É muito bonito o 10 de junho mas aconteceu de novo. Mais um 10 de Junho e ainda não foi desta que recebi a minha ordem de mérito.
Tuesday, June 10, 2008
Friday, June 06, 2008
O primeiro passo

Existe uma dificuldade em dar o primeiro passo que não vem de agora e nem é só daqui. Em tudo o mundo, custa muito dar o primeiro passo mas em Portugal custa mais. Os portugueses gostam que sejam primeiro os outros a darem o primeiro passo – e depois se correr bem e ninguém se tiver magoado – aí sim, damos o nosso. E isto é um problema. Porque mesmo que demos o nosso passo logo a seguir aos outros, estamos sempre um passo atrás, o que fica muito bonito no tango mas não dá jeitinho nenhum para o país. Portugal precisa não de um, mas de dois passos em frente, para no mínimo agarrar a camisola dos outros países.
Portugal não dá o primeiro passo porque tem medo do escuro e habituou-se a adormecer com a luz da televisão. Habituou-se a estar sentado no sofá, sem vontadinha de se levantar que está muito frio lá fora e nem pensar em sair daqui que ando a seguir esta série. E este Portugal que ficou na terrinha e não quis evoluir habituou-se a ver nos outros o exemplo a seguir, quando poderia ser ele o exemplo. Porque é mais fácil, porque custa menos, porque assim não erramos, porque custa muito arriscar. Portugal parece o estudante que nunca tem muita certeza do que diz ou escreve esteja certo, pelo que em pleno exame, prefere copiar a resposta do colega do lado do que acreditar na sua. E está mal. Portugal poderia ser o aluno mais inteligente da turma, o mais brilhante actor das festas de Natal e, em vez disso, remete-se à última fila, à luz de presença, à plateia anónima. Portugal insiste em ser um mero espectador que vai aplaudindo quando lhe pedem, quando poderia muito bem ser aplaudido de pé e apanhar as flores que lhe eram lançadas.
E assim, Portugal deveria dar o primeiro passo e não estar à espera que ninguém o dê por ele, porque ninguém o fará. Portugal deveria dar sempre o primeiro passo, abrir a pista, sair daqui, custe o que custar, não importando que estejam todos a ver – melhor ainda – não fazendo caso do que os outros dizem porque isso de nada importa. O que importamos ou exportamos, somos nós. Portugal tem que dar o primeiro passo porque pode errar mas também acertar e ir na frente e vencer, com a mesma convicção que um ciclista descola do pelotão na certeza de que poderá, no mínimo, ganhar o prémio da montanha. Portugal pode ser esse ciclista – ali vai ele - que olha para trás bastas vezes mas que pedala freneticamente, que sente que todos o aplaudem à sua passagem – aqui está ele - e lhe atiram água para que se refresque, que gritam o seu nome e lhe dão um empurrãozinho sem ninguém ver. Portugal pode ser esse que aí vem, deixando todos os outros para trás, cortando a meta, de peito feito e mãos erguidas.
Agenda para o fim-de-semana: Hoje, sexta-feira, apresento as Escolíadas no Casino da Figueira da Foz. Sábado, não percam emissão de Nuno&Nando na Antena 3, com São José Lapa, a sua filha, Inês Lapa, João Cabral, todos da peça " O Tio João" no Espaço das Aguncheiras, nos fins de semana de julho. Também Mónica Sintra que fala sobre anorexia, bulimia e revela que mora sozinha. E finalmente, o arcebispo de cantuária que fala sobre o livro " As receitas do Arcebispo". E tudo isto se ouve, este sábado entre as 11 e as 13. Finalmente, este Domingo estreia a campanha da TMN onde eu sou uma das figuras juntamente com Joana Cruz. O Boa Noite Alvim entretanto está de férias e ainda não há uma data oficial para o regresso. E pronto, não digo mais nada.
Sunday, June 01, 2008
A frase do dia

Já esta manhã, uma amiga minha referindo-se a um suposto homem que a inquieta, tem esta estupenda afirmação:
Ele é tão querido, que me tira a tusa.
Isto dá que pensar, não dá?
P.S - Hoje, Domingo, dia 1 de Junho, dia mundial da criançada, não percam o último episódio da 3ª série do Boa Noite Alvim. Os convidados são o actor José Pedro Gomes que admite que se enfurece com o chico espertismo e Lena D'água que explica como suportou a ida do seu irmão Rui Águas para o Porto. É às 23 horas na Sic Radical.
O melhor do mundo não são as crianças. É o Cristiano Ronaldo.

Dizem-me que o melhor do mundo são as crianças e eu sinceramente não acho nada. Há coisas melhores no mundo, como por exemplo, esparguete à bolonhesa, as cataratas do niagara e queijo flamengo e para além disso, o melhor do mundo é, como toda a gente sabe, o Cristiano Ronaldo, que não é propriamente uma criança.
As mulheres tendencialmente dizem gostar muito de crianças e chamam a si uma maior afinidade que advêm – dizem – do facto de terem 9 meses de avanço em relação aos homens. E depois, passam uma vida inteira a dizerem em tom depreciativo que os homens se portam como verdadeiras crianças. Esperem lá: Não são justamente as mulheres que dizem gostar tanto delas? Que lhes desculpam tudo e mais alguma coisa? Que afirmam de forma peremptória, que estas são a melhor coisa do mundo? Ora, sendo assim, porque raio é que, quando nós os homens as imitamos somos tão criticados? Ser criança não é tão bom? Então porque nos censuram em vez de nos fazerem nestum com mel?
Eu não gostava nada de ser criança e via o mundo dos adultos como um objectivo a atingir o mais rapidamente possível, na esperança de ainda ir a tempo de jogar na bolsa e comprar acções da EDP. O pior que me podiam fazer enquanto criança, era terem conversas ao meu lado, falando sobre mim e convencidos de que eu não percebia patavina do que diziam. Lembro-me bem da minha mãe dizer a uma tia minha “ Este meu filho nasceu muito tortito, não seria melhor doá-lo à ciência para fazerem experiências” ao que a minha tia respondeu “ Não faça isso. É muito melhor vendê-lo” o que felizmente, num caso ou noutro, nunca viria a verificar-se, pois em nenhuma das formas me aceitaram.
Gostei de ser criança, foi muito bom, roubei maçãs, beijos e vasos das varandas, mas não voltaria a ser criança nem que me pagassem um jantar no gambrinus. Esperam lá, no Gambrinus se calhar até pensaria duas vezes, mas de outro modo não voltaria coisíssima nenhuma porque é muito chato comer sopa de espinafres só porque dá força, peixinho que tem muito ferro, creme de cenoura que faz muito bem aos olhos, laranja que tem vitamina c,usar sempre o chapéu – normalmente uns amarelos de uma conhecida marca de tintas – porque podemos apanhar uma insolação, deitarmo-nos depois da previsão meteorológica para o dia seguinte, não leias no carro que podes ter uma deslocação da retina, não ponhas a cabeça de fora do vidro e o pior de tudo, cortarem-nos o filme na melhor parte só porque, e passo a citar: Estes filmes não são para tua idade. E depois disto, é perfeitamente natural que exista um dia mundial da criança. Eu estou incondicionalmente do lado delas.
Viva o Capitão Moura!
Neste momento, é para mim o melhor programa de humor da televisão portuguesa e de que cada vez que o vejo, percebo que sou incapaz de mudar de canal enquanto não passar a ficha técnica. Álvaro Costa e Hernâni Gonçalves são os apresentadores da Liga dos Últimos, o programa que é emitido na RTP e que esta semana me apresentou o Capitão Moura, figura emblemática do programa (o Professor Bitaites já lhe deu um presunto) e que agora tem um hino, cantado desta estupenda forma pelas Vozes da Rádio. Se um dia eu tivesse um hino para mim, gostava que fosse desta forma. Este, é do Capitão Moura e estive todo o fim de semana a cantá-lo, com pose militar. Viva o Capitão Moura!
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