país do mundo se organiza, precisamente, não se organizando.

Tuesday, February 24, 2009

E o resto, são bananas.


Há um certo grau ditaturial em relação ao lugar em que nascemos. E Porquê? Porque nos foi imposto, porque não escolhemos, porque ali nascemos só porque era o hospital que estava mais perto e sem que o soubéssemos , foram os condutores que conduziam a ambulância, que ali decidiram, no espaço de ofegantes segundos, o lugar onde nasceríamos para toda a vida. E eu quero acreditar que sou de muito mais do que uma decisão ofegante, muito mais que um lugar, muito mais do que um hospital que estava ali à mão. Daí que me pareça justo afirmar, que nós, mais do que o sítio onde nascemos, somos dos sítios onde vivemos. E eu só nasci uma vez e já vivi em tantos. E quando as pessoas me perguntam de onde é que eu sou? Eu respondo-lhes de onde é que eu sou. Eu sou dos sítios onde vivi como se aí tivesse nascido. E só1 não sou do sítio onde nasci porque nunca vivi aí. Nem podia, eu só aí fui nascer. Uma espécie de hóspede que chega para uma ou duas noites de negócios e logo parte ligeiro para outra cidade.

Quando nascemos embora pareça que já estamos a viver, isso não é verdade. Só estamos a nascer. Eu só considero viver quando me lembro e eu – tal como os outros - não me lembro de ter nascido. Daí que muitos sejam aqueles, que depois de uma bebedeira grande onde confessam que não se lembram de nada, ouvem invariavelmente um comentário que lhes diz “ Mas isso não é viver!”. E não é. Justamente, por não se lembrarem.

Daí que não me pareça justo que algumas pessoas fiquem conotadas com uma cidade apenas e só porque ali nasceram. Se foi só isso – e em muitos casos foi - as cidades não se lhes deveriam estar associadas. Querem um exemplo: Carmen Miranda. Reparem bem: A conhecida artista nasce a 9 de Fevereiro de 1909 em Marco de Canavezes e poucos meses depois imigra para o Brasil com o pai. E depois daí nunca mais em toda a sua vida, em caso algum, nem no natal comer uma fatia, regressa ao sítio onde nasceu e onde este ano lhe preparam um programa comemorativo do seu centenário. Terá isto algum sentido? Creio que não. Se fosse viva e mantivesse a coerência e apego que a caracterizou, posso assegurar-vos que Carmen Miranda, nem agora, poria aqui os pés.

Mas a culpa não é dela. Ela só nasceu no Marco de Canavezes e não se lembra disso como todos os outros. E não fosse isto, seria imperdoável esta atitude se aí tivesse vivido – aí sim – se aí tivesse sido bem tratada – aí sim - reconhecida pelo seu talento desde logo e depois daí, se tivesse esquecido disso. Carmen Miranda não se pode esquecer do que não se lembra. E só é lembrada pela cidade onde nasceu porque teve sucesso, porque se tornou numa figura mundial a que todos se querem associar. Carmen Miranda, a artista que nunca mais veio a Portugal depois de aqui ter nascido, só é homenageada pela cidade onde nasceu, porque se tornou maior do que ela. E o resto, são bananas!

Sunday, February 22, 2009


Antes que saia a reportagem que fiz no decorrer da edição deste ano do Salão Erótico do Porto, eis que aqui vos deixo a que dei à estampa aquando da edição de Lisboa. Foi aí que vi, pela primeira vez, a extraordinária Natali. obviamente, ambas as reportagens são para a Maxmen. A próxima sai já com a edição de Março. Eis o artigo:

Não era a primeira vez que estava no Salão Erótico de Lisboa, na verdade, desde que se iniciou este pecaminoso certame no nosso pais, terá sido a quinta ou sexta vez que o visitei. E das edições anteriores recordo o mesmo de sempre: cheira a sexo.

E isso é bom. As pessoas que vão ao Salão Erótico de Lisboa gostam assumidamente de sexo e quase que aposto que se houvesse ali alguém, com um daqueles megafones enormes, com credibilidade suficiente para dizer "Podem começar a fazer sexo uns com uns outros!" e era certinho, que tudo aquilo, imediatamente, se transformava numa orgia muito grande e saborosa.

A ideia que eu tenho é esta. Que estamos perante um barril de pólvora e que ao mínimo deslize tudo aquilo explode. E os olhares das pessoas são denunciadores disso mesmo. E se ninguém estivesse a ver, não tenho dúvidas, que mais de metade dos que ali estavam, teriam uma postura muito mais participativa e muito menos reservada. Mas estão todos a ver e é uma chatice. Se bem que há quem não se importe e aceite o desafio de ali mesmo, à frente de toda a gente, ser presenteado com uma exótica performance. A mim não me apanham. Já passei a fase do roço – que era assim que se chamava - há muito tempo. Metia-se a miúda lá em casa quando os pais estavam no trabalho e quando finalmente a convencíamos a ir para o sofá com a garantia de que eles só chegariam muito mais tarde, começávamos no roço. Lembro-me tão bem: de ouvir o silvo do cinto das calças, o rugir da ganga, o arfar de ambos, o sofá a estremecer como se fosse os amortecedores do carro e a campainha a tocar entretanto. Os dois a saltarmos, os dois vermelhos de espanto, os dois a abrimos a porta, os dois a percebermos que afinal tinham chegado mais cedo.

E dirão vocês, o que terá isso a ver com o Salão Erótico? E eu respondo: tudo. O salão erótico faz-me lembrar esse tempo em que ficávamos inquietos com a descoberta de coisas como as que agora aqui estão representadas. Mas vamos por partes:

O local: o local não está mau mas podia ser melhor. Eu gosto deste pavilhão da Expo mas um evento como este devia ter um outro chão, devia ter mais veludo, mais velas, mais escuridão - que não havendo - as pessoas não dançam e toda a gente sabe isso. A porta. A porta, deveria ser algo semelhante à porta de entrada do lux no dia do seu 10ª aniversário. Isto é – e perdoem-me a expressão – uma vulva gigante. Antes que digam "credo!" e "ai Jesus!" vamos cá ver, isto não é o museu do brinquedo, é a festa do sexo, caramba!

Os filmes: Devia haver sessões de cinema com títulos sugestivos e com boas condições para quem os vê. Devia haver uma sala pequenina, só para 20 pessoas, com cadeiras confortáveis e um whisky com duas pedras de gelo se me fizer a fineza. Muito obrigado. Mas em vez disso, há uma sala onde toda a gente está em pé – hei não comecem a disparatar - e muita luz de novo. Lá, no filme que era projectado, vi uma senhora que foi surpreendida pelo seu marido, que ao chegar a casa mais cedo do que estaria previsto a encontra na cama com o seu melhor amigo. O curioso é que em vez de dar uma sova a ambos, este cidadão não só perdoa a mais do que evidente traição, como se junta a ambos para um pequeníssimo mas muito agradável bacanal.

As mulheres: A mim ninguém tira a ideia de que estas mulheres que aqui vemos a rodopiar no varão são dedicadas esposas que se entregam à bricolage e ao crochet quando chegam a casa. O olhar destas fotos é denunciador disso mesmo. Em cada uma delas eu vejo uma outra mulher com uma camisola de lã muito quentinha, estendida em toda a plenitude do sofá, a fazer-nos cafuné. Para além disso, não é aconselhável que uma mulher venha para uma coisa destas com uma saia muito curtinha porque pode ter dissabores ao ser confundida com uma profissional. Ou então pode ser sempre iniciar-se numa nova actividade.

Os homens: Eu não sei se os homens gostam mais de sexo do que as mulheres mas a verdade é que há muitas indicações nesse sentido. Um homem olha para outro homem numa coisa destas e vai dizendo "Este é cá dos meus!" enquanto que duas mulheres se se encontram em algo semelhante, mesmo que o não digam frontalmente, lá dentro, aposto que estarão a pensar "Esta aqui, saiu-me uma boa galdéria!"

As caipirinhas: Nunca percebi a ligação das caipirinhas com o salão erótico mas a verdade é que há sempre,e já não é a primeira vez que saio dali como o aço. As caipirinhas parecem inofensivas mas à terceira já começamos a pronunciar muitíssimo mal palavras que tenham a letra "R." pelo meio.

Pornografia Nacional: Praticamente não existe e o que existe é tão mau que mais valia estarem quietos. Precisamos já de bons argumentistas e sobretudo boas actrizes e actores que lhes possam deitar uma mão. De preferências, as duas. Com títulos como " Fim-de-semana lusitano" não vamos lá. Tem que haver imaginação com nomes como: "Malucas no convento de Mafra", "Sexo no cabo Espichel". Assim, ainda pode haver alguma esperança. De contrário, não.

A figura do salão: Para mim e peço já desculpa a todos, não há dúvidas que foi o senhor que estava a representar a cidade das Caldas da Rainha. Eu não sei como poderei explicar isto de forma a que me entendam, mas esperando que saibam qual é um dos símbolos maiores deste concelho, saibam pois que havia de tudo. Desde pequenos a grandes, havendo de todos os formatos e feitios. Disse-me o senhor que num daqueles dias uma distinta senhora lhe terá levado um daqueles objectos convencida de que levava ali vibrador. E se pensarmos bem, se calhar também pode dar, mas poderá ser difícil explicar isso no hospital se partir.

As fotos: As fotos são como sempre do Carlos Ramos e quem andou a buscá-las por todo o salão fui exactamente eu. A ideia era esta: Deitá-las no sofá e dar-lhes uma dignidade que possivelmente não estariam à espera. Queríamos que olhassem para estas fotos e dissessem "Com esta casava-me!" e em algumas delas, isso pode bem acontecer

Notas à Marcelo rebelo de Sousa mas sem rodriguinhos nem trejeitos de classe alta:

Positivo: As mulheres que começam a ter vergonha na cara e não se deixam ficar em casa quando há uma coisa destas a acontecer. A homenagem ao Brasil que tanto tem feito por isto. O espaço para o swing.

Negativo: A homenagem ao Brasil que se esqueceu de trazer a Maitê Proença e outras do género. O local que podia ser mais quente e mais escuro. O facto de ter saído dali de mãos a abanar.








Thursday, February 19, 2009

1ªEdição Festival Alternativo da canção



E pronto, é com tremendo orgulho e tamanha honra que anuncio que vem aí a 1ª Edição do Festival Alternativo da Canção. Será a 27 de Março deste ano em Lisboa, com apresentação dos gloriosos Eládio Clímaco e Serenella Andrade.




A ideia é esta. Fazer uma canção. Ponto final. E a ela juntarmos todos os ingredientes que a poderá fazer funcionar e torná-la vencedora. Mas com um pequeno toque, um pequeno mas, que basicamente nos desafia – e que belo desafio é – em fazer uma canção que pudesse muito bem concorrer ao festival da canção e conquistar a Europa.




Daí que para participarem basta que nos enviem uma canção que corresponda ao que acabamos de pedir. Pode ser uma canção que seja já vossa e possa ser adaptada a esta nova realidade – numa espécie de tunning musical – ou, melhor ainda, pode ser criada propositadamente para o efeito.A letra tem que ser muito festiva ou muito sofrida que neste festivais não há meio termo e ao ouvi-la talvez se ribombem os tambores ou chorem compulsivamente os seus ouvintes.



Queremos então, uma canção que vá molhar o pão aos velhos tempos, que daí traga as roupas fluorescentes, as calças largas, os refrões orelhudos, os invariáveis " Xálálá's" da época, as votações do júri de países que não sabíamos se eram amigos ou não. E é isto que iremos fazer, um festival alternativo da canção, com Eládio Clímaco, com Serenella Andrade, com o Júri de todo o país a escolher a sua canção favorita.


Propomo-nos fazer um festival da canção alternativo como nunca este país viu, uma canção que aspire a chegar à final europeia e que chegada lá, limpe basicamente a concorrência. Tem que ter "Xálála's" no tema? Sim. As roupas? Sim. Os cabelos? Sim. E assim, se quiserem participar, enviem a vossa letra e composição para: euqueroir@festivalalternativodacancao.com. Até 15 de Março, aceitamos todas as inscrições.


Mais informações no site oficial do evento :www.festivalalternativodacancao.com.A final do festival será transmitida em directo para a Internet em http://www.speaky.tv/