Monday, June 30, 2008

Monstros do Ano. 1ª Edição. 11 de Dezembro.Lisboa.







Eis chegada a altura de vos apresentar a minha ideia mais arrojada deste ano e aquela que seguramente mais páginas irá dar à imprensa depois de saberem quais foram as categorias, os nomeados e os vencedores de cada uma delas na primeira edição dos Monstros do Ano.

Não mais que uma cerimonia em tudo igual aos Óscares de Hollywood mas com algumas diferenças que com verdade nos beneficiam:

Em vez de ser realizado no Kodak Theatre de Hollywood, será realizado no em Lisboa, em local ainda a designar, no dia 11 de Dezembro a partir das 22 horas.



Em ambos haverá tapetes vermelhos mas o nosso, o nosso tapete, será o mais aveludado.



Os nossos convidados serão mais bonitos, as mulheres mais encantadoras, os perfumes mais frutuosos.





A cerimónia será mais cedo e neste os comentadores não falarão por cima dos apresentadores. Não teremos o Billy Crystal mas eles também não. Teremos mais nomes porque seremos muitos e na entrega dos prémios os nossos discursos serão mais oportunos, as palavras mais certeiras, os momentos de humor mais inteligentes, as votações mais céleres, os resultados mais justos e as bebidas mais baratas.





Não seremos igual a Hollywood – claro que não – mas as televisões que importam estarão lá, as rádios que se fazem ouvir marcarão presença, a imprensa que se quer respeitada estará de caneta em punho, e todos ali, sentados à mesa ou encostados a um canto – que bela miúda que ali está! – iremos perceber quem são os vencedores deste ano.

Eis algumas das categorias que poderemos já adiantar:

Melhor tema nacional/ internacional do ano
Melhor filme nacional/ internacional do ano
Melhor actor do ano/ Melhor actriz do ano
Melhor site nacional/ melhor blog nacional
Melhor citação do ano
Melhor lata de atum do ano
Prémio “ Mais valia não ter acontecido”
Prémio cidadão Anónimo do Ano
Melhor cortador de relva do ano
Melhor livro do ano
Bonzão do ano
Boazinha do ano
O e-mail do ano
Melhor cena do Ano
A frase de Engate do Ano
Melhor Bandido do Ano

Enfim, os Monstros do Ano, será uma cerimónia que juntará categorias habituais e outras que lhe darão um ar mais bizarro e pouco convencional mas mantendo sempre a elevação que nos caracteriza. Se é certo que incluirá coisas como: O tema nacional do ano, o filme do ano, o melhor livro do ano, também é verdade que irá eleger a frase de engate do ano, a personagem do ano, o vídeo do ano, o cromo do ano ou o cidadão anónimo do ano.



Ainda não decidimos ao certo quantas categorias existirão mas calculamos que iremos fixar a coisa nas 25/30 categorias: ( melhor série do ano, revelação do ano, melhor momento de humor do ano, sabonete do ano, melhor site, melhor blog do ano, melhor artigo do ano, etc e tal), tudo numa lógica de não lógica e assim por diante. Recorde-se que o objectivo principal,é premiar coisas que habitualmente ninguém se lembra de premiar. Até hoje. Até chegarem os Monstros.


Ora, como acredito que nesta altura já perceberam a intenção, saibam que a presente missiva serve para vos convidar a estarem presentes e juntarem-se à maior festa que alguma vez o mundo viu desde a que se seguiu à tomada da Bastilha! É dia 11 de Dezembro. 22 horas. Em Lisboa.

Friday, June 27, 2008

Finalmente a Maxmen!














Era um objectivo que há muito perseguia e que finalmente se concretizou. A partir deste mês, sou o novo colaborador da revista Maxmen que me fez uma daquelas propostas a que manifestamente é impossivel dizer que não. A proposta foi exactamente esta: Fazer uma entrevista mensal a raparigas giras que quisessem falar abertamente sobre sexo, amor, os homens que fazem ou já fizeram parte da sua vida e que basicamente, nos pudessem responder a algumas perguntas a que, nós homens, procuramos resposta.






A esta proposta, juntei uma outra: E que tal se fizessemos exactamente isso mas lhe juntassemos um fotógrafo que é adorado por elas ( Carlos Ramos é o fotógrafo que todas as mulheres gostam) e lhes dessemos a possibilidade de estas escolherem uma roupa diferente na Maria Gonzaga ( Maria Gonzaga é a pessoa que em Portugal tem o maior número de roupa para figuração)? A proposta foi aceite e, chegados a acordo, a primeira entrevista foi com Leonor Seixas, que não pestanejou ao aceitar o convite e mostrou que não está com grandes modas para dizer o que pensa.






É uma parte dessa entrevista que aqui deixo. Se quiserem saber mais, podem e devem comprar este número para saberem como está vestida Leonor Seixas e para, já agora, perceberem como se comporta Orsi Fehér em Óbidos.






Aceito sugestões para próximas convidadas, de preferência, que sejam giras e com dois dedos de testa. Eis metade da entrevista com Leonor Seixas. Maxmen. Edição de Julho:
Leonor Seixas






Sabe tocar piano e falar francês. Não bebe, não fuma e o único vício que diz ter, é o uso do baton do cieiro que usa em permanência. Gosta muito dos homens mas confessa que não tem portas fechadas para nada. Já viveu em Paris, no Rio, em Nova Iorque e ultimamente vive nesta página. Eis Leonor Seixas, uma mulher que revela não se importar de tratar das lides domésticas desde que a façamos feliz. É por existirem mulheres assim que temos esperança nos avanços da Clonagem.


No filme Pedro e Inês foste Dona Constança. Não achas que aqueles vestidinhos eram pouco práticos para fugir da janela?

Acho que a época em si era muito mais atrevida e quando tu queres alguma coisa não é um vestidinho comprido nem apertado que te impede de fazer o que queres.

E quando usas uma saia curta sentes-te observada pelos homens ?

Não sei se é uma saia curta ou um decote que faz com que as pessoas olhem para ti, às vezes é o teu estado de espírito, a forma como pareces bem aos olhos dos outros. Pode-te parecer filosófico mas é a verdade. E além disso seria redutor pensar que os homens só ligariam a isso.

O que gostam as mulheres nos homens?

Não posso falar por todas nem quero. Em termos gerais, é o conjunto, eu acho que é muito importante quando o homem é proporcional, quando as coisas se conjugam bem num todo. Eu adoro o corpo masculino.

Curioso, normalmente as mulheres costumam dizer que gostam muito das mãos e coisas assim. Não tens nenhum fetiche a este nível? Por exemplo, não gostas de morder pés?

Não, eu gosto de ter outras coisas na boca ( risos)

Desculpa?

Outras coisas quero eu dizer, cabides, canetas, era isto que eu queria dizer( risos). Falando nisso especificamente, eu acho que num relacionamento é importante tu gostares de ter tudo na boca, não é só uma coisa. Depende sempre muito, varia muito, de homem para homem.

Já realizaste algum fetiche a um homem porque este te pediu?

Sim, mas não te vou dizer qual. Uns foram mais básicos do que outros, mas não digo. E nós mulheres também temos. Mas são diferentes . Muitas vezes, passam pela forma como nos vestimos, desde o cliché da secretária ao da professora que quer dar uma lição ao menino. Mas isto depende muito de cada mulher. O que é interessante é as pessoas serem surpreendidas por fantasias ou não. Lugares proibidos. Coisas proibidas.

Espera lá, já te sentiste atraída por uma mulher?

Acho que não. Já fiquei fascinada por algumas, se calhar um bocadinho demais, mas eu sou demasiado apaixonada pelo sexo masculino, acho-o demasiado fascinante, maravilhoso, de tal forma, que sinto que os homens arrasam com o meu mundo. Mas sim, acho que há mulheres lindíssimas, muito interessantes e porque não fazer qualquer coisa com certas mulheres. Não tenho portas fechadas para nada na minha vida.( risos)

Ias para a cama com a Angelina Jolie?

Não. Ia com a Sharon Stone. Acho a Angelina linda de morrer, quase perfeita, mas é magra demais para o meu gosto e não é sexualmente uma mulher que me fascine.
(Continua na Maxmen de Julho)

Thursday, June 26, 2008

Eu quero mudar o mundo!




Hoje, depois de acordar e lavar a cara dei por mim com uma visceral vontade de mudar o mundo. Olhei para o espelho e de olhos arrebitados disse "Vou mudar o mundo" e dito isto comecei a correr por toda a casa, como se em cada compartimento alguém me esperasse para ouvir esta mensagem. No meu quarto disse "vou mudar o mundo!", na cozinha o mesmo, no corredor não sei porquê mas não quis, mas chegado às escadas de acesso ao exterior ganhei um novo fôlego e já na rua fui comunicando esta minha vontade a toda a gente. "Vou mudar o mundo!" disse. E todos a quem eu dizia isto, apontavam a mim um dos seus braços e riam-se como se eu tivesse acabado de contar uma piada das boas.As pessoas não acreditam em alguém que quer mudar o mundo e se revelarem esta intenção, mais depressa serão confundidas com um qualquer louco de que com alguém que está em posse de todas as suas faculdades mentais e determinado a fazê-lo: A mudar o mundo. E eu estou, desde esta manhã, após ter lavado a cara.


Contudo, há tanto a fazer que nem sei por onde começar, como naqueles dias em que é tal a quantidade de tarefas que temos delineadas que optamos, por não fazer nenhuma. Não que não o queiramos – queremos pois – o que não sabemos é por onde começar. E é este o problema. Como se o mundo fosse um objecto muito grande de difícil transporte, sem lugar para para por as mãos. Diz-se "Rapaziada, venham aqui ajudar-me a carregar o mundo que eu não consigo! E é certinho que alguém diga "Chefe, eu até ajudava, mas isto não tem sítio por onde se lhe pegue! olhe para isto, não tem sítio para por as mãos, como quer que eu faça?. E de facto, muitas das vezes nada há a fazer porque o mundo não se deixa agarrar, por não ter sítio onde por as mãos, por não ter, assumidamente, ponta por onde se lhe pegue.



Agora, uma pergunta: Existe uma idade para mudar o mundo? Querem saber a resposta? Pois aqui vai: Existe, sim senhor. É precisamente a idade em que as pessoas usam repetidamente a expressão "Eu não tenho idade para isso!". "Oh tia, podíamos ali construir uma casa!" e já ela nos vai dizendo pondo as mãos à cabeça "Eu? Eu não tenho idade para isso" "Pai, porque não vamos dar uma volta ao mundo para lhe tirar as medidas? E este nos responde "Eu não tenho idade para isso filho e mesmo com as medidas do mundo, ninguém será capaz de lhe fazer um fatinho novo" e ainda assim, não desistindo, perguntamos "Avô, já viste aquela loira que ali vai, aquilo é que é bom para ti, olha para aquelas pernas!" ao que ele nos diz com indisfarçável desencanto "Eu não tenho idade para isso rapaz! Mas chega-me aí os óculos! "E assim, por saber que é para a minha, para a minha idade, eu vou atrás do mundo como se fosse atrás daquelas pernas altas, daquela saia justa, daquele corpo. Sabendo que é para a minha idade, eu vou atrás do mundo por saber bem por onde começar, por onde o agarrar, na certeza de que irei ter tempo para fazer tudo o que havia planeado. Na certeza de que o poderei mudar.

Friday, June 20, 2008

São João no Porto. Dj's Alvim e Nuno Markl ao vivo na Alfandega. Entrada Livre.



É a primeira vez que passamos música em conjunto e logo numa noite de São João. Nuno Markl e aqui este jovem que vos escreve, serão os dj's da noite da Alfandega do Porto, que será ao ar livre, no parque de estacionamento da Alfandega.


Era extraordinário que aparecessem e nos fossem lá abraçar com uma força capaz de nos partir uma ou duas vértebras.


No espaço, saibam que podem ir jantar ( há sardinhas e imperiais fresquissimas) e a entrada é livre. Estamos a contar com todos os habitantes do Porto com excepção de um ou outro que eventualmente não poderá vir. Venham daí!

Thursday, June 19, 2008

Olha a Moina!




Existe uma relação de desconfiança entre a polícia e a população e pior ainda, entre nós e a polícia. Eu desconfio sempre de pessoas que usam um cacete na cintura e me mandam parar para que eu mostre os documentos. E a polícia, parte do principio que a "presunção de inocência" foi coisa inventada por intelectuais de esquerda.
A polícia goza na sociedade civil do mesmo estatuto que os professores de Matemática usufruem na escola e embora possam não ter culpa disso, a verdade, é que a má fama os persegue. Vê-se uma operação Stop e lá vamos dizendo "Querem ver a minha vida!", ao longe o professora de Matemática e desabafamos "Lá vem a raiz quadrada!" e andamos nisto, até nos mandarem parar e "Boa tarde, os seus documentos, por favor!". E nós, não havendo alternativa mostramos, como se tivéssemos a tirar a roupa para um exame de rotina. E é assim que me sinto, nu, em frente à polícia. "A carta, se não se importa!" – tiro a camisa, "o seguro, se faz o favor!" – agora as calças, "O comprovativo da inspecção!" – aí vão os sapatos", "O selo do carro, está actualizado?" – lá foram os boxers e de repente quando me dizem "pode seguir!" eu ouço sempre "pode-se vestir!". E eu visto e fumo um cigarro enquanto aperto o cinto.


Eu sei que é para o nosso bem mas também já me diziam isto quando me obrigavam a consumir uma colher diária de óleo de fígado de bacalhau. Eu sei que amanhã tenho que me levantar cedo, mas está a dar o programa que eu gosto, bolas. E tudo isto, tem um sabor amargo. E em tudo isto, há um tom resignado na nossa voz, um encolher de ombros, um bufar furioso entre os dentes, como deixássemos escapar "Só me faltava esta!". De cada vez que vejo a polícia, apetece-me dizer o mesmo que digo aos vendedores da paz que me tocam à porta: "olhe, peço desculpa, mas não tenho tempo! Adeus e Bom dia!" e assim era: "Os seus documentos por favor!" e eu diria "olhe senhor guarda, eu não acredito em nada disso e agora não tenho tempo. Com a sua licença, vou andando!" e o senhor guarda, aceitando isto, seguia caminho. Mas não. A polícia faz questão de espalhar a palavra do senhor e também ouvir a nossa, muitas das vezes, já em tribunal.

Eu ainda do sou do tempo, em que um dos slogans para a policia era precisamente: "Em cada esquina, um amigo!", mas agora, se forem lá ver, nas mesmas esquinas onde proliferavam pessoas com um cacete na cintura, estão mulheres com saias curtinhas e formação dentária tradicionalmente desalinhada. E onde estão todos? Que é feito do policia amigo que nos safava das multas e bebia connosco uma imperial? Que é feito das amnistias do Papa que nos abençoava no Natal ou quando ia a Fátima? Que é feito dos radares de coração mole?