Monday, August 27, 2007





De cada vez que sai um número da revista 365 fico vaidoso e apetece-me ir para a rua vendê-la de porta em porta ou então divulgá-la como se de uma religião nova se tratasse. Colocava um fatinho, gravata com nó bem feito e lá ia eu, ding dong : “ Quem é?” – Eu peço desculpa estar a incomodar mas era apenas e só para lhe dizer que saiu o novo número da revista 365 que é esta beleza, olhe para isto! É ou não?”



A verdade é que não faço isto – infelizmente - mas não minto quando aqui vos revelo que sou eu, que em Lisboa por exemplo vou fazer a distribuição da mesma nos locais do costume: Na Ler devagar, na Assírio&Alvim, ao armazém da fnac que agora mudou-se para Alverca e também noutros sítios de outros cidades onde invariavelmente apareço de capacete na mão e revistas. Para além desta distribuição que se refere aos locais de venda, existe a outra distribuição que consiste em fazer chegar a revista às agências de publicidade e também a algumas marcas importantes. Nestes casos, quando num só edifício existem 6 ou 7 marcas que nos interessam, eu gosto de ir lá pessoalmente deixá-las e não raras vezes entregá-las em mão. É importante tentar falar com o maior número de directores de marketing e convencê-los de que deveriam apostar já no próximo número que, já que falamos disso, irá sair em Setembro. O mais curioso, é que nestes edifícios sempre que me é dado um cartão para entrar e ir ter com alguém, esse mesmo cartão diz invariavelmente a mesma coisa: “ Estafeta”. E assim quando me perguntam o que faço eu nesta publicação, eu com incontido orgulho respondo que sou director e também estafeta – e dos bons, porque nunca me esqueço de trazer o papel que dou à entrada assinado pela pessoa que visitei.



Mas agora o que interessa é que está cá fora um novo número da revista 365 que é o 25, um número bem redondo – não é à tua que a ele estão associadas as bodas de prata – e que tem na capa uma bela foto da Ângela Berlinde e textos de, e aqui vai disto: António Gregório, augusto justo, Daryl furr, Délio Nunes, Pedro Santo,Pedro Tenreiro, Eduardo Brito e uma refrescante entrevista com Juan Santos y El Combo Eléctrico.



Custa 2 Euros, está desde esta semana à venda e sabem que mais, deveriam comprá-la e depois disso, se gostarem dela – e é claro que vão gostar – divulgá-la junto das pessoas que vos pareçam com o espírito necessário para ser apreciador de uma revista deste género. De histórias, de contos, de crónicas, de literatura.



É o número 25 e para mim, como sempre acho, é a melhor edição de todas. Se não acreditam, visitem lá o site: www.revista365.com

Wednesday, June 27, 2007

O plano da fuga enfim revelado




E pronto, cabe-me a mim a honra e o incontido orgulho de comunicar a um país (gosto de pensar que Portugal inteiro está a ler-me neste instante) que na próxima Sexta-feira, dia 29 de Junho, eu, Fernando Alvim, cidadão 102 44 230 segundo o arquivo nacional de Lisboa, irei fazer uma festa como há muito não havia memória.

É Sexta-feira – já o havia dito – mas convém não chegar muito tarde porque a ordem de fecho é às 04.00 e convém não abusar. Na festa sim, podem e devem, abusem do espaço, do ambiente manifestamente disco sound – contem com uma aparição especial de uma banda de covers dos lendários e casposos ABBA, de fruta (pessoal do apito dourado, isto é mesmo fruta!), de Jameson (isto é mesmo Jameson), de animação (mesmo, mesmo KGB com fartura para antecipar a ressaca, Piruletas e a música com o famoso e internacional de Paul Milk (bem na verdade, o nome dele é Paulo Leite, mas confessem, assim dá uma ar muito mais grandioso, é ou não é?)

Pois claro que sim mas o que importa agora é dizer isto: A festa começa ás 22.30 e só acaba às 4, o bar é aberto, os anfitriões serão Fernando Alvim (que eu sou eu e falo à Jardel) e Bibá Pita em mais uma noite Para Além do Óbvio. O local é maravilhoso e fácil de encontrar. Tem um amplo parque de estacionamento e faz lembrar uma daquelas casas do Douro que um dia foram habitadas pela alta burguesia e depois abandonadas e espoliadas por bandidos sem nome. A casa, neste caso, a Quinta, é muito singular e merece só por isso a vossa presença com a vossa melhor camisa ou o vosso mais deslumbrante vestido. Para isso, para irem à festa, terão apenas que enviar um email para: lmd.ferreira@gmail.com com o vosso nome e número de B.I ou caso queiram alguma informação adicional liguem para: 96 881 73 37 e falem com Miguel Ferreira. Podem levar amigas ou amigos. Expliquem-lhes que isto não vai ser uma festa qualquer.

O local é na Quinta do Torneiro em Paço D` Arcos em frente à Quinta da Fonte, em frente ao Holmes Place - irão perceber logo, porque existirão pessoas a assinalar o local deste grande acontecimento. O Bar é aberto, a música será ao mais alto nível. É às 22.30. Até já!

Fernando Alvim

Tuesday, June 05, 2007

Voltei voltei, voltei de lá, ainda agora estava em França e agora já estou cá!



E pronto, depois de um longo período de ausência, eis que regresso a contar novidades boas como se tivesse emigrado para um país distante e regressado com um carrão vistoso e prontinho a construir uma casa pintada de amarelo fluorescente.

A que se deve esta ausência? A essa coisa a que se chama trabalho e que me fez dedicar muito do meu tempo ao Boa Noite Alvim, ao inicio das minha crónicas no Jornal Metro e a um sem números de outros projectos que a seu tempo serão divulgados.

Entretanto, apraz-me divulgar que aqui o rapaz foi convidado pela Jameson a juntar-se a Biba Pita para uma festa que seguramente não será esquecida nos mil anos que se avizinham. Há já uma data - que é dia 29 de Julho - mas não posso adiantar mais nada porque estou em segredo de justiça – ou muito perto disso. Façam o que fizerem, nesse dia, não permitam que nada possa perturbar o vosso plano que passa por marcarem presença nesta festança baptizada de “ A grande Fuga”.

Posto isto, deixo-vos com uma das minhas colaborações que escrevi para o Metro, precisamente na passada semana. Deste que vos tanto vos quer, eis o texto:




Portugal está atrasado 30 minutos


O grande problema de Portugal é estar atrasado 30 minutos. E isto acontece porque os portugueses toleram qualquer atraso desde que não passe os 30 minutos. Pergunta-se a alguém quanto tempo demora a chegar e respondem: “Isso é meia horita, é que não demora mais!”, mas a verdade, é que muitas das vezes demora sim e acende-se mais um cigarro e dê-me mais um café por favor e se não se importa deixe-me ver o Expresso. “Então, ainda demoras muito?” - Perguntamos. “Estou quase a chegar, é que é só um minutito.” E aqui se não se importam, é importante pararmos. Reparem, é ou não é verdade que quando alguém está a mentir em relação ao tempo usa invariavelmente um qualquer diminutivo como que já a pedir desculpas. Então onde estás? Estou a 5 minutinhos daí! É só mais um instantinho! Falta-me um bocadinho assim!

Há profissões em que podemos chegar atrasados e há outras que não. As que não, são aquelas para as quais não existe ninguém que nos possa substituir e em que facilmente se nota a nossa ausência. Quanto mais visíveis somos, pior é. Se querem um exemplo, posso dar-vos o da rádio ou mesmo da televisão. Imaginem o que seria se o José Alberto Carvalho ou a Clara de Sousa chegassem atrasados ao telejornal? “Olá, o meu nome é Clara de Sousa, peço desculpa a todos os telespectadores mas tive que ir buscar os meus filhos à escola e sabem como é, não é verdade? Ora vamos a isto que já se faz tarde. Com a vossa licença: No Iraque, mais um atentado vitimou e blá, blá, pardais ao ninho”

Chegar atrasado 30 minutos é tão frequente no nosso país que chega a ser considerado chegar a horas. De resto, como pode Portugal querer ser mais rápido que os outros, quando percebemos que todos os países da união europeia com excepção de Inglaterra estão uma hora adiantados em relação a nós. Faz-se um projecto qualquer com os nossos horários. Embora deixando a coisa para a última como é costume aplicamo-nos com raça, e quando falta precisamente meia hora, corremos para o primeiro táxi que conseguirmos e acelere se faz favor que tenho pressa! para que , chegados ao destino, nos digam: Desculpem, mas os italianos já entregaram isto uma hora mais cedo e aqui isso conta. Ora, assim não dá.


E que dizer das noivas que em Portugal chegam sempre uma hora e meia atrasadas ao casamento- uma hora pela tradição universal, meia hora pela nossa. E que dizer das mulheres que nos dizem que estão atrasadas?: - Querida,estás atrasada?- Estou sim meu amor e precisamente por isso vais ser papá, parabéns! E que dizer daqueles que diziam que Portugal estava atrasado 10 e 20 anos? - Portugal está atrasado ! Portugal está atrasado! – diziam. A esses senhores quero eu agora dizer: Portugal está atrasado sim, mas apenas 30 minutos

Tuesday, May 01, 2007

Boa Noite Alvim. Estreia hoje. 1 de Maio. 23 Horas. Sic Radical


E pronto, eis chegado o dia, é exactamente hoje, 1 de Maio do distinto ano de 2007 que se estreia o meu novo programa na Sic Radical. Chama-se Boa Noite Alvim, começa às 23 horas e dura até à meia-noite.

É justo que saibam que tudo começou a ser planeado em Outubro do ano passado - terá sido pela tardinha - mas a verdade é que cedo percebi que precisava de uma equipa que acreditasse na minha ideia. E encontrei. Várias pessoas. Pronto, algumas. Muitas delas ainda não conhecidas do grande público e que aqui irão ter a sua primeira aparição televisiva. Outras não. Eu serei o apresentador, o fiel depositário desta gente, voltam a tremer as pernas – não há maneira de me ver livre disto – mas sinto uma coisa boa, o inicio de tudo outra vez, fazer de novo, experimentar, ir por ali, edificar uma coisa que começou num papel de café, num dia aparentemente igual aos outros.

È hoje, às 23 horas na Sic Radical, a primeira série terá 12 emissões e é isso que importa agora saber. São 12 programas onde levaremos pessoas que gostam de falar abertamente e que têm algo para dizer. A primeira dúvida foi esta: Com 50 minutos de programa, levamos um ou dois convidados? Decidimos pela primeira hipótese, levaremos apenas um porque nos parece que assim a conversa poderá respirar melhor e que o convidado poderá sentir-se mais à vontade para dizer tudo o que pretendemos saber. O primeiro é o detective Mário Costa, um contador de histórias, um detective pouco convencional que não esconde como tudo se processa.

Hoje, às 23 horas, há uma equipa inteira que rói as unhas para que tudo corra conforme o planeado. Iremos por ali , gostaríamos que nos seguissem por esse caminho fora.
P.S - Já agora, se quiserem ligar para o programa e serem os primeiros participantes desta histórica emissão apontem o número. É este: 21 443 48 52.