Saturday, February 28, 2009

As minhas noites são melhores que os teus dias


A grande vantagem dos dias em relação à noite, é que os dias não a estragam. E isto é verdade, venha quem vier. Sair à noite implica termos o dia seguinte, basicamente, estragado. Podemos ir até para o emprego à hora do costume, mas a nossa produtividade, não será a mesma. Ou somos o filho do patrão e podemos faltar de manhã; ou somos o patrão e podemos delegar a nossa responsabilidade em outra pessoa ou chegamos um bocadinho mais tarde mas já a pisar o risco. Ou perdemos o emprego, o que nos dias de hoje, não convém nada.

De resto, é muito usual ouvir dizer-se: “Aquela ali, está toda estragadinha. E sabes de que é? ( ouve-se: Não sei, não sei!). Olha, é de tanto sair à noite!”, enquanto ninguém faz semelhante comentário para os diurnos. Repare-se se isto faz algum sentido “ Já viste aquele, como está acabado. Sabes de que é? Sabes? ( ouve-se: Não sei, não sei!) Olha, é de tanto sair de dia. Sabes como é, sol, mar, ar puro, isso sabe tudo muito bem, mas a factura é muito elevada! Ainda por cima faz ginástica, não abusa dos sais, não fuma e não bebe e depois admira-se estar nesta desgraça. Uma vergonha!”. Convenhamos, faz isto algum sentido? ( ouve-se: Não sei não sei!). Ora essa, é claro que não faz.

Vamos cá ver, cheguem-se a mim rapazes e raparigas, vou-vos falar dessa coisa que se chama “ A verdade” ( gostava que agora me imaginassem enrolado num lençol branco, as mãos estendidas em direcção à luz do sol e com um pose muito parecida à de Moisés antes de separar as águas). Acreditando que me estão a imaginar deste modo – e porque haveria de duvidar disso - vamos a isto. A verdade é esta: ninguém sai à noite para ter saúde e definitivamente só há uma saúde que a noite protege e estimula: A mental. Tudo o resto, é para esquecer. A começar pelas pessoas que só fumam quando saem à noite. Que só bebem quando saem à noite. Que só votam no PP quando saem à noite. Que só se vestem assim quando saem à noite. E que só encontram aquele quando saem à noite. Aliás, eu acredito que existam pessoas que na verdade só vivam à noite. E que de dia morrem. E a comprová-lo, estão aqueles que depois de saírem à noite, se questionados sobre como estão, afirmam peremptoriamente que: estão a morrer. É ou é verdade? E sabem porquê ( de novo a resposta que me persegue: Não sei não sei!”). Porque estão mesmo, caramba! A noite devia ter um cartaz que diria: Sair à noite, pode matar. E contudo, até já houve. Só que, em vez de entenderem isto, muitos foram os bandidos que viram neste cartaz um “se” onde ele não existia. Os bandidos leram: “Se sair à noite, pode matar!” e foi o rebuliço que se viu.

A noite mata, é verdade. Mas o dia também. E se virmos as estatísticas, facilmente percebemos que ainda assim, morrem mais pessoas durante o dia do que à noite. Neste momento, posso assegurar-vos que estarão duas pessoas de dia a morrer e só uma de noite. Ou só metade de uma, pronto. Não tenham dúvidas. Isto é como andar de carro e de avião. As pessoas têm muito medo de andar de avião porque podem morrer mas onde se morre à séria, é cá em baixo. Porque lá em cima ninguém morre. Mas sim depois. Depois de morrermos – aí sim, supostamente – subimos. De resto, não deve ser por acaso que o avião é considerado o transporte mais seguro do mundo. E porquê? ( a voz: não sei, não sei!) Ora essa, porque andar de avião é exactamente igualmente à noite. Isto é, porque embora possa parecer mais perigoso, é na verdade muito menos mortal. Que estar cá em baixo. Que viver de dia.

Thursday, February 26, 2009

Portugal é uma ideia genial


Em portugal toda a gente tem uma ideia para organizar qualquer coisa, mas a vontade em fazê-lo nem sempre é suficiente para a tornar real. Organizar um evento não é uma coisa simples e por vezes pode tornar-se um fiasco, mas mesmo assim, há sempre alguém que nos entra pelo café adentro e nos diz em tom inflamado “ Tive uma ideia genial!”. E a ideia genial é invariavelmente organizar qualquer coisa. Um amigo meu diz-me que qualquer ideia, deve compreender uma serie de factores que passam por surpreender os participantes. É exactamente como escrever o argumento para uma novela: se não existir uma trama, um conflito qualquer que nos faça ajeitar no sofá, não terá valido a pena. E num qualquer evento, se não existir um qualquer factor diferenciador que provoque a surpresa de todos os presentes, suspeito bem que vamos pelo mesmo caminho. Os casamentos encontram-se assim. Sem surpresa. E talvez por isso, começam a ser assustadoramente previsiveis. Primeiro, a cerimónia na igreja. Depois, a espera no exterior da mesma pelos noivos, enquanto a maioria fuma um cigarro. E chegados aqui, segue-se para uma quinta ou herdade, para aí ficarmos até ao final. E basicamente – que eu me lembre - é isto. No final da noite, há um dj que passa o emblemático tema “ follow the leader”, o noivo invariavelmente está bêbado e a noiva suspeita que a noite de núpcias não será igual ao que haviam vaticinado. E é isto. O casamento dura 5 anos e no final deste período, há um que regressa a casa dos pais e outro que se junta com mais alguém, que jura a pés juntos, nunca ter tido nada durante o tempo que durou o casamento.

Ora, os casamentos padecem do mesmo problema do futebol, isto é: continuam a não aproveitar as novas tecnologias. E se no futebol, se fala muito da possibilidade da criação de um quarto elemento, que possa estar atento aos lances mais duvidosos através das imagens. Nos casamentos, as novas tecnologias podem ser usadas para tornar mais dinãmico ou então – e isso muitas vezes acontece – admite-se desde logo um terceiro elemento que ninguém suspeita. Mas isso faz-se ainda muito pouco. E isto porquê? Porque não nos sabemos organizar. Daí que não seja à toa que uma das expressões mais ouvidas no nosso léxico verbal seja precisamente “ organizem-se!”

E sendo assim, como pode um país organizar qualquer coisa, se ele próprio não se organiza? Pois claro que pode. E quando isso acontece, fazemos todos uma grande festa como quando queremos encontrar um papel muito importante no escritório e quase por milagre, o encontramos. E esta é a nossa sorte, a nossa grande fortuna, porque invariavelmente acabamos sempre por encontrar o que procuramos mesmo que seja à rasquinha, como nos filmes do Macgyver em que a bomba é desactivada quando se preparava para mandar a abaixo uma fábrica antiga e escura. E isto – esta coisa do à rasca - por incrível que pareça, pode ser bom. Porque é tanta a intensidade com que buscamos o que perseguimos, que acabamos não só por consegui-lo, como fazer de uma coisa que para outros seria normal, algo de absolutamente extraordinário. Portugal continua a estudar para os exames na noite anterior e muitas das vezes, para surpresa de todos, acaba por tirar a melhor nota. Porque aprendemos rápido e embora não tenhamos dormido toda a noite, vamos com a matéria fresca na ponta da linha e 3 cafés de um só tomo. E talvez por isso, não sei se outro sistema poderia funcionar no nosso país. Não creio. Porque na nossa desorganização nós encontramos a esferográfica que procurávamos, porque mesmo no limite do tempo conseguimos que ainda nos deixem entrar para entregar os papeis. E por isso gosto tanto de Portugal, porque nenhum país do mundo se organiza, precisamente, não se organizando.

Tuesday, February 24, 2009

E o resto, são bananas.


Há um certo grau ditaturial em relação ao lugar em que nascemos. E Porquê? Porque nos foi imposto, porque não escolhemos, porque ali nascemos só porque era o hospital que estava mais perto e sem que o soubéssemos , foram os condutores que conduziam a ambulância, que ali decidiram, no espaço de ofegantes segundos, o lugar onde nasceríamos para toda a vida. E eu quero acreditar que sou de muito mais do que uma decisão ofegante, muito mais que um lugar, muito mais do que um hospital que estava ali à mão. Daí que me pareça justo afirmar, que nós, mais do que o sítio onde nascemos, somos dos sítios onde vivemos. E eu só nasci uma vez e já vivi em tantos. E quando as pessoas me perguntam de onde é que eu sou? Eu respondo-lhes de onde é que eu sou. Eu sou dos sítios onde vivi como se aí tivesse nascido. E só1 não sou do sítio onde nasci porque nunca vivi aí. Nem podia, eu só aí fui nascer. Uma espécie de hóspede que chega para uma ou duas noites de negócios e logo parte ligeiro para outra cidade.

Quando nascemos embora pareça que já estamos a viver, isso não é verdade. Só estamos a nascer. Eu só considero viver quando me lembro e eu – tal como os outros - não me lembro de ter nascido. Daí que muitos sejam aqueles, que depois de uma bebedeira grande onde confessam que não se lembram de nada, ouvem invariavelmente um comentário que lhes diz “ Mas isso não é viver!”. E não é. Justamente, por não se lembrarem.

Daí que não me pareça justo que algumas pessoas fiquem conotadas com uma cidade apenas e só porque ali nasceram. Se foi só isso – e em muitos casos foi - as cidades não se lhes deveriam estar associadas. Querem um exemplo: Carmen Miranda. Reparem bem: A conhecida artista nasce a 9 de Fevereiro de 1909 em Marco de Canavezes e poucos meses depois imigra para o Brasil com o pai. E depois daí nunca mais em toda a sua vida, em caso algum, nem no natal comer uma fatia, regressa ao sítio onde nasceu e onde este ano lhe preparam um programa comemorativo do seu centenário. Terá isto algum sentido? Creio que não. Se fosse viva e mantivesse a coerência e apego que a caracterizou, posso assegurar-vos que Carmen Miranda, nem agora, poria aqui os pés.

Mas a culpa não é dela. Ela só nasceu no Marco de Canavezes e não se lembra disso como todos os outros. E não fosse isto, seria imperdoável esta atitude se aí tivesse vivido – aí sim – se aí tivesse sido bem tratada – aí sim - reconhecida pelo seu talento desde logo e depois daí, se tivesse esquecido disso. Carmen Miranda não se pode esquecer do que não se lembra. E só é lembrada pela cidade onde nasceu porque teve sucesso, porque se tornou numa figura mundial a que todos se querem associar. Carmen Miranda, a artista que nunca mais veio a Portugal depois de aqui ter nascido, só é homenageada pela cidade onde nasceu, porque se tornou maior do que ela. E o resto, são bananas!

Sunday, February 22, 2009

Mira Maxmen. Quem é a mulher mais bonita que conhecemos?



Eu sei que dá que pensar, não é fácil elegermos a miúda mais gira que conhecemos de ânimo leve. Mas é isto que propomos. E não é só uma conversa para homens. Não é não. É também para as mulheres que neste domínio são bem menos preconceituosas que os homens. Não fica mal a uma mulher dizer que " aquela rapariga que ali vai é muito gira" mas já para um homem é muito complicado classificarmo-nos uns aos outros. O homem tem medo que a sua heterosexualidade seja beliscada. A mulher não. As mulheres dão as mãos umas às outras, dão beijos umas às outras, os homens, pagam imperiais uns aos outros e é muito.



Mas não é disto que agora falo. O que quero que entendam é o conceito da Mira Maxmen e me ajudem a encontrar as melhores. E as melhores são aquelas que ainda ninguém conhece. A chefe da estação dos Correios, a rapariga que estuda na faculdade - Quem é a miuda mais gira lá da escola? - a mulher de um vosso amigo, a prima que cresceu tão bem, a vizinha de cima, a rapariga das finanças. É isto que procuramos, de raparigas aparentemente normais mas que páram o trânsito por onde passam. De raparigas sim, que não são modelos nem capa de revistas mas que são sem dúvidas as mulheres mais giras que conhecemos.



Por isso, se tiverem sugestões não se inibam, homens e mulheres deste país, ajudem-me a encontrar as mulheres mais bonitas para fazer desta rúbrica um êxito sem precedentes. Não pode haver dúvidas, tem que ser quase consensual, juntem dois ou 3 amigos ou amigas e façam a pergunta: Quem é a mullher mais gira que conheces?" e depois disto percebam quem reúne uma maior popularidade. Tudo o que é necessário, é um nome, uma foto e alguma forma de a contactarmos em caso de ser seleccionada ( serve o endereço do Myspace, hi5 ou facebook). As escolhidas serão fotografadas por Carlos Ramos- o fotógrafo pelo qual todas as mulheres bonitas querem ser fotografadas - e a pessoa que nos indicar tão preciosa informação recebe um exemplar da Maxmen e outro da novíssimo número da revista 365. Fiquem com a primeira aposta da Mira Maxmen.. Chama-se Inês Carrão. Fico à espera das vossas contribuições através deste email: mira.maxmen@gmail.com.

Antes que saia a reportagem que fiz no decorrer da edição deste ano do Salão Erótico do Porto, eis que aqui vos deixo a que dei à estampa aquando da edição de Lisboa. Foi aí que vi, pela primeira vez, a extraordinária Natali. obviamente, ambas as reportagens são para a Maxmen. A próxima sai já com a edição de Março. Eis o artigo:

Não era a primeira vez que estava no Salão Erótico de Lisboa, na verdade, desde que se iniciou este pecaminoso certame no nosso pais, terá sido a quinta ou sexta vez que o visitei. E das edições anteriores recordo o mesmo de sempre: cheira a sexo.

E isso é bom. As pessoas que vão ao Salão Erótico de Lisboa gostam assumidamente de sexo e quase que aposto que se houvesse ali alguém, com um daqueles megafones enormes, com credibilidade suficiente para dizer "Podem começar a fazer sexo uns com uns outros!" e era certinho, que tudo aquilo, imediatamente, se transformava numa orgia muito grande e saborosa.

A ideia que eu tenho é esta. Que estamos perante um barril de pólvora e que ao mínimo deslize tudo aquilo explode. E os olhares das pessoas são denunciadores disso mesmo. E se ninguém estivesse a ver, não tenho dúvidas, que mais de metade dos que ali estavam, teriam uma postura muito mais participativa e muito menos reservada. Mas estão todos a ver e é uma chatice. Se bem que há quem não se importe e aceite o desafio de ali mesmo, à frente de toda a gente, ser presenteado com uma exótica performance. A mim não me apanham. Já passei a fase do roço – que era assim que se chamava - há muito tempo. Metia-se a miúda lá em casa quando os pais estavam no trabalho e quando finalmente a convencíamos a ir para o sofá com a garantia de que eles só chegariam muito mais tarde, começávamos no roço. Lembro-me tão bem: de ouvir o silvo do cinto das calças, o rugir da ganga, o arfar de ambos, o sofá a estremecer como se fosse os amortecedores do carro e a campainha a tocar entretanto. Os dois a saltarmos, os dois vermelhos de espanto, os dois a abrimos a porta, os dois a percebermos que afinal tinham chegado mais cedo.

E dirão vocês, o que terá isso a ver com o Salão Erótico? E eu respondo: tudo. O salão erótico faz-me lembrar esse tempo em que ficávamos inquietos com a descoberta de coisas como as que agora aqui estão representadas. Mas vamos por partes:

O local: o local não está mau mas podia ser melhor. Eu gosto deste pavilhão da Expo mas um evento como este devia ter um outro chão, devia ter mais veludo, mais velas, mais escuridão - que não havendo - as pessoas não dançam e toda a gente sabe isso. A porta. A porta, deveria ser algo semelhante à porta de entrada do lux no dia do seu 10ª aniversário. Isto é – e perdoem-me a expressão – uma vulva gigante. Antes que digam "credo!" e "ai Jesus!" vamos cá ver, isto não é o museu do brinquedo, é a festa do sexo, caramba!

Os filmes: Devia haver sessões de cinema com títulos sugestivos e com boas condições para quem os vê. Devia haver uma sala pequenina, só para 20 pessoas, com cadeiras confortáveis e um whisky com duas pedras de gelo se me fizer a fineza. Muito obrigado. Mas em vez disso, há uma sala onde toda a gente está em pé – hei não comecem a disparatar - e muita luz de novo. Lá, no filme que era projectado, vi uma senhora que foi surpreendida pelo seu marido, que ao chegar a casa mais cedo do que estaria previsto a encontra na cama com o seu melhor amigo. O curioso é que em vez de dar uma sova a ambos, este cidadão não só perdoa a mais do que evidente traição, como se junta a ambos para um pequeníssimo mas muito agradável bacanal.

As mulheres: A mim ninguém tira a ideia de que estas mulheres que aqui vemos a rodopiar no varão são dedicadas esposas que se entregam à bricolage e ao crochet quando chegam a casa. O olhar destas fotos é denunciador disso mesmo. Em cada uma delas eu vejo uma outra mulher com uma camisola de lã muito quentinha, estendida em toda a plenitude do sofá, a fazer-nos cafuné. Para além disso, não é aconselhável que uma mulher venha para uma coisa destas com uma saia muito curtinha porque pode ter dissabores ao ser confundida com uma profissional. Ou então pode ser sempre iniciar-se numa nova actividade.

Os homens: Eu não sei se os homens gostam mais de sexo do que as mulheres mas a verdade é que há muitas indicações nesse sentido. Um homem olha para outro homem numa coisa destas e vai dizendo "Este é cá dos meus!" enquanto que duas mulheres se se encontram em algo semelhante, mesmo que o não digam frontalmente, lá dentro, aposto que estarão a pensar "Esta aqui, saiu-me uma boa galdéria!"

As caipirinhas: Nunca percebi a ligação das caipirinhas com o salão erótico mas a verdade é que há sempre,e já não é a primeira vez que saio dali como o aço. As caipirinhas parecem inofensivas mas à terceira já começamos a pronunciar muitíssimo mal palavras que tenham a letra "R." pelo meio.

Pornografia Nacional: Praticamente não existe e o que existe é tão mau que mais valia estarem quietos. Precisamos já de bons argumentistas e sobretudo boas actrizes e actores que lhes possam deitar uma mão. De preferências, as duas. Com títulos como " Fim-de-semana lusitano" não vamos lá. Tem que haver imaginação com nomes como: "Malucas no convento de Mafra", "Sexo no cabo Espichel". Assim, ainda pode haver alguma esperança. De contrário, não.

A figura do salão: Para mim e peço já desculpa a todos, não há dúvidas que foi o senhor que estava a representar a cidade das Caldas da Rainha. Eu não sei como poderei explicar isto de forma a que me entendam, mas esperando que saibam qual é um dos símbolos maiores deste concelho, saibam pois que havia de tudo. Desde pequenos a grandes, havendo de todos os formatos e feitios. Disse-me o senhor que num daqueles dias uma distinta senhora lhe terá levado um daqueles objectos convencida de que levava ali vibrador. E se pensarmos bem, se calhar também pode dar, mas poderá ser difícil explicar isso no hospital se partir.

As fotos: As fotos são como sempre do Carlos Ramos e quem andou a buscá-las por todo o salão fui exactamente eu. A ideia era esta: Deitá-las no sofá e dar-lhes uma dignidade que possivelmente não estariam à espera. Queríamos que olhassem para estas fotos e dissessem "Com esta casava-me!" e em algumas delas, isso pode bem acontecer

Notas à Marcelo rebelo de Sousa mas sem rodriguinhos nem trejeitos de classe alta:

Positivo: As mulheres que começam a ter vergonha na cara e não se deixam ficar em casa quando há uma coisa destas a acontecer. A homenagem ao Brasil que tanto tem feito por isto. O espaço para o swing.

Negativo: A homenagem ao Brasil que se esqueceu de trazer a Maitê Proença e outras do género. O local que podia ser mais quente e mais escuro. O facto de ter saído dali de mãos a abanar.








Wednesday, February 18, 2009

1ªEdição Festival Alternativo da canção



E pronto, é com tremendo orgulho e tamanha honra que anuncio que vem aí a 1ª Edição do Festival Alternativo da Canção. Será a 27 de Março deste ano em Lisboa, com apresentação dos gloriosos Eládio Clímaco e Serenella Andrade.




A ideia é esta. Fazer uma canção. Ponto final. E a ela juntarmos todos os ingredientes que a poderá fazer funcionar e torná-la vencedora. Mas com um pequeno toque, um pequeno mas, que basicamente nos desafia – e que belo desafio é – em fazer uma canção que pudesse muito bem concorrer ao festival da canção e conquistar a Europa.




Daí que para participarem basta que nos enviem uma canção que corresponda ao que acabamos de pedir. Pode ser uma canção que seja já vossa e possa ser adaptada a esta nova realidade – numa espécie de tunning musical – ou, melhor ainda, pode ser criada propositadamente para o efeito.A letra tem que ser muito festiva ou muito sofrida que neste festivais não há meio termo e ao ouvi-la talvez se ribombem os tambores ou chorem compulsivamente os seus ouvintes.



Queremos então, uma canção que vá molhar o pão aos velhos tempos, que daí traga as roupas fluorescentes, as calças largas, os refrões orelhudos, os invariáveis " Xálálá's" da época, as votações do júri de países que não sabíamos se eram amigos ou não. E é isto que iremos fazer, um festival alternativo da canção, com Eládio Clímaco, com Serenella Andrade, com o Júri de todo o país a escolher a sua canção favorita.


Propomo-nos fazer um festival da canção alternativo como nunca este país viu, uma canção que aspire a chegar à final europeia e que chegada lá, limpe basicamente a concorrência. Tem que ter "Xálála's" no tema? Sim. As roupas? Sim. Os cabelos? Sim. E assim, se quiserem participar, enviem a vossa letra e composição para: euqueroir@festivalalternativodacancao.com. Até 15 de Março, aceitamos todas as inscrições.


Mais informações no site oficial do evento :www.festivalalternativodacancao.com.A final do festival será transmitida em directo para a Internet em http://www.speaky.tv/

Tuesday, February 17, 2009

O Sexo é um assunto muito sério


Eu gosto de sexo como toda a gente mas não lhe acho a mínima graça. Vamos cá ver, pode ser engraçado o antes e o depois do sexo, podemos rir muito antes, podemos rir muito depois, mas no momento do acto em si, se algum dos dois rir, é como se de repente a luz faltasse quando estávamos em casa na cozinha a preparar o jantar. E o que se que se faz numa situação destas é o costume. Tenta perceber-se o que estaria ligado a mais e rapidamente se chega à conclusão de que, - das duas uma - ou terá sido o aquecedor da sala ou então o micro ondas e a máquina de lavar que estavam ligados ao mesmo tempo. E depois disto, temos que desligar uma das coisas, certificar-nos do dinheiro na carteira e ligar de novo o interruptor. Pois bem, quando isto acontece no meio do acto em si, o que temos que desligar, é essa coisa de, deixem cá ver, de rir. E já está. De novo a luz, panela ao lume e pronto a servir à mesa.

Aposto que nesta altura estarão a abanar a cabeça em sinal de absoluta discórdia, mas vos garanto que mesmo que tenham sido muitas as vezes que terão rido a meio do acto, reparem que quando isso aconteceu, foi como uma espécie de intervalo como antes havia no cinema. Ia-se beber um café, fuma-se um cigarrinho e depois voltava-se para a segunda parte na esperança que a história acabasse bem. Rir no sexo, é como jogar à bola a brincar. Eu não gosto. Prefiro perder ou ganhar, mas encaro o assunto com seriedade. E sexo é um assunto muito sério.

De tal modo, que tenho uma tese nada consensual, onde defendo que a importância do sexo na vida entre duas pessoas, representa no máximo – e atenção que estou a ser muito optimista – 25 por cento. Ai virgem santíssima, dirão alguns. Calma cidadãos, nada melhor do que justiçar esta inquietante afirmação, usando a mítica regra de 3 simples, que deve ter sido a melhor coisinha que teremos aprendido na disciplina de matemática. Façamos de contas: Quanto tempo passamos com a outra pessoa: 8 horas por dia (em média). Quantas dessas horas serão a praticar sexo? 1 no máximo ( não me venham com histórias). E sendo assim, os resultados são esta pequeníssima desgraça: 12,5%. Daí que se fala tanto em sexo. Pudera, ele percentualmente é tão pouco. E mesmo que alterem aqui o número de horas, devo comunicar-vos que este cenário não mudará muito.

E isto quer dizer que se valoriza em demasia o sexo e que há muita especulação no mercado como se este fosse petróleo. O sexo é petróleo porque é escasso para o tanto que se fala, sobrando a outra percentagem, os 75%, os 87,5%, em que fazemos outras coisas que não sexo com a pessoa de que gostamos. Em termos percentuais, não tenho dúvidas, que estas percentagens são muito mais importantes. E porquê? Porque não são especulativas, porque já percebemos que o Petróleo não é a coisa mais importante do mundo. Embora pareça que o domina. (foto de Micael Póvoa)

Sunday, February 15, 2009

Domingos em Portugal


Domingos em Portugal

Eu também não gostava de Domingos até ter percebido porque não gostava deles. Eu não gostava de Domingos porque não fazia nada e não me apetecia fazer nada e não queria que fizessem nada para alterem isto. Até ao dia em que percebi, que queria fazer alguma coisa. E fiz.

Os meus Domingos tornaram-se iguais a um qualquer dia da semana e dou por mim a ir para o emprego, como se este fosse uma corriqueira Quarta-feira. Os Domingos assemelham-se muito ao mês de Agosto nas grandes cidades: Há menos trânsito, as pessoas estão mais tranquilas e os namorados trocam carícias no interior do veículo, enquanto o semáforo está vermelho.

Contudo, os Domingos tornaram-se num dia pimba e convencionou-se que para todos os efeitos, não se deveria sair de casa sob pena de nos contaminarmos com este estranho síndrome. Como se ao nascer do dia, antes do bombardeamento domingueiro, se ouvisse nas colunas de toda a cidade:" Alerta à população! Alerta à população! Devem todos os cidadãos recolher obrigatoriamente aos seus lares, visto tratar-se de um Domingo" E depois disto "Ai Jesus!", fecham-se as janelas, ligam-se os televisores para ver os filmes do Tom cruise e nem pensar em sair, que é Domingo.

Pois eu saio e enfrento os fatos de treino. É claro que perco os filmes do Tom Cruise- é certo - mas ganho os Domingos e isso ninguém me tira. Tivesse eu um negócio de restauração e digo-vos já que fecharia em qualquer outro dia, menos ao Domingo. E porquê? Porque só eu estaria aberto.

E esta, é a verdade. Aos domingos está tudo fechado como se fosse feriado nacional. Ninguém atende o telefone porque é Domingo. Não há restaurantes abertos para descanso do pessoal. E mesmo os jogos de futebol, que dantes eram ao Domingo à tarde, percebendo isto, mudaram-se para os Sábados à noite.

Pois eu sou do contra e são coisas destas que me fazem deixar crescer o bigode e barba e ir por essas ruas fora, imitando Torres Couto no seu mais quente período sindicalista, gritando palavras quentes, nas ruas agora cortadas. Para mim Domingo é pão, Domingo é luta, para mim Domingo é "CGTP Unidade Sindical! 40 horas já!" e não quero saber o que os outros pensam.

Eu gosto de Domingos e tenho mais um dia na semana do que todos os outros que a ele se fecham. Eu abro. Aos domingos, atendo o telemóvel, compro, vendo, saio, salto, levanto as persianas, vou à rua, saio e entro, pulo e danço. Porque é Domingo. Pois tratando-se de um outro dia, fecho-me em casa, a ver os filmes do Tom Cruise.
P.s - A foto foi tirada no hospital de São José quando aqui o rapaz partiu o nariz e foi submetido a uma pequena cirúrgia. Tem 4 meses portanto.

Friday, February 13, 2009

Monstros do ano. 38.628 Monstros viram pela net.

38. 628 pessoas viram os monstros do ano pela net e a comissão executiva dos mesmos, congratula-se com isso, e revela que as imagens de toda a cerimónia estarão disponíveis para visionamento, daqui a pouco menos de 3 dias.

Os Monstros do Ano, era uma ideia que vinha germinando desde 2006 e que só agora, 2 anos depois, tive a oportunidade de ver concretizada. E é tremendo percebermos que tanta gente se mostrou interessada e que a opinião de todos, generalizada, é que deveria repetir-se. E vai. Os monstros do ano, serão uma cerimónia anual que deverá realizar-se por este altura, inovando sempre nas categorias que apresenta e fazendo um esforço para que todos os nomeados possam estar presentes. O que, nesta edição, se revelou uma tarefa muito complicada porque nem todos perceberam que a ideia era tão só escolher de facto os melhores do ano nas suas categorias profissionais e a eles juntar, os momentos mais embaraçosos. O problema, é que num caso ou noutro, todos devemos ter a capacidade de saber rir de nós próprios, se queremos também rir com os outros. E essa capacidade – surpreendentemente – parece não estar ao alcance de muitos. Mas tenho a certeza que depois desta edição, teremos muito menos dificuldade em levar alguém a receber a sua medalha.


E pronto, eis as categorias e vencedores de cada uma delas. Fiquem atentos ao Festival Alternativo da Canção:www.festivalalternativodacancao.com. Inscrições até 15 de Março:


1. MELHOR PERGUNTA DO ANO: "Ai ai ai ai ai ai mas que raio de Democracia é esta?" - Rui Santos
2. REVELAÇÃO MUSICAL: B-Fachada
3.MELHOR DISCO: Manuel Cruz - Foge Foge Bandido (Lado A -O Amor Dá-me Tesão; Lado B - Não Fui Eu Que O Estraguei)
4. MELHOR VIDEOCLIP: Bem Bom - Rui Reininho
5. MELHOR RÁDIO: Radar
6. MELHOR LIVRO: Livro Futuro dos Bandidos que Roubaram o Livro ao Miguel Sousa Tavares.
7. DESCOBRI A MINHA VERDADEIRA VOCAÇÃO: Marante - Actor em "Aquele Querido Mês de Agosto".
8. MELHOR FILME: "Aquele Querido Mês de Agosto" - Miguel Gomes
9. MELHOR FILME INTERNACIONAL DO ANO: "O Lado Selvagem" (Into the Wild) - Sean Penn
10. FIGURA INTERNACIONAL: Muntazer Al-zaidi
11. MELHOR ANÚNCIO DO ANO: Lobo Antunes
12. MAIS SEXY DO ANO: Popota
13. ESCÂNDALO DO ANO: Michael Phelps e Manuel Pinho juntos na piscina em Albufeira
14. ESCALDÃO DO ANO: Sá Fernandes
15. PRÉMIO LOBO ANTUNES: Eduardo Madeira com Imitação nos Contemporâneos
16. TRANSFERÊNCIA: Pacheco Pereira transfere-se do recenseamento em Lisboa para a Marmeleira, Rio Maior, para não ter de votar em Santana Lopes.
17. IMITAÇÃO DO ANO: Luís Franco Bastos imita Rui Costa
18. DERBY DO ANO: ASAE VS Todos
19. CRISE? QUE CRISE?: Santana na Câmara de Lisboa (Crise por antecipação)
20. MELHOR EQUIPA: Liga dos Últimos
21. Prémio ONDE PÁRA?: A polícia (segurança)
22. VILÃO DO ANO: Dias Loureiro
23. PRÉMIO PORTUGAL MAIS VERDE: 200 mil trabalhadores a Recibo Verde
24. MOMENTOS OLÍMPICOS: Tradutor de Linguagem Gestual das Declarações de Marco Fortes. "De manhã é na caminha".
25. PRÉMIO MAIS VALIA NÃO TER ACONTECIDO: Clara Pinto Correia no Dança Comigo
26. PERSONAGEM DO ANO: Chato dos Contemporâneos
27. ESTÁ-SE MESMO A VER QUE VAI ACONTECER: Kalú a Solo
28. PERNAS PARA QUE TE QUERO: Vale e Azevedo
29. INVENÇÃO DO ANO: Lei do Tabaco
30. BIGODE DO ANO: 6-2 (Brasil - Portugal)
31. CARANGUEJO DO ANO: Vicente Moura
32. LAPSO DO ANO: José Sócrates ("para um país mais pobre... desculpem, mais rico!")
33. MONSTRO SAGRADO: Luiz Pacheco
34. PRÉMIO A VERDADE DESPORTIVA - "COM A VERDADE ME ENGANAS": Discurso de Fim de Ano de Cavaco Silva
35. REGRESSO DO ANO: Teresa Guilherme com Momento da Verdade
36. CLASSIFICADOS DO ANO: Todos
37. FRASE DO ANO: Ratzinger ("Salvar a Humanidade de comportamentos homossexuais é equivalente a salvar as florestas da destruição")
38. PRÉMIO AI JESUS (dedicado a Jorge Jesus): Todas
39. PRÉMIO CRIME DO ANO: António Sala atinge os 500 programas
40. PRÉMIO EVOLUÇÃO DO ANO: Sofia Arruda
41. PRÉMIO LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Manuel Alegre
42. BLOG DO ANO: A Causa Foi Modificada - Maradona
43. PRÉMIO TALK SHOW INTERNACIONAL: Talk Sex (With Sue Joahnson)
44. PRÉMIO CIDADÃO ANÓNIMO DO ANO: Uma pessoa qualquer.
45. PRÉMIO CARREIRA: O Senhor João (o senhor que diz Adeus no Saldanha).

Thursday, February 12, 2009

Revista 365. Edição Crise. À venda a partir de hoje.


Está desde hoje à venda o novo número da revista 365. E não se pense que será mais um, porque não será mesmo. Esta edição distingue-se de todas as outras, porque é impressa pelo papel mais baratucho que conseguimos encontrar na gráfica. E porquê? Porque apenas conseguimos um anunciante – Obrigado Superbock – o que se revelou manifestamente pouco para o orçamento que esta maldita revista tem.



Daí que a crise não nos venceu e, aproveitando-nos nós dela, fizemos uma edição que celebra essa coisa de não ter dinheiro, de andar de bolsos vazios e inventar soluções para fazer as coisas de outro modo, quase sem nada. O resultado é o que irão encontrar em todas livrarias de jeito da vossa cidade. Mas se não a conseguirem encontrar, podem e devem, pedir-nos o envio da mesma, bastando para isso que enviem um pedido para: assinaturas@revista365.com. Embora o email seja o das assinaturas, não terão que a assinar – por acaso até deviam – mas neste caso basta que peçam o envio da mesma. A revista custa 2 euros + 1(portes de envio).





Devo confessar-vos que de todos os projectos em que estou envolvido, a revista é claramente o qual me faz suspirar mais. Gostava que um dia fosse a publicação mais amada de Portugal. Nunca se sabe. Este é o site: http://www.revista365.com/.



Não se esqueçam de a procurarem, de comprarem este número ou todos os outros – este é o 28 – e sobretudo, de a divulgarem junto de todas as pessoas que gostam de ler boas histórias. A revista 365 também aceita as vossas. Enviem-nas para: a.gregorio@sapo.pt;carinadafonseca@gmail.com. E era isto. Edição crise da 365. A partir de hoje, à venda.

Monday, February 09, 2009

Novas actualizações em www.monstrosdoano.com




A pouco menos de 48 horas dos monstros, está tudo a postos para a cerimónia do ano. Peço a vossa particular atenção para o hino oficial da mascote dos Monstros - O grande Kalibu - com letra do não menos grandioso Miguel Ferreira e composição de Gimba. E a versão de Ghostbusters, com letra e produção de gimba ( versão em espanhol e português). É tudo um espernear de prazer, no site oficial: http://www.monstrosdoano.com/. Estão igualmente disponíveis todas as categorias e nomeados, bem como o cartaz oficial.

Sunday, February 08, 2009

A 3 dias dos Monstros do Ano. Tudo em www.monstrosdoano.com.



Caríssimos e distintos cidadãos,

É já na próxima Quarta-feira, dia 11 de Fevereiro, que se realiza a primeira edição dos Monstros do ano. Uma cerimónia de prémios alternativa, que tem por objectivo premiar o que de melhor foi feito em 2008 bem como os seus momentos mais embaraçosos.


Ao todo, foram 26 os elementos do Júri que decidiram as 200 nomeações, as 45 categorias e os vencedores de cada uma delas. Eis os nomes :
Bernardo Fachada, Carla Isidoro, Cátia Simão, Dalila do Carmo, Fernando Alvim, Fernando Ribeiro, Filipe Melo, Inês Menezes, Joana Cruz, João Bonifácio, João Gesta, João Quadros,José Luís Peixoto, Luísa Sequeira, Luís Sousa, Manuel João Vieira, Maria João Falcão,Maria João Rosa, Miguel Ferreira, Miguel Somsen, Nuno Costa Santos, Pedro Santo,Pedro Mouzinho, Rita Marrafa de Carvalho, Rui Pedro Tendinha e Rui Portulez.


A cerimónia será apresentada por Fernando Alvim e Nuno Markl e transmitida em directo do auditório do Jardim Zoológico para a speaky.tv (www.speaky.tv), a partir das 22 horas. Para a mesma, estão asseguradas as actuações de : B Fachada, Minta, Manuel João Vieira, Tocha Pestana, os 3 Marias e ainda Armando Nunes, o rei do karaoke.


A entrada só será possível através de inscrição antecipada em www.monstrosdoano.com. A lotação da sala é limitada a 117 lugares.


Certos de que tudo farão na divulgação desta monstruosa notícia, desde já o agradecemos efusivamente.



Fernando Alvim
(Presidente da Comissão Executiva dos Monstros do Ano)

Friday, February 06, 2009

Este Sábado na Fnac do Norteshopping. Eu, o livro e Álvaro Costa.






É a minha primeira apresentação no Porto e é no Sábado. Este sábado. Às 17 horas. Onde? Na Fnac do Norteshopping. Se calhar não é muito original - talvez, não sei - mas o que sei é que é lá e que lá existem livros meus cheirarem a novo, acabadinhos de sair da gráfica que imprimiu esta segunda edição, que agora celebro com mais este lançamento. E não estarei sozinho. Comigo Álvaro Costa, o grande Álvaro Costa, o inacreditável Álvaro Costa porque há pessoas que cujo nome terá que ser sempre adjectivado antes. E é este o caso. O famoso Álvaro Costa irá contar as suas histórias, que ninguém sabe contar como ele e o dia em que conheceu o autor deste livro, que agora vos escreve.



É pois meu dever comunicar a todos que ficarei bastante feliz se me aparecerem este sábado na fnac do norteshopping e me abraçarem com tremenda força. Venham e tragam as vossas famílias e não se esqueçam de praticar terrorismo cultural, que basicamente consiste em algo como: Colocar um disco do Tony carreira na secção de música clássica, um livro do Herberto Helder na secção de culinária, um filme do Fellini na secção comédia e já agora o meu, no top da fnac se não se importam.

Tuesday, February 03, 2009

A verdade da inocência


Tenho saudades de quando era inocente e a minha cara o revelava em cada gesto. Lembro-me bem de os adultos falarem de coisas à minha frente a pensar que eu era inocente e que eu não as entenderia. E eu debaixo da mesa a ouvir aquilo tudo e a questionar-me se eles estariam bem da cabeça. Eu debaixo da mesa a compreender tudo o que diziam enquanto brincava com os legos, e a perceber que supostamente não deveria estar a entender nada, como se tivesse a ver um filme que não era para a minha idade. Mas estava, embora muitas das vezes com alguma interferência ou com pouca rede, como regularmente acontece em algumas partes da auto-estrada.

O nosso sistema jurídico defende que até provas em contrário, somos todos inocentes, mas a sociedade fora dos tribunais, a da rua e dos jornais, advoga para si que até provas em contrário, somos todos culpados. E porquê? Porque a inocência não vende. Mas a culpa sim.

E sabem que mais? Somos todos culpados por isto e devíamos ir todos presos para aprendermos. Mas não vamos, porque nos declaramos inocentes, como se fossemos pequeninos e não entendêssemos nada do que dizem à nossa volta. Mas entendemos sim e é fácil perceber que a capa de um jornal que declara em letras garrafais que um homem ou uma mulher igual a nós é “Culpado” é muito mais conclusivo do que a mesma capa, com o mesmo homem ou a mesma mulher igual a nós, com as letras grandes a dizer “ Inocente”. A culpa não deixa dúvidas, mas a inocência levanta-as. A culpa é irredutível, a inocência é um processo que nunca está acabado. A capa de um jornal com alguém a declarar-se inocente será sempre olhada com desconfiança como quem diz “ Deve ser inocente, deve!?”, enquanto esse mesmo alguém declarado culpado não suscita a mínima incerteza. Sendo culpado, acabou-se. Sendo inocente, isso é o que se vai ver ainda. Porque a inocência é difícil de provar – tem que haver provas cabais disso, temos que jurar a pés juntos e com as mãos sem fazer figas, prometer por tudo o que é mais sagrado como quando fazíamos quando éramos mais pequenos e nos questionavam se estaríamos a falar verdade “ Juras pela tua mãe que não contas a ninguém ? E nós jurávamos. "Juras por tudo o que é mais sagrado?" E nós jurávamos para saber o segredo que depois contaríamos a outros, fazendo-os jurar do mesmo modo. A culpa não é no entanto assim. Se uma vez é culpado, é para sempre culpado. Mesmo que tenho sido sempre inocente.

Sunday, February 01, 2009

Entrevista ao Portal Lisboa (www.portallisboa.net)


Portal Lisboa esteve à conversa com Fernando Alvim, a coisa até que não correu mal. A determinada altura ameaçou abandonar o estúO dio como o Santana Lopes, mas acabou por ficar em troca de um tosta mista e uma meia de leite.



PL - O Fernando Alvim lançou recentemente um livro. De que se trata? Como nasceu a ideia?

FA - A ideia nasceu da vontade de escrever e ter uma casa com aquecimento central.

PL - Porquê 50 anos de carreira?

FA - Porque é cedo demais para assumir o meu centenário e não estou neste momento interessado em combater o Manuel de oliveira.

PL – Acredita que pode vender mais que o Gonçalo Amaral? Para quando o Nobel?

FA - Acredito sim e aposto que eventualmente o meu livro possa ter pessoas que saibam ler. O meu livro não fala sobre qualquer crime. O meu livro é o crime.

PL - O livro é definido, no seu site pessoal, como “um livro golorioso, um hino à palermice, uma obra indispensável”. O que é isso de um livro glorioso e ao mesmo tempo um hino à palermice, é sobre o Benfica, é isso?

FA - Bem, eu vou fazer de conta que nem ouvi isto porque quer-me parecer que estarão a vilipendiar a imagem do Sport Lisboa & Benfica. Vou fazer como o Santana Lopes e saio do estúdio. Mas que afronta esta? Quero falar imediatamente com o seu director, mas onde é que ele está? Quem é este individuo? Tragam-me por favor uma tosta mista e uma meia de leite.

PL – Apresenta, neste momento, o “Boa Noite Alvim” na SIC Radical. Prefere fazer televisão, rádio ou escrever? O que dá menos trabalho?

FA - Não, o que me dá mais prazer. E a esse nível, continuo a preferir o sexo. Contudo, de vez em quando, também me dá bastante prazer fazer rádio e televisão e escrever, mas não é bem a mesma coisa. Arfo e tal, mas são coisas diferentes. Ao contrário do sexo, depois da rádio, não costumo ir fumar um cigarro à janela.

PL – O Alvim também é DJ, sabemos que a noite é um mundo complicado. Desde que é DJ considera-se um ícone sexual?

FA - Sim, claramente, mas já o era, antes mesmo de ser DJ. Certamente, que não duvidarão que a estátua do Cutileiro no parque Eduardo Sétimo é obviamente em minha homenagem. Que me parece justíssima.

PL- É verdade que se levanta às seis da manhã para fazer o Prova Oral na Antena 3? Quer explicar aos nossos leitores como consegue?

FA - Sim, levanto-me às 6, mas só para a ouvir, visto a emissão que se passa às 6 é a retransmissão da emissão feita em directo às 7 da tarde do dia anterior. Às vezes chego a ir para a rádio às 6 da manhã convencido que a irei fazer, mas chegado lá impedem de exercer o minha actividade e mandam-me para casa dormir que bem preciso.

PL – Quer falar um pouco sobre a sua revista 365?

FA - Está tudo neste site: ww.revista365.com. É uma revista muito bonita que fez com que eu nunca me metesse na droga e me impediu de ver os programas da Teresa Guilherme. É uma revista que qualquer um pode assinar e o senhor jornalista tem aqui uma proposta para ser assinante que eu lhe vou entregar em mão agora mesmo. Ora aqui está? Prefere pagar em dinheiro ou cheque? Sim sim, vamos a uma caixa Multibanco mais próxima? Não tem qualquer problema. As senhoras que vendem ursitos nas bombas de gasolina ensinaram-me isto.

PL – Num questionário daqueles estranhos, se lhe perguntassem a profissão o que responderia?

FA -Cidadão 102 44 230. Arquivo nacional de Lisboa.

PL – Falando de coisas sérias, o que acha da cultura em Portugal?

FA - Então não me tinha dito que íamos falar de coisas sérias, mas está a brincar comigo? Quer falar de coisas sérias ou não? Se sim, faça-me então uma pergunta séria.

PL – Estamos a começar 2009, quer deixar uma mensagem aos seus fãs?

FA - Não, porque pura e simplesmente não os tenho. Eu não sou o Tony Carreira, nem o Micael, eu não sou amigo da Popota. Sinceramente, não sei quem são os meus fãs. Onde é que eles estão? Onde é que eles estão?

GUERRILHA DV | Realização Digital Independente. Workshop na Restart.










A pedido dos meus amigos da Restart, onde em breve irei dar um workshop de rádio, eis que divulgo o workshop Guerilha Dv que ali será feito nos dias 7, 8, 14, 15, 21 e 22 deste mês. Eis o que se pode ler acerca da coisa. Para todos os interessados, aqui vai:






OBJECTIVOS



Formação inicial em produção/realização de baixo custo em formato miniDV. Os formandos serão dotados das bases elementares de linguagem, escrita para audiovisual, optimização na operação da sua câmara mini DV, iluminação, e montagem, através da aplicação prática de conhecimentos.Cada formando terá a oportunidade de escrever, filmar e montar uma curta até 5min, individualmente ou em dupla se preferir






OBJECTIVOSEstudantes de artes, jovens realizadores, artistas plásticos, e jovens em geral que tenham um interesse especial por desenvolver capacidades de produção e criação em regime autónomo, livre do constrangimento dos grandes circuitos de produção.






CONTEÚDOS SESSÕES1ª sessão: Fases de projecto, breves noções de pré-produção e produção.Promoção e Distribuição (canais, web e festivais).Noções elementares de linguagem audiovisual (movimento, cena, plano, composição, gramática, continuidade).Desenvolvimento dos projectos guerrilha.2ª sessão:Argumento e Planificação.Início da preparação e pré-produção dos projectos.DV (Digital Vídeo).Câmara miniDV (possibilidades e optimização).3ª sessão:Produção (gravações) – grupo a.4ª sessão:Produção (gravações) – grupo b.5ª e 6ª sessão:Montagem e pós-produção.Upload dos trabalhos no SapoVídeos.




FORMADOR Gonçalo Luz Realizador, formado em cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, complementa os seus estudos na área do vídeo na ETIC (Lisboa). Segue para Nova York onde estuda na escola de actores Lee Strasberg Theatre Institute, participando desde então nas mais variadas acções de formação na área dos audiovisuais. Vencedor de vários prémios com trabalhos de produção independente em mini DV tais como “Innocent When you Dream”, “em Fátima rezei por ti”, “How I Feel”, Gonçalo Luz tem vindo a desenvolver o seu trabalho nas mais variadas áreas entre o vídeo e o cinema, passando pela publicidade. Membro do Actors Center (Roma) como realizador e formador de Realização na Restart.




LINKSvideos.sapo.pt/restartwww.youtube.com/guerrilhadvhttp://www.goncaloluz.com/HORÁRIO10:00 - 13:00 / 14:00 - 17:00 (36 horas)
VAGAS14 Participantes(mínimo 8)






informações Telefone 21.8923570e-mail info@restart.pthttp://www.restart.pt/

Isto de sair à noite só ao fim-de-semana, é como andar de carro só aos domingos. Vai-se para a estrada - é certo – mas depois falta aquela elasticidade do pára arranca da semana. E a noite é mesmo isto. Tem que se andar sempre, de preferência todos os dias, e habituar-nos ao trânsito. E como em tudo, há um trânsito incomodativo e outro que não. E chegados aqui, é justo dizer que sair ao sábado é a mesma coisa que sair de casa à hora de ponta. Isto é, estamos em casa a ver as notícias, na televisão a dizerem-nos " olhe, que não vá para a segunda circular que está um sarilho que ninguém se entende, atenção à VCI que o trânsito não se aguenta", e nós o que é que fazemos? Vamos por ali dentro como se aquilo – talvez por nos pressentir ou coisa assim - mudasse entretanto. Mas não, não há santo que nos valha. E o tráfego é tanto que não se chega a lado nenhum: nem ao emprego a horas, nem ao bar, nem à outra rapariga, nem a ninguém, ouviram? Quando a confusão é muita, a poluição é geralmente insuportável, excepto quando nos apanhamos em festas em cujos motores estão já com o sistema híbrido e eléctrico devidamente instalados. Daí que sair a um Sábado é como fazer compras no último dia do Natal: pode-se sair-se, mas não é seguramente o melhor dia. E qual é? – perguntam. E eu respondo sem peias, cheguem-se aqui: Todos os outros! Num célebre livro, o afamado escritor George Orwell escreveu um dia uma frase que encaixa aqui como uma luva: No mundo somos todos iguais, mas há uns que são mais iguais do que outros".






Ora pegando nisto, e adaptando-o aos dias da semana, é fácil perceber que há dias mais iguais que outros. Mas os que não são – e são esses que verdadeiramente nos interessam – são para mim aqueles que deixam respirar as pessoas tal qual um bom design de interiores. E às vezes, há dias em que não se respira em determinados locais, que por vezes, se afiguram aos sábados que eu não gosto. Se bem que agora que penso nisto, gosto de pessoas que por vezes nos deixam sem respirar, mas isso agora não dá jeito nenhum para o estou a tentar apresentar.






Ora, onde ia eu? Exactamente, se querem saber, as pessoas são iguais aos dias que saem e não me venham cá dizer que as pessoas que saem à segunda são iguais às de quarta? Nada mais errado, odeiam-se, juro-vos. As de terça iguais às de Quinta? Ui, não as juntem num jantar. As de Sexta iguais às de sábado? Nem se podem ver. Daí que do mesmo modo que muitos dizem que vai ali um condutor de domingo ou tirou a carta com as farinhas Amparo, eu digo logo " vai ali um que aposto que sai às terças! olha, aquela ali, tem mesmo carinha de quem sai às Quintas! Aquele tem cara de segunda feira, o outro de Sexta, e andamos assim. E a verdade é esta, com a noite percebe-se logo quem sai e quem não sai e em que dia é. Aliás se me permitem – dá licença, dá licença - o problema é que isto de sair a um determinado dia, torna-se um vício. E os que saem regularmente a um dia, não saem num outro o que muito bem explicar aquelas pessoas que quando saem à noite vêem sempre as mesmas pessoas. Pudera, saem sempre ao mesmo dia. E depois quando tentam um outro, já não se adaptam. Eu, por mim, sou das quintas-feiras e não quero conversa com a rapaziada dos sábados. O pessoal das segundas e das sextas ainda posso trocar algumas impressões. Agora, o resto, não fazem parte do meu grupo. Eu sou das quintas e isto não é para todos. ( foto de Scott James Prebble)