Wednesday, May 03, 2006

Estranho dia este!




Nasci a 3 de Maio de 1974, 8 dias depois da revolução de abril. Hoje, ao levantar-me reparo que é dia 3 de Maio de 2006. A pergunta impõe-se: Onde estive eu durante estes 32 anos? O que se passou entretanto?

Monday, May 01, 2006

Dia do trabalhador




Antes de tudo deixem-me dizer-vos que aquela história da visão não passou de um falso alarme. Acertei em tudo de novo, as letras todas com perícia e alguma sorte, não preciso de óculos - disse-me a jovem que me fez o teste, e a verdade, que é quando saí do oftalmologista já via melhor. Por vias das dúvidas, comprei uns óculos para usar quando estiver muitas horas ao computador.

Adiante. Hoje é dia do trabalhador e ao contrário do comum dos portugueses eu estou a celebrar o dia, imagine-se, trabalhando. Reparem só na agenda de hoje:

Entre as 10 e as 13 faço emissão na antena 3, depois vou para o edificio da vodafone gravar um spot promocional para a corrida dos Sofás que se realiza no dia 7 nesse mesmo local. Ás 16.30, entro em directo no curto circuito até ás 18.30. Ás 19 faço emissão de novo na 3, onde irei falar sobre cinema com os organizadores do Indie Lisboa. Ás 20, tenho uma reunião de trabalho com os meus colegas do programa "Prazer dos Diabos" e por volta das 2 da manhã, estarei a passar música em Aveiro até às 6. Às 7, apanho o comboio na estação de Aveiro e parto para Lisboa onde chegarei por volta das 10 da manhã. Chego ás 10.30 a minha casa onde me entrego aos lençois. Acordo às 14 e tenho a sensação que o dia não será muito diferente.

E ainda há quem diga que não se trabalha neste país. Viva o dia do trabalhador! Viva!

Wednesday, April 19, 2006

Será que estou a ver bem?




E repente aconteceu, começo a ver as coisas de outra forma, mais nebulosas, mais turvas, como se amanhecesse num daqueles dias de nevoeiro, não é muito intenso, não é, mas é o suficiente para partir para o primeiro oftalmologista que encontro.

Dizem-me que só amanhã me podem receber, às 13.30, e no tempo que me resta regresso à minha infância e lembro-me dos testes à visão que nos faziam, primeiro com letras gigantes e depois, cada vez mais pequenas. O que vê daí? perguntavam-me. E eu ia debitando as letras: a f r g h com uma sorte tal que chegava a emocionar os presentes e a ouvir comentários que me auguravam um futuro promissor no domínio do Jogo. A poucas horas de fazer outra vez este mesmo teste, treino em casa, coloco papeis com letras grandes a distãncias consideráveis e digo cada uma das letras. Acerto em tudo. Agora mais pequenas, acerto de novo.

Daqui a pouco, saberei se continuo a ser o rapaz com a sorte daqueles tempos em que era mais petiz. Se assim for, garanto-vos que irei à inauguração do Casino de Lisboa, mesmo sem convite.

Wednesday, March 29, 2006





Bem sei que isto é uma vergonha, tanto tempo de ausência, nem uma única palavra, um “Olá” que fosse, um “Olhem , não estou agora com tempo mas é só para perceber se está tudo bem ? Está tudo bem?” uma coisa assim. E eu, nada! Mas que vergonha, que vergonha!

Mas alto, não me apedrejem ainda que eu sou vosso irmão! – Esperem, isto é Mentira! – Reparem, eu não sou vosso irmão, mas tenho uma boa desculpa para tudo isto. Aliás, duas. Com jeito, talvez 3. Eu prometo que não volto a fazer uma coisa destas.

A primeira tem a ver com a organização do Festival Termómetro Unplugged, uma criação aqui do rapaz que vai já, imagine-se, na 12 ª Edição. Este ano, mudei as coisas. Tornei o festival mais itinerante ( algo que já havia sido experimentada no 10ª Edição com a inclusão de Lisboa) e fiz com que este ano visitasse pela primeira vez a cidade de Coimbra, o que se viria a revelar-se uma bela opção.

Vá lá , não fiquem tristes, prometo que não volta a fazer.

De resto, aqui fica o convite para que venham assistir à grande final que está marcada para este próximo Sábado, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, a partir das 23 horas. Uma cerimónia que será apresentada por Rui Reininho dos GNR e Marta Ren dos Sloppy Joe e cujo convidado principal é Manuel Cruz, fundador dos Ornatos Violeta e actual vocalista dos Pluto e Supernada e aqui que se apresenta a solo pela primeira vez ao vivo.

Se querem saber, devo dizer-vos que me orgulho de ser amigo do Manuel há muitos anos, o Manuel também faz BD para a Revista 365 e no entanto, mesmo tendo acompanhado a carreira dos Ornatos Violeta e actualmente com os Pluto e Supernada. nunca antes tinha ouvido algo tão belo, tão genial, como aquilo que ouvi na casa deste há uns meses atrás. São músicas que quase não precisavam de palavras para sobreviverem ou então exactamente o contrário, podia divagar imenso sobre aquilo que ouvi, mas basta-me confidenciar-vos que tenho quase a certeza que estamos perante um dos melhores discos que serão editados nos próximos tempos. E mais não posso falar, seria desleal para com ele. Mais informações em : www.termometro-online.com. Os bilhetes custam apenas 10 Euros ( à venda nas lojas fnac e no local do acontecimento) e dão direito a uma cervejola.

A outra desculpa, é a revista 365 da qual sou orgulhosamente director e que se prepara para regressar com mais um número, o 23. No nosso longo historial já entrevistamos personagens como Samantha Fax, Eládio Clímaco, Vitor Espadinha, Miguel Valero ( Piranha da série Verão Azul), Dina Aguiar, o Cartão Multibanco e agora, senhores e senhoras, em exclusivo a Rena Rudolph que 3 meses depois do Natal ajusta contas com a época. Se nunca leram um número, nunca saberão do que falo, mas garanto-vos que sentirão orgulho de mim de o fizerem. Já agora: www.revista365.com.

Pronto, para que façamos as pazes, mostro-vos aqui, em primeira mão, a capa do próximo número da 365 e o cartaz deste ano do Termómetro. Estou desculpado? Juro que não voltarei a estar tão ausente. Prometo.

Sunday, February 05, 2006

Estranha coisa esta


Estranha coisa esta

Não sei como começar para vos explicar isto, mas por ser verdade e juro que é, por todos os santinhos e mais alguns, aqui admito que não pode haver nada melhor para mim do que contrariar a ordem natural das coisas e a lógica que a elas está associada.

Por exemplo, haverá alguma coisa melhor do que comer um gelado no Inverno? Admitam , que prazer poderá superar uma meia de leite a escaldar ( ao ponto de nem se conseguir sequer tocar na chávena) num dia tórrido de Verão? Parece uma atitude esquizofrénica, mas posso-vos assegurar que para mim, grande apreciador de comida Japonesa e adepto confesso da cultura oriental, dei por mim, em Osaka, a ir jantar a um belíssimo restaurante francês que só Deus Sabe ( a Alexandra Solnado também) o trabalho que me deu a encontrar. Já em Palermo, em pleno domínio da região siciliana não foi fácil apreciar o gostoso manjar de uma típica ( imaginem só esta sorte!) uma típica tasca húngara onde me foi servido um delicioso Frango na Púcara à Nógrád, o nome de uma pequena cidade relativamente perto de Budapeste. O mesmo aconteceu em França, em Bordéus mais precisamente, onde a meio de um Simpósio de nouvelle cuisine , na hora da refeição entenda-se, pedi para grande espanto dos presentes uma fabulosa Paelha à Valenciana E agora ficava aqui a tarde toda, a contar-vos aquela vez em que comi uma sopa de peixe de Bergen perto, muito perto até de Dubrovnik, uma “Kulebjaka” ( deliciosa empada russa recheada com salmão) no coração de Madrid, Lombo stroganov no Rio de Janeiro, Tortellini na Suécia, Ranznjici (espetada sérvia com legumes que é uma maravilha) em Pequim, um “guivech” ( ver cozinha búlgara) em Islamabad e isto nunca mais acaba. E depois, para que me percebam, não resisto a enviar postais destas localidades, com belas fotos de monumentos, que aí, naquela cidade onde estou naquele momento, me recordo. Lembro-me por exemplo de enviar uma foto da Torre Eiffel quando atravessava a India, de um postalinho do Taj Mahal quando estava precisamente em Dusseldorf, as Pirâmides de Gizé ( a única maravilha do mundo ainda viva) na altura em que visitava a Basilica de Santa Sofia na Turquia, a torre de Pizza ( para muitos um símbolo maior da disfunção eréctil) quando tomava banhos nas águas açucaradas de Maya Beach e assim, que isto nunca mais acaba.

Já hoje, com um sol que me convida à luxúria e ao prazer dos cabelos ao vento, garanto-vos que optei por passar este Domingo ( o quanto eu detesto Domingos – ver post) no sossego do meu lar. Era só isto, podem continuar a fazer aquilo que interromperam. Obrigado.