Wednesday, June 27, 2007

O plano da fuga enfim revelado




E pronto, cabe-me a mim a honra e o incontido orgulho de comunicar a um país (gosto de pensar que Portugal inteiro está a ler-me neste instante) que na próxima Sexta-feira, dia 29 de Junho, eu, Fernando Alvim, cidadão 102 44 230 segundo o arquivo nacional de Lisboa, irei fazer uma festa como há muito não havia memória.

É Sexta-feira – já o havia dito – mas convém não chegar muito tarde porque a ordem de fecho é às 04.00 e convém não abusar. Na festa sim, podem e devem, abusem do espaço, do ambiente manifestamente disco sound – contem com uma aparição especial de uma banda de covers dos lendários e casposos ABBA, de fruta (pessoal do apito dourado, isto é mesmo fruta!), de Jameson (isto é mesmo Jameson), de animação (mesmo, mesmo KGB com fartura para antecipar a ressaca, Piruletas e a música com o famoso e internacional de Paul Milk (bem na verdade, o nome dele é Paulo Leite, mas confessem, assim dá uma ar muito mais grandioso, é ou não é?)

Pois claro que sim mas o que importa agora é dizer isto: A festa começa ás 22.30 e só acaba às 4, o bar é aberto, os anfitriões serão Fernando Alvim (que eu sou eu e falo à Jardel) e Bibá Pita em mais uma noite Para Além do Óbvio. O local é maravilhoso e fácil de encontrar. Tem um amplo parque de estacionamento e faz lembrar uma daquelas casas do Douro que um dia foram habitadas pela alta burguesia e depois abandonadas e espoliadas por bandidos sem nome. A casa, neste caso, a Quinta, é muito singular e merece só por isso a vossa presença com a vossa melhor camisa ou o vosso mais deslumbrante vestido. Para isso, para irem à festa, terão apenas que enviar um email para: lmd.ferreira@gmail.com com o vosso nome e número de B.I ou caso queiram alguma informação adicional liguem para: 96 881 73 37 e falem com Miguel Ferreira. Podem levar amigas ou amigos. Expliquem-lhes que isto não vai ser uma festa qualquer.

O local é na Quinta do Torneiro em Paço D` Arcos em frente à Quinta da Fonte, em frente ao Holmes Place - irão perceber logo, porque existirão pessoas a assinalar o local deste grande acontecimento. O Bar é aberto, a música será ao mais alto nível. É às 22.30. Até já!

Fernando Alvim

Tuesday, June 05, 2007

Voltei voltei, voltei de lá, ainda agora estava em França e agora já estou cá!



E pronto, depois de um longo período de ausência, eis que regresso a contar novidades boas como se tivesse emigrado para um país distante e regressado com um carrão vistoso e prontinho a construir uma casa pintada de amarelo fluorescente.

A que se deve esta ausência? A essa coisa a que se chama trabalho e que me fez dedicar muito do meu tempo ao Boa Noite Alvim, ao inicio das minha crónicas no Jornal Metro e a um sem números de outros projectos que a seu tempo serão divulgados.

Entretanto, apraz-me divulgar que aqui o rapaz foi convidado pela Jameson a juntar-se a Biba Pita para uma festa que seguramente não será esquecida nos mil anos que se avizinham. Há já uma data - que é dia 29 de Julho - mas não posso adiantar mais nada porque estou em segredo de justiça – ou muito perto disso. Façam o que fizerem, nesse dia, não permitam que nada possa perturbar o vosso plano que passa por marcarem presença nesta festança baptizada de “ A grande Fuga”.

Posto isto, deixo-vos com uma das minhas colaborações que escrevi para o Metro, precisamente na passada semana. Deste que vos tanto vos quer, eis o texto:




Portugal está atrasado 30 minutos


O grande problema de Portugal é estar atrasado 30 minutos. E isto acontece porque os portugueses toleram qualquer atraso desde que não passe os 30 minutos. Pergunta-se a alguém quanto tempo demora a chegar e respondem: “Isso é meia horita, é que não demora mais!”, mas a verdade, é que muitas das vezes demora sim e acende-se mais um cigarro e dê-me mais um café por favor e se não se importa deixe-me ver o Expresso. “Então, ainda demoras muito?” - Perguntamos. “Estou quase a chegar, é que é só um minutito.” E aqui se não se importam, é importante pararmos. Reparem, é ou não é verdade que quando alguém está a mentir em relação ao tempo usa invariavelmente um qualquer diminutivo como que já a pedir desculpas. Então onde estás? Estou a 5 minutinhos daí! É só mais um instantinho! Falta-me um bocadinho assim!

Há profissões em que podemos chegar atrasados e há outras que não. As que não, são aquelas para as quais não existe ninguém que nos possa substituir e em que facilmente se nota a nossa ausência. Quanto mais visíveis somos, pior é. Se querem um exemplo, posso dar-vos o da rádio ou mesmo da televisão. Imaginem o que seria se o José Alberto Carvalho ou a Clara de Sousa chegassem atrasados ao telejornal? “Olá, o meu nome é Clara de Sousa, peço desculpa a todos os telespectadores mas tive que ir buscar os meus filhos à escola e sabem como é, não é verdade? Ora vamos a isto que já se faz tarde. Com a vossa licença: No Iraque, mais um atentado vitimou e blá, blá, pardais ao ninho”

Chegar atrasado 30 minutos é tão frequente no nosso país que chega a ser considerado chegar a horas. De resto, como pode Portugal querer ser mais rápido que os outros, quando percebemos que todos os países da união europeia com excepção de Inglaterra estão uma hora adiantados em relação a nós. Faz-se um projecto qualquer com os nossos horários. Embora deixando a coisa para a última como é costume aplicamo-nos com raça, e quando falta precisamente meia hora, corremos para o primeiro táxi que conseguirmos e acelere se faz favor que tenho pressa! para que , chegados ao destino, nos digam: Desculpem, mas os italianos já entregaram isto uma hora mais cedo e aqui isso conta. Ora, assim não dá.


E que dizer das noivas que em Portugal chegam sempre uma hora e meia atrasadas ao casamento- uma hora pela tradição universal, meia hora pela nossa. E que dizer das mulheres que nos dizem que estão atrasadas?: - Querida,estás atrasada?- Estou sim meu amor e precisamente por isso vais ser papá, parabéns! E que dizer daqueles que diziam que Portugal estava atrasado 10 e 20 anos? - Portugal está atrasado ! Portugal está atrasado! – diziam. A esses senhores quero eu agora dizer: Portugal está atrasado sim, mas apenas 30 minutos

Tuesday, May 01, 2007

Boa Noite Alvim. Estreia hoje. 1 de Maio. 23 Horas. Sic Radical


E pronto, eis chegado o dia, é exactamente hoje, 1 de Maio do distinto ano de 2007 que se estreia o meu novo programa na Sic Radical. Chama-se Boa Noite Alvim, começa às 23 horas e dura até à meia-noite.

É justo que saibam que tudo começou a ser planeado em Outubro do ano passado - terá sido pela tardinha - mas a verdade é que cedo percebi que precisava de uma equipa que acreditasse na minha ideia. E encontrei. Várias pessoas. Pronto, algumas. Muitas delas ainda não conhecidas do grande público e que aqui irão ter a sua primeira aparição televisiva. Outras não. Eu serei o apresentador, o fiel depositário desta gente, voltam a tremer as pernas – não há maneira de me ver livre disto – mas sinto uma coisa boa, o inicio de tudo outra vez, fazer de novo, experimentar, ir por ali, edificar uma coisa que começou num papel de café, num dia aparentemente igual aos outros.

È hoje, às 23 horas na Sic Radical, a primeira série terá 12 emissões e é isso que importa agora saber. São 12 programas onde levaremos pessoas que gostam de falar abertamente e que têm algo para dizer. A primeira dúvida foi esta: Com 50 minutos de programa, levamos um ou dois convidados? Decidimos pela primeira hipótese, levaremos apenas um porque nos parece que assim a conversa poderá respirar melhor e que o convidado poderá sentir-se mais à vontade para dizer tudo o que pretendemos saber. O primeiro é o detective Mário Costa, um contador de histórias, um detective pouco convencional que não esconde como tudo se processa.

Hoje, às 23 horas, há uma equipa inteira que rói as unhas para que tudo corra conforme o planeado. Iremos por ali , gostaríamos que nos seguissem por esse caminho fora.
P.S - Já agora, se quiserem ligar para o programa e serem os primeiros participantes desta histórica emissão apontem o número. É este: 21 443 48 52.

Thursday, April 05, 2007

Festival Termómetro 2007: a grande final!

Então e se o Baptista Bastos, um destes dias, vos apanha desprevenidos na rua e pergunta «ouve lá, pá, onde é que estiveste na décima terceira final do Termómetro?». O que é que vocês vão responder? Que ficaram em casa a curtir as pantufas, a mantinha de xadrez sobre as pernas e o dvd de um filme manhoso?

Pois é, pois é, tudo isto quando poderiam, de peito inchado, responder «Baptista, pá, eu estive no local do acontecimento, vi tudo, lembro-me perfeitamente, estávamos a 7 de Abril de 2007, no Teatro Sá da Bandeira, e assistimos à actuação dos finalistas - os Zuul Nation, a Fábrica de Sonhos, os The Cynicals, os Musgo e os Lost Michi; e ainda, extra concurso, o convidado especialíssimo Legendary Tiger Man».

Sim, no dia 7 de Abril, se forem ao Teatro Sá da Bandeira, ficarão a saber, sem intermediários, sem diz-que-disse, qual o sucessor de bandas como Blind Zero, Bad Legacy, Silence 4, Feed, Big Fat Mamma, Slamo, Rita Cardoso, Stowaways, Alla Polacca, Sinapse, Mazgani e Yesterday.

Apareçam: vou gostar de vos ver lá.

Tuesday, March 13, 2007

Há dias assim!


Bem sei que tenho andado afastado mas há uma razão para isto. No espaço de uma semana começa a 13ª edição do Festival Termómetro e no início da próxima sai um novo número da Revista 365. Não tem sido fácil, primeiro conseguir apoios, depois seleccionar as bandas, falar com cada um dos locais onde se vão realizar as eliminatórias, falar com cada uma das bandas para perceber se podem ou não ir à eliminatória - que naquele dia não podem, que é melhor no outro! - muda-se, faz-se agora uma série de contactos para a imprensa e pede-se que divulguem - Vamos lá a ver, vamos lá a ver, dizem! - horas e horas a ouvir maquetas, horas e horas e perceber que em cada uma delas estão muito mais horas do que aquelas que estamos a despender agora. O cartaz, escolher a imagem - Joana Linda,temos que ter uma imagem, temos que ter uma imagem e podia ser algo na banheira, com espuma, com um termómetro, o que é que tu achas!? - fazer o press release e enviar a toda a imprensa - era muito bom que nesta primeira eliminatória conseguissem estar presentes, será que conseguem? - a dois dias, menos, a menos de um dia do festival e saber que amanhã, daqui a pouco pois, pelas 8 da manhã me levanto em direcção ao Porto para acompanhar na gráfica a saída dos cartazes, dos flyers, dos convites, dos bilhetes.

Não sei se hoje vou dormir, são 3.59, agora já 04.00, mas posso sempre fazê-lo no comboio. Parte do Oriente às 09.00, chega a Campanhã às 12.30. Logo para a gráfica, pausa para o almoço, uma Tertúlia/Workshop que versa sobre "O Género e o Humor" na Faculdade de Psicologia do Porto que acaba às 17 e sigo de novo para a gráfica pouco tempo antes de iniciar o programa de rádio às 19. Não é um dia normal, não é, mas poderia muito bem ser!

Eis o cartaz, num rigoroso exclusivo dos visitantes deste Blog.


A fotografia é de Joana Linda, o design de Alberto Quintas e este é o resultado do trabalho conjunto de uma equipa que terá dias iguais aos meus entre 14 de Março e 7 de Abril: Rossana Garcia, Dino Oliveira, Pedro Lourenço e Rodolfo Matos. Mais informações em: www.termometro-online.com.