Monday, May 08, 2006

Tops!



Sempre gostei de tops ( também desses que as mulheres usam habitualmente quando o tempo aquece) mas igualmente dos outros. Da imensidade de tops que existem para reunir as escolhas de várias pessoas ou só de uma, em relação a tudo ou quase.As melhores canções de sempre, os melhores filmes de sempre, os melhores livros de sempre, as coisas mais irritantes de sempre, os melhores programas de sempre, a cena mais escaldante de sempre e nunca mais agora saímos daqui. Top que é top, tem que acabar invariavelmente com " de sempre!"

E assim, o que proponho esta semana é fazermos aqui o top das coisas mais irritantes de sempre. Antes mesmo de divulgar a minha lista definitiva, avanço com as 4 primeiras:

1 - Chegar a uma bomba de gasolina pronto para abastecer o veículo. Sair do bólide, tirar a mangueira, a tampa do depósito e quando finalmente estamos prontos a accionar o mecanismo, uma voz surge das colunas e diz: Bomba nº2, lamentamos mas essa bomba encontra-se em pré-pagamento. Primeiro , somos tratados como uma bomba ( apetece pergunta se nuclear ou daquelas para a asma?) depois, como podemos nós advinhar qual a quantidade de gasolina que precisamos para atestar o depósito antes mesmo de o fazermos.

2 - O barulho de uma folha de papel a ser vincada.

3 - O som da bateria de um telemóvel quando assinala que está quase a acabar.

4 - Chegar ao multibanco e perceber que a pessoa que está à nossa frente está a pagar por ali, tudo e mais alguma coisa: Água, luz, telefone, transferência para a filha que está no Canadá, eu sei lá agora! .Normalmente, esta gente, chega 30 segundos antes de nós.

Thursday, May 04, 2006

Em todas as ruas te encontro , em todas as ruas te perco



poema

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco


Mário Cesariny

Wednesday, May 03, 2006

Estranho dia este!




Nasci a 3 de Maio de 1974, 8 dias depois da revolução de abril. Hoje, ao levantar-me reparo que é dia 3 de Maio de 2006. A pergunta impõe-se: Onde estive eu durante estes 32 anos? O que se passou entretanto?

Monday, May 01, 2006

Dia do trabalhador




Antes de tudo deixem-me dizer-vos que aquela história da visão não passou de um falso alarme. Acertei em tudo de novo, as letras todas com perícia e alguma sorte, não preciso de óculos - disse-me a jovem que me fez o teste, e a verdade, que é quando saí do oftalmologista já via melhor. Por vias das dúvidas, comprei uns óculos para usar quando estiver muitas horas ao computador.

Adiante. Hoje é dia do trabalhador e ao contrário do comum dos portugueses eu estou a celebrar o dia, imagine-se, trabalhando. Reparem só na agenda de hoje:

Entre as 10 e as 13 faço emissão na antena 3, depois vou para o edificio da vodafone gravar um spot promocional para a corrida dos Sofás que se realiza no dia 7 nesse mesmo local. Ás 16.30, entro em directo no curto circuito até ás 18.30. Ás 19 faço emissão de novo na 3, onde irei falar sobre cinema com os organizadores do Indie Lisboa. Ás 20, tenho uma reunião de trabalho com os meus colegas do programa "Prazer dos Diabos" e por volta das 2 da manhã, estarei a passar música em Aveiro até às 6. Às 7, apanho o comboio na estação de Aveiro e parto para Lisboa onde chegarei por volta das 10 da manhã. Chego ás 10.30 a minha casa onde me entrego aos lençois. Acordo às 14 e tenho a sensação que o dia não será muito diferente.

E ainda há quem diga que não se trabalha neste país. Viva o dia do trabalhador! Viva!

Wednesday, April 19, 2006

Será que estou a ver bem?




E repente aconteceu, começo a ver as coisas de outra forma, mais nebulosas, mais turvas, como se amanhecesse num daqueles dias de nevoeiro, não é muito intenso, não é, mas é o suficiente para partir para o primeiro oftalmologista que encontro.

Dizem-me que só amanhã me podem receber, às 13.30, e no tempo que me resta regresso à minha infância e lembro-me dos testes à visão que nos faziam, primeiro com letras gigantes e depois, cada vez mais pequenas. O que vê daí? perguntavam-me. E eu ia debitando as letras: a f r g h com uma sorte tal que chegava a emocionar os presentes e a ouvir comentários que me auguravam um futuro promissor no domínio do Jogo. A poucas horas de fazer outra vez este mesmo teste, treino em casa, coloco papeis com letras grandes a distãncias consideráveis e digo cada uma das letras. Acerto em tudo. Agora mais pequenas, acerto de novo.

Daqui a pouco, saberei se continuo a ser o rapaz com a sorte daqueles tempos em que era mais petiz. Se assim for, garanto-vos que irei à inauguração do Casino de Lisboa, mesmo sem convite.