Wednesday, August 06, 2008

São José Correia na Maxmen - Parte 1








Vão rareando mulheres como a que segue. Entrevistar São José Correia revela-se um inquietante exercício porque não se sabe o que irá responder a seguir. É uma conversa onde se fala abertamente sobre sexo, como se já todos se tivessem ido deitar e tivéssemos ficado só nós na sala. Contudo, eu sei que estão todos acordados. E possivelmente, ficarão mais, depois de lerem o que aí vem a seguir.




As mulheres costumam dizer que o sentido do humor num homem é essencial. E posto isto, assim por alto, quantas vezes é que um homem tem que te fazer rir até ser merecedor de, digamos, participar no “milagre de São José”?

Eu acho que o milagre não acontece, exactamente, só pelo humor. O humor faz parte mas não é tudo. Também me rio muito. ( SJC ri-se)

Ris-te com quê?

Com gestos falhados ( risos) com trocas que não se encaixam , com.. não posso, não posso ! ( SJC grita para o gravador)acho piada quando as coisas correm mal.

Estás a falar das vezes em que o homem fica sem, como direi, sem tesão, é isso?

Não, às vezes há até tesão a mais. O que não há, é inteligência emocional suficiente para controlar isso. Entendes?

Acho que sim. É quando um homem é precoce mesmo quando toma a iniciativa. Contigo, ainda é assim?

Por acaso não. Sou eu que tomo normalmente a iniciativa o que pode não ser muito bom, por não aceitarem muito bem isto: ou porque não sabem como reagir ou porque existe ainda subsiste um preconceito. Somos todos ainda muito machistas. Tanto homens como mulheres.

Já levaste uma tampa?

Já levei várias e não gostei nada.( risos)

Já tiveste uma paixão platónica?
Sim, ainda hoje tenho. É uma coisa completamente impossível, é um outro universo e ele sabe que me sinto extremamente atraída por ele. Agora, gostar dele? Vamos cá ver, eu ainda nem sequer o toquei, nunca o beijei, nunca fiz amor com ele, portanto não sei se gosto dele. Acho que tenho é essa predisposição para...

E no entanto, podia fazer contigo o que quisesse?

Sim. Depois de fazer tudo o que eu quero. E a seguir, se eu ficar satisfeita, podemos fazer o que ele quer.

O que é que não toleras num homem?

Insegurança. Pouca força. Pouca Energia. E nada de pêlos rapados, poupem-me. Para isso, temos as mulheres.

Qual a coisa mais invulgar que te tenham escrito no vidro do carro embaciado?

A mim, nada. Até porque não tenho carro. Nem carta. Mas ando a tirar, pela quarta vez. E porquê? Porque não vou às aulas e depois perco as licenças.

Quer isso dizer que nunca usaste o teu carro para fins menos ortodoxos, se é que me faço entender?

Sim, eu percebi. Mas a esse nível, eu sempre preferi a rua. A rua durante muito tempo na adolescência era a minha casa ( risos). E foram várias casas, várias ruas, sobretudo junto ao rio Tejo, que na altura, vivendo eu em Almada, estava muito mais perto de mim do que agora.

E nunca foste apanhada?

Já. Por pessoas que iam a passar nas tais ruas.

E o que fazias?

Parava. Deixava que elas passassem e depois continuava. Que mais podia fazer? Mas isso são coisas da adolescência porque depois crescemos e esse glamour da natureza passa.

Com o “Glamour” da natureza, há alguma história que possas revelar?

Uma vez estava com o meu namorado da altura, dentro de uma carrinha, algures na outra margem. E de repente, no meio do caminho encontramos uma estrada de terra, daqueles sitios sem ninguém, sabes? E nós dissemos “ olha que bom, é mesmo aqui!”. Só que - ainda hoje estou para entender como foi possível - no meio de todo aquele entusiasmo, sem que contássemos começamos a ouvir uns barulhos. E quando demos por nós, estávamos rodeados por um rebanho de ovelhas ( risos) com o pastor ao lado, de olhar muito intrigado

Que pena não terem filmado. Nunca filmas nada disto? Nunca nenhum namorado te pediu para filmarem?

Não, eu é que já pedi para fotografar. Para filmarem não. A não ser que fosse eu, a não ser que a câmara estivesse comigo, a não ser que a cassete fosse minha. Talvez porque não confie a 100% em ninguém.

Gostas mais de erotismo ou pornografia?

Os dois. Aliás, ainda hoje eu não consigo distinguir erotismo de pornografia. Prefiro pensar que é perfeitamente possível misturá-los e não sei bem quando é que acaba e começa cada um deles. Quando tens só o erotismo apetece-me sempre mais um bocadinho. E ás vezes, quando tenho pornografia, apetece-me um bocadinho menos.

Achas que a pornografia vai longe de mais?


Acho que é mais uma questão de mau gosto. Convenhamos, que a pornografia não tem grande estética e é mais por isso. Não tem nada a ver com ir mais longe, nem por ser demasiado atrevido ou explicito, é que às vezes, é mesmo feio.

E tu vês?

Vejo.

E já te masturbaste a vê-los?
Sim, acho que é comum. E depois, não consigo ver mais ( risos). Uma vez fui ver um desses filmes com o meu namorado num daqueles cinemas perto da rua do Coliseu. E, mesmo percebendo que o filme era muito mau e nos rirmos muito, achamos por bem só sair no fim, para não intimidar os outros que estavam na sala. Conclusão: Quando as luzes acenderam, nós éramos os únicos no cinema. Porque – sabemos agora – ninguém vê estes filmes até ao final.

Mas isso depende dos filmes que vês. Já viste, por exemplo, a super-porca?
( risos) Não. Nunca vi. Eu vejo é muitos filmes gay.

Verdade? O que é que te excita?

Excita-me dois corpos masculinos a contorcerem-se um no outro. Isso excita-me.

E dois corpos femininos?
Sim, também me entusiasma, mas não tanto.


Entusiasma-te até que ponto? Ao ponto de já teres experimentado?

Sim.

E qual é a diferença entre ires para a cama com um mulher ou com um homem?

O corpo feminino é demasiado macio.

Com um orgasmo, também é assim? É exactamente igual?

Não, de todo. São coisas e prazeres completamente diferentes.

Quando o orgasmo está próximo, costumas gritar “Ai, meu Deus” ou recorres a outra divindade, como, sei lá, São José?

Não, depende muito. Umas vezes grito, outras não. Mas nunca grito “ Ai meu Deus”. Sou agnóstica.



( continua na Maxmen. edição Agosto)

Tuesday, August 05, 2008

O senhor hoje bebeu Sumo de Alperce?



Tenho muita inveja das pessoas que conseguem sair à noite sem beber um copo e ainda assim conseguem divertir-se. Pois eu não. E lembro bem, que houve uma semana em que eu andava a comprimidos e o médico disse-me 'Ouça jovem, você durante o período em que estiver a tomar estes medicamentos nem pense em beber álcool, ouviu bem? – disse-me ele. E eu respondi: 'Ouvi sim, senhor doutor!'. E ele repetiu de novo: Jura por tudo o quanto é mais sagrado? Perguntou. E eu , já de dedos cruzados nos bolsos, lá fui dizendo: 'Mas é claro que sim, senhor doutor. Mas é claro que sim!'. E a verdade, é que não foi assim tão claro e que à custa da ingestão de medicamentos com jack daniels e duas pedrinhas de gelo se fizer a fineza, tive que andar uns bons 3 quilómetros a pé enquanto entoava clássicos da Amália, depois de ter saído da discoteca Industria num memorável 'It’s Amazing'

O problema da bebida, é o álcool. Não tenhamos dúvidas disto. E a sua maior virtude, também é o álcool. Isto é, ninguém bebe só porque tem sede. Pode acontecer – é certo – mas as pessoas bebem, sobretudo, para ficarem mais animadas. E isto não é de agora, porque já no tempo dos antigos egípcios se bebia bastante e acabava tudo com a Cleópatra às cambalhotas até com o próprio irmão. De resto, não sei bem explicar, mas é muito mais divertido ver uma mulher com os copos do que um homem. As mulheres não gostam muito de homens alcoolizados. Enquanto os homens, adoram ver uma mulher com os copos porque significa que à partida estará mais permeável a um possível avanço da nossa parte e acabar lá em casa a tomar o pequeno.

A este nível – no domínio da disponibilidade que alguém tem de se envolver com outra - apetece-me dizer que um homem sóbrio equivale a uma mulher com os copos. Isto é: Para um homem, não é preciso estarmos com os copos para estarmos mais do que receptivos para uma aventura no final da noite. Enquanto que para algumas mulheres, muitas das vezes, a coisa só lá vai com mais uma caipirinha ou safari com cola, que como se sabe, são bebidas tipicamente de miúdas. E reparem. Não é que elas não queiram ter este tipo de experiências – claro que querem – mas no entanto, as mulheres pensam mais, sou mais racionais, analisam pormenorizadamente cada detalhe e pensam muito se será certo aceitarem o convite, se não ficará mal ser logo na primeira noite, se não se irão arrepender depois. Daí que seja tão importante para nós que bebam, porque quanto mais o fizerem, menos perguntas as assaltarão e teremos a nossa vida mais facilitada.

Contudo, ninguém gosta de beber demais. Primeiro, porque se fica com um hálito que Deus me livre e depois porque há o dia seguinte. E o dia seguinte a uma bebedeira da grandes, faz-nos invariavelmente ter uma cabeça quase tão grande como a do 'Luisão' e prometer que não iremos beber mais a partir daí. De maneira nenhuma. Será impossível e seja com quem for, fazemos questão de revelar isto mesmo:' A partir de hoje, não bebo mais. Acabou-se.' E depois disto, é quase certo que poucas horas após esta delirante declaração, se ouve uma outra por parte do mesmo autor que anuncia: 'Dê-me por favor, um vodka maçã!'. E assim se perde toda a vergonha. E não devia.

De resto, houvesse um qualquer sumo natural – imagine-se sumo de alperce - que provocasse a desinibição e sociabilidade que nos dá o álcool e não tenhamos dúvidas que esse sumo seria um êxito. Chegávamos ao bar e dizíamos: Dê-me por favor uma caneca das grandes de sumo de alperce! E era ver-nos a seguir a dançar em cima das mesas. 'Dê-me por favor mais um copo de sumo de alperce! E lá íamos nós aos saltos para o meio da pista. E assim é que era bonito. E assim é que devia ser. E se assim fosse, quase que aposto que com o evoluir deste fenómeno não tardaria que a Brigada de Trânsito ao fazer-nos parar numa sempre animada operação stop, nos perguntaria desde logo: ' O senhor hoje bebeu sumo de Alperce?'

São José Correia na Maxmen. Edição Agosto

Vão rareando mulheres como a que segue. Entrevistar São José Correia revela-se um inquietante exercício porque não se sabe o que irá responder a seguir. É uma conversa onde se fala abertamente sobre sexo, como se já todos se tivessem ido deitar e tivéssemos ficado só nós na sala. Contudo, eu sei que estão todos acordados. E possivelmente, ficarão mais, depois de lerem o que aí vem a seguir.




As mulheres costumam dizer que o sentido do humor num homem é essencial. E posto isto, assim por alto, quantas vezes é que um homem tem que te fazer rir até ser merecedor de, digamos, participar no “milagre de São José”?

Eu acho que o milagre não acontece, exactamente, só pelo humor. O humor faz parte mas não é tudo. Também me rio muito. ( SJC ri-se)

Ris-te com quê?

Com gestos falhados ( risos) com trocas que não se encaixam , com.. não posso, não posso ! ( SJC grita para o gravador)acho piada quando as coisas correm mal.

Estás a falar das vezes em que o homem fica sem, como direi, sem tesão, é isso?

Não, às vezes há até tesão a mais. O que não há, é inteligência emocional suficiente para controlar isso. Entendes?

Acho que sim. É quando um homem é precoce mesmo quando toma a iniciativa. Contigo, ainda é assim?

Por acaso não. Sou eu que tomo normalmente a iniciativa o que pode não ser muito bom, por não aceitarem muito bem isto: ou porque não sabem como reagir ou porque existe ainda subsiste um preconceito. Somos todos ainda muito machistas. Tanto homens como mulheres.

Já levaste uma tampa?

Já levei várias e não gostei nada.( risos)

Já tiveste uma paixão platónica?
Sim, ainda hoje tenho. É uma coisa completamente impossível, é um outro universo e ele sabe que me sinto extremamente atraída por ele. Agora, gostar dele? Vamos cá ver, eu ainda nem sequer o toquei, nunca o beijei, nunca fiz amor com ele, portanto não sei se gosto dele. Acho que tenho é essa predisposição para...

E no entanto, podia fazer contigo o que quisesse?

Sim. Depois de fazer tudo o que eu quero. E a seguir, se eu ficar satisfeita, podemos fazer o que ele quer.

O que é que não toleras num homem?

Insegurança. Pouca força. Pouca Energia. E nada de pêlos rapados, poupem-me. Para isso, temos as mulheres.

Qual a coisa mais invulgar que te tenham escrito no vidro do carro embaciado?

A mim, nada. Até porque não tenho carro. Nem carta. Mas ando a tirar, pela quarta vez. E porquê? Porque não vou às aulas e depois perco as licenças.

Quer isso dizer que nunca usaste o teu carro para fins menos ortodoxos, se é que me faço entender?

Sim, eu percebi. Mas a esse nível, eu sempre preferi a rua. A rua durante muito tempo na adolescência era a minha casa ( risos). E foram várias casas, várias ruas, sobretudo junto ao rio Tejo, que na altura, vivendo eu em Almada, estava muito mais perto de mim do que agora.

E nunca foste apanhada?


Já. Por pessoas que iam a passar nas tais ruas.

E o que fazias?

Parava. Deixava que elas passassem e depois continuava. Que mais podia fazer? Mas isso são coisas da adolescência porque depois crescemos e esse glamour da natureza passa.

Com o “Glamour” da natureza, há alguma história que possas revelar?

Uma vez estava com o meu namorado da altura, dentro de uma carrinha, algures na outra margem. E de repente, no meio do caminho encontramos uma estrada de terra, daqueles sitios sem ninguém, sabes? E nós dissemos “ olha que bom, é mesmo aqui!”. Só que - ainda hoje estou para entender como foi possível - no meio de todo aquele entusiasmo, sem que contássemos começamos a ouvir uns barulhos. E quando demos por nós, estávamos rodeados por um rebanho de ovelhas ( risos) com o pastor ao lado, de olhar muito intrigado

Que pena não terem filmado. Nunca filmas nada disto? Nunca nenhum namorado te pediu para filmarem?

Não, eu é que já pedi para fotografar. Para filmarem não. A não ser que fosse eu, a não ser que a câmara estivesse comigo, a não ser que a cassete fosse minha. Talvez porque não confie a 100% em ninguém.

Gostas mais de erotismo ou pornografia?

Os dois. Aliás, ainda hoje eu não consigo distinguir erotismo de pornografia. Prefiro pensar que é perfeitamente possível misturá-los e não sei bem quando é que acaba e começa cada um deles. Quando tens só o erotismo apetece-me sempre mais um bocadinho. E ás vezes, quando tenho pornografia, apetece-me um bocadinho menos.

Achas que a pornografia vai longe de mais?


Acho que é mais uma questão de mau gosto. Convenhamos, que a pornografia não tem grande estética e é mais por isso. Não tem nada a ver com ir mais longe, nem por ser demasiado atrevido ou explicito, é que às vezes, é mesmo feio.

E tu vês?

Vejo.

E já te masturbaste a vê-los?

Sim, acho que é comum. E depois, não consigo ver mais ( risos). Uma vez fui ver um desses filmes com o meu namorado num daqueles cinemas perto da rua do Coliseu. E, mesmo percebendo que o filme era muito mau e nos rirmos muito, achamos por bem só sair no fim, para não intimidar os outros que estavam na sala. Conclusão: Quando as luzes acenderam, nós éramos os únicos no cinema. Porque – sabemos agora – ninguém vê estes filmes até ao final.

Mas isso depende dos filmes que vês. Já viste, por exemplo, a super-porca?
( risos) Não. Nunca vi. Eu vejo é muitos filmes gay.

Verdade? O que é que te excita?

Excita-me dois corpos masculinos a contorcerem-se um no outro. Isso excita-me.

E dois corpos femininos?

Sim, também me entusiasma, mas não tanto.


Entusiasma-te até que ponto? Ao ponto de já teres experimentado?

Sim.

E qual é a diferença entre ires para a cama com um mulher ou com um homem?

O corpo feminino é demasiado macio.

Com um orgasmo, também é assim? É exactamente igual?

Não, de todo. São coisas e prazeres completamente diferentes.

Quando o orgasmo está próximo, costumas gritar “Ai, meu Deus” ou recorres a outra divindade, como, sei lá, São José?

Não, depende muito. Umas vezes grito, outras não. Mas nunca grito “ Ai meu Deus”. Sou agnóstica.

Porque raio, os implantes mamários são mais falados do que os implantes dentários, por exemplo?

Não sei.

Tu que já fizeste um, que diferenças sentiste?

Primeiro, perdi o equilíbrio. Mas agora, sinto-me bem. Para além de uma série de experiências que ainda não tinha tido e que agora tenho (risos).


Já agora, és daquelas pessoas que pode estar sem sexo indeterminadamente ou a partir de determinada altura começas a ficar inquieta?

Não, a partir dos 3 meses, é de loucos. E já me aconteceu.


Foi aí que foste para a cama logo no próprio dia em que conheceste alguém?

Não, isso não. Embora não ponha de parte a possibilidade de o fazer. Acho que tudo depende de como as coisas fluírem.

Nunca te aconteceu seres entrevistada por alguém de uma revista e, no final da entrevista, fazeres sexo saboroso com essa pessoa?

( risos) Não, nunca me aconteceu.

Eras capaz de dormir com um vilão só para salvar uma cidade inteira de um vírus radioactivo?

Depende de vilão. Se o vilão valesse a pena porque não? Era muito feio?

Não, era muito mau. E se fosse feio?


Sabes que os homens da minha vida não eram muito bonitos. Nunca me apaixonei por um homem bonito. Porque não me inspiram, porque gosto de defeitos, porque gosto de pessoas que me pareçam pessoas. Gosto muito mais da cabeça do que do corpo de alguém. E as pessoas que foram importantes na minha vida eram exactamente assim.

E milagres. Já te aconteceu alguma coisa que tenhas considerado um milagre?

Foda-se, não. Nenhum milagre. ( risos).

És daquelas mulheres que fica chateada quando o homem adormece depois do acto?

Desculpa? Eu própria adormeço. Isso é uma coisa que eu sempre ouvi as mulheres falarem e nunca entendi. Não compreendo como é que alguém que depois de fazer amor durante uma ou duas horas, não quer dormir depois. É que - como se sabe - há um relaxamento dos músculos depois de um grande exercício físico, há um bem estar, há um conforto, logo sono, logo dormir. Não percebo qual é a dificuldade em aceitar isto.

Da mesma forma que existe o beijo técnico, existe também o apalpão técnico?


(risos) isso é um mito. Não há nenhum beijo técnico nem nenhum apalpão técnico. Eu beijo como beijo sempre. A diferença está naquilo que vai na tua cabeça. Eu beijo mesmo. Eu apalpo mesmo.O que vai na minha cabeça é que é diferente.

E quando são cenas de sexo?

É mais difícil para mim. Em “Equador” faço de prostituta e não raras vezes apeteceu-me chorar.

Tens muitos homens atrás de ti?

Tenho como todas as outras mulheres têm. Acho que nem é demais nem de menos. Acho que é igual.

Qual é a primeira coisa que fazes quando chegas a casa?

É descalçar-me, sempre. Adoro. Aliás, eu ando sempre descalça e só não ando na rua porque é perigoso.

Quando se pergunta a uma mulher conhecida , qual o motivo que a levaria a despir-se, há um hábito muito frequente de se responder: por uma boa causa. Ora sendo assim, pergunto-te: Qual a causa pela qual te despirias?

Por uma boa queca.

Achas possível que fazer sexo seja melhor do que fazer amor?

Eu nem sei bem se percebo sequer essa pergunta. Eu às vezes nem consigo distinguir o que é fazer sexo e fazer amor. Mas acho que o sexo existe sem amor.

Lembraste da primeira vez que não foste dormir a casa e mentiste aos teus pais, dizendo-lhes que foste dormir a casa de uma amiga?

Dessa situação não me lembro porque eu não tinha amigas a esse ponto. Ao ponto de poder dizer que ia dormir a casa delas. Agora, lembro-me bem do que fiz durante muito tempo na adolescência quando tinha que chegar às 11 da noite em ponto a minha casa. Primeiro esperava que todos se deitassem. E depois, saía pela porta detrás e passava a noite toda fora.

E nunca foste apanhada?

Fui. E levei uma grande sova.

E gostas que te batam?
Não.

E gostas de bater?
Sim

Mas isso parece-me muito pouco democrático, não achas?
Mas eu não te disse que era democrática ( risos)

E falar durante o acto?

Gosto. Eu sou pela palavra, pelo texto. É defeito de profissão. E quando o texto é bom e no tom certo, sabe sempre bem.

Que tipo de linguagem, algo romântico ou algo mais duro?
Prefiro uma linguagem dura. De intensidade.

E em casa, gostas de ir para cama ou é o último lugar em que pensas?

A cama, sabes, é um dilema. Porque tem um conforto como nenhum outro, mas que se esgota primeiro.

Queixas de vizinhos, já tiveste?

Sim, a dizer que “ Era uma vergonha! Que isto e aquilo”

Quando dizes que não a um homem, já aconteceu esta resposta se transformar num sim?

Sim, já aconteceu. Aliás eu gosto muito desses “nãos” que se transformam em “sims” e depois voltam a “nãos”.

Quando eras miúda, brincavas mais com os meninos ou com as meninas?

Meninos. Sempre brinquei mais com meninos. E agora continuo a preferir brincar com meninos.

E de vez em quando umas meninas?

De vez em quando.

O que é que faz com que estejas tão atraída por mim e pelo meu corpo? ( risos)

É o calor Alvim. É o calor Alvim.

Meu querido mês de Agosto

Sei muito bem quando chegou o mês de Agosto. É no preciso dia em que consigo estacionar na minha rua.




Este anúncio já tem alguns anos, mas continua a ser o melhor que alguma vez foi feito neste domínio. É daquelas ideias que gostava de ter sido eu a ter, daqueles textos que quando lemos apetece dizer que era nosso, que mesmo não sendo nosso, apetece revelar e mostrar a todos, como se fosse. Mas não é. olhem para isto.