Tuesday, November 30, 2010

Última chamada: 1º Curso de Escrita de Letras para Canções no Porto com o Mestre Gimba



A Cego, Surdo e Mudo apresenta o 1º Curso de Escrita de Letras para Canções realizado no Porto com o mestre Gimba a 4 e 5 de Dezembro. Este é também o primeiro curso feito em Portugal que se dedica à escrita de canções, sendo a vertente prática de um estudo que Gimba tem vindo a elaborar sobre o português cantado (a primeira obra escrita sobre este assunto em língua portuguesa), resumindo a sua experiência profissional de 30 anos e as suas visões pessoais sobre escrita de letras em português.



DATA
Dias 6 e 7 de Dezembro

HORÁRIO
Sábado e Domingo: 10h às 13h e das 14h às 19h

TOTAL DE HORAS
16 horas

VAGAS
20

OBJECTIVOS DO CURSO
Promoção da escrita – neste caso, de canções – visando contribuir para um enriquecimento da cultura portuguesa ajudando amadores e profissionais a apaixonar-se (ou a re-apaixonar-se) pela nossa língua.
Munir os participantes com uma nova consciência em relação à escrita, à análise e à fruição de letras em português:
. Porque escrever letras não é apenas escrever “letras”!
• Aproveitar a musicalidade da língua – prosódia
• Saber que palavras usar – fonética
• Como e quando as usar – retórica + semântica + métrica
• Tomar consciência das potencialidades e limitações do "português continental"
• Adquirir noções claras sobre o equilíbrio estético, dinâmico e estrutural na escrita de letras para música

A QUEM SE DESTINA
Esta formação serve músicos e não-músicos. Jovens e adultos com vontade de aprender a escrever letras de canções usando os truques dos autores de referência e as técnicas usadas na maioria das canções “clássicas”; a todas as pessoas (maiores de 16 anos) profissionais, amadores, ou simples curiosos, que tenham interEsse em escrever letras/poemas ou saber um pouco mais sobre os mistérios e segredos desta arte milenar; também – obviamente – poetas, autores, cantautores, produtores musicais, responsáveis de artistas e reportório em editoras discográficas, professores e alunos de música, animadores culturais, monitores de ATL’s, redactores de publicidade, tradutores, supervisores de reportório infantil (TV), etc...

FORMADOR
Sou o Gimba, de meu nome Eugénio Lopes, tenho 50 anos e nasci em Lisboa. Sou músico/autor/produtor e tenho um percurso musical preenchido e variado: Fundei “Os Afonsinhos do Condado” (meados de 80), integrei “Os Irmãos Catita” (de Manuel João Vieira), e “Os Cavacos” (com músicos dos Xutos & Pontapés e Rádio Macau) e gravei discos em nome próprio. Como produtor, trabalhei com artistas tão variados como Deolinda, Boss AC, Tim ou José Cid. Dei a cara e fiz música para programas de televisão (“Pop Off”; “O Cabaret da Coxa”). Também assinei bandas sonoras de programas de humor (“O Programa da Maria”; “Paraíso Filmes”, “Boa Noite, Alvim”), cinema (“O Crime do Padre Amaro”), rádio, teatro e publicidade.

LOCAL
CCDTCMP - Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto

PREÇO
130 Euros

ORGANIZAÇÃO
Cego Surdo e Mudo – Produções Multimédia, Lda.

Mais informações / Inscrições:
96 600 81 85
cegosurdoemudo.pm@gmail.com


Friday, November 26, 2010

Amanhã, sábado, 1ª Competição de Aviões de Papel easyJet!

A “1ª Competição de Aviões de Papel easyJet” arranca já este sabado, dia 27 de Novembro, onde os participantes vão poder mostrar a sua performance a partir das 15h00, na entrada do Terminal 1 do Aeroporto de Lisboa.
Esta competição acontece no ambito das celebrações dos 15 anos da companhia aérea que lançou este desafiou através da sua página do Facebook, acessível em www.facebook.com/easyjetpt.
São mais de 80 os participantes inscritos na competição. No local, deverão dirigir-se ao Welcome Desk da easyJet para fazer o ‘check-in’, onde receberão um número de participante e duas folhas A4 para construir um avião de papel.
A Easyjet oferecerá uma viajem com destino à escolha aos 15 melhores “pilotos”, tendo em conta dois critérios: a duração e a distancia de voo.

Este domingo no Alvinex: José Goulão, Thomas Anahory e Hugo Israel

Este domingo a não esquecer pelas 10 horas da manhã, mais uma emissão do Alvinex. Esta semana estará connosco José Goulão, que acaba de editar “Pagadores de Crises”, livro que fala sobre esta actual que o país atravessa.

Thomas Anahory é outro dos convidados. Um talento natural para o som, a rádio, a música. Tem também um projecto musical com o mesmo nome e é sonoplasta da estação.



E ainda Hugo Israel da organização do Pop Up Lisboa, um festival internacional de cultura urbana que desafia criadores de múltiplas áreas de expressão artística a intervirem em espaços urbanos desocupados ou abandonados, dando-lhes nova vida através da arte.


Não percam pois o Alvinex, pode ser ouvido com um olho aberto e o outro meio fechado, este domingo, às 10 horas da manhã na Antena 3 em podcast ou em directo AQUI.

Passatempo: Os Novos Autocolantes da Revista 365

Olá a todos, a próxima edição da Revista 365 avizinha-se e antes que seja tarde e alguns percam a oportunidade de se manifestarem com toda a inquietude que lhes é reconhecida, serve a presente missiva para vos propor um desafio: queremos sugestões e ideias para frases ou palavras que, no vosso entender, devam constar dos autocolantes que iremos fazer sair com esta edição. São autocolantes bem bonitos que já em anteriores edições causaram furor. Alguns exemplos:





Deixem as vossas ideias para frases aqui na caixa de comentários do post ou na página do Facebook. As 4 melhores propostas receberão uma assinatura anual da Revista 365. Vamos a isso!

Thursday, November 25, 2010

Sab. 27 NOV. Grande Concerto-Comício Ena Pá 2000-Assina Vieira 2011 no Cabaret Maxime

SÁBADO . 27 NOVEMBRO . 2010

ENA PÁ 2000
ASSINA VIEIRA 2011
GRANDE CONCERTO-COMÍCIO

«Solta o artista que há em ti
e vem fazer parte desta obra de arte»




«Solta o artista que há em ti e vem fazer parte desta obra de arte». É este o lema do Candidato Vieira, na voz do Presidente dos Ena Pá 2000. In signis veritas.
E no dia 27 de Novembro, os mesmos Ena Pá 2000 sobem ao palco do Maxime para completar o quadro pontilhista em que é suposto cada pontinho da pintura ser feito por um de nós sob a forma de uma assinatura, para que Vieira figure entre os outros anormais do boletim de voto para as presidenciais. Todos diferentes, todos doentes! (ou será “dementes”?) Por isso, vem participar nesta obra de arte! Junta a tua assinatura às outras sete mil quatrocentas e noventa e nove, e põe Vieira no mapa, isto é: no boletim! Vem ser um pontilhista (o pontilhismo também tem a ver com tesão, mas isso é outra conversa...), presta um serviço a ti próprio e à nação, entra na história pela porta grande e bebe uns copos com a comitiva. E lembra-te: quem não assina, assassina. Portanto, comparece e abastece. Vieira a presidente!

Cabaret Maxime
Praça da Alegria, 58 em Lisboa
Abertura portas 22h00 . Espectáculo 23h30
reserva mesas: 213467090 . 916350427 . 967045836

Escolhas Literárias para o Jornal Metro



Sandálias de Prata - A primeira pergunta é esta: Que é feito de Cristina Caras Lindas? - a segunda é esta: Quem não leu o Sandálias de Prata? Quando li o "sandálias" (perdoem-me este diminutivo) era um tipo vulgar, triste e sem esperança, mas depois de o ler, a minha vida mudou de tal modo, que o meu sorriso é maior que passivo do Sporting. Sandálias de Prata é o romance que lobo Antunes nunca conseguirá escrever. Não porque não saiba, mas justamente porque não quer. E é isso que traz imensa felicidade.



Coisas Doces sem Açúcar de Manuel Luís Goucha - se Sandálias de Prata já representa para mim um hino à esperança, parece-me que este pode ser a própria esperança. E que bem vistas as coisas até a ultrapasse. Numa altura de crise como a actual, é bom perceber que ainda há coisas doces que prescindem de açúcar, coisas doces que não implicam cartão de crédito, coisas doces para as quais não é necessário termos que lhe oferecer um carro novo. E isto faz-me muito feliz.


O Manuel de Condução de João Catatau - podem haver muitos manuais, mas não acredito que nenhum se compare ao Manual de Condução de João Catatau. O simples facto de alguém, uma pessoa ter um Manual de Condução é já por isso um acto de grandeza, mas perceber que poderemos falar com ele, tirar dúvidas, beber copos com João Catatau enquanto discutimos sinais de trânsito, faz-nos ser imensamente felizes.

 
Fernando Alvim

Workshop de Rádio "Alô Alô Dona Rosa!" chega a Coimbra - 27 e 28 de Novembro

Depois de esgotar Lisboa, Porto e Alcobaça, o workshop "Alô Alô Dona Rosa, Chegou a sua Filha!" viaja até Coimbra para esgotar também. Estas são as últimas inscrições, haverá um formador de grande categoria, 16 horas em pressão alta, um fim-de-semana que é melhor do que duas noites de copos. Ou três (bem, 3 já será exagero, mas duas é com certeza).




DATA

Dias 27 e 28 de Novembro

HORÁRIO

Sábado e Domingo: 10h às 13h e das 14h às 19h

HORAS

Total: 16 horas

VAGAS

20

PÚBLICO-ALVO

Todos, mesmo os que têm voz de cana rachada. Aqui se ensina que a voz não é o mais importante, mas sim a atitude por detrás das cordas. O que se diz e como se diz.

OBJECTIVOS

Sair da sala de aula e começar a fazer rádio nem que seja nas colunas do hipermercado. Explicar como se faz a quem não sabe ou aperfeiçoar a técnica da coisa, que não é nada díficil.

CONTEÚDOS

Não haverá módulos nem mariquices do género. Serão aulas corridas, com muita pratica para apurar a técnica. E poucas idas ao café que é para não perder tempo. Aqui se ensinará como colocar a voz e não forçá-la, como fazer na perfeição um intro-time, o que pode e deve fazer, o que não se deve nem pode fazer. O que é a rádio. Como se pode fazer um programa num instantinho e fazer figuraça para quem nos ouve.

FORMADOR

Fernando Alvim, radialista da antena 3. Faz rádio desde os 13 anos, estreando-se enquanto apresentador de programas infantis. Apresentou aí a “Hora das traquinices” e o “Tapete Mágico” e é celebre o telefonema que o seu pai lhe fez em directo dizendo, e passamos a citar: Que era o papá que o estava ouvir!”. Com a sua afirmação de masculinidade praticamente destruída, Alvim recupera-a para sua felicidade quando ingressa no mundo dos adultos. Primeiro na Rádio Press, depois na Rádio Energia, Rádio Nova Era, TSF – tudo isto no Porto – e já em Lisboa, na Rádio Comercial e Antena 3, onde actualmente apresenta a prova oral, o programa mais ouvido em podcast de todo o grupo da Rádio Difusão Portuguesa – e Santo Alvim Moreira que apresenta juntamente com João Moreira e Pedro Santo. Alvim é igualmente director da http://www.speaky.tv/, Revista 365, organizador principal do Festival Termómetro, Festival Alternativo da Canção, Monstros do ano e colaborador da Maxmen, noite.pt, Jornal Metro e Chick Intimate Cult. Alvim é autor do blog: esperobemquenao.blogspot.com.
Com tanto para a fazer há quem diga que ainda tem tempo para ter vida sexual, mas obviamente que não acreditamos.

EQUIPAMENTO

Levem voz, ideias, caneta e um caderno.

ORGANIZAÇÃO


INFORMAÇÕES E RESERVAS:

Tel. 967 898 084
info@cantigasdarua.com

Wednesday, November 24, 2010

1º Curso de Escrita de Letras para Canções no Porto com o Mestre Gimba



A Cego, Surdo e Mudo apresenta o 1º Curso de Escrita de Letras para Canções realizado no Porto com o mestre Gimba a 4 e 5 de Dezembro. Este é também o primeiro curso feito em Portugal que se dedica à escrita de canções, sendo a vertente prática de um estudo que Gimba tem vindo a elaborar sobre o português cantado (a primeira obra escrita sobre este assunto em língua portuguesa), resumindo a sua experiência profissional de 30 anos e as suas visões pessoais sobre escrita de letras em português.



DATA
Dias 6 e 7 de Dezembro

HORÁRIO
Sábado e Domingo: 10h às 13h e das 14h às 19h

TOTAL DE HORAS
16 horas

VAGAS
20

OBJECTIVOS DO CURSO
Promoção da escrita – neste caso, de canções – visando contribuir para um enriquecimento da cultura portuguesa ajudando amadores e profissionais a apaixonar-se (ou a re-apaixonar-se) pela nossa língua.
Munir os participantes com uma nova consciência em relação à escrita, à análise e à fruição de letras em português:
. Porque escrever letras não é apenas escrever “letras”!
• Aproveitar a musicalidade da língua – prosódia
• Saber que palavras usar – fonética
• Como e quando as usar – retórica + semântica + métrica
• Tomar consciência das potencialidades e limitações do "português continental"
• Adquirir noções claras sobre o equilíbrio estético, dinâmico e estrutural na escrita de letras para música

A QUEM SE DESTINA
Esta formação serve músicos e não-músicos. Jovens e adultos com vontade de aprender a escrever letras de canções usando os truques dos autores de referência e as técnicas usadas na maioria das canções “clássicas”; a todas as pessoas (maiores de 16 anos) profissionais, amadores, ou simples curiosos, que tenham interEsse em escrever letras/poemas ou saber um pouco mais sobre os mistérios e segredos desta arte milenar; também – obviamente – poetas, autores, cantautores, produtores musicais, responsáveis de artistas e reportório em editoras discográficas, professores e alunos de música, animadores culturais, monitores de ATL’s, redactores de publicidade, tradutores, supervisores de reportório infantil (TV), etc...

FORMADOR
Sou o Gimba, de meu nome Eugénio Lopes, tenho 50 anos e nasci em Lisboa. Sou músico/autor/produtor e tenho um percurso musical preenchido e variado: Fundei “Os Afonsinhos do Condado” (meados de 80), integrei “Os Irmãos Catita” (de Manuel João Vieira), e “Os Cavacos” (com músicos dos Xutos & Pontapés e Rádio Macau) e gravei discos em nome próprio. Como produtor, trabalhei com artistas tão variados como Deolinda, Boss AC, Tim ou José Cid. Dei a cara e fiz música para programas de televisão (“Pop Off”; “O Cabaret da Coxa”). Também assinei bandas sonoras de programas de humor (“O Programa da Maria”; “Paraíso Filmes”, “Boa Noite, Alvim”), cinema (“O Crime do Padre Amaro”), rádio, teatro e publicidade.

LOCAL
CCDTCMP - Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto

PREÇO
130 Euros

ORGANIZAÇÃO
Cego Surdo e Mudo – Produções Multimédia, Lda.

Mais informações / Inscrições:
96 600 81 85
cegosurdoemudo.pm@gmail.com


Um Motard de Barba Rija



Tenho mota desde os meus 16 anos e se a minha mota falasse sobre tudo o que já fiz com ela durante este tempo, garanto-vos que teria uma mordaça naquela boca. A minha primeira mota foi uma DT LC vermelha e branca que choro só de me recordar, e que foi adquirida na precisa altura em que estreava em todas as salas de cinema o filme Top Gun com o Tom Cruise com cabelinho de quem vai à madrinha pela Páscoa e uma Kelly McGillis pela qual viria a apaixonar-me violentamente e logo aí perceber quanto é aborrecido esta coisa do amor platónico. Contudo, foi este filme que me fez apaixonar pela minha mota, porque uma das cenas mais emblemáticas é precisamente a viagem de mota dos dois, o sacana do Tom Cruise e a minha Kelly Mcgillis, os dois de cabelo ao vento, sem capacete, a ouvirem o tema "Danger Zone". E era isto que eu fazia, exactamente igual, com a minha DT LC 50, espalhando charme e robustez à minha passagem, fazendo todo um olhar Tom Cruise para as empregadas fabris, arrancando veloz, estacionando sempre com estilo, não dispensando uns óculos de sol de marca branca que havia comprado numa feira local, bem como um casaco igualzinho ao do Tom Cruise. Nunca mais vi a Kelly Mcgillis, mas desde aí fiquei inseparável da minha mota. De tal modo, que quer chova ou faça sol, eu saio de mota. Ventos torrenciais, tsunamis, furacões, no telejornal a dizerem “Ai que vai fazer muita chuva e vento, a protecção civil decreta alerta amarelo e tal” e aqui o rapaz, a calçar as luvas e os impermeáveis todos e vamos a isto. Porque é isso que tem que ser feito.

Alguém que tenha uma mota tem que saber que não pode ser um mariquinhas, uma mota é para homens de barba rija e para mulheres de barba rija. Aliás eu proponho aqui nesta publicação, que a lei em vigor para os motociclistas os obrigue à inspecção desta obrigatoriedade. Para além dos seus documentos se faz favor, deve o agente da autoridade pedir igualmente para que seja mostrada a sua barba rija. No caso de isso não se verificar, deve o infractor ser levado para sítio isolado, durante o tempo necessário a que barba cresça viçosa, dura, tal qual a ostentada por Xanana Gusmão enquanto guerrilheiro das montanhas. Mais, só deverá ser dada licença de condução de mota, a quem der provas, que não é daqueles que só saem de mota no Verão porque depois está frio. O agente da autoridade deve ter muita atenção a isto e ao perceber que tem na sua frente um beto de Cascais, pode desde logo autuá-lo, porque é certinho que ele pertence a esta corja. Daí que defenda o uso de capacete, mas sobretudo o uso de barba, devendo os motociclistas unirem-se para elevar à categoria de deuses, pessoas como o professor José Barata Moura, o jogador Chalana, o capitão Iglo e obviamente o adepto benfiquista Barbas que é um ícone de toda uma geração. Quero pois dizer-vos que ainda hoje, irei começar a deixar crescer a minha.

Fernando Alvim
(motociclista de barba rija e portador de uma Honda Hornet 600)

Fotografia de Celerywoof / Mike L

Monday, November 22, 2010

Prémios Novos 2010 - As Esperanças e os Novos Talentos em Portugal



O que são os Prémios Novos?

Os Prémios Novos são uma iniciativa da Cego, Surdo e Mudo em colaboração com a MoviJovem e o Cartão Jovem. Trata-se de uma cerimónia anual que visa premiar os novos talentos até aos 30 anos (cumpridos até 31 de Dezembro de 2010) que se distinguiram no nosso país, reconhecendo o seu protagonismo, actividade e mérito em diferentes áreas da cultura, ciência ou sociedade.
A ideia subjacente à criação dos Prémios Novos é: fazer uma cerimónia que premeie o valor, a capacidade e os talentos emergentes; encontrar quem os descubra e os revele a cada ano; quem os incentive e os inspire a continuar o seu percurso; quem os reconheça antes que outros o façam.

A primeira edição dos Prémios Novos existe por isso. E irá decorrer na Pousada da Juventude de Almada, em data a anunciar muito em breve. É a primeira edição e por ser a primeira, queremos que seja logo a melhor de sempre, o que poderá não ser difícil, visto não existir outra anterior. Sejamos claros, é na investigação, nos nomeados, nas categorias e no Júri escolhido, que nos distinguiremos a cada ano.

Para cada categoria, existirão 3 Jurados. É a soma de todas as suas escolhas que ditará o resultado final. A organização dos Prémios Novos está por isso a convidar e a reunir um leque de jurados composto por personalidades de renome, de valor reconhecido e incontornável, de acordo com cada umas das categorias a distinguir. O objectivo é que entre os nomeados estejam efectivamente os melhores e que vençam os que demonstraram mais mérito na sua actividade no último ano.

Brevemente, mais informações…


Conversas no Tanque - Álvaro Domingues Inaugura Novo Ciclo em Braga



As Conversas no Tanque realizam-se à quinta-feira, pelas 21h45, com constância quinzenal, em Braga. Cada sessão, que se quer informal, gira à volta de um convidado. O objectivo é o de apresentar, debatendo, projectos que se destaquem, em contexto nacional, em termos de relevância e actualidade. Acima de tudo: que representem uma "ideia". Para que o público construa, através dela, a sua proposta. Momentânea. Ou de futuro. A primeira conversa realizou-se, ainda antes da abertura da Velha-a-Branca, em Julho de 2004.

Quinta Feira, 25 de Novembro, 21:45 | Conversa moderada por Nuno Gomes Lopes

Álvaro Domingues (Melgaço, 1959) é geógrafo e professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Onde também é investigador no CEAU- Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo.

Para além das suas funções docentes na UP e noutras universidades, publica com regularidade sobre temáticas relacionadas com a geografia urbana, o urbanismo e a paisagem. Das suas obras mais recentes, destacam-se “Políticas Urbanas” (Fundação Calouste Gulbenkian, 2004, com Nuno Portas e João Cabral), “Cidade e Democracia” (Ordem dos Arquitectos e Fundação da Juventude, 2006) ou a "A Rua da Estrada" (ed. Dafne, Porto).

Nesta sessão, Álvaro Domingues irá falar-nos do contexto físico e social em que se insere Braga, o vale do Cávado e o vale do Ave, e dos seus desafios: a reconversão do têxtil, o ultrapassar do alto desemprego e da baixa escolaridade, e o ordenamento urbanístico.

Largo da Senhora-a-Branca, 23
Braga

Saturday, November 20, 2010

Este domingo no Alvinex: Leandro Morgado e XVII Caminhos do Cinema Português



Este domingo a não esquecer pelas 10 horas da manhã, mais uma emissão do Alvinex. Esta semana estará connosco o comediante Leandro Morgado, vencedor do 1º concurso de Slam Poetry em Portugal, e que vem ao Alvinex falar-nos do seu mais recente espectáculo, escrito e interpretado por si, VENDE-SE.




Teremos ainda os organizadores do XVII Festival Caminhos do Cinema Português, uma iniciativa já histórica e incontornável da cidade de Coimbra que inclui apenas filmes portugueses em competição, retrospectivas, workshops e ensaios visuais. Tudo isto e bastante mais de 14 a 23 de Novembro.



 
Não percam pois o Alvinex, pode ser ouvido com um olho aberto e o outro meio fechado, este domingo, às 10 horas da manhã na Antena 3 em podcast ou em directo AQUI.


Thursday, November 18, 2010

O Que são os Prémios Novos?



O que são os Prémios Novos?

Os Prémios Novos são uma iniciativa da Cego, Surdo e Mudo em colaboração com a MoviJovem e o Cartão Jovem. Trata-se de uma cerimónia anual que visa premiar os novos talentos até aos 30 anos que se distinguiram no nosso país no último ano, reconhecendo o seu protagonismo, actividade e mérito em diferentes áreas da cultura, sociedade, ciência e tecnologia.

A ideia subjacente à criação dos Prémios Novos é: fazer uma cerimónia que premeie o valor, a capacidade e os talentos emergentes; encontrar quem os descubra e os revele a cada ano; quem os incentive e os inspire a continuar o seu percurso; quem os reconheça antes que outros o façam.

A primeira edição dos Prémios Novos será já no próximo mês de Dezembro. Mais informações para muito breve...

Wednesday, November 17, 2010

Para que conste, calço o 42


Do mesmo modo que me lembro das minhas férias de verão em Vila Praia de Âncora, dos meus pais a dizerem-me que não era assim tão difícil calçar os sapatos sem serem ao contrário, da Dina Aguiar a apresentar o telejornal, do bigode do Torres Couto, das canções do Barata Moura, da televisão a preto e branco, de colocarmos papel celofane ou lá o que era para que aquilo desse a cores, dos discursos da general Ramalho Eanes a falar ao país como se tivesse uma batata na boca e uma cenoura espetadinha nesse sítio que estão a pensar, das paredes da rua a dizerem "A luta continua!", dos discos de vinil, do Júlio Isidro a meter 28 pessoas num mini, do Chalana a jogar no Benfica, eu a comer amoras em cima de uma amoreira e achar que era o rei do mundo, do primeiro beijo na escola a uma miúda que nunca mais vi, por acaso até vi mas não tenho agora tempo para explicar, de eu a chegar a casa todo encardido de jogar à bola e a minha mãe a dizer-me "Ai meu deus, como tu estás!", eu na banheira a destilar terra, areia, bichos vários e a ser raspado com uma pedra-pomes que é uma coisa nada boa de sentir na pele, de fugir de casa porque queria mudar de vida e ser independente aos 13, de fumar um cigarro sem ninguém ver, de descobrir que era um homem e poderia dar prazer a uma mulher sem que isso implicasse obrigatoriamente jogar à corda com ela, de pilhar uvas de um terreno proibido e sermos todos apanhados pelo dono e corremos todos muito, - juro que não fui eu, eu não tive culpa senhor Júlio, a ideia não foi minha! - também me lembro de levar uma sova à antiga por ter chegado a casa muito tarde e os meus pais pensarem que eu estava morto, e pela forma como levei, foi por muito pouco pouco que não o conseguiram de facto. E é disto que eu me lembro. Daí que olhando para trás, é isto que vos posso dizer, mas se olhar para baixo, fixamente nos pés, são as sapatilhas Sanjo que me lembro. Porque os meus pés não queriam outras, porque só elas me davam a comodidade e o conforto de um sofá, de um banho quente numa noite fria de inverno, porque só elas me faziam fazer golos iguais aos do Nené, camisola número 7, eu mesmo nas costas, ali ia Nandinho com as suas Sanjo, rotinhas, rotinhas, de tanto uso, marcando golos de todos os lados, gritando sempre como se tivesse acabado de nascer, beijando as suas Sanjo como as mães beijam os seus filhos quando os vêem pela primeira vez. E era isto, era isto que eu queria dizer das Sanjo, espero pois que alguém me dê um par delas por isto. Para os devidos efeitos, calço o 42.


Tuesday, November 16, 2010

Prémios Novos 2010

Os Prémios Novos estão a chegar...





Workshop de Sushi - 21 de Novembro

Livro "Cozinha dos Famosos": A Minha Sopa de Agriões



Revelo hoje a receita que vem incluída no livro "Cozinha dos Famosos" de Ruy Castelar, onde 100 figuras da sociedade portuguesa contribuíram com uma receita. Eis a minha: a estupenda Sopa de agriões.

Não há no mundo ninguém que saiba fazer uma sopa de agriões como a minha. Há pessoas de todo o mundo que já a provaram e muitos foram os que ainda hoje, antes de virem, me telefonam, a ver se eu estou, por causa da sopa. Durante anos e anos guardei a receita como se disso dependesse a continuidade do mundo, mas hoje, só porque estou bem-disposto e o Benfica ganhou ontem, vou aqui revelá-la para poder ser posteriormente lembrado por gerações e gerações de comedores de sopa de agriões e que, possivelmente a sorverão com indiscutível inquietude. E sendo assim, vamos a isto. Se não se importam, vou só arregaçar as mangas. Aqui vai:

1 - Deve levar-se a água ao lume durante 15 minutos em temperatura média.

2 - Depois, deve juntar-se 100 gramas de sal, uma colher de sopa de azeite, outra de coentros.

3 - Quando a coisa começar a fervilhar, deve juntar-se agora 200 gramas de cuz cuz.

4 - Mexam agora bem e posto isto abram um daqueles sacos da knorr que diz "Sopa de Agriões" e metam lá para a dentro.

5 - Atenção que isto do pacote da knorr pode também ser de uma marca branca também, tipo Pingo doce ou do Jumbo, penso que o continente não tem, tive lá outro dia e pareceu-me que aquilo tem muita sopa de cebola e rabo de boi, mas de agriões acho que não tinha. Mas isto, foi há uns 2 meses atrás, lembro-me disto porque estive em casa dos meus tios na altura, e eles avisaram-me logo disto. Não vás ao Continente porque acho que não deve haver. E a verdade é que tinham razão.

6 - Portanto, depois de introduzido o pacote (por favor, nada de piadas reles) deve fazer-se o que faz se sempre nestas coisas, mexer bem durante alguns minutos e esperar que arrefeça para estar pronto a servir. À mesa. Ou a pátria.
7 - Vos garanto que não há nenhuma sopa de agriões igual à minha, Desafio para um duelo de espadas quem ousar dizer o contrário. Bom apetite.


Monday, November 15, 2010

Oficina de Escrita de Letras para Canções, 4 e 5 Dezembro - Porto

Abertas as inscrições!
OFICINA DO GIMBA NO PORTO
CURSO DE ESCRITA DE LETRAS PARA CANÇÕES
4 e 5 DEZEMBRO. 2010
sábado e domingo 10h às 13h e das 14h às 18h



Nos dias 4 e 5 de Dezembro, e a pedido de várias famílias, o mestre Gimba - grande gurú do português cantado - visita finalmente o Porto para realizar a sua Oficina de Escrita de Letras para Canções. Este curso é a aplicação prática de um estudo que Gimba tem vindo a elaborar sobre canções em português, resumindo 30 anos de experiência profissional, e as suas visões pessoais sobre escrita de letras na língua de Luís e Fernando.

OBJECTIVOS DO CURSO
Promoção da escrita – neste caso, de canções – visando contribuir para um enriquecimento da cultura portuguesa ajudando amadores e profissionais a apaixonar-se (ou a re-apaixonar-se) pela nossa língua.
Munir os participantes com uma nova consciência em relação à escrita, à análise e à fruição de letras em português:
. Porque escrever letras não é apenas escrever “letras”!
• Aproveitar a musicalidade da língua – prosódia
• Saber que palavras usar – fonética
• Como e quando as usar – retórica + semântica + métrica
• Tomar consciência das potencialidades e limitações do "português continental"
• Adquirir noções claras sobre o equilíbrio estético, dinâmico e estrutural na escrita de letras para música

A QUEM SE DESTINA
Esta formação serve músicos e não-músicos. Jovens e adultos com vontade de aprender a escrever letras de canções usando os truques dos autores de referência e as técnicas usadas na maioria das canções “clássicas”; a todas as pessoas (maiores de 16 anos) profissionais, amadores, ou simples curiosos, que tenham interEsse em escrever letras/poemas ou saber um pouco mais sobre os mistérios e segredos desta arte milenar; também – obviamente – poetas, autores, cantautores, produtores musicais, responsáveis de artistas e reportório em editoras discográficas, professores e alunos de música, animadores culturais, monitores de ATL’s, redactores de publicidade, tradutores, supervisores de reportório infantil (TV), etc...

FORMADOR
Sou o Gimba, de meu nome Eugénio Lopes, tenho 50 anos e nasci em Lisboa. Sou músico/autor/produtor e tenho um percurso musical preenchido e variado: Fundei “Os Afonsinhos do Condado” (meados de 80), integrei “Os Irmãos Catita” (de Manuel João Vieira), e “Os Cavacos” (com músicos dos Xutos & Pontapés e Rádio Macau) e gravei discos em nome próprio. Como produtor, trabalhei com artistas tão variados como Deolinda, Boss AC, Tim ou José Cid. Dei a cara e fiz música para programas de televisão (“Pop Off”; “O Cabaret da Coxa”). Também assinei bandas sonoras de programas de humor (“O Programa da Maria”; “Paraíso Filmes”, “Boa Noite, Alvim”), cinema (“O Crime do Padre Amaro”), rádio, teatro e publicidade.

CCDTCMP - Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores
da Câmara Municipal do Porto
sábado e domingo . 4 e 5 de dezembro10h às 13h e das 14h às 19hcurso de 16 horas . 20 vagas . €130 / pax
uma organização da Cego Surdo e Mudo – Produções Multimédia, Lda.mais informações / inscrições: tm +351 966 008 185 . cegosurdoemudo.pm@gmail.com

Com o apoio da Banana Royale.

O Alvinex desta Semana já disponível em Podcast




Já está disponível a emissão do programa Alvinex deste último domingo. O podcast pode ser ouvido AQUI. Convidados desta semana: Isabel Stilwell que nos trouxe o seu livro mais recente “Quem tem medo do lobo mau?” e ainda o músico e cantor Filipe Gonçalves com o seu novo trabalho discográfico “De Volta ao Tempo do Vinil”.

O Alvinex é um programa para dormir. Aos domingos, pelas 10 horas, na Antena 3.

O Falso Terrorista



Um mês depois do 11 de Setembro tive, por obrigação profissional, de visitar os Estados Unidos para fazer a cobertura de uma banda, os Incubus, que actuavam em Chicago. Digo que foi uma obrigação profissional porque de outro modo, não me apanhariam no país, porque a medo era muito e a desconfiança entre todos era grande. Não é que eu seja medricas – não sou – mas a verdade é que dormi com luz de presença no meu quarto até aos 6 anos. E não gostava de falar disso. Adiante.

Nessa altura, qualquer um de nós, olhava para os outros, como um potencial criminoso por descobrir. Bastava uma mala abandonava no aeroporto e obviamente que o pânico estava lançado, uma senhora com uma permanente mais elevada e era justo que se suspeitasse que escondida no seu cabelo pudesse estar uma arma ou explosivos. E se assim era com todos, com aqueles que correspondiam ao protótipo de um terrorista, as coisas complicavam. E foi justamente uma pessoa destas, igual, repito: igual, a um desses terroristas, que estava junto à zona de embarque para o meu regresso a Portugal. E para quê? Adivinhem lá? Exactamente: para viajar connosco, no mesmo avião.

Ora, obviamente que já todos os passageiros tinham reparado na presença dele e o meu medo aumentou - pronto está bem, pânico! - quando percebi que era justamente ele que estava sentado ao meu lado. O homem não tinha bom aspecto, o homem suava muito na testa, o homem rezava uma língua que eu não compreendia. E a minha interpretação de todos estes gestos e características era só uma: “ Este homem vai mandar o avião pelos ares e deve estar a fazer umas orações para se despedir!”. E partir daqui, comecei a fazer humor com tudo o que o homem fazia e dizia, alegrando uma plateia imensa - pronto, uma fila ou duas - que mesmo sentindo o mesmo medo que eu revelei, ao menos se divertiam com o episódio. O avião chegou inteiro, nós também como comprova este artigo e meu companheiro de viagem, da última vez que o vi, estava a rezar já na parte de recolha das malas. É muito feio termos este tipo de preconceitos e se ele me estiver a ler e perceber uma palavra do que aqui está – que acho difícil – gostava de lhe pedir desculpa. E de lhe dar um abraço. Ou quem sabe, rezarmos em conjunto.

Depoimento para a revista A Magazine da ANA, Aeroportos de Portugal.