Monday, June 30, 2008

Monstros do Ano. 1ª Edição. 11 de Dezembro.Lisboa.







Eis chegada a altura de vos apresentar a minha ideia mais arrojada deste ano e aquela que seguramente mais páginas irá dar à imprensa depois de saberem quais foram as categorias, os nomeados e os vencedores de cada uma delas na primeira edição dos Monstros do Ano.

Não mais que uma cerimonia em tudo igual aos Óscares de Hollywood mas com algumas diferenças que com verdade nos beneficiam:

Em vez de ser realizado no Kodak Theatre de Hollywood, será realizado no em Lisboa, em local ainda a designar, no dia 11 de Dezembro a partir das 22 horas.



Em ambos haverá tapetes vermelhos mas o nosso, o nosso tapete, será o mais aveludado.



Os nossos convidados serão mais bonitos, as mulheres mais encantadoras, os perfumes mais frutuosos.





A cerimónia será mais cedo e neste os comentadores não falarão por cima dos apresentadores. Não teremos o Billy Crystal mas eles também não. Teremos mais nomes porque seremos muitos e na entrega dos prémios os nossos discursos serão mais oportunos, as palavras mais certeiras, os momentos de humor mais inteligentes, as votações mais céleres, os resultados mais justos e as bebidas mais baratas.





Não seremos igual a Hollywood – claro que não – mas as televisões que importam estarão lá, as rádios que se fazem ouvir marcarão presença, a imprensa que se quer respeitada estará de caneta em punho, e todos ali, sentados à mesa ou encostados a um canto – que bela miúda que ali está! – iremos perceber quem são os vencedores deste ano.

Eis algumas das categorias que poderemos já adiantar:

Melhor tema nacional/ internacional do ano
Melhor filme nacional/ internacional do ano
Melhor actor do ano/ Melhor actriz do ano
Melhor site nacional/ melhor blog nacional
Melhor citação do ano
Melhor lata de atum do ano
Prémio “ Mais valia não ter acontecido”
Prémio cidadão Anónimo do Ano
Melhor cortador de relva do ano
Melhor livro do ano
Bonzão do ano
Boazinha do ano
O e-mail do ano
Melhor cena do Ano
A frase de Engate do Ano
Melhor Bandido do Ano

Enfim, os Monstros do Ano, será uma cerimónia que juntará categorias habituais e outras que lhe darão um ar mais bizarro e pouco convencional mas mantendo sempre a elevação que nos caracteriza. Se é certo que incluirá coisas como: O tema nacional do ano, o filme do ano, o melhor livro do ano, também é verdade que irá eleger a frase de engate do ano, a personagem do ano, o vídeo do ano, o cromo do ano ou o cidadão anónimo do ano.



Ainda não decidimos ao certo quantas categorias existirão mas calculamos que iremos fixar a coisa nas 25/30 categorias: ( melhor série do ano, revelação do ano, melhor momento de humor do ano, sabonete do ano, melhor site, melhor blog do ano, melhor artigo do ano, etc e tal), tudo numa lógica de não lógica e assim por diante. Recorde-se que o objectivo principal,é premiar coisas que habitualmente ninguém se lembra de premiar. Até hoje. Até chegarem os Monstros.


Ora, como acredito que nesta altura já perceberam a intenção, saibam que a presente missiva serve para vos convidar a estarem presentes e juntarem-se à maior festa que alguma vez o mundo viu desde a que se seguiu à tomada da Bastilha! É dia 11 de Dezembro. 22 horas. Em Lisboa.

Friday, June 27, 2008

Finalmente a Maxmen!














Era um objectivo que há muito perseguia e que finalmente se concretizou. A partir deste mês, sou o novo colaborador da revista Maxmen que me fez uma daquelas propostas a que manifestamente é impossivel dizer que não. A proposta foi exactamente esta: Fazer uma entrevista mensal a raparigas giras que quisessem falar abertamente sobre sexo, amor, os homens que fazem ou já fizeram parte da sua vida e que basicamente, nos pudessem responder a algumas perguntas a que, nós homens, procuramos resposta.






A esta proposta, juntei uma outra: E que tal se fizessemos exactamente isso mas lhe juntassemos um fotógrafo que é adorado por elas ( Carlos Ramos é o fotógrafo que todas as mulheres gostam) e lhes dessemos a possibilidade de estas escolherem uma roupa diferente na Maria Gonzaga ( Maria Gonzaga é a pessoa que em Portugal tem o maior número de roupa para figuração)? A proposta foi aceite e, chegados a acordo, a primeira entrevista foi com Leonor Seixas, que não pestanejou ao aceitar o convite e mostrou que não está com grandes modas para dizer o que pensa.






É uma parte dessa entrevista que aqui deixo. Se quiserem saber mais, podem e devem comprar este número para saberem como está vestida Leonor Seixas e para, já agora, perceberem como se comporta Orsi Fehér em Óbidos.






Aceito sugestões para próximas convidadas, de preferência, que sejam giras e com dois dedos de testa. Eis metade da entrevista com Leonor Seixas. Maxmen. Edição de Julho:
Leonor Seixas






Sabe tocar piano e falar francês. Não bebe, não fuma e o único vício que diz ter, é o uso do baton do cieiro que usa em permanência. Gosta muito dos homens mas confessa que não tem portas fechadas para nada. Já viveu em Paris, no Rio, em Nova Iorque e ultimamente vive nesta página. Eis Leonor Seixas, uma mulher que revela não se importar de tratar das lides domésticas desde que a façamos feliz. É por existirem mulheres assim que temos esperança nos avanços da Clonagem.


No filme Pedro e Inês foste Dona Constança. Não achas que aqueles vestidinhos eram pouco práticos para fugir da janela?

Acho que a época em si era muito mais atrevida e quando tu queres alguma coisa não é um vestidinho comprido nem apertado que te impede de fazer o que queres.

E quando usas uma saia curta sentes-te observada pelos homens ?

Não sei se é uma saia curta ou um decote que faz com que as pessoas olhem para ti, às vezes é o teu estado de espírito, a forma como pareces bem aos olhos dos outros. Pode-te parecer filosófico mas é a verdade. E além disso seria redutor pensar que os homens só ligariam a isso.

O que gostam as mulheres nos homens?

Não posso falar por todas nem quero. Em termos gerais, é o conjunto, eu acho que é muito importante quando o homem é proporcional, quando as coisas se conjugam bem num todo. Eu adoro o corpo masculino.

Curioso, normalmente as mulheres costumam dizer que gostam muito das mãos e coisas assim. Não tens nenhum fetiche a este nível? Por exemplo, não gostas de morder pés?

Não, eu gosto de ter outras coisas na boca ( risos)

Desculpa?

Outras coisas quero eu dizer, cabides, canetas, era isto que eu queria dizer( risos). Falando nisso especificamente, eu acho que num relacionamento é importante tu gostares de ter tudo na boca, não é só uma coisa. Depende sempre muito, varia muito, de homem para homem.

Já realizaste algum fetiche a um homem porque este te pediu?

Sim, mas não te vou dizer qual. Uns foram mais básicos do que outros, mas não digo. E nós mulheres também temos. Mas são diferentes . Muitas vezes, passam pela forma como nos vestimos, desde o cliché da secretária ao da professora que quer dar uma lição ao menino. Mas isto depende muito de cada mulher. O que é interessante é as pessoas serem surpreendidas por fantasias ou não. Lugares proibidos. Coisas proibidas.

Espera lá, já te sentiste atraída por uma mulher?

Acho que não. Já fiquei fascinada por algumas, se calhar um bocadinho demais, mas eu sou demasiado apaixonada pelo sexo masculino, acho-o demasiado fascinante, maravilhoso, de tal forma, que sinto que os homens arrasam com o meu mundo. Mas sim, acho que há mulheres lindíssimas, muito interessantes e porque não fazer qualquer coisa com certas mulheres. Não tenho portas fechadas para nada na minha vida.( risos)

Ias para a cama com a Angelina Jolie?

Não. Ia com a Sharon Stone. Acho a Angelina linda de morrer, quase perfeita, mas é magra demais para o meu gosto e não é sexualmente uma mulher que me fascine.
(Continua na Maxmen de Julho)

Thursday, June 26, 2008

Eu quero mudar o mundo!




Hoje, depois de acordar e lavar a cara dei por mim com uma visceral vontade de mudar o mundo. Olhei para o espelho e de olhos arrebitados disse "Vou mudar o mundo" e dito isto comecei a correr por toda a casa, como se em cada compartimento alguém me esperasse para ouvir esta mensagem. No meu quarto disse "vou mudar o mundo!", na cozinha o mesmo, no corredor não sei porquê mas não quis, mas chegado às escadas de acesso ao exterior ganhei um novo fôlego e já na rua fui comunicando esta minha vontade a toda a gente. "Vou mudar o mundo!" disse. E todos a quem eu dizia isto, apontavam a mim um dos seus braços e riam-se como se eu tivesse acabado de contar uma piada das boas.As pessoas não acreditam em alguém que quer mudar o mundo e se revelarem esta intenção, mais depressa serão confundidas com um qualquer louco de que com alguém que está em posse de todas as suas faculdades mentais e determinado a fazê-lo: A mudar o mundo. E eu estou, desde esta manhã, após ter lavado a cara.


Contudo, há tanto a fazer que nem sei por onde começar, como naqueles dias em que é tal a quantidade de tarefas que temos delineadas que optamos, por não fazer nenhuma. Não que não o queiramos – queremos pois – o que não sabemos é por onde começar. E é este o problema. Como se o mundo fosse um objecto muito grande de difícil transporte, sem lugar para para por as mãos. Diz-se "Rapaziada, venham aqui ajudar-me a carregar o mundo que eu não consigo! E é certinho que alguém diga "Chefe, eu até ajudava, mas isto não tem sítio por onde se lhe pegue! olhe para isto, não tem sítio para por as mãos, como quer que eu faça?. E de facto, muitas das vezes nada há a fazer porque o mundo não se deixa agarrar, por não ter sítio onde por as mãos, por não ter, assumidamente, ponta por onde se lhe pegue.



Agora, uma pergunta: Existe uma idade para mudar o mundo? Querem saber a resposta? Pois aqui vai: Existe, sim senhor. É precisamente a idade em que as pessoas usam repetidamente a expressão "Eu não tenho idade para isso!". "Oh tia, podíamos ali construir uma casa!" e já ela nos vai dizendo pondo as mãos à cabeça "Eu? Eu não tenho idade para isso" "Pai, porque não vamos dar uma volta ao mundo para lhe tirar as medidas? E este nos responde "Eu não tenho idade para isso filho e mesmo com as medidas do mundo, ninguém será capaz de lhe fazer um fatinho novo" e ainda assim, não desistindo, perguntamos "Avô, já viste aquela loira que ali vai, aquilo é que é bom para ti, olha para aquelas pernas!" ao que ele nos diz com indisfarçável desencanto "Eu não tenho idade para isso rapaz! Mas chega-me aí os óculos! "E assim, por saber que é para a minha, para a minha idade, eu vou atrás do mundo como se fosse atrás daquelas pernas altas, daquela saia justa, daquele corpo. Sabendo que é para a minha idade, eu vou atrás do mundo por saber bem por onde começar, por onde o agarrar, na certeza de que irei ter tempo para fazer tudo o que havia planeado. Na certeza de que o poderei mudar.

Friday, June 20, 2008

São João no Porto. Dj's Alvim e Nuno Markl ao vivo na Alfandega. Entrada Livre.



É a primeira vez que passamos música em conjunto e logo numa noite de São João. Nuno Markl e aqui este jovem que vos escreve, serão os dj's da noite da Alfandega do Porto, que será ao ar livre, no parque de estacionamento da Alfandega.


Era extraordinário que aparecessem e nos fossem lá abraçar com uma força capaz de nos partir uma ou duas vértebras.


No espaço, saibam que podem ir jantar ( há sardinhas e imperiais fresquissimas) e a entrada é livre. Estamos a contar com todos os habitantes do Porto com excepção de um ou outro que eventualmente não poderá vir. Venham daí!

Thursday, June 19, 2008

Olha a Moina!




Existe uma relação de desconfiança entre a polícia e a população e pior ainda, entre nós e a polícia. Eu desconfio sempre de pessoas que usam um cacete na cintura e me mandam parar para que eu mostre os documentos. E a polícia, parte do principio que a "presunção de inocência" foi coisa inventada por intelectuais de esquerda.
A polícia goza na sociedade civil do mesmo estatuto que os professores de Matemática usufruem na escola e embora possam não ter culpa disso, a verdade, é que a má fama os persegue. Vê-se uma operação Stop e lá vamos dizendo "Querem ver a minha vida!", ao longe o professora de Matemática e desabafamos "Lá vem a raiz quadrada!" e andamos nisto, até nos mandarem parar e "Boa tarde, os seus documentos, por favor!". E nós, não havendo alternativa mostramos, como se tivéssemos a tirar a roupa para um exame de rotina. E é assim que me sinto, nu, em frente à polícia. "A carta, se não se importa!" – tiro a camisa, "o seguro, se faz o favor!" – agora as calças, "O comprovativo da inspecção!" – aí vão os sapatos", "O selo do carro, está actualizado?" – lá foram os boxers e de repente quando me dizem "pode seguir!" eu ouço sempre "pode-se vestir!". E eu visto e fumo um cigarro enquanto aperto o cinto.


Eu sei que é para o nosso bem mas também já me diziam isto quando me obrigavam a consumir uma colher diária de óleo de fígado de bacalhau. Eu sei que amanhã tenho que me levantar cedo, mas está a dar o programa que eu gosto, bolas. E tudo isto, tem um sabor amargo. E em tudo isto, há um tom resignado na nossa voz, um encolher de ombros, um bufar furioso entre os dentes, como deixássemos escapar "Só me faltava esta!". De cada vez que vejo a polícia, apetece-me dizer o mesmo que digo aos vendedores da paz que me tocam à porta: "olhe, peço desculpa, mas não tenho tempo! Adeus e Bom dia!" e assim era: "Os seus documentos por favor!" e eu diria "olhe senhor guarda, eu não acredito em nada disso e agora não tenho tempo. Com a sua licença, vou andando!" e o senhor guarda, aceitando isto, seguia caminho. Mas não. A polícia faz questão de espalhar a palavra do senhor e também ouvir a nossa, muitas das vezes, já em tribunal.

Eu ainda do sou do tempo, em que um dos slogans para a policia era precisamente: "Em cada esquina, um amigo!", mas agora, se forem lá ver, nas mesmas esquinas onde proliferavam pessoas com um cacete na cintura, estão mulheres com saias curtinhas e formação dentária tradicionalmente desalinhada. E onde estão todos? Que é feito do policia amigo que nos safava das multas e bebia connosco uma imperial? Que é feito das amnistias do Papa que nos abençoava no Natal ou quando ia a Fátima? Que é feito dos radares de coração mole?

Wednesday, June 18, 2008

Artigo no novo número da Chick Intimate Cult.Revista de Moda Interior .


Antes de tudo, gostava de dizer que vos escrevo este artigo em boxers e tronco nu. Isto é só para dar um toque mais erótico à minha prosa. Depois, dizer-vos que escrever para uma revista de roupa interior era possivelmente o meu maior sonho de criança. E finalmente, que eu sou muito capaz de adivinhar a personalidade de alguém através da roupa interior que usa. Ainda outro dia por exemplo, estava um senhor no trânsito a protestar comigo de forma veemente e a colocar um dos seus dedos em riste, quando me abeirei do seu veículo e disse-lhe: “O cavalheiro importa-se de me mostrar a sua roupa interior?” e acedendo ao meu pedido, o mesmo exibiu os seus boxers e eu imediatamente vociferei um estridente “Eu logo vi, eu logo vi!”. A mim não me enganam, embora esta história de pedir às pessoas que me mostrem a sua roupa interior me já tenha provocado muitos dissabores e um ou outro hematoma sem importância.

A verdade, é que eu gosto de usar uma boa roupa interior e o melhor sítio para arranjá-la é sem dúvida nos estendais da vizinhança. Eu sei que isto à partida pode não parecer muito correcto, mas vos asseguro que passado pouco tempo perceberão que ninguém se importará, se ao subtraírem uma peça colocarem outra em sua substituição., Ainda ontem roubei aqui do meu vizinho do lado uns boxers muito bonitos mas em compensação deixei-lhe no estendal umas ceroulas de grande categoria. Da mesma forma que ainda esta semana, vi desaparecerem do meu estendal uns slips caríssimos mas em troca tinha lá o número da revista playboy com a Maitê Proença. E assim vale a pena e é bonito. Às vezes só para brincarmos uns com os outros, colocamos no lugar de uns boxers umas cuecas de fio dental da nossa mulher e sabem que mais, o meu vizinho do 4ª direito deve estar a gostar tanto, que a minha companheira está praticamente sem nada para usar neste momento.

E assim, é óbvio que nem sempre temos roupa interior que nos sirva e se adapte perfeitamente a nós, daí ser tão importante a escolha da vizinhança quando mudamos de casa. Mais do que percebermos as características de personalidade e sociais do vizinho do lado, o mais importante é sem dúvida, percebermos que o mesmo usa no domínio da roupa interior, o mesmo tamanho que o nosso.

Thursday, June 12, 2008

São João no Porto.23 de Junho. Baile de grande categoria na Alfandega.Entrada Livre.

TMN MOCHE 1

Uma questão de Timing









Existe um timing para tudo e muitos são aqueles que não o respeitam, porque acham precisamente, que não existe um timing para nada porque o que importa é a força de vontade, a forma como nós acreditamos naquilo que desejamos alcançar, a intensidade com que depositamos confiança em nós próprios e muito importante... esqueci-me agora. Estas frases são muito bonitas mas não passam disso, espremem-se muito bem como se estivessem a sair da máquina de lavar em direcção ao estendal, mas nem uma pinga de água.

Existe um timing sim e se ele existe é para ser cumprido tal qual uma colheita que tem que ser feita em determinado período. Vamos cá ver: porque é que a apanha da cereja é normalmente feita em Maio/Junho e da uva entre Setembro/Outubro? Deve ter sido por acaso, querem ver?! Pois claro que não.Porque é aí que os frutos estão nas melhores condições para serem colhidos: nem verdes, nem demasiados maduros. Na altura certa. No chamado “ponto” para irem para o cesto. E o que acontece quando não respeitamos este timing é que possivelmente encontramos lá os frutos sim, mas já sob a forma de fósseis ou com caruncho que é como se costuma dizer lá para a terra. É daí que vem a expressão “Tu não vales um caroço!” que é ao que ficam reduzidas as cerejas se não forem apanhadas a tempo.


E assim, há muitas pessoas que continuam a não respeitar esta elementar regra, a da colheita no tempo certo, convencidos que estão, de ainda poderem apanhar maçãs em Fevereiro. Não podem. Existe um tempo para tudo e se não apanharmos o que ele nos dá na altura certa, nada retiraremos dele. Falharemos o timing ou pura e simplesmente o deixaremos passar como se estivéssemos de boca aberta, na janela do carro, a ver um palácio muito bonito. E depois disto, quando passamos, quando percebemos o que ficou para atrás, é que entendemos que o timing era aquilo. E era tão simples de entender. Pelos sinais que nos faziam, pela forma como nos olhavam, por aquilo que nos diziam. Tão simples de entender caramba e nós ali, numa espécie de gaguez mental que nos retrai em vez de nos fazer ir em frente.

E o mais curioso é quando entendemos tudo desde o início mas achamos que ainda não é o timing certo, que ainda precisamos de mais uma prova ou outra que isto não é assim, mais um jantar, mais um cinema, mais umas férias que eu depois quando vier decido, mais uma carta, um telefonema, uma mensagem cautelosa que eu não tenho a certeza, mais um dia a seguir a outro, mais uma semana em que não nos vemos, mais uma semana que nos vemos sem nos ver, até ao dia em que percebemos, que perdemos todo o “Timing” que até aí nos unia.

Tuesday, June 10, 2008

http://cabaret-maxime.tv/



Eis o futuro. Acabo de descobrir este site do Maxime que basicamente revoluciona o sistema. isto é, coloca disponíveis os concertos que por ali passam e faz com que muitas pessoas possam ver as imagens de algo que por manifesto infortúni0 ou porque estava muito gente à porta, não puderam ver ao vivo.
Não me parece que isto possa prejudicar as bandas de nenhuma forma, porque como facilmente perceberão, nunca será a mesma coisa ver um concerto por aqui e estar presente no espaço onde este se realiza. Mas contudo, isto serve para eternizar um momento, deixá-lo chegar a mais pessoas do que aquelas que ali estavam. E consegue-o. E este exemplo deveria ser seguido por outras coisas, tal como conferências, tal como peças de teatro, tal como exposições, tal como workshops, tal como toda a espécie de eventos que podem e devem chegar a todos: aos que estiveram presentes e querem rever e aos que não estiverem e podem agora. Obviamente, com a devida autorização dos intervenientes.
O que isto quer dizer é que as conferências para 10 pessoas - porque estava mau tempo ou porque sim - podem ter os dias contados e ainda bem. Para os participantes será muito mais motivador que o que o alcance do que dizem possa chegar a muito mais pessoas do que aquelas 10. Que a conferência ou o que quer que seja não acabou ali. Percebendo pois, que a internet veio dar a mesma eternidade que estava inerente - até há uns anos - a um livro.

Mais um 10 de Junho e mais uma vez se esqueceram






É muito bonito o 10 de junho mas aconteceu de novo. Mais um 10 de Junho e ainda não foi desta que recebi a minha ordem de mérito.

Friday, June 06, 2008

O primeiro passo


Existe uma dificuldade em dar o primeiro passo que não vem de agora e nem é só daqui. Em tudo o mundo, custa muito dar o primeiro passo mas em Portugal custa mais. Os portugueses gostam que sejam primeiro os outros a darem o primeiro passo – e depois se correr bem e ninguém se tiver magoado – aí sim, damos o nosso. E isto é um problema. Porque mesmo que demos o nosso passo logo a seguir aos outros, estamos sempre um passo atrás, o que fica muito bonito no tango mas não dá jeitinho nenhum para o país. Portugal precisa não de um, mas de dois passos em frente, para no mínimo agarrar a camisola dos outros países.

Portugal não dá o primeiro passo porque tem medo do escuro e habituou-se a adormecer com a luz da televisão. Habituou-se a estar sentado no sofá, sem vontadinha de se levantar que está muito frio lá fora e nem pensar em sair daqui que ando a seguir esta série. E este Portugal que ficou na terrinha e não quis evoluir habituou-se a ver nos outros o exemplo a seguir, quando poderia ser ele o exemplo. Porque é mais fácil, porque custa menos, porque assim não erramos, porque custa muito arriscar. Portugal parece o estudante que nunca tem muita certeza do que diz ou escreve esteja certo, pelo que em pleno exame, prefere copiar a resposta do colega do lado do que acreditar na sua. E está mal. Portugal poderia ser o aluno mais inteligente da turma, o mais brilhante actor das festas de Natal e, em vez disso, remete-se à última fila, à luz de presença, à plateia anónima. Portugal insiste em ser um mero espectador que vai aplaudindo quando lhe pedem, quando poderia muito bem ser aplaudido de pé e apanhar as flores que lhe eram lançadas.

E assim, Portugal deveria dar o primeiro passo e não estar à espera que ninguém o dê por ele, porque ninguém o fará. Portugal deveria dar sempre o primeiro passo, abrir a pista, sair daqui, custe o que custar, não importando que estejam todos a ver – melhor ainda – não fazendo caso do que os outros dizem porque isso de nada importa. O que importamos ou exportamos, somos nós. Portugal tem que dar o primeiro passo porque pode errar mas também acertar e ir na frente e vencer, com a mesma convicção que um ciclista descola do pelotão na certeza de que poderá, no mínimo, ganhar o prémio da montanha. Portugal pode ser esse ciclista – ali vai ele - que olha para trás bastas vezes mas que pedala freneticamente, que sente que todos o aplaudem à sua passagem – aqui está ele - e lhe atiram água para que se refresque, que gritam o seu nome e lhe dão um empurrãozinho sem ninguém ver. Portugal pode ser esse que aí vem, deixando todos os outros para trás, cortando a meta, de peito feito e mãos erguidas.







Agenda para o fim-de-semana: Hoje, sexta-feira, apresento as Escolíadas no Casino da Figueira da Foz. Sábado, não percam emissão de Nuno&Nando na Antena 3, com São José Lapa, a sua filha, Inês Lapa, João Cabral, todos da peça " O Tio João" no Espaço das Aguncheiras, nos fins de semana de julho. Também Mónica Sintra que fala sobre anorexia, bulimia e revela que mora sozinha. E finalmente, o arcebispo de cantuária que fala sobre o livro " As receitas do Arcebispo". E tudo isto se ouve, este sábado entre as 11 e as 13. Finalmente, este Domingo estreia a campanha da TMN onde eu sou uma das figuras juntamente com Joana Cruz. O Boa Noite Alvim entretanto está de férias e ainda não há uma data oficial para o regresso. E pronto, não digo mais nada.

Sunday, June 01, 2008

A frase do dia


Já esta manhã, uma amiga minha referindo-se a um suposto homem que a inquieta, tem esta estupenda afirmação:

Ele é tão querido, que me tira a tusa.


Isto dá que pensar, não dá?





P.S - Hoje, Domingo, dia 1 de Junho, dia mundial da criançada, não percam o último episódio da 3ª série do Boa Noite Alvim. Os convidados são o actor José Pedro Gomes que admite que se enfurece com o chico espertismo e Lena D'água que explica como suportou a ida do seu irmão Rui Águas para o Porto. É às 23 horas na Sic Radical.

O melhor do mundo não são as crianças. É o Cristiano Ronaldo.











Dizem-me que o melhor do mundo são as crianças e eu sinceramente não acho nada. Há coisas melhores no mundo, como por exemplo, esparguete à bolonhesa, as cataratas do niagara e queijo flamengo e para além disso, o melhor do mundo é, como toda a gente sabe, o Cristiano Ronaldo, que não é propriamente uma criança.

As mulheres tendencialmente dizem gostar muito de crianças e chamam a si uma maior afinidade que advêm – dizem – do facto de terem 9 meses de avanço em relação aos homens. E depois, passam uma vida inteira a dizerem em tom depreciativo que os homens se portam como verdadeiras crianças. Esperem lá: Não são justamente as mulheres que dizem gostar tanto delas? Que lhes desculpam tudo e mais alguma coisa? Que afirmam de forma peremptória, que estas são a melhor coisa do mundo? Ora, sendo assim, porque raio é que, quando nós os homens as imitamos somos tão criticados? Ser criança não é tão bom? Então porque nos censuram em vez de nos fazerem nestum com mel?


Eu não gostava nada de ser criança e via o mundo dos adultos como um objectivo a atingir o mais rapidamente possível, na esperança de ainda ir a tempo de jogar na bolsa e comprar acções da EDP. O pior que me podiam fazer enquanto criança, era terem conversas ao meu lado, falando sobre mim e convencidos de que eu não percebia patavina do que diziam. Lembro-me bem da minha mãe dizer a uma tia minha “ Este meu filho nasceu muito tortito, não seria melhor doá-lo à ciência para fazerem experiências” ao que a minha tia respondeu “ Não faça isso. É muito melhor vendê-lo” o que felizmente, num caso ou noutro, nunca viria a verificar-se, pois em nenhuma das formas me aceitaram.

Gostei de ser criança, foi muito bom, roubei maçãs, beijos e vasos das varandas, mas não voltaria a ser criança nem que me pagassem um jantar no gambrinus. Esperam lá, no Gambrinus se calhar até pensaria duas vezes, mas de outro modo não voltaria coisíssima nenhuma porque é muito chato comer sopa de espinafres só porque dá força, peixinho que tem muito ferro, creme de cenoura que faz muito bem aos olhos, laranja que tem vitamina c,usar sempre o chapéu – normalmente uns amarelos de uma conhecida marca de tintas – porque podemos apanhar uma insolação, deitarmo-nos depois da previsão meteorológica para o dia seguinte, não leias no carro que podes ter uma deslocação da retina, não ponhas a cabeça de fora do vidro e o pior de tudo, cortarem-nos o filme na melhor parte só porque, e passo a citar: Estes filmes não são para tua idade. E depois disto, é perfeitamente natural que exista um dia mundial da criança. Eu estou incondicionalmente do lado delas.

Viva o Capitão Moura!





Neste momento, é para mim o melhor programa de humor da televisão portuguesa e de que cada vez que o vejo, percebo que sou incapaz de mudar de canal enquanto não passar a ficha técnica. Álvaro Costa e Hernâni Gonçalves são os apresentadores da Liga dos Últimos, o programa que é emitido na RTP e que esta semana me apresentou o Capitão Moura, figura emblemática do programa (o Professor Bitaites já lhe deu um presunto) e que agora tem um hino, cantado desta estupenda forma pelas Vozes da Rádio. Se um dia eu tivesse um hino para mim, gostava que fosse desta forma. Este, é do Capitão Moura e estive todo o fim de semana a cantá-lo, com pose militar. Viva o Capitão Moura!