
Há duas críticas comuns que são faladas por quem sai à noite. A primeira e mais usual é referente ao facto de nos parecerem sempre as mesmas pessoas. A segunda - e isto para uma certa geração à qual eu pertenço - de que existe um excesso de miúdos a frequentá-la. Vamos por partes:
Em relação à primeira, a verdade é que são sempre as mesmas pessoas, porque eu já inclusivamente mudei de cidade, do Porto para Lisboa, e vos garanto que são as mesmas. Ainda outro dia por exemplo, estava no Bairro Alto e vi um amigo meu de longa data com a ex-mulher de um futebolista qualquer. Movido por uma inquietante curiosidade liguei-lhe para casa dele precisamente a informar a mulher disto mesmo e sabem o que esta me disse? Disse-me ela que não, que não podia ser, que ainda há 5 minutos atrás ele lhe tinha ligado de uma esplanada em Matosinhos a dizer que aquilo estava animado e que se calhar não ia dormir a casa. E através disto, percebendo eu que era mesmo o meu amigo que ali estava, à minha frente, no Bairro Alto, pode-se por aqui comprovar que um ser humano pode estar em duas cidades como Lisboa e no Porto, à mesmíssima hora.
E mais. Há medida que a noite avança é cada vez mais frequente que as pessoas desabafem a dada altura que tudo lhes parece igual e que lhes apetecia uma garrafa de água das pedras que não se estão a sentir muito bem. É sobretudo na noite que os homens e as mulheres são mais iguais, como se tivessem com uma daquelas batas aos quadradinhos que davam nos colégios dos meninos ricos, de forma a que, precisamente, se pudessem corrigir as desigualdades sociais que muitas das vezes se verificavam na roupa que usavam. À noite, ricos e pobres têm sempre dinheiro para beber uma cerveja e só se percebe a tal diferença social quando um deles pede um whisky velho e o outro começa a dizer que se esqueceu do dinheiro em casa mas que para a semana paga.
Em relação à primeira, a verdade é que são sempre as mesmas pessoas, porque eu já inclusivamente mudei de cidade, do Porto para Lisboa, e vos garanto que são as mesmas. Ainda outro dia por exemplo, estava no Bairro Alto e vi um amigo meu de longa data com a ex-mulher de um futebolista qualquer. Movido por uma inquietante curiosidade liguei-lhe para casa dele precisamente a informar a mulher disto mesmo e sabem o que esta me disse? Disse-me ela que não, que não podia ser, que ainda há 5 minutos atrás ele lhe tinha ligado de uma esplanada em Matosinhos a dizer que aquilo estava animado e que se calhar não ia dormir a casa. E através disto, percebendo eu que era mesmo o meu amigo que ali estava, à minha frente, no Bairro Alto, pode-se por aqui comprovar que um ser humano pode estar em duas cidades como Lisboa e no Porto, à mesmíssima hora.
E mais. Há medida que a noite avança é cada vez mais frequente que as pessoas desabafem a dada altura que tudo lhes parece igual e que lhes apetecia uma garrafa de água das pedras que não se estão a sentir muito bem. É sobretudo na noite que os homens e as mulheres são mais iguais, como se tivessem com uma daquelas batas aos quadradinhos que davam nos colégios dos meninos ricos, de forma a que, precisamente, se pudessem corrigir as desigualdades sociais que muitas das vezes se verificavam na roupa que usavam. À noite, ricos e pobres têm sempre dinheiro para beber uma cerveja e só se percebe a tal diferença social quando um deles pede um whisky velho e o outro começa a dizer que se esqueceu do dinheiro em casa mas que para a semana paga.
Quanto aos miúdos, nada a fazer. A noite será sempre dominada por eles no geral e por elas, em particular. O problema da noite com os miúdos é só um: Não têm dinheiro. E o problema dos adultos com os miúdos é terem dinheiro mas não serem já miúdos. Para um miúdo é muito raro sair à noite e não se divertir muito com poucas cervejas, mas para um adulto, são poucos os sítios onde se divertem e muitos os whiskies necessários para o conseguirem. Daí que os adultos falem tanto dos miúdos como se nunca tivessem saído à noite com a idade deles, do mesmo modo, que às vezes parece que os nossos pais nunca foram filhos, pois caso contrário, ao saber o que é estar deste lado, perceberiam que é mais o que natural não ir dormir a casa sem avisar ou chegar a casa com uma honrosa embriaguez.
Daí que seja verdade que à noite são sempre as mesmas pessoas (não esqueçam o caso do meu amigo de longa data) mas totalmente falso que exista um excesso de miúdos a frequentá-la. Os miúdos são sempre em igual número e vão-se revezando. Nós é que crescemos, deixando de ser miúdos para agora os ter, não na noite, mas se tudo correr como o previsto, na cama do hospital.


