Wednesday, July 30, 2014

O Balanço Vital desta semana é com a Catarina Tomaz



O Balanço Vital desta semana é com a Catarina Tomaz - pessoa ligada ao marketing e agora também à joalharia (Bergue & Co Atelier Boutique)



1. O DIA EM QUE NASCIPorque sem esse dia não estaria aqui a fazer este balanço vital. Porque, não o dia, mas o local, terá marcado parte de mim e explica muita coisa. Nasci no Zimbabué, num hospital inglês, em novembro, num dia de verão...

2. O DIA EM QUE CRESCIAté aí tinha sido apenas uma gaiata descontraída. No final do 8oano chumbei, por uma unha negra, teriam bastado mais 5% numa nota final de história e tudo teria sido diferente... para pior! A mediocridade deu lugar à exigência e à vontade de ser e de fazer acontecer. Uns anos mais tarde, um professor definia-me como “ perseverante, constante e tenaz”. Não esqueci estas palavras, que foram uma espécie de reconhecimento do meu novo eu.

3. O DIA EM QUE COMECEIA minha vida adulta começou no meu primeiro dia de trabalho, com um contrato e remuneração mensal. Aos 23 anos iniciava a minha carreira profissional numa multinacional. O meu sucesso dependeria acima de tudo de mim. Sentia-me plena e confiante. 1 ano depois saí de casa dos meus pais, 1 ano depois casei-me, 1 ano depois fui mãe...

4. O DIA EM QUE EMIGREICheguei ao aeroporto sem poder tirar os óculos escuros... Para trás, a minha casa, a minha família, os meus amigos... Pela frente, tudo! Mas só com o tempo perceberia. Paris foi o destino e ao fim de 4 anos vivi tudo ao contrário, regressava à pátria com saudades da minha casa, dos meus amigos e de tudo o que tinha vivido. 

5. O DIA DE HOJE

5 PROJETOS- Exercer o Livre-arbítrioAs escolhas que vamos fazendo condicionam as outras. Cada ciclo deve ter um foco. Quando acabar este quero romper, experimentar novos caminhos. Servir outras causas.- Dar a volta ao mundo em 10 anos- Ser vendedora de ideias- Escrever um livro- ter uma exposição de fotografia

Monday, July 28, 2014

A confissão que já se impunha



Na agenda cultural da 1ª temporada do El Corte Inglés Portugal, a confissão que já se impunha: 

O que eu me lembro é isto. Uma tarde em que chovia muito. Eu tinha 10 anos. Minto. Eu tinha 9 anos. Minto. Eu tinha, 8 anos. Nessa altura, lembro-me bem que se falava muito ainda na guerra fria e no terceiro segredo de Fátima que todos vaticinavam ser a terceira grande guerra. Já então não queria morrer nem que o mundo o fizesse.

Eu tinha 8 anos recordo-vos e no Natal e também no verão, a minha família toda, a família Alvim reunia-se em Melgaço. Acho que nunca fui tão feliz como nesses dias. Não sei, talvez tenha sido. O que eu sei, é que num desses dias, havia um ritual que sempre fazíamos: Íamos a Vigo. Íamos a Vigo fazer compras ao El Corte Inglés e pelo meio, obrigava o ritual, havíamos de parar para fazer um piquenique em local próprio. Nada de beiras de estrada, nada de exibicionismos tacanhos, mas sim um daqueles locais com mesinhas de pedra e arvoredo em volta.

O que agora me recordo é que eram 3 carrinhas de 7 lugares que levavam toda aquela gente e que ao passar da fronteira, pelos guardas fronteiriços, havia um silêncio respeitoso, pior, havia um medo, como se tivéssemos a contrabandear tabaco ilegal e na iminência de ali ficarmos retidos, para todo o sempre. Esqueçam este desabafo, voltemos ao piquenique e à tarde em que chovia muito. Estávamos todos esganados de fome, no carro todos os alvims juniores perguntavam “ ainda falta muito? Ainda falta muito? E quando finalmente as 3 viaturas pararam e assim mais nada faltou, quando foi o chegado o momento de alguém pegar na gigante lancheira onde toda a espécie de iguarias de encontrava - desde panadinhos de peru a presuntinho pata negra – tudo isto ouçam, tudo isto voou pelo ar como num filme do Tim Burton. Como assim? Pois bem, bastou a minha tia Fernanda tropeçar em algo que ainda hoje várias perícias policiais não conseguem explicar e tudo aquilo, os panadinhos, o presuntinho, os pãezinhos, a mortadela, o queijinho, as azeitoninhas, ouçam-me bem, olhem bem nos meus olhos: tudo aquilo voou pelo ar, e o pior, é que perante a fatídica lei da gravidade começou a descer, caindo e rebolando pelo chão alagado e cheio de gravilha e caruma. Os alvins olharam-se todos uns aos outros e riram-se muito. A tal ponto que estou a escrever isto e estou a rir-me também. A verdade é esta: 3 segundos depois, já pouca comida sobrava no chão. E não há memória de a ver na mesa.

Hoje quando vou ao corte inglês – e atenção que tenho cartão e tudo, sou um senhor distinto bem se vê – é disto que me lembro, do piquenique em que tudo caiu pelo chão, dos produtos em casa que diziam “ cêrbessa, quésso, crema de ducha”, dos meus tios de Melgaço, da minha família toda junta e da extraordinária possibilidade de viver tudo isto de novo. Vem aí a primavera e há toda uma agenda para cumprir no el corte inglês.

Sou aluno do Cervantes – estou no segundo ano, muito respeito por favor que sei dizer coisas como “ ?que hora es” ou “ no se preocupe.tome asiento” – e fico sempre curioso para perceber o que vai acontecer nesta agenda. Vou tomar asiento e ver então as novas.

Fernando Alvim

Sunday, July 27, 2014

Discurso das comemorações dos 15 anos de aniversário do Pavilhão do Conhecimento


Foi ontem à tarde, no Pavilhão do Conhecimento, no discurso das comemorações dos 15 anos de aniversário do pavilhão do conhecimento. Eis o texto que fez levantar a plateia, embora confesse, que tenha sido a meu pedido. Parabéns Pavilhão do Conhecimento! Viva Viva Viva!

Aqui vai a prosa:

Antes de tudo deixem-me dizer que nunca imaginei que um dia pudesse abrir um encontro em que se festejassem os 15 anos do que quer que seja. Neste em particular, em que se celebram os 15 anos de existência do Pavilhão do Conhecimento, sinto que devo falar daquilo que para mim significa a ciência. E a ciência significa para mim o futuro. E porquê, porque a ciência está sempre a falar do futuro. E a prova disso é que a palavra descobrir é uma figura sempre presente. Ciência é descobrir. Não quer dizer que a ciência não ligue ao passado – liga pois – mas está sempre a piscar o olho ao futuro. Eu não sou uma pessoa saudosista – não sou - olho e orgulho-me do meu passado e dos outros, mas estou sempre em bicos de pés para ver o que aí vem. Sou um futurista e a ciência parece-me que é um domínio onde está sempre tudo em aberto, inclusivamente o passado. Só a ciência, pode interferir no passado e fazer dele futuro também. 

No meu tempo, lembro-me que quando havia qualquer inquérito com crianças em que se perguntava a cada uma delas e que cada uma queria ser, muitas havia que diziam que queriam ser astronautas. Eu fui uma criança que também quis ser astronauta até ao dia em que percebi que viver na lua devia ser uma chatice. Aliás, quando ainda hoje ouço falar sobre as expedições a Marte e possibilidade de ali levarem pessoas que se disponibilizam a ficar uma vida inteira naquele planeta, pergunto-me: a fazer o quê? O que é que se pode fazer em Marte, o que haverá para descobrir? Marte não será como aquelas terras que visitamos e que nos parecem muito sossegadas e por isso muito românticas e boas para viver, mas que depois do terceiro dia, são absolutamente entediantes. 

Se querem a resposta - por mais que choque à comunidade que aqui está presente - eu acho que deve ser um tédio. E por isso, quando perguntamos agora às crianças o que querem ser quando forem grandes, são já poucas as que dizem que querem ser astronautas, quando muito, neste domínio, as crianças querem ser cientistas sim, mas para salvar vidas terrenas, para descobrirem curas para doenças, para salvarem o tio, o avô, para resolverem problemas mundanos que interferem com a vida de todos. Há de resto, um teste conhecido a nível internacional, que nos diz que a melhor prova de confiança que poderá existir, é comprar um carro em segunda mão a alguém. Se fizermos um exercício, são poucas as actividades profissionais – e nem sequer vou meter aqui a política e os políticos em que as pessoas, sem pestanejar, lhes comprariam um carro em segunda mão. E aqui, se me permitem, não tenho dúvidas que a grande maioria da sociedade actual, compraria um carro em segunda mão a um cientista. Um carro de um cientista, deve ter seguramente a revisão em dia, o papel do seguro devidamente actualizado, o carro limpinho e com sorte, se for um cientista dos bons, é bem possível que tenha um dispositivo qualquer que permita que o bólide voe ou melhor ainda, que consiga tirar cafés.

Ser cientista é hoje ainda e espero que venha ser durante muitos anos – uma actividade de grande mérito e indisfarçável idoneidade. Reparem só: quando há um anúncio de um desodorizante em que uma mulher de belas curvas, abandona um homem de insuspeitável figura para correr para os braços de um astronauta em plena praia, eu compreendo o que vai naquela garota. Aquela miúda, quer como todas as outras mulheres, que aquele homem a leve à lua, sem que contudo, deixe a terra. 

A ciência está por isso de parabéns, o pavilhão do conhecimento ainda mais, porque nesta zona da expo que chegou a ser referida como o novo Mónaco, as novas ilhas Fiji, o pavilhão do conhecimento significa ainda hoje o condado dos monarcas Alberto e carolina. E se dúvidas tivessem, olhem ao vosso redor e percebam como continua – 15 anos depois – impecavelmente limpo e com cheiro a novo. Se isto é um pavilhão que é frequentado por milhares de pessoas ligadas à ciência e está assim, imaginem como será o carro de cada um deles. Eu se me pedissem para comprar o pavilhão do conhecimento em segunda mão, juro aqui, perante todos, que o compraria convencido que estava a fazer um bom negócio. Reparem no chão que pisam, está ou não impecavelmente limpo? Reparem nas cadeiras onde estão sentados, tem ou não um cheque por debaixo do acento? Bem, por acaso não tem, mas podia ter. E seria um cheque para compra de produtos de limpeza para isto continuar assim.

Não sou cientista, não sou filósofo, não sou economista, não sou geógrafo, sou um simples cidadão comum que gosta de ciência e que tem por este pavilhão do conhecimento uma afeição fora do comum. Primeiro, porque as pessoas que aqui trabalham são fixes. Depois, porque estas mesmas pessoas desde cedo perceberam que a melhor forma de levar a ciência a todos, é adoptarem uma linguagem de proximidade em vez do distanciamento do costume e que tantas vezes verificamos em meios similares. Só assim se percebe que uma das suas áreas mais aplaudidas seja justamente baptizada de “ doing”. E que possivelmente a exposição com maior numero de visitantes se tivesse denominado “ knojo”, onde se falava de vómitos, de ranho e de puns.

O Pavilhão do Conhecimento faz 15 anos, há 15 anos eu chegava a Lisboa vindo do Porto e lembro-me bem que na última noite da expo onde todos decidiram também vir, eu perdi a minha namorada no meio da multidão por mais de 3 horas. Hoje, com os amigos que tenho no Pavilhão do Conhecimento, jamais teria cometido a insensatez de ter combinado com ela encontrar-me nas imediações da estátua do Gil, mas obviamente, à porta deste pavilhão. O que importa recordar agora, é que 15 anos depois, a minha namorada já não é essa – na verdade actualmente nem sequer tenho – mas, 15 anos depois, o pavilhão do conhecimento contínua igual, aqui e tão novo, tão fresco e tão limpo, como o conheci no primeiro dia.

Fernando Alvim

Friday, July 25, 2014

Inquérito do Jornal Metro com o autor e humorista João Pinto Costa





Umas férias: Em Nova York porque foi lá que me apercebi, pela primeira vez, que o centro do mundo não era afinal na Avenida dos Aliados. 

Uma ideia: Oferecer uma viagem de sonho a quem responde a inquéritos de férias. Uma ideia com aplicação imediata.

Uma paixão: Porto. Porto cidade. Porto clube. Porto dos barcos e das pontes. Porto das gentes que só há no Porto. Porto de abrigo. Porto de tudo. Tudo pelo Porto. Porto melhor destino Europeu em 2014.
A minha paixão pelo Porto é tal que só este ano já viajei para duas dezenas de países e tudo para que, no regresso, quando me perguntam qual o meu destino, eu possa dizer na cara nas pessoas:
- O meu destino? É o melhor destino Europeu deste ano.
Sim, é verdade...não costumo fazer muitos amigos nas férias.

Uma curiosidade: A avaliar pelo nome que deram às filhas, já repararam que se o casal Djaló e a Luciana Abreu fossem o casal Piqué e a Shakira, o nome da criança seria Pisha? 

Uma pergunta: Como é a vida sexual do pirilampo cuja fêmea só gosta de fazer amor com as luzes apagadas? É uma vida sexual fundida? 

Uma resposta: Não. Não sou da família do Pinto da Costa.

Um apelo: Aos senhores da Nestlé: Voltem a comercializar os Galak Buttons. Depois do FIZZ Limão é o regresso que se impõe.

Um segredo: Tenho um grande defeito que é a arrogância. Sou tão arrogante, tão arrogante, mas tão arrogante, que um dia o Mourinho passou por mim e abaixou a cabeça. 

Um desabafo: Enquanto o espaço nas livrarias dedicado à gastronomia for 5 vezes superior ao espaço dedicado ao humor existirão em Portugal 5 vezes mais pessoas obesas do que bem-dispostas. 

Um problema: A maioria das mulheres procura um homem bonito, sensível, carinhoso, meigo...o problema é que esse homem também procura homens com as mesmas características. 

Uma asneira: O ensino do Português que caminha para o habismo e são poucos os que dão por isso. 

Orgulho: Tinha 11 anos e lembro-me perfeitamente da primeira vez que senti um grande orgulho em ser Português. Foi quando a Rosa Mota ganhou o ouro em Seul.

Vergonha: É curioso porque também tinha 11 anos quando senti pela primeira vez vergonha em ser Português. Foi quando a Rosa Mota ganhou a medalha de ouro em Seul e festejando decidiu levantar os braços. 

Uma novidade: A que chegará no inicio de Novembro. Vou ter de aprender a dizer a palavra filha.



Wednesday, July 23, 2014





Fala-se de tanta coisa no mundo, tantos assuntos, tanta conversa, tantas palavras a circularem de um lado para o outro, tantas letras a unirem-se de forma sôfrega , tantas virgulas, tantos pontos de interrogação e tão poucos pontos finais, que nos vimos obrigados também a intervir depois de muito pesquisarmos e percebermos que havia tão pouco – quase nada – acerca de Madrastas, Padrastos, e enteados.


E da ideia ao acto, foi um instante. Vamos erguer o primeiro congresso sobre esta temática, o primeiro grande congresso sobre Madrastas, Padrastos e Enteados. Será nos dias 11 e 12 de Outubro e nele se falará sobre tudo isto. Dos variadíssimos estigmas ligados a cada um deles, do que se pode fazer, do que se já faz, do que sente e quer dizer alguém que assume este papel. Será possível criar novas denominações para as mesmas funções? O que dizem o que com eles vivem? O que está a ser feito noutros países? Que diferenças têm em relação ao nosso? Que dizem as estatísticas? O que pode um congresso como este avançar?

É isto que propomos perguntar e dar respostas e fazer. Será em Outubro, dias 11 e 12. Se tiverem ideias para este congresso, se quiserem participar, não hesitem em fazer chegar as vossas sugestões por aqui ou em: madrastaspadrastosenteados@gmail.com. Mais informações em breve.

Tuesday, July 22, 2014

Rão Kyao e Bondo Fernandes



SEXTA, 25 | 21h30
A Associação dos Amigos do Museu da Música apresenta:
Rão Kyao e Bondo Fernandes: Um português na Índia 
Flauta de bambú e tablas | €7,5

Desde o principio dos anos 80 que o flautista Rão Kyao se dedica ao estudo da flauta de bambu e da música clássica Indiana, tendo tido como mestres o grande Raghunath Seth na flauta e Pradeep Schatergee na música vocal.

Rão Kyao apresenta-se neste espectáculo com Bondo Fernandes, excelente Tablista e Percussionista, natural de Goa que se encontra de passagem por Portugal.
Os temas são de origem tradicional (portuguesa e indiana) e também originais, para além da improvisação colectiva.


SALÃO BRAZIL | Agenda 23 a 26 Julho


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salão brazil                                                         ver agenda 23 a 26 Julho
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QUARTA 23 JULHO 22H00 | entrada livre
FORRÓCATU
Com ênfase nos tradicionais estilos e ritmos da música nordestina e a partir da clássica sonoridade dos trios de forró, composta por Acordeão, Cavaquinho e Percurssões, o grupo executa além de composições e arranjos próprios, clássicos de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos e seus seguidores. 
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Citemor>>
QUINTA 24 JULHO 23H30 | entrada livre
MELHOR AMIGO | ANTÓNIO PEDRO LOPES & GUI GARRIDO
(ESPECTÁCULO INSERIDO NO PROGRAMA DO CITEMOR 2014)

Gui Garrido é o MELHOR AMIGO de António Pedro Lopes, e juntos fazem canções pop sobre errância, amores experimentais e atravessar a nossa época entre ataques de pânico, clarividência e desejos de liberdade. 
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SEXTA 25 JULHO 22H30 | bilhetes: €5
NAMAZOO
De sonoridade feérica, free e psicadélica os seus concertos são já conhecidos pelo enorme impacto sonoro.
São Paulo Alexandre Jorge no saxofone,| Ricardo Graça na guitarra, Luís Canto no baixo, José Bica nos teclados/electrónica, André Neves na bateria e Guilherme Parreira na bateria
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At La Brava>>
SÁBADO 26 JULHO 22H30 | bilhetes: €4
SOUQ + THE LAST GANG IN TOWN DJ SET < CARLOS MENDES & CRUEL SB >
Os SOUQ são uma banda incomum e excitante que captam o espírito da psicadelia, blues, pop e jazz para construir um som que é sempre dinâmico e contundente, como se os Captain Beefheart estivessem a tocar músicas do Dave Brubeck com os Black Sabbath como banda suporte.
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Friday, July 18, 2014

Inquérito do Jornal Metro com a actriz Sofia Correia


- Umas férias: As próximas. De tanto sonhar, acontece. Daqui a 30 dias estou a descer a Califórnia de San Francisco a Las Vegas com tudo a que tenho direito! OH YEAH!

- Uma ideia: Uma volta ao mundo obrigatória e gratuita para todos os cidadãos! Assim aos 22 anos para abrir horizontes!

- Uma asneira: Ter-me fechado na minha própria casa de banho. Volto do basket, suada, quero tomar banho, a casa de banho sem porta porque a estive a arranjar, decido colocá-la sozinha e não é que a porta tranca, e sem puxador? Eu que sofro de ligeira claustrofobia, comecei a suar e a usar tudo para abrir a porta, menos a inteligência. Ao fim de 40 minutos, abri a porta com a escova dos dentes e chorei de alívio...

- Uma paixão: O meu marido! Moreno, costas de nadador, surfista! E com cheiro a Verão o ano inteiro! Há coisas fantásticas, não há?

- Uma curiosidade: Consigo chegar com a língua ao nariz. Um skill que aprendi com horas e horas a observar uma vaca que a minha avó tinha, durante as férias grandes. Adoro vacas. 

- Uma pergunta: Porque é que não existe, para além do Galeto, restaurantes para comer de madrugada em Lisboa?

- Uma resposta: Se não há resposta a dar, que se dê um abraço. Em silêncio. E um piscar de olho, como quem diz : "vai correr tudo bem!"

- Uma lição: "Sê paciente. Espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mereça." Sei este poema de Eugénio de Andrade de cor há anos, e já me deu muita calma quando nada parece correr certo. Assim uma espécie de oração! 

- Uma aventura: Ter casado. A maior aventura de uma vida!

- Um segredo: Ainda canto e danço em frente ao espelho, enquanto o secador faz esvoaçar o meu cabelo!

- Uma invenção: Como é óbvio: o teletransporte! Dava-me tanto jeito!

- Um desabafo: Isto dos lobbys, que é transversal a todas as áreas, começa a provocar-me urticária. Será da idade?

- Um problema: Fechar a porta das casas de banho. Comecei a corar com piropos, depois dos 26. E a cheirar mal das axilas, depois dos 30. As hormonas são lixadas.









Wednesday, July 16, 2014

Exames Finais da Escola de Circo do Chapitô



· 14 julho, segunda-feira
· 17 julho, quinta-feira
· 20 julho, domingo 

No propósito de lançar futuros grandes artistas Chapitonianos no mundo das artes e ofícios do espetáculo circense, convidámos um júri de alto gabarito, que os irá avaliar e apreciar. 

· Eunice Muñoz – A Grande Dama do Teatro. 
· Dinarte Branco – Ator. 
· Paulo Gomes – A moda em todo o seu esplendor. 
· Rita Spider – Uma visão contemporânea do circo. 
· Cristina Farinha – Investigadora na área do espetáculo circense 
· Isabel Bezelga – Universidade de Évora / Teatro 

Área do Empresariado de responsabilidade social 
· Luis Araújo, do Grupo Pestana 
· José de Guimarães, empresário – Uma visão da cultura do Norte em Lisboa 

A sociedade civil em ação através do voluntariado 
· Graça Vasconcelos (criadora da plataforma das ONG’s) 
· Francisco Azevedo Coutinho – Bolsa de voluntariado Entrajuda. 

Um olhar mais institucional 
Em representação do poder local/CML teremos: 

· Vitor Costa do Pelouro da Cultura 
· Paula Marques, vereadora da habitação e desenvolvimento local 

Connosco estarão também representantes de escolas profissionais, nossas parceiras: 
· Manuela Carlos da ETIC – Audiovisuais 
· Celeste Lé Matos da Magestil – Design e Moda 

Este leque de convidados e “opinion makers”, constituirá um testemunho fundamental para a entrada destes jovens nos mais variados mercados de trabalho. 

Assim termina mais um ano de educação através das artes e ofícios, ao serviço da inclusão social, do desenvolvimento e projeção da cultura no mundo, especialmente em Portugal e na Europa. 

O circo mantem-se em pleno desenvolvimento em toda a Europa. Em Portugal, o Chapitô, trabalha para proporcionar aos alunos as melhores condições e oportunidades para abrirem as asas e voarem.

Batida regressa com single ''Pobre e Rico''

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Saturday, July 12, 2014

Inquérito do Jornal Metro com Bárbara Baldaia - Jornalista e 'runner'




- Umas férias: Marrocos. Na fronteira de Tânger, uma das pessoas do nosso grupo foi entregar os pasaportes para carimbar enquanto os outros esperavam no carro. Mandaram-me chamar, porque a minha fotografia no passaporte levantava suspeitas. Acho que fui confundida com uma terrorista. Foi um momento alto da minha carreira turística.

- Uma ideia: Dizer bom dia (ou boa tarde ou boa noite) aos desconhecidos com quem nos cruzamos. Quando entro num elevador e cumprimento, fica tudo a olhar para mim como se fosse maluca. Saudemo-nos!

- Uma asneira: Achar que se tem que fazer tudo bem e que se não pode falhar. É uma grande asneira não falhar. 

- Uma paixão: Ou uma paixão por uma outra coisa qualquer, pronto.
O silêncio. Sobretudo o silêncio fora da cidade. Estar a ouvir o silêncio da natureza, um rio que corre lá em baixo, uma aragem que faz restolhar as folhas das árvores, um pássaro perdido... 

- Uma curiosidade: revelem-nos uma que tenham aprendido com a vossa avó, ou com o tio que sabia sempre tudo, ou na televisão, ou no café, ou na enciclopédia do armário lá de casa, ou no outro dia enquanto ouviam o Pacheco Pereira, enfim, com a vida que levam
As nódoas de gordura na roupa tiram-se muito bem com detergente da louça. 

- Uma pergunta: uma pergunta que gostavam de obter resposta. Uma pergunta que ainda ninguém teve a audácia de fazer. Daquelas de deixar um café subitamente em silêncio. Antes, obviamente de tudo voltar ao normal e se pedir mais uma imperial.
Porque é que os professores não permitem que os testes na escola sejam feitos com consulta, se na vida adulta não fazemos nada sem googlar? 

- Uma resposta: lembrem-se de uma boa resposta, que pode não ser verbal - por exemplo uma acção, um acontecimento -  mas pode também o ser. Que tenham visto num filme, numa entrevista, num livro, na boca da senhora da mercearia.
"Bai-me à loja" (É a forma de se dizer "Não me aborreças", no Porto) 

- Uma lição: uma lição que tenham aprendido ou queiram dar. Algo que tenham aprendido e agora julguem ser necessário transmitir. Podem ensinar-nos a fazer o nó da gravata ou bacalhau à Brás. Podem dizer-nos finalmente o que é o amor. Ou como se vai de transportes da rua augusta até Benfica. Queremos uma lição vossa ou quetenham escutado. Ou inventado só agora para este inquérito.
Faz o que gostas e gosta do que fazes - a vida fica mais fácil. 

- Uma aventura: aqui pode ser o que julgam ser uma aventura (tipo atravessar o irão abraçado ao salman rushdie; hora de ponta na IC19) ou uma aventura em que quase eram apanhados. Ou que foram apanhados.
Ter sido repórter no Parlamento durante oito anos.

- Um segredo: pode ser um segredo vosso ou algo que só vocês saibam mas que na verdade seja do conhecimento geral. Pode ser uma mentira inventada por vocês ou a destruição de um mito. Ou dois. 
Não está tudo inventado.  

- Uma invenção: pode já existir ou melhor ainda, uma coisa que seja necessária e que ainda não foi inventada até a vossa iluminada mente responder a isto.
TSF Runners. Sim, é possível fazer um programa de rádio sobre corrida.  

- Um desabafo: sobre o que quiserem, sobre alguém, sobre um país, sobre um estigma, sobre um incómodo, sobre uma mentira.
Cansam-me as pessoas que andam sempre a queixar-se (isto não é uma queixa!) 

- Um problema: algo que têm vindo a notar que está a transformar num problema, que é um problema, que ainda não é mas é certinho que irá ser.
Pessoas que estacionam um carro como se fossem dois. 

Thursday, July 10, 2014

Um convite à poesia




Fundação Cupertino de Miranda em parceria com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai realizarnos próximos dias 11 e 12 de julho,CARMINA 1, encontro de poesia coordenado por Tolentino Mendonça e Pedro Mexia.
CARMINA pretende reunir um grupo de especialistas em literatura, fazendo deste um evento único no universo da poesia.
Nomes como Sousa Dias, Alex Villas Boas, Fernando J. B. Martinho, Maria João Reynaud, Rosa Maria Martelo, Maria João Costa, Frederico Lourenço, Jorge Sousa Braga, Rui Lage e Pedro Sobrado fomentarão conversas com o intuito de nos aproximarem das interrogações de Deus na poesia.
No dia 12 será apresentada a antologia Verbo. Deus como interrogação na poesia portuguesa

“Deus como interrogação, assim se chama a antologia, porque Deus existe, na poesia como na vida, em modo interrogativo, mesmo para quem tem fé. Esta não é uma antologia para crentes ou para não-crentes, é uma antologia de poesia que dá exemplos de um tema, de um motivo, de uma obsessão, exemplos portugueses, numa época que também nos deu Claudel, Eliot, Luzi ou Milosz, poetas com uma questão, com uma pergunta que nunca está respondida.”

Dos poetas antologiados contamos com a presença de Armando Silva Carvalho, Carlos Poças Falcão e Fernando Echevarría que promoverão uma conversa moderada por Pedro Mexia e Tolentino Mendonça.

 
Programa

11 JULHO
10h30 – A interrogação de Deus na poesia portuguesa – breves achas para uma grande fogueira. Uma conversa com José Tolentino Mendonça e Pedro Mexia. Moderada por Sousa Dias

12h30 – A interrogação de Deus na poesia brasileira. Alex Villas Boas.

15h00 – À poesia o que é da poesia e a Deus o que o é de Deus. Fernando J.B.Martinho. Maria João Reynaud. Rosa Maria Martelo. Numa mesa-redonda conduzida por Maria João Costa

17h00 – A poesia cabe dentro das antologias? Não. Então porque se fazem?Frederico Lourenço, Jorge Sousa Braga, Rui Lage, José Tolentino Mendonça, Pedro Mexia. Num painel coordenado por Pedro Sobrado

18h00 - Poesia no Parque da Devesa

Ao longo do dia
A POESIA ESTÁ NA RUA com Isaque Ferreira, João Rios e Rui Spranger


12 JULHO
10h00 – Lançamento da Antologia “Verbo. Deus como interrogação na poesia portuguesa” (Ed. Assírio & Alvim)

10h30 – Deus nunca acaba de ser dito pelos poetas. Armando Silva Carvalho, Carlos Poças Falcão, Fernando Echevarría.

12h30 - Encerramento com Poesia na Praça D. Maria II

Ao longo da manhã
A POESIA ESTÁ NA RUA com Isaque Ferreira, João Rios e Rui Spranger


entrada livre e gratuita.

Wednesday, July 09, 2014

22º Curtas Vila do Conde: Arranque da Competição Nacional

No Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema está reservado para hoje, terça-feira, um dos momentos habitualmente mais aguardados do festival: o arranque da Competição Nacional, com sessão agendada para as 21 horas.

A produção nacional sofreu um sério problema de financiamento nos últimos anos. Não deixa de ser, por isso, uma surpresa que os filmes continuem a ser produzidos e que sejam surpreendentes objetos cinematográficos. Com estratégias inovadoras de produção, esta seleção é marcada pela presença avassaladora da crise financeira na sociedade portuguesa. Ainda assim, há, neste panorama, filmes que continuam a utilizar a câmara de filmar para fazer reflexões sobre as contradições humanas mais elementares. A diversidade continua a ser uma marca de sucesso do cinema português. 
Nesta edição, regressam ao festival autores como Sandro Aguilar, Salomé Lamas, Jacinto Lucas Pires, Rodrigo Areias, Gabriel Abrantes, Teresa Villaverde, Vasco Sá e David Doutel. O futuro do cinema português passa por aqui.


E a exemplo do sucedido em anos anteriores, o Curtas Vila do Conde promove os habituais Encontros com Realizadores, potenciando um espaço de debate e reflexão sobre o panorama do cinema português. Os realizadores, com filmes a concurso e presentes em Vila do Conde para apresentarem as suas obras, são convidados para uma conversa com o público. 

Quarta, dia 9 - Mariana Gaivão, Pedro Neves, Sérgio Ribeiro e Salomé Lamas


Quinta, dia 10 - Nuno Amorim, Jacinto Lucas Pires, Miguel Clara Vasconcelos e Patrick Mendes


Sexta, dia 11 - Rodrigo Areias, Francisco Botelho, Sandro Aguilar, Teresa Villaverde e Simão Cayatte 


Sábado, dia 12 - David Doutel, Vasco Sá, Marco Amaral, João Rodrigues e Gabriel Abrantes 

(Os Encontros com Realizadores decorrem no Lounge Curtas, no Teatro Municipal, pelas 16h15)




Secção Curtinhas
Um minifestival para os miúdos (mas também para os graúdos), o Curtinhas surgiu em 2009 no contexto do projeto ANIMAR (que, em 2014, chegou à 9.ª edição), um programa anual de formação de públicos jovens através do cinema de animação. A parte principal do Curtinhas é a competição de filmes para crianças, divididos em três escalões etários – para maiores de 3, 6 e 9 anos. O júri é também composto por crianças. Para além da competição, o Curtinhas é composto pelo Espaço Infantil "Brincar ao Cinema", nas instalações do festival, e vários workshops.

ESPAÇO INFANTIL BRINCAR AO CINEMA 
Até 13 de julho, 14:30-23:30
Teatro Municipal de Vila do Conde, Piso 3
Neste espaço infantil têm lugar diversas atividades para crianças dos 4 aos 12 anos, permitindo aos espectadores do Festival assistir às sessões, sabendo que em simultâneo os seus filhos usufruem de um lugar de diversão e aprendizagem, sob a orientação de uma equipa de formadores. Este espaço tem, num horário coincidente com o das sessões de cinema, uma programação permanente constituída por ateliers de curta duração, visionamento de filmes e realização de outras atividades em torno da imagem em movimento. 

OFICINA CIÊNCIA DA IMAGEM 
Sábado : 12 Jul
Teatro Municipal de Vila do Conde (Piso 3)
10:30–12:30, 3-6 anos (pais e filhos))
14:00–16:00, 7-12 anos
Preço: 5 euros criança
Formadores: Mundo Científico
Luzes, filtros, lentes e espelhos vão ser os protagonistas de uma fantástica aventura pelos princípios da ótica associada ao cinema. Serão as imagens realmente animadas ou o produto de um cérebro iludido com tanta confusão? Vamos convidar a Ciência para ajudar na solução!

Tuesday, July 08, 2014

Balanço Vital, com o editor João Paulo Cotrim, no Jornal Metro



Enjoo em terra com o balanço, mas no mar nem por isso. Estranho? Sou mais árvore que pássaro, pelo que não sei se deva escolher relâmpagos e trovões para estas contas ou a suavidade de um olhar, a preguiça da sesta, o sublime momento da dúvida, as primeiras vezes: gole de cerveja, beijo, livro folheado, pão de forno, entrada em redacção, gargalhada de puto. 

Como convém, há que ceder ao dramatismo.

5 factos acontecidos

1. Vi a chegada à Lua em directo e logo ali descobri uma vocação, que era magro e não me dava mal com as matemáticas. Um certo professor, contudo, e no âmbito do programa curricular, deu-me a conhecer um tal de Fernando Pessoa, jaz morto mas não arrefece. Até já tinha lido poesia, mas nunca tinha lido poesia. Não mais me livrei dela, apesar de ainda ter continuado a achar durante anos que podia ser astronauta. Têm sido os versos a levar-me à lua e a prender-me à terra. A enterrar-me.


2. Só escrevi um fado, mas quando ouvi pela primeira vez o António Zambujo a cantar a minha delirante infância pensei por momentos que a vida podia fazer sentido, breve é claro. Breve o sentido e a vida, que a poesia só ensina a cair. Fado do Homem Crescido, escrito para o filme de animação homónimo que o Pedro Brito realizou, diz com imagens e sons e palavras que a amizade é impossível, pelo que estamos condenados à solidão. Ora nada mais vale senão a amizade.

3. Gastei muita fita e vinil a agarrar-me aos Waterboys, The The, Tom Waits e Sérgios Godinhos desta vida, aumentando os dias, que o vinil trazia horas e aumentava ao limite as nossas noites. Mas o relâmpago aqui foi ter na mão e no ouvido o ipod, razão pela qual o hominídeo desenvolveu o polegar. Aquilo deu finalmente resposta a toda a curiosidade que ia da vertigem de Glenn Gould aos electro-absurdos de Kraftwerk, dos Velvet Undergound às Vozes Búlgaras, 
que acabei por ouvir em casa delas. Melhor do que o ZX Spectrum, muito melhor.

4. Por causa do Tintim descobri os livros e as imagens. Andei meses, ao que parece, sem largar o mesmo álbum. Em páginas semelhantes fui vendo como eram os corpos delas, por exemplo, 
que foram tantas as utilidades. E depois, certo dia, com a cumplicidade de um político que sabe ler, trouxe a Lisboa José Muñoz, para que o seu trabalho político e artístico perturbasse o 
museu da cidade. Ora sentar-me à mesma mesa abriu-me a cabeça para a parte oculta de um icebergue chamado banda desenhada. Voando abaixo dos radares e usando as mais belas das artes leva longe o desejo.

5. Aprendi a fazer aguardente, por razões que não cabem aqui, mas a descoberta do uísque, começando pelo irlandês Bushmills, voltou a abrir-me a gaveta do espiritual. Nada dá mais acesso a nós e aos outros, nada abre portas e janelas, constrói pontes e catedrais como o álcool. Aprendi a ler nesse instante, vi os palcos que havia de pisar, os textos que assinei para outros desenharem. Descubro passados em cada gole, vejo o futuro. E bebo o presente. 

5 fados por acontecer
- Manter aberta a boca do abysmo.
- Ganhar tempo para fazer nada. 
- Voltar a habitar um quinhão do Alentejo.
- Cozinhar todos os dias. 
- Aprender a dançar.